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Crise global
Um dos grandes desafios das autoridades chinesas é o de conseguir frear o superaquecimento da economia do país, dizem especialistas de bancos internacionais. Com o crescimento do PIB em 2003 de 9,1%, os analistas temem um onda de desequilíbrios estruturais como problemas de geração de energia e de fornecimento de suprimentos.
Os especialistas da corretora Merrill Lynch mencionam no relatório ‘‘The China Macro Monthly” (A Macroeconomia chinesa mensalmente) que severos congestionamentos estão se formando nos portos e ferrovias, dificultando o escoamento dos carregamentos de minérios e outras matérias-primas. Os navios chegam a esperar um mês para descarregar os produtos. ‘‘Esses problemas no fornecimento já puxam para cima os valores dos fretes e pressões inflacionárias começam a aparecer. Em fevereiro, o índice de preços ao produtor teve um ganho de 3,5% em termos anuais’’, diz TJ Bond, economista-chefe para a região Ásia-Pacífico.
Em setembro passado, o governo de Pequim procurou puxar os freios da economia ao tentar dificultar a concessão de crédito. Tal iniciativa, entretanto, aparentemente não surtiu efeito já que, nos dois primeiros meses deste ano, os empréstimos bancários cresceram 6%.
Em recente pronunciamento, o primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao, disse que ‘‘há uma tendência evidente de aumento de preços’’, impondo ‘‘um novo e significativo teste’’ para o governo. Em resumo, o boom econômico da China está chegando ao seu limite, e a política macroeconômica tem se mostrado mais avessa ao crescimento.
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