Pobreza cai
O crescimento econômico no ano passado levou a proporção de pobres na população das seis maiores regiões metropolitanas brasileiras - São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Salvador e Recife - a cair de 29% em 1999 para 27,9% em 2000. É o que diz o estudo “A evolução recente da miséria”, do economista Marcelo Neri, da Fundação Getúlio Vargas (FGV). Neri explica que são consideradas pobres as pessoas que têm renda per capita na família equivalente ao poder de compra de até R$ 60 em São Paulo, segundo a variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) de cada região.
Neri destaca que esta é a primeira redução na proporção de pobres depois das crises cambiais na Ásia, na Rússia e no Brasil, que levaram a uma política econômica que resultou no aumento progressivo das proporções de pobres de 25,1% em 1996 para 29% em 1999. Para este ano, Neri diz que se pode esperar, ‘‘em um cenário conservador’’, uma redução da pobreza maior que 6%, levando a proporção de pobres para 26,2% da população nas seis regiões estudadas.
O economista prevê que, entre este mês e o próximo, a redução da pobreza deve ser de pelo menos 4%. Isso, explica, considerando o reajuste do mínimo para R$ 180 e o fato de ‘‘que em todas as sete vezes em que houve reajuste do mínimo do pós-real a pobreza caiu instantaneamente em pelo menos 21% do reajuste do mínimo’’.
Para a conta, Neri considerou o número de 21% do reajuste salarial para chegar aos 4% de redução da pobreza, apesar de, na média dos últimos sete anos, o efeito de redução da pobreza ter ficado acima de 30% do reajuste do salário mínimo.
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