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Secando o Cruzeiro
São Paulo precisa vencer o Fluminense e torcer por uma derrota da Raposa para assumir a liderança do Brasileirão
Agência Estado - São Paulo (SP)
Animado pela invencibilidade de seis partidas, o São Paulo enfrenta o Fluminense hoje, às 16h, no Maracanã, sonhando com a liderança do Campeonato Brasileiro. Para isso, o Tricolor paulista precisa vencer e torcer contra o Cruzeiro, que joga em Porto Alegre contra o Grêmio. O São Paulo tem 32 pontos, contra 34 do time mineiro.
Pela primeira vez desde que assumiu o comando do time, no dia 4 de maio, o técnico Roberto Rojas poderá repetir a mesma escalação em duas partidas consecutivas.
O time continua sem quatro titulares: Kaká e Júlio Baptista estão com a Seleção Brasileira sub-23, que disputa a Copa Ouro, nos Estados Unidos e México. Além deles, e meia Ricardinho e o volante Souza, machucados, permanecem de fora. Mesmo assim, o treinador está otimista. Segundo ele, os substitutos estão ganhando entrosamento e o time vem subindo de produção.
‘‘É sempre melhor podermos repetir os 11 titulares, mas os desfalques fazem parte do trabalho. Nós é que temos de encontrar soluções’’, disse Rojas.
Por conta disso, o esquema tático usado em Curitiba - quando o time bateu o Coritiba por 2 a 0 - deverá ser mantido. O meio-de-campo terá Adriano, Carlos Alberto, Fábio Simplício e Gustavo Nery. Na frente, vão jogar Rico e Luís Fabiano. O atacante Diego, que entrou no segundo tempo da partida em Curitiba e deixou ótima impressão, deve permanecer na reserva. É bem provável, no entanto, que entre no decorrer da partida.
A defesa, que nas últimas cinco rodadas sofreu apenas dois gols - menos que qualquer outro time no campeonato -, terá a dupla de zaga formada por Júlio Santos e Jean. Para os dois, a boa performance do setor defensivo tem uma explicação simples: a maior marcação no meio-de-campo.
Rojas garante que não se trata de um esquema defensivo. ‘‘É claro que nós jogamos para frente. No São Paulo, não existe a possibilidade de ser diferente, mas isso não significa que não temos de tomar cuidados defensivos,’’ disse o treinador.
Comandado pelo técnico do time de juniores, Gilson Gênio, o Fluminense busca uma vitória para aplacar a crise que tomou conta do clube no meio-da semana. Na quinta-feira, o Tricolor foi goleado por 3 a 0 pela Ponte Preta e no dia seguinte, o técnico Renato Gaúcho deixou o clube.
Na partida de hoje, Gílson Gênio deve manter a formação que vinha sendo utilizada por Renato. Mas o treinador interino espera poder contar com o craque Romário. O jogador se recupera de uma contusão no joelho e não atua desde o dia 29 de junho, quando o Fluminense foi derrotado pelo Corinthians. Caso não possa escalar o atacante, Gênio deve promover a estréia de Joãozinho.
Na Bahia
Santos joga para se manter entre líderes
Ganhar e permanecer entre os líderes do Campeonato Brasileiro. É o que pretende o técnico Emerson Leão, do Santos, no jogo contra o Vitória, hoje, às 18h, em Salvador. O time santista tem 31 pontos.
Para esse compromisso, Leão não contará com Alexandre, volante que cumpre suspensão automática por cartões amarelos. Daniel entra no time. Em contrapartida, Renato renovou contrato sexta-feira e tem presença garantida. Seu novo vínculo com o clube se estenderá até dezembro.
A diretoria do clube não perdeu tempo. Como Jerri tinha um salário baixo e vinha chamando a atenção de outros clubes, o atleta teve a renovação de contrato antecipada - ele se encerrava em outubro. ‘‘Tinha gente se aproximando dele, perguntando quanto ele ganhava, agora isso acabou’’, disse Leão. O novo contrato se estenderá por três anos.
Fabiano tem lugar garantido no meio-de-campo. Com várias escoriações nas costas, provocadas pelo goleiro Doni, do Corinthians, o jogador treinou nos últimos dias e teve seu nome confirmado por Leão. Ele atuará ao lado de Daniel, Renato e Jerri.
Elano voltou ao time no clássico de quarta-feira e permanecerá na lateral-direita. Com isso, o destino de Reginaldo Araújo será mesmo o banco de reservas. Nas demais posições do sistema defensivo não haverá surpresas. Pereira, André Luís e Léo completam o setor.
No ataque, Nenê sofreu um forte pisão no pé esquerdo contra o Corinthians, o que provocou um inchaço, mas tem o nome assegurado por Leão. Ricardo Oliveira, que atravessa um jejum de gols que alcança 67 dias, será seu companheiro.
