Pitbestas
Não, o título desta coluna não esta errado. Não são pitbulls, são na realidade pitbestas. Não os animais, mas sim aqueles que não cuidam destes animais e, como conseqüência, nós temos vidas humanas sendo perdidas nas garras destes.
Jundiaí, Campinas, Limeira, Americana, Campo Limpo Paulista. Somente nesta semana, em todas estas cidades foram noticiados ataques de pitbull, especialmente contra crianças. Em Jundiaí e Campo Limpo, dentro do quintal de um templo da Igreja Universal, as vítimas, crianças, morreram.
As perguntas que se tem que fazer são as seguintes: Quem são os responsáveis pelas mortes? Quem responde civil e criminalmente por estes danos, mortes obviamente irreparáveis? Não se tem notícia de que alguém foi punido por estes atos, pois sempre se acha um advogado de plantão, que entenda que o fato de um cachorro matar uma criança não é culpa do dono.
Quando as nossas autoridades estarão tomando providências sérias a este respeito? Quando as associações de proprietários de pitbulls e afins estarão prestando solidariedade às vítimas, ao invés de ficarem desfilando pra cima e pra baixo com seus animais amarrados em coleiras? Talvez a coleira esteja no pescoço errado.
Sei que estes comentários são extremamente deselegantes e ferem alguns, mas entendo que a indignação pela morte de crianças deve superar tudo isto. O mais lamentável é que ninguém toma providência? E enquanto estou eu aqui a escrever e você a ler, alguém pode estar sendo morto por um cachorro assassino.
PARRICÍDIO
Tudo caminha para mais um caso de parricídio em nosso país, fenômeno que não se encontra apenas nas camadas mais baixas da população, mas é uma doença que se espalha para todos, sem distinção.
Normalmente dinheiro é o “leit motive” deste tipo de crime, o que o torna ainda mais repugnante perante todos. Alguém ser capaz de sacar e atirar em seu pai por causa de dinheiro, ou outro motivo qualquer, somente pode caracterizar um desequilíbrio social.
Este tipo de crime já serviu para romances e novelas, mas nenhum enredo tem a força de um acontecimento real. Por mais que sejamos compreensivos, dói ver a avó tentando de todas as maneiras inocentar o neto com um simplório “meu neto jamais seria capaz de matar sequer uma formiga”. E podem ter certeza que a avó, assim como a mãe, acredita exatamente nisso, embora não seja verdade.
Uma família que tem um acontecimento aterrador como este em seu seio jamais vai recuperar a paz, jamais será uma família. Imagino ainda o sofrimento do assassino. Sim, porque em um momento qualquer este vai se encontrar consigo mesmo, e tenho certeza que esta será sua pior hora.
Somente a fé em Deus nos permite perdoar assassinos desta natureza.
MARTELO
“Se o único instrumento que você tem é um martelo, todo problema você pensa que é um prego”
(Mark Twain)
Walter Bartels é diretor de Jornalismo das rádios Notícia AM e Notícia FM e escreve as terças, quintas e sábados
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