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CONTRA POLUIÇÃO
Projeto restringe propaganda visual
Proposta aprovada pela Câmara aumenta regras para exibição de publicidade em Americana
Solange Strózzi - Americana
 RISCO AOS MOTORISTAS: projeto proíbe propagandas em cruzamentos |
A exibição de propagandas visuais em Americana deverá obedecer regras mais rígidas. O projeto de lei de autoria dos vereadores Alexandre Romano (PT), Davi Evangelista (PTB) e Orestes Camargo Neves (PV), aprovado na sessão de quinta-feira, prevê a atualização da lei 3.453/00, que regulamentava a exibição de propagandas. O projeto prevê altura máxima para placas e outdoors, manutenção do material em bom estado de conservação e observação das determinações da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) em relação à distância da rede elétrica.
Os interessados em exibir publicidade visual terão ainda que tomar cuidado para não prejudicar a visualização de bens e imóveis de especial interesse urbanístico, histórico, cultural e ambiental, nem a visualização de sinais de trânsito ou outras formas de orientação ao público. Os anúncios também não poderão apresentar conjunto de cores que se confundam com as cores usadas na sinalização de trânsito e combate a incêndio.
Segundo os autores, em alguns casos, a poluição visual coloca em risco a vida das pessoas como, por exemplo, quando faixas e cartazes são colocados em cruzamentos de avenidas.
A nova legislação proíbe a colocação de anúncios a dez metros de pontes, viadutos e túneis, nas margens de córregos e áreas de preservação ambiental e em cemitérios. Também fica proibida a instalação de propagandas de cigarro e bebidas alcoólicas a menos de 100 metros de estabelecimentos de ensino.
No caso de propaganda política, a nova lei altera a atual e prevê a retirada 30 dias depois das eleições. Atualmente o prazo é de 45 dias.
A fiscalização e aplicação das multas será de responsabilidade da Secretaria de Obras e Serviços Urbanos. A primeira multa aplicada em casos de descumprimento da lei será de R$ 500. As reincidências serão punidas com multas de R$ 1 mil.
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RENDA BAIXA
Trabalhador recorre à ‘extra’ e jornada múltipla
Pesquisa aponta que as pessoas trabalham mais porque ganham menos
Gustavo Brigatti - Região
 DUPLA JORNADA: Ubiratan da Silva trabalha durante o dia para a Prefeitura de Sumaré e depois em um carrinho de lanches |
Foi-se o tempo em que conseguir um emprego numa grande empresa, ou órgão público, garantia estabilidade financeira para o resto da vida. Atualmente, segundo dados da Secretaria de Desenvolvimento, Trabalho e Solidariedade da Prefeitura de São Paulo, 29,3 milhões de pessoas fazem horas extras e outras 3,8 milhões possuem mais de um emprego para conseguir uma renda digna. Os dados foram obtidos com base na Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
A pesquisa aponta ainda que, desde 1996, a renda do brasileiro caiu, em média, 18,8%, passando de R$ 844 para R$ 685. De acordo com o professor de Economia da Faculdade de Gestão e Negócios da Unimep (Universidade Metodista de Piracicaba), Francisco Constantino Crocomo, na região, existe uma espera de entrada de cerca de quatro mil novos profissionais no mercado de trabalho em 2005, o que, segundo ele, proporcionará um aumento da massa salarial a ser deslocada.
“É fato que convivemos com taxas de desemprego altas, o que reflete nos baixos salários oferecidos. Logo, mesmo com uma boa qualificação escolar, a pessoa acaba aceitando ganhar pouco para, pelo menos, entrar no mercado de trabalho”, analisa o professor. “Com isso, vai invariavelmente procurar outras fontes de renda, já que com apenas aquele emprego ela não conseguirá se manter”, completou.
SALÁRIOS BAIXOS
A pesquisa aponta ainda que a maior parte das novas vagas abertas, cerca de 11,2 milhões, foram para empregos com salários mais baixos, o que favorece a procura por outras fontes de renda. Enquanto foram criadas 17,5 milhões de ocupações de até três salários mínimos (R$ 780), 6,3 milhões de vagas que pagavam salários mais altos eram fechadas.
Entretanto, Crocomo aponta para um possível final feliz. “Não vai demorar muito, essa situação vai acabar revertendo, principalmente com o reaquecimento da economia. Com isso, as empresas terão que pagar mais para ter os melhores profissionais, o que dispensará segundos empregos”, disse, acrescentando que, mesmo assim, os paradigmas de trabalho devem mudar. (leia texto abaixo)
Que o diga o autônomo Laércio Gomes de Lima, de Americana. Trabalhando na iniciativa privada desde os 20 anos, com carteira assinada, ele decidiu, aos 40, abrir firma no próprio nome e atuar como consultor empresarial. “Ganho de acordo com meu contrato, o que me permite maior flexibilidade de horário”, garante, exemplificando que uma de suas paixões, a pesca, sempre foi deixada de lado pela falta de tempo. “Hoje, se quiser, rearranjo minha agenda e fico o dia todo pescando”, contou Lima.