Para Léo, o Vitória é um time perigoso, especialmente por atuar em seu estádio e diante da torcida. ‘‘O Santos tem de jogar com muito cuidado e evitar surpresas’’. O lateral destacou o que o adversário possui de melhor. ‘‘Do meio-campo para a frente, eles jogam com facilidade, são rápidos’’.
O jovem Daniel entra no meio-de-campo com a função específica de marcar. ‘‘Eles não atravessam um momento feliz e necessitam de um bom resultado’’. O zagueiro Pereira é outro a classificar o jogo na Bahia como ‘‘perigoso’’, afinal, o Vitória vem de maus resultados e precisa se recuperar. ‘‘A pressão em cima da gente será grande’’, acredita.
O Vitória vai a campo ainda sem os reforços do atacante Alex Mineiro e do zagueiro Nenê, recém-contratados. Além disso, o técnico Edinho ainda não poderá contar com o atacante Zé Roberto, que ainda não teve documentação regularizada.
Com isso, a equipe, que já não conta com Nádson, negociado, perde muito poder ofensivo. Mas a maior preocupação de Edinho é acertar a defesa para barrar o ataque santista. Por isso, ele deve escalar um meio-de-campo reforçado com jogadores de marcação.
(Agência Estado)
No Morumbi
Em busca de paz, Timão pega o Coxa
O Corinthians enfrenta o Coritiba hoje, às 16h, no Morumbi, tentando encerrar de maneira feliz uma das semanas mais tumultuadas dos últimos tempos no clube. Depois da derrota para o Atlético (PR) no domingo passado (1 a 3) e a ameaça de mudanças na comissão técnica, veio o polêmico jogo contra o Santos (1 a 1), no clássico que terminou na delegacia. Nos dias seguintes, o torcedor assistiu ao que pode ser o início de um desmanche no clube - com a saída do zagueiro Fábio Luciano e a novela em que se transformou a permanência ou não do artilheiro Liédson.
Com todos esses problemas, o técnico Geninho tenta manter a calma, mas não será fácil. O treinador terá vários problemas para montar a equipe. Além da ausência de Fábio Luciano, que viajou para a Turquia onde pretende acertar sua transferência para o Fenerbahce - o treinador não terá os volantes Fabinho e Fabrício, suspensos pelo terceiro cartão amarelo. Os substitutos serão dois jogadores que nunca atuaram junto. Cocito ganha nova chance e o garoto Wendell, 18, terá sua primeira chance de começar uma partida entre os titulares.
Na zaga, Geninho escalou César para atuar ao lado de Anderson, que volta ao time depois de cumprir suspensão. O goleiro Doni diz que confia plenamente na nova dupla de zaga, mas admite que o entrosamento pode demorar um pouco. ‘‘As coisas mudaram, afinal são jogadores de características diferentes. O Fábio Luciano gritava bastante, mas o César é um jogador experiente e acaba suprindo esta necessidade,’’ acredita Doni. Para o goleiro, a adaptação levará algum tempo, mas virá. ‘‘É lógico que vamos precisar de uma seqüência de jogos para chegar a entrosamento que existia antes, mas vamos chegar lá’’, acrescenta.
O garoto Wendel está entusiasmado com a oportunidade. ‘‘Será uma alegria muito grande. Se o professor me escalar mesmo vou fazer de tudo para corresponder’’, disse ele. O volante havia entrado em apenas um jogo desde que subiu para a equipe principal do Corinthians, em abril deste ano. Atuou na vitória sobre o Juventude, por 3 a 0, no Pacaembu.
Na lateral esquerda há uma dúvida. Moreno - que vinha atuando no lugar de Kléber, machucado - cumpriu suspensão automática contra o Santos e está liberado para jogar. A questão é que Fininho foi muito bem no clássico e pode ganhar a vaga. O meia Leandro também volta ao time, depois de ficar de fora da última rodada.
O Coritiba espera voltar a vencer hoje. O time não está tendo sorte com times paulistas, tendo perdido para Santos e São Paulo nas duas últimas rodadas. O que aumenta as esperanças da torcida e dos jogadores é que o Coritiba tem se apresentado bem nas partidas fora de casa. Bonamigo tem insistido no aprimoramento da marcação e posicionamento na saída de bola. O meia Tcheco retorna à equipe.
(Agência Estado)
Copa Estado
Tigre recebe hoje lanterna do grupo
Time de Americana pega o São Caetano (B), às 11h
Luiz Peninha - Americana
Vencer o lanterna do grupo 1 e continuar brigando pela ponta do grupo 2. Essa é a missão do Rio Branco diante do São Caetano (B), hoje, às 11h, no Estádio Décio Vitta, em Americana, pela penúltima rodada da primeira fase da Copa Estado de São Paulo.
O Tigre folgou no meio de semana, já que o jogo contra o São Paulo foi adiado por causa da antecipação da partida entre Santos e Corinthians, de quinta para quarta-feira, no Morumbi, pelo Campeonato Brasileiro.
