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Francilda Isidoro, irmã do pedreiro Pinheiro, morto e queimado dia 19, é assassinada com vários tiros
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Jorge Palma
Americana
A desempregada Francilda Hélia Isidoro, 22 anos, que há um mês e cinco dias havia cometido um homicídio, no Jardim dos Lírios, em Americana, foi assassinada a tiros na manhã de ontem. No domingo passado, seu irmão, o pedreiro José Nilton Pinheiro, 25 anos, também foi morto a tiros e teve o corpo queimado. Para a polícia, trata-se de um caso de vingança pela morte do ajudante Álvares Leandro de Santana, 20 anos.
Ontem, por volta de 7h, a Guarda Armada Municipal de Americana (Gama) recebeu uma denúncia de que uma mulher teria sido morta no Posto Ipiranga, na altura do quilômetro 120, em Americana. Os patrulheiros Souza e Teodoro foram até o local e testemunhas contaram que Francilda chegou correndo, fugindo de três homens. Um deles disparou e ela caiu. Logo em seguida, foram disparados vários outros tiros. Atingida em várias partes do corpo, ela morreu no local, sem chance de ser socorrida.
Segundo informaram os patrulheiros, Francilda já tinha sido vítima de agressão anteontem à noite. A Polícia Militar foi acionada até o Hospital Municipal, onde a vítima tinha sido medicada após ser ferida com duas facadas, uma em cada braço. Um boletim de ocorrência de agressão chegou a ser registrado no Plantão Policial.
Pela manhã, a mulher foi até a casa de parentes no Jardim América, mas como todos estavam ameaçados de morte, fugiram de casa, deixando-a sozinha. Ela pegou algumas roupas e saiu. Dez minutos depois os parentes receberam a notícia de que ela estava morta.
Os desentendimentos que acabaram com três mortes começaram, segundo informou a polícia, no dia 15 de outubro, por causa de um aparelho de som. Francilda, que morava na Rua dos Colibris, 258, Jardim dos Lírios, deixou seu aparelho de som em alto volume. Os vizinhos, entre eles Santana, reclamaram e depois chamaram uma viatura da Gama.
Francilda foi esperar a viatura a alguns quarteirões de sua casa e afirmou que tinha sido agredida. Depois, levou os patrulheiros até a casa dos vizinhos e foi chamá-los. Mas assim que Santana abriu a porta, ela lhe desferiu um golpe de faca no peito. Enquanto os patrulheiros tentavam socorrer a vítima, que foi levada até o Hospital Dr. Waldemar Tebaldi, onde morreu, Francilda fugiu.
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Depois que assassinou o ajudante Álvares Leandro dos Santos, Francilda fugiu, mas no dia seguinte foi detida em uma casa de seu ex-marido. Embora tenha confessado o crime, Francilda não ficou presa, passando a responder processo em liberdade, porque a arma do crime não tinha sido encontrada e o delegado julgou que não havia estado de flagrante. Desde então, ela estava foragida.
Em 19 de novembro, três homens invadiram a casa de familiares de Francilda, em Piracicaba, e seqüestraram o irmão dela, o servente de pedreiro José Nilton Pinheiro, 25, conhecido como Fofão. No dia seguinte, o corpo de Fofão, baleado e queimado, foi encontrado em Santa Bárbara d’Oeste. Os familiares disseram que os homens procuravam por Francilda e que, provavelmente, Fofão foi morto porque não sabia dizer onde ela estava.
Na oportunidade, membros da família chegaram a dizer que a mãe de Francilda teria sido seqüestrada em Pernambuco e que tivera uma orelha decepada. Mas ontem, esta informação foi desmentida. Um outro irmão de Francilda, que não quis se identificar, disse que sua mãe está bem. (JP)
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O jovem T.S.A., 17 anos, morador no Jardim Paulistano, em Americana, foi baleado na madrugada de ontem, quando regressava para a sua residência. O motivo foi uma briga após um baile.
Em Nova Odessa, policiais foram acionados até a residência do ajudante de pedreiro Ivandelei Alves, 29 anos, no Jardim Palmeiras. O homem afirmou que havia sido agredido na cabeça. Em Hortolândia, um homem não identificado foi baleado. (Jorge Palma)
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Mais duas pessoas tiveram mortes trágicas na madrugada de sábado, na Região. Em Sumaré, foi encontrado, na manhã de ontem, o corpo de José Roberto Folegatti Rodrigues, 35 anos, que residia em Campinas. Ele estava no acostamento da Rodovia Anhangüera, na altura do quilômetro 111.
A Polícia Militar foi acionada até o local por funcionários da AutoBAn, concessionária do sistema Anhangüera-Bandeirantes. Quando a perícia examinou o corpo, constatou que Rodrigues tinha sido morto com um tiro na cabeça e tinha escoriações nas costas. O policial Fiorini, que atendeu a ocorrência, afirmou acreditar que Rodrigues tenha sido morto no interior de um veículo e jogado para fora.
Nos bolsos de sua calça, a polícia encontrou uma carteira com documentos de identidade e carteira de habilitação, além de R$ 20,00 em dinheiro. Havia também vários recortes de revistas com fotos de homens semi-nus.
OUTRO CORPO
Em Santa Bárbara d’Oeste, guardas municipais registraram outra ocorrência de encontro de cadáver, na madrugada de ontem, por volta de 3h. A vítima estava na Rua Nazareno Voltare, Jardim Conceição, e não foi identificada porque não portava documentos.
Segundo foi registrado, trata-se de um homem pardo, trajando calça jeans, camisa estampada e sapato. Segundo os patrulheiros Dias e Divaldo, é provável que ele tenha sido vítima de atropelamento. (Jorge Palma)
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