Livre de obrigações legais, Lima consegue atuar com consultor em várias empresas, o que lhe rende mais que o dobro do que quando trabalhava legalizado. “Admito que sou privilegiado, e não defendo o fim da carteira assinada. Ela ainda resguarda o profissional menos qualificado de muitas injustiças que possam ser cometidas”, comentou.
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Era ‘dourada’ se foi
 BUSCA POR ALTERNATIVAS: trabalhadores na fila por emprego |
De acordo com Francisco Constantino Crocomo, professor de Economia da Faculdade de Gestão e Negócios da Unimep (Universidade Metodista de Piracicaba), o aumento do número de pessoas com várias fontes de renda indica que o paradigma de emprego pode estar mudando. “Não existe mais esse negócio da pessoa ganhar relógio de ouro na firma onde trabalha”, afirma, referindo-se a prêmios por tempo de permanência em uma mesma empresa.
“Antes o sonho de qualquer pessoa era se empregar numa multinacional ou num cargo público e lá ficar o resto da vida. Hoje isso é diferente, não há mais essa perspectiva de estabilidade dourada de antes”, reiterou Crocomo.
TENDÊNCIA
De acordo com o professor, há uma tendência crescente que indica o fim do emprego com ocupação pura e simples e o começo do trabalho como prestação de serviços especializada. “Isso é um processo histórico que já se encontra em um estágio avançado em vários países”, conta.
Tal mudança atingirá, segundo Crocomo, todos os níveis de relações trabalhistas, desde altos executivos de empresas transnacionais até a mão-de-obra da construção civil. “Se antes o sujeito fazia de tudo para conseguir uma vaga em uma empresa, a tendência será a empresa ir atrás dele, contratando por um tempo necessário e usufruindo o quanto for preciso, pagando, evidentemente, o preço por isso”. (GB)
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‘Bico’ causa cansaço e estresse
Ubiratan da Silva, 31, faz parte de uma ruidosa maioria que precisa de empregos paralelos para complementar sua renda. Separado, pai de dois filhos, o sumareense trabalha das 8h às 17h como agente do Centro de Controle de Zoonoses, subordinada à Secretaria de Saúde de Sumaré. Trinta minutos depois de encerrado seu expediente oficial, ele se dirige para o carrinho de lanches da irmã, onde prepara sanduíches até a meia noite, durante a semana, e segue até às 5h durante os finais de semana.
Ubiratan não tem dúvidas que a jornada é cansativa. “O cansaço é grande, mas necessário. Se não, como vou colocar comida em casa?”, questiona. “Ganho pouco e tenho que completar minha renda de alguma forma”, completa, entre um x-burguer e outro. Seu grande objetivo não poderia ser outro: ter apenas uma ocupação. “Faço apenas um bico no carrinho”, aponta.
O nível de estresse, como era de se esperar, não é dos menores. “A gente fica mais nervoso mesmo, né? Até em casa, com a família, acabo perdendo a paciência mais fácil”, confessou.
A psicóloga Laura Paioto diagnostica o caso de Ubiratan. “Ele sofre do mesmo mal que muitos dos meus pacientes, que é o de acumular funções. Com isso, ele não se dá o tempo necessário para relaxar, e isso só tende a piorar com o tempo”. Para Laura, o único meio de diminuir o nível de estresse seria conciliar o tempo livre com o tempo ocupado pelos empregos. “Mas no caso dele vai ser bem difícil”, atesta. (GB)
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PRESOS
Indulto de Natal é aguardado
Detentos entram na expectativa para deixar as unidades prisionais
Jorge Palma
Região
Os presos da região preparam-se para comemorar o Natal. Segundo o coordenador regional da Unidades Prisionais, João Batista Paschoal, a expectativa dos detentos é ficar perto da família com o indulto de Natal ou as saídas temporárias. Dentro dos presídios, o clima fica por conta da decoração. “O que acontece é que os pavilhões podem ser decorados e as famílias dos presos aproveitam para uma maior confraternização”, disse. Ele afirmou também que as datas de visitas e destas comemorações variam de uma penitenciária para outra.
Na Penitenciária 1 do Complexo Campinas-Hortolândia, onde há cerca de mil presos, segundo afirmou o diretor de disciplina Álvaro Bracci Júnior, o Natal será comemorado na visita do dia 19. Ele lembrou que os cultos religiosos dentro do presídio ganham uma conotação mais específica na época natalina. Há também um número maior de visitantes.