Mesmo sem jogar, o time americanense se manteve na quarta posição, com oito pontos, mesmo número de outras três equipes - Palmeiras (B), Ferroviária e Guarani (B).
Depois do jogo de hoje, o Tigre vai disputar três partidas fora de casa, contra o São Paulo, dia 16, na Capital; São Bento, dia 20, em Sorocaba; e XV de Piracicaba, dia 27, pela primeira rodada da segunda fase, em Piracicaba. O próximo confronto do Rio Branco em Americana acontece dia 3 de agosto, contra o Rio Claro.
O fraco desempenho do ataque do time americanense, que marcou cinco gols em cinco jogos, é um dos principais problemas do técnico Waguinho Dias. É o pior desempenho entre os clubes que estão lutando pelo topo da classificação. Pior que o Tigre apenas o XV de Jaú, que marcou quatro gols em seis jogos.
A semana foi atípica para o Tigre, que cedeu boa parte de seus jogadores que disputam a Copa Estado, ainda com idade de juniores, para representar a cidade nos 47º Jogos Regionais, realizado em Araras, comprometendo o ritmo dos treinos.
O São Caetano (B) não tem assustado ninguém na Copa Estado. Disputou seis jogos, acumulando três empates e três derrotas. O time marcou sete gols e sofreu 15. A defesa do Tigre sofreu apenas quatro gols até agora.
A base da equipe é formada por juniores. Hoje, a equipe vai contar com pelo menos dois reforços: Deni e Iote. O segundo, um ex-jogador da Portuguesa, destaque na Copa São Paulo de futebol júnior em 2001, deve ficar no banco.
“Nosso trabalho não é diferente de outros clubes. Estamos trabalhando com jogadores juniores e nos preparando para o Campeonato Paulista sub-20”, explicou o técnico Clair Garcia, do Azulão.
Fortaleza surpreende e bate Inter por 3 a 0
Jogando em casa, no Castelão, na tarde de ontem, o Fortaleza mostrou um bom futebol e venceu o Internacional por 3 a 0. Apesar da vitória, a equipe permanece na penúltima posição, agora com 16 pontos. O Inter perdeu a oportunidade de assumir a vice-liderança. A equipe cearense partiu para o ataque e logo aos 7min abriu o placar com Finazzi. O Inter criou algumas oportunidades, mas levou o segundo gol em falta cobrada por Alysson, aos 31min. Finazzi, aos 11min do segundo tempo, fechou o placar.
Atlético (PR) e Goiás empatam sem gols
Atlético (PR) e Goiás ficaram devendo futebol no empate sem gols ontem, na Arena da Baixada, em Curitiba. Os paranaenses foram melhor no primeiro tempo, apesar da pouca objetividade. O ritmo lento da partida foi mantido na segunda etapa. Na retranca, o Goiás, lanterna do Campeonato Brasileiro, chegou a ameaçar o Atlético nos contra-ataques com Dimba e Araújo. Aos 38min do segundo tempo, o Goiás ficou com um jogador a menos, após a expulsão de Fabão por falta violenta em Ilan.
Galo pega Flamengo sem zaga titular
O treinador do Atlético (MG), Celso Roth, não vai poder contar com dois zagueiros titulares para o jogo contra o Flamengo, hoje, às 16h, no Mineirão. André Luiz e o capitão Scheidt estão suspensos e ficam de fora da partida. Roth deverá recuar o volante Ferrugem para a posição, formando a dupla de zaga com Luiz Alberto. Tucho deve jogar desde o início pela primeira vez. Cicinho volta à lateral direita. No Flamengo, o meia Felipe, com lesão na coxa esquerda, não joga e dá lugar a Fábio Baiano. Júlio César volta ao gol.
Cruzeiro quer voltar a jogar bom futebol
Em alerta devido à queda de rendimento do time nos dois últimos jogos, o Cruzeiro enfrenta o Grêmio, hoje, às 18h, no Estádio Olímpico, pela 18ª rodada do Campeonato Brasileiro. As fracas atuações diante de Figueirense e Fortaleza levantaram as suspeitas de que o líder isolado da competição estaria entrando em declínio. Maurinho e Aristizábal retornam à equipe após suspensão. Em crise, o Grêmio terá vários desfalques, por contusão ou suspensão.
Ponte joga pela 3ª
A Ponte Preta entra em campo hoje, às 16h, para enfrentar o Bahia no Estádio Moisés Lucarelli, em Campinas, confiando na boa fase vivida pelo clube no Campeonato Brasileiro. Depois de seguidos maus resultados, o time do técnico Abel Braga conquistou duas vitórias. Agora, sonha com o terceiro triunfo consecutivo. Luizinho e Waguinho disputam a vaga de Adrianinho, suspensos. O Bahia terá o retorno de Preto, após 40 dias afastado por contusão.
Guarani desafia o Azulão no ABC
Ainda invicto em seu estádio, o São Caetano promete buscar outra vitória hoje, às 16h, quando recebe o Guarani, no Anacleto Campanella. O confronto de pouca tradição aponta vantagem do time do ABC em Campeonato Brasileiro, com duas vitórias em dois jogos. O Azulão terá a volta de quatro jogadores: o goleiro Sílvio Luiz, o volante Ramalho, o meia Marcelo Mattos e o atacante Marcinho. O Guarani terá a mesma equipe que perdeu para o Bahia.
Lori Sandri estréia no Criciúma hoje
O Criciúma recebe hoje, às 16h, o Juventude no Estádio Heriberto Hulse, em Santa Catarina, com uma novidade no banco de reservas. De técnico novo, o Criciúma tenta subir ainda mais na tabela. Lori Sandri assumiu a equipe sexta-feira, no lugar de Gilson Kleina, que vai auxiliá-lo. A equipe gaúcha deve manter a sua equipe titular para a partida contra o Criciúma. O técnico Raul Plasmann deve manter o esquema 4-4-2. Plasmann estudava jogar no 3-5-2, mas desistiu.
Sem Evair, Figueirense pega o Paraná em Florianópolis
O Figueirense recebe hoje, às 16h, o Paraná, no Estádio Orlando Scarpelli, em Florianópolis, sem o atacante Evair. O jogador cumpre suspensão automática após ter recebido o terceiro cartão amarelo. No Paraná, os atacantes Renaldo, machucado, e Maurílio, com problemas musculares, são dúvidas.
Brasil estréia contra México
Em raras vezes uma Seleção de base despertou tanto interesse quanto a equipe sub-23 do Brasil que estréia hoje na Copa Ouro, contra o México, às 14h (horário de Brasília), no Estádio Azteca. Pela primeira vez, as principais revelações do País nos últimos anos estarão juntas em campo: os meias Kaká e Diego e o atacante Robinho.
É no trio paulista que o técnico Ricardo Gomes deposita suas principais esperanças de sucesso na Seleção. Ele posicionou Kaká um pouco mais avançado, encostado em Robinho e Ewerthon, e deixou Diego em uma posição recuada. O time atuará ofensivamente, sem deixar de exercer uma forte marcação sobre o adversário.
Kaká é um dos mais confiantes e entusiasmados da delegação. O jogador, que será o capitão da Seleção, disse estar pronto para assumir a responsabilidade e ciente de que o Brasil enfrentará um adversário difícil. ‘‘O México é uma boa equipe e ainda teremos que jogar às 12h (horário local), enfrentando um clima seco e estádio lotado’’, disse o jogador do São Paulo. ‘‘Mas o grupo é talentoso e os jogadores já estão acostumados com as pressões.’’
O fato de atuar contra os donos da casa não tem perturbado tanto os brasileiros, principalmente, pelo fato de os mexicanos apresentarem altos e baixos durante sua preparação para a Copa Ouro. No último domingo, o México foi derrotado por El Salvador, por 2 a 1, em um amistoso disputado na Califórnia, onde estavam em campo seus principais jogadores.
‘‘Sabemos que o estádio estará cheio mas, assim que entrarmos em campo, nossa cabeça estará voltada apenas para o jogo. A concentração será fundamental’’, frisou Diego. ‘‘Treinamos pouco e assimilamos o que o treinador nos pediu. O que faltar completaremos com garra e determinação.’’
Esta será a 30ª partida entre Brasil e México. A vantagem no retrospecto pertence à Seleção Brasileira, que já venceu 18 vezes, tendo sido derrotada em cinco jogos e empatado outros seis. No total, os jogadores brasileiros marcaram 60 gols, contra 25 dos mexicanos.
As maiores goleadas do confronto pertencem ao Brasil. Por duas vezes, o México perdeu por 5 a 0, na Copa do Mundo de 1954, na Suíça, e em um amistoso realizado em 1992, em Los Angeles.
(Agência Estado)
Vôlei
Reservas levam Brasil à final da Liga
Seleção derrota a República Checa e hoje decide contra a Sérvia e Montenegro, que passou pela Itália
Agência Folha - São Paulo (SP)
Desde que assumiu o comando da Seleção masculina de vôlei, no final de 2000, o técnico Bernardinho se gaba de ter nas mãos o melhor banco de reservas do mundo. Nesta Liga Mundial, o treinador brasileiro levou a regalia ao extremo. Por causa de testes, lesões e altos e baixos dos jogadores, só repetiu a escalação do jogo anterior quatro vezes durante o torneio. A última delas foi ontem, quando manteve o central André Heller e o ponta Giovane, e derrotou a República Checa. A vitória arrasadora por 3 sets a 0 (25/12, 25/20 e 25/18) colocou o time da final. E hoje, contra Sérvia e Montenegro, às 13h (ao vivo, na TV Globo), Bernardinho tenta provar que o melhor banco do mundo pode ganhar títulos.