Entre os presos que não cometeram crimes hediondos e que já cumpriram um período de pena, há a esperança do indulto de Natal ou da saída temporária.
Segundo Paschoal, o indulto é concedido pelo presidente da República e reduz a pena do condenado. No caso de presos com a maior parte da pena cumprida, o indulto de Natal lhes dá o direito da liberdade condicional.
A liberdade provisória é para que os presos possam ir passar o Natal com seus parentes e vai acontecer no período de 23 de dezembro a 2 de janeiro. Neste caso, o benefício só pode ser concedido a presos em regime semi-aberto, que demonstraram bom comportamento e em final de pena.
Paschoal explicou que na região o benefício atinge presos do Presídio “Ataliba Nogueira” e do CR (Centro de Ressocialização) de Sumaré. Os presos das penitenciárias do Complexo Penitenciário Campinas-Hortolândia e do CDP (Centro de Detenção Provisória) de Americana não podem receber o benefício.
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ESPÍRITO FRATERNAL
‘Cooperativa’ do bem incrementa Natal
Entidades assistenciais vendem cartões no Centro de Americana para ajudar pessoas necessitadas
 COMÉRCIO FILANTRÓPICO: voluntários de entidades vendem cartões no Centro de Americana |
Kelen Bueno
Americana
Entidades de Americana entram no clima natalino com a venda de cartões no Centro de Americana. As entidades Bom Samaritano, CVV (Centro de Valorização da Vida), Comunidade Davi, Cijop (Clube Infanto Juvenil de Orientação Profissional de Americana), Aama (Associação de Amparo ao Menor de Americana) e Cruzada das Senhoras Católicas estão com uma tenda montada no cruzamento da Rua Vieira Bueno com a Rua Washington Luiz (ao lado do estacionamento da igreja Matriz de Santo Antônio).
O horário de funcionamento para a venda dos cartões acompanha o horário do comércio, das 9h às 22h. Os cartões estão sendo vendidos por entidades que tratam de dependentes químicos, pessoas depressivas, famílias carentes e crianças.
Cerca de 20 mil cartões foram comprados para serem revendidos neste Natal. Há cartões de Natal, Ano Novo, evangélicos, bíblicos, musicais, cartões para amigos, pais, mães e namorados. Tem ainda a opção para quem gosta de inovar nas lembranças, como as dobraduras e marcadores de páginas, sempre com mensagens de paz, amor e bondade.
Segundo Antônio Luis, representante da entidade Bom Samaritano, estão sendo vendidos cerca de 300 cartões por dia. Os preços dos cartões variam entre R$ 0,50 e R$ 5.
A voluntária da Cruzada das Senhoras Católicas, Laura Camargo Tomazella, comenta que os cartões têm um valor especial e que pessoas carentes podem ter um Natal mais digno por meio deles.
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 ECOLOGICAMENTE CORRETA: árvore da Apae foi confeccionada com materiais recicláveis |
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Apae monta árvore de seis metros
A Apae (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais) de Americana realizou um trabalho especial junto aos alunos para confecção de cartões de Natal e também a produção de uma árvore de Natal de cerca de seis metros.
Segundo a coordenadora pedagógica Ilce Carnaval de Mello Worshech, cerca de 40 alunos entre 14 e 52 anos estiveram envolvidos no projeto dos cartões. A coordenadora explicou que, além da confecção dos cartões, a associação também prestou serviços a diversas empresas da cidade, como envelopamento de materiais. “As empresas enviavam os cartões e os alunos colocavam no envelope e selavam”, explicou Ilce.
500 CARTÕES
Cerca de 500 cartões foram produzidos pelos alunos e a renda obtida com a venda deles será revertida para a manutenção das diversas oficinas artesanais oferecidas pela Apae. “Além deste trabalho especial de fim de ano, os alunos participam de diversas oficinas como artesanato, marcenaria, culinária, etc”, explica.
ÁRVORE
A árvore de Natal produzida pelos alunos é feita apenas com materiais recicláveis, como garrafas descartáveis, embalagens de leite, entre outros. A árvore foi montada pelos próprios alunos em frente à Apae.
A coordenadora afirmou que a associação atende hoje aproximadamente 460 alunos entre um mês de idade até 40 anos. Na Apae os alunos têm todo acompanhamento educativo (ensino Médio e Fundamental) e também participam de oficinas, onde a coordenação motora e psicológica é trabalhada. “Isso ajuda no desenvolvimento deles”. (Cristiani Custódio)
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PRESENTES
Movimento intenso anima comércio
Associações comerciais acreditam em um aumento na estimativa de 10% a 15% nas vendas de fim de ano
 COMÉRCIO DE AMERICANA: movimento intenso durante a manhã de ontem; Acia acredita que pode fechar o ano com chave de ouro |
Patricia Vieitez
Região
O movimento no comércio da Região está demonstrando que a estimativa de aumento de vendas entre 10% e 15% em dezembro poderá ser ultrapassada em alguns setores, como o de eletroeletrônicos, segundo associações comerciais. A duas semanas do Natal, os consumidores já estão comprando, aproveitando principalmente a abertura das lojas no período noturno.