Essa será a terceira decisão seguida do Brasil na Liga Mundial. Campeão em 2001 após oito anos de jejum, a equipe nacional tropeçou no ano passado diante da Rússia e ficou com o vice. Da equipe que deve entrar em quadra hoje em Madrid, na Espanha, apenas três jogadores foram titulares na campanha do título do Campeonato Mundial na Argentina, em 2002 - o oposto André Nascimento, o ponta Nalbert e o líbero Escadinha.
Dos outros quatro, apenas Ricardinho teve uma situação estável durante a Liga. O levantador, que assumiu o posto no início desta temporada, só cedeu a vaga a Maurício em quatro dos 16 jogos disputados até agora. Rodrigão, que começou como reserva, assumiu a titularidade no meio-de-rede graças à contusão de Gustavo -cortado - e à instabilidade de Henrique.
Seu companheiro de posição, André Heller, só foi convocado por causa da lesão do antigo titular e foi decisivo na segunda fase. O mesmo papel teve o ponta Giovane, que só havia feito duas partidas como titular até a etapa decisiva da competição.
Ontem, diante de um rival bem mais frágil, a ‘‘equipe reserva’’ repetiu a boa atuação dos dois jogos anteriores - vitórias por 3 sets a 1 sobre Itália e Rússia. ‘Também cometemos poucos erros. Conseguimos pressionar desde o início, com uma forte marcação no bloqueio e um bom trabalho na defesa. O time cumpriu o que havíamos combinado’’, elogiou o capitão Nalbert.
Para o jogo contra a Sérvia e Montenegro, que ontem eliminou a Itália em três sets (parciais de 26/24, 25/22 e 25/16), o técnico Bernardinho adotou um discurso cauteloso. ‘‘Tudo vai depender do momento de cada time. Nós jogamos de uma maneira mais dinâmica, eles são mais consistentes’’, disse Bernardinho, que antes da final verá Itália e República Checa disputarem a medalha de bronze.
Basquete
Americana aceita jogar campeonato
A equipe da Unimed/Americana vai representar o Brasil no Campeonato Sul-americano de clubes de basquete feminino, em outubro. A Confederação Sul-americana de Basquete ainda não definiu qual o país-sede do torneio (Venezuela ou Colômbia).
Americana foi convidada por ser a atual vice-campeã brasileira. “O convite foi formulado e já confirmamos nossa participação. É motivo de orgulho poder representar o País numa competição importante”, comentou o técnico Paulo Bassul.
Hoje à noite, Bassul e as jogadores Karen, Claudinha, Sílvia Gustavo e Flávia, todas de Americana, embarcam com a Seleção Brasileira para o Mundial sub-21, que acontece a partir do dia 25, na Croácia.
AMISTOSO
A Rússia venceu na prorrogação a Seleção Brasileira feminina de basquete por 71 a 68 (61 a 61 no tempo normal), ontem, no primeiro amistoso entre os dois países, no ginásio da Ulbra, em Palmas (TO).
(Luiz Peninha)
Rio perde disputa para Melbourne
Desta vez, a beleza não foi suficiente. Cinco dias após superar São Paulo e ganhar o direito de representar o Brasil na disputa pelos Jogos Olímpicos de 2012, o Rio de Janeiro sucumbiu ontem na disputa pelo Mundial de Desportos Aquáticos de 2007. Ontem, em Barcelona, que recebe a partir de hoje a edição de 2003, a candidatura carioca foi derrotada pela favorita Melbourne, na Austrália, país com tradição nas modalidades aquáticas.
Delegação desfila na cidade
Luiz Peninha - Região
Os atletas de Americana comemoraram, ontem à tarde, desfilando sobre um caminhão do Corpo de Bombeiros pelas principais ruas da cidade, a conquista do tetracampeonato dos Jogos Regionais. Foi o terceiro título consecutivo da cidade, que já havia sido campeã em 2001 e 2002. Em 1999, a cidade faturou o título pela primeira vez, em Mococa.
Membros do Comitê Organizador dos Jogos Regionais de Araras confirmaram Americana na primeira colocação, Campinas em segundo e Paulínia na terceira posição, repetindo a classificação do ano passado, em Valinhos.
Segundo cálculos extra-oficiais, a diferença entre Americana e Campinas foi de 18 pontos (249 a 231), enquanto que Paulínia somou 226 pontos.
Ontem, no último dia de competições, Americana conquistou medalha de ouro no handebol masculino, vôlei masculino e vôlei feminino, prata no basquete masculino e bronze no futebol masculino.
“Algumas modalidades sofreram alterações e precisamos reestruturá-las. Temos que rever o trabalho que está sendo desenvolvido em algumas modalidades esportivas, fazer alguns ajustes, mas Americana continua mostrando sua força no esporte e isso é muito importante”, comentou o secretário de Esportes, José Fioque.
Nos Jogos Regionais de Igaraçu do Tietê, Santa Bárbara d’Oeste deverá encerrar sua participação na 11ª posição, a mesma que iniciou o dia de ontem, com 58 pontos. Bauru comemora o título naquela região.
Americana campeã:Atletas de Americana desfilaram em carro do Corpo de Bombeiros festejando o título
História
Rocha Netto, arquivo vivo do futebol
Conheça o lendário jornalista de Piracicaba, fonte de consulta para diversos jornais de todo o País
Elisabeth Marques - Piracicaba (SP)
A entrevista com o lendário jornalista de Piracicaba Delphim Ferreira da Rocha Netto, ou simplesmente Rocha Netto, estava marcada para as 13h30. O atraso de cerca de 20 minutos para atender a reportagem permite uma bisbilhotada rápida ao ambiente onde parecia estar toda a história do futebol. Centenas de fotos de personalidades esportivas como Pelé e Garrincha “decoravam” o local cheio de quadros, arquivos de jornais, revistas e dezenas de homenagens. Um verdadeiro mergulho ao passado do futebol que enche os olhos até de quem não é fanático pelo esporte.
A bisbilhotada é interrompida quando um senhor, caminhando a passos lentos, com o apoio de uma bengala e de uma moça, entra e, com uma voz mansa, fala: “boa tarde”. Era Rocha Netto. O traje esportivo usado por ele (calça, camiseta e tênis) denuncia que, aos 90 anos, o jornalista aposentado e ex-jogador de futebol ainda respira o esporte. Com um pouco de dificuldade em movimentar as pernas, caminha em direção a uma cadeira, encosta a bengala e senta-se. Era dado o início a uma conversa que duraria cerca de três horas.
Dono de uma memória invejável, o jornalista, que passou por veículos de comunicação como a extinta A Gazeta Esportiva, Jornal de Piracicaba, Correio de São Carlos, Diários Associados, Rádio Pan Americana e Diário de Piracicaba, relembra um passado dedicado ao esporte que começa aos seis anos de idade. “Com essa idade eu jogava botão. Chegamos a implantar o futebol de botão em Piracicaba”, conta ele, que mora no município desde 1916. Sua cidade natal é Itu, onde nasceu no dia nove de junho de 1913, numa família composta por mais cinco irmãos. Também durante a infância começou a colecionar coisas sobre esporte, em especial sobre o futebol, que hoje formam o Arquivo Esportivo Rocha Netto, fonte de consulta para diversos jornais do País. Ele está abrigado em uma área de 1,4 mil metros quadrados, em dois imóveis, no Centro de Piracicaba.
A história desse jornalista, que foi jogador de futebol e fiscal da Secretaria Estadual da Fazenda, pode ser contada a partir da observação das fotos expostas em seu próprio acervo. Um história que mistura paixão e dedicação. É mostrando uma das fotos antigas, de 1906, onde seu pai, Francisco Nazaré da Rocha, aparece numa partida de futebol, que Rocha Netto explica o início do fanatismo pelo esporte. “Ele era meu espelho. Não cheguei a vê-lo jogar, mas sei pelas histórias que me contavam e pelas fotos que tenho”, recorda ele, que perdeu o pai aos quatro anos de idade, vítima de complicações decorrentes de um acidente de trabalho.
Depois de uma carreira de cerca de 30 anos no futebol amador, jogando como goleiro, Rocha Netto encerrou sua atuação no esporte em 1944, após machucar-se numa partida contra o Palmeiras da Cidade Alta, time que revelou De Sordi, lateral-direito da Seleção Brasileira na Copa de 1958. Rocha Netto jogava no Paulista Futebol Clube, de Piracicaba. Teve ferimentos na cabeça e na mão esquerda.
A carreira jornalística começou em 1930. Naquela época não era exigido registro profissional para o trabalho. Rocha Netto, formado no curso técnico em Contabilidade, escrevia para os jornais nas horas livres, quando não estava a serviço da Secretaria Estadual da Fazenda. Seus primeiros passos na Imprensa foram como colaborador do Jornal de Piracicaba. Passou por veículos importantes com a extinta A Gazeta Esportiva, que parou de circular em 19 de novembro de 2001. Uma despedida melancólica, registrada numa edição de 14 mil exemplares. Quase nada para o jornal que chegou a uma tiragem de 534 mil exemplares no final da Copa de 1970. Rocha Netto chegou a ser chefe de reportagem do jornal quando havia uma sucursal em Piracicaba.
Da época em que passou pelo diário, que hoje sobrevive apenas na versão on line, o jornalista tem bons casos para contar. Histórias que estão guardadas em arquivos com todas publicações de A Gazeta Esportiva, do primeiro ao último exemplar. Uma dessas histórias se passou numa quinta-feira do mês de setembro, em meados da década de 50, em um restaurante de São Paulo, onde o piracicabano se reunia com os amigos do jornal para tomar aperitivos e falar sobre esporte. Conta ele que, durante a conversa, o diretor da revista A Gazeta Esportiva Ilustrada - publicação que era braço da Gazeta e circulava aos finais de semana -, Élcio Castro, pediu que ele fizesse uma reportagem para edição que circularia no sábado.
Na hora, Rocha Netto disse que iria escrever sobre o passatempo do jogador Idiarte, que nas horas vagas gostava de pescar. Ele era um dos craques do XV de Piracicaba. Entre uma aperitivo e outro, Rocha Netto não havia se dado conta de que estava em cima da hora para agendar a entrevista com o jogador e entregar a reportagem no outro dia, quando a revista seria impressa.
“Quando saíamos do restaurante, ele (Élcio Castro) reforçou que precisava da matéria e eu disse que estava brincando, pois estava muito em cima da hora para fazer uma reportagem. Algumas horas depois, ele me levou até a Gazeta, fomos até o maquinário onde estava sendo impressa a capa da revista e uma das chamadas era: ‘Idiarte virou pescador, de Rocha Netto’. Aí eu não falei mais nada”. Voltou para Piracicaba e marcou uma entrevista com o jogador para as 7h de sexta-feira. No outro dia, chegou à casa de Idiarte no horário combinado, junto com o fotógrafo.
Para desespero de Rocha Netto, que corria contra o tempo, o jogador estava tomando café, o que representava um atraso em seu trabalho. “Ele acabou de tomar café, fiz a entrevista, demos uma volta pela cidade, fomos até o Rio Piracicaba, levamos uma vara de pescar, ele fingiu que estava esperando o peixe e tiramos a foto. Escrevi quatro páginas. Peguei meu carro e corri para São Paulo. Estava em cima da hora para a revista fechar, o pessoal estava desesperado. Todo mundo perguntava: ‘cadê o Rocha Netto, ele sumiu? Cheguei às 16h e entreguei minha matéria na mão do Élcio de Castro. Mas foi um sufoco”.
Histórias de encontros que teve com ídolos do futebol estão frescas na memória de Rocha Netto e voltam ao presente em fotos expostas no acervo. Numa delas, o jornalista aparece entrevistando o rei Pelé, na época jogador do Santos, após uma partida com XV de Piracicaba, em 1972. A partida, lembra, ficou na história porque quebrou um longo tabu contra o Santos, vencendo por 1 a 0. “Desde 1949 o XV nunca ganhava do Santos. Na época perguntei a Pelé se ele estava aborrecido e ele respondeu: claro que estou, o Santos tanto tempo sem perder para o XV foi perder justo comigo jogando?”.
Também lembra de colegas de profissão como o saudoso Thomaz Mazonni, que conheceu nos tempos de A Gazeta Esportiva. O jornalista ficou marcado como uma lenda do esporte nacional. Seu nome, segundo reportagem da Revista Imprensa de dezembro de 2001, batizou diversos centros esportivos e escolinhas de futebol pelo Brasil. Em 1938, época em que o Brasil vivia uma fase de expansão junto com a metropolização das cidades, Mazonni foi um dos principais responsáveis pela ida do Brasil à Copa do Mundo da França. Graças aos seus textos e a uma campanha que ele criou em A Gazeta Esportiva, chamada “Campanha do Selo”, a Seleção conseguiu arrecadar recursos suficientes para participar do campeonato mundial.
A marca de Mazonni continua presente no futebol brasileiro. Ao longo de sua carreira, o jornalista criou um vasto vocabulário esportivo que se imortalizou junto com o esporte. Algumas de suas pérolas são “derbi” - para indicar um Corinthians e Palmeiras - ou “majestoso” - para o clássico entre Corinthians e São Paulo. “Ele era editor-chefe da Gazeta. Infelizmente já morreu. Nós conversávamos muito, trocávamos sugestões. Para mim, ele foi o maior jornalista esportivo”, relembra Rocha Netto.
Ele teve o privilégio, em seu quase um século de existência, de acompanhar 17 Copas do Mundo. O Brasil participou de todos os Mundiais, desde a primeira edição, em 1930, e faturou, por cinco vezes, o título de campeão do mundo. Mas a Copa de 1958 é a mais marcante para o jornalista esportivo, torcedor do São Paulo. “Foi nossa primeira vitória. Naquela época, os principais destaques eram Garrincha e Pelé - o melhor. Era uma equipe imbatível. Para mim, o futebol joga-se de 11 para 11. Mas Pelé é Pelé”, comenta.
Rocha Netto comemora o penta conquistado no ano passado, mas não fala de craques como o fenômeno Ronaldinho com a mesma empolgação que se refere a Pelé, Garrincha e Leônidas da Silva. A postura tem uma explicação. “Eu acho o futebol antigo mais importante. Naquele tempo, os jogadores jogavam por amor e não só pelo dinheiro. Não condeno os que jogam pelo dinheiro, mas uns ganham muito e outros nada”. Ele emenda a conversa fazendo uma crítica à Imprensa atual. “Ela também perde para a de ontem. Hoje vale mais o escândalo que o jogador. Se comete uma falta em qualquer jogo já ganhou uma manchete. O futebol hoje é bom, joga-se bem, mas a Imprensa não consegue mostrar isso”.
RELÍQUIAS
No acervo de Rocha Netto são encontradas verdadeiras relíquias do futebol brasileiro e internacional, arquivadas desde 1919. Entre elas, um pôster do Corinthians, de 1930, quando foi campeão paulista. Sua dedicação e paixão ao trabalho de jornalista esportivo são comprovadas quando se depara no lugar com blocos de anotações nos quais registrava as informações para produzir as reportagens. As folhas amareladas estão guardadas no meio de vários livros onde estão edições antigas de diversos jornais.
Ele também guarda até hoje as anotações que fez para escrever dois livros que contam a história do XV de Novembro. O primeiro volume conta a história do clube de 1913, data em que foi fundado, até 1946. O segundo traz o restante da trajetória, até 1990. O dinheiro arrecadado com a venda dos livros foi doado para entidades assistenciais de Piracicaba.
No acervo encontram-se, ainda, todas as fichas técnicas dos jogos do XV de Piracicaba, que estão encadernadas, ano a ano, acompanhadas com reportagens dos jogos, além de fotografias também de outros clubes. Entre as centenas de homenagens recebidas pelo jornalista Rocha Netto está o diploma de mérito profissional concedido pela Associação dos Cronistas Esportivos do Estado de São Paulo.
O acervo do jornalista é cobiçado. Rocha Netto diz que recebeu propostas milionárias para vendê-lo, mas recusou todas. Uma das sondagens, recorda, foi feita pelo jornalista esportivo Juca Kfouri, durante passagem por Piracicaba para uma palestra na Unimep (Universidade Metodista de Piracicaba). “Nós conversamos na reunião, antes da palestra. Ele disse: ‘Rocha Neto, como vai seu arquivo? Eu respondi: ‘vai bem’. Ele perguntou: ‘você tem recebido muitas propostas para desfazer-se deste arquivo? Disse: ‘tenho’. Ele respondeu: ‘quanto é que vale seu arquivo? Disse: ‘meu arquivo vale minha vida e não tem preço’. Acabou ali a conversa. Fomos para a palestra e um jornalista perguntou a Juca: ‘Por que a Placar (revista Placar) não compra o arquivo do Rocha Neto? E o Juca disse: ‘a Placar não tem dinheiro para comprar o acervo do Rocha Netto’. O jornalista falou: ‘como não tem, a Placar é uma revista rica! E o Juca respondeu: ‘Mas o arquivo do Rocha ninguém tem dinheiro para comprar porque há pouco ele me disse que o acervo valia a vida dele e a Placar não tem dinheiro para comprar uma vida’”.
Quem vai ficar com o acervo do jornalista é a Unimep. Segundo o a Assessoria de Imprensa da universidade, no ano passado foi formalizada a doação do material para a instituição de ensino. As relíquias do futebol devem ser armazenadas no Centro Cultural da Unimep, onde estão abrigados outros acervos. “Achei que a universidade estava em condições de tratar do meu acervo com o mesmo carinho que eu tenho tratado até hoje” , disse Rocha Netto.
Sem escrever desde 1998 em decorrência de várias doenças, entre elas uma espécie de atrofia nos pés, que dificulta sua locomoção, Rocha Netto divide o dia entre idas ao médico e dedicação ao seu acervo. É presidente de honra do XV de Piracicaba e da Associação Atlética Ademir Luiz de Queiroz. O quadro clínico piorou, há três anos, após a morte da sua esposa, a dona de casa Yara Moreira Freire da Rocha, com quem viveu 65 anos e teve três filhos: o fiscal de renda Weimar, o engenheiro civil José Carlos e o contabilista Delfim. Todos levam o sobrenome do pai. Após a morte da esposa, Rocha Neto contratou a jornalista Angela Rodrigues dos Santos para organizar os documentos do acervo e também atender aos telefonemas de vários jornais do País que buscam informações antigas sobre o futebol.
“Antes da morte da esposa ele fazia tudo, mas depois ficou muito sozinho, deprimido, então eu o ajudo a localizar informações e passar para a Imprensa. Tenho aprendido muito com ele sobre a história do futebol da minha cidade e do País inteiro”, conta Angela, que está escrevendo uma biografia do jornalista, ainda sem data para ser concluída.
Saudoso da vida de repórter e também da mulher, a quem revela profunda admiração, Rocha Netto conta que escrevia, na maioria das vezes, à noite. Lembra quando dona Yara acordava com ele escrevendo e dizia: “Delphim, vem dormir, é tarde!”. Em tom de brincadeira, o jornalista respondia: “Yara, é cedo, são só cinco da manhã”.
Ao relembrar a história, Rocha Netto estampa um sorriso no rosto. Depois, faz um longa pausa, com um olhar distante, como se estivesse fazendo uma viagem ao túnel tempo. São saudades de um passado dedicado ao futebol.
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