“Esta semana foi excelente”, avalia o presidente da Acia (Associação Comercial e Industrial de Americana), José Antonio Camacho. Segundo ele, o movimento está intenso. “Se continuar desse jeito fecharemos o ano com chave de ouro”, projeta.
O diretor da ACE (Associação Comercial e Empresarial) de Nova Odessa, Renato Marin, também acredita que o otimismo seja um fator incentivador de compras. “Estimula as pessoas a parcelarem”, considera. Na cidade, em contato com os lojistas, Marin verificou que as vendas na última semana foram maiores que em igual período do ano passado.
Santa Bárbara d’Oeste conta com decoração na área central para atrair os consumidores. O presidente da Acisb (Associação Comercial e Industrial de Santa Bárbara d’Oeste), Sérgio Bordignon, acredita que isso é um dos fatores que pode possibilitar o acréscimo no faturamento do comércio. “Esta semana foi até surpreendente”, afirma, completando que apesar do movimento, as pessoas ainda podem fazer compras tranqüilamente porque o pico das vendas acontece na última semana.
De acordo com o gerente da Humanitarian Calçados, Aguinaldo Fattori, em Americana, as pessoas estão comprando desde o início do mês e na sexta-feira à noite houve um movimento acima do esperado. Entretanto, a maior expectativa é o período entre os dias 20 a 24. “Teremos uma semana longa depois do dia 20, quando sai o 13º, e isso é muito bom”, avalia, otimista em ultrapassar a meta de 15% de aumento nas vendas.
O gerente das Lojas Cem de Hortolândia, João Marchi Júnior, espera vender 50% mais em relação ao ano passado. “Está bem melhor que no ano passado”, comenta, dizendo que os carros-chefes das vendas são os DVDs e as câmeras fotográficas digitais.
Alguns consumidores ainda só pesquisam os produtos e os preços, caso do assistente técnico Cláudio Corrêa, que esteve no Centro de Americana ontem. “Semana que vem começo a comprar alguma coisa”, afirmou.
A pedagoga Leslie Gruziani já iniciou as compras, mas disse que só irá comprar a maioria dos presentes após o pagamento da segunda parcela do 13º. “Pretendo esperar”.
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TodoDia nos Bairros
Invasão de baratas preocupa moradores
 BUEIROS: baratas deixam a tubulação de esgoto e invadem casas |
Cristiani Custódio
Americana
Moradores da Rua do Ouro, na Vila Biasi, em Americana, reclamam do aparecimento de baratas e outros insetos nas residências, que saem dos bueiros. De acordo com a moradora Juliana Guidolin, principalmente na época de muito calor, é possível ver várias baratas próximo às bocas-de-lobo da rua. “Junta um monte delas. No mínimo dez”, afirmou.
A moradora reclama ainda que as baratas entram nas residências pelo ralo e também pelas portas e janelas. Juliana disse que os moradores reclamaram do problema à Vigilância Sanitária há aproximadamente dois meses. “Falaram que a reclamação seria encaminhada e que iriam checar, mas até agora não fizeram nada”, reclamou. Os moradores informaram que há cerca de um mês reclamaram novamente, porém ainda não tiveram um retorno.
Os moradores estão preocupados com a quantidade de insetos que aparecem nas casas, principalmente no início da noite. “Imagina como está o esgoto, já que têm tantas baratas nas ruas”, indignou-se Juliana.
Os moradores da Rua do Ouro esperam uma solução imediata do departamento responsável pelo caso. Além das baratas, Juliana afirmou que outros tipos de inseto estão aparecendo com freqüência na rua. A preocupação da vizinhança é com o risco de doenças que os insetos podem transmitir. “Se fosse apenas uma barata ou outra, mas não. São várias baratas e elas invadem todas as casas”, queixou-se a moradora.
Juliana e os vizinhos acreditam que uma dedetização no esgoto resolveria o problema. “Queremos apenas uma solução, já que não podemos permitir que nossas casas continuem sendo invadidas por todos os tipos de insetos”, protestaram.
Resposta
O NCZ (Núcleo de Controle de Zoonoses) da Prefeitura de Americana informou, através de assessoria de imprensa, que um fiscal estará visitando o local para averiguar o aparecimentos dos bichos e os focos da proliferação. Após esta análise, o NCZ tomará as medidas adequadas para o combate dos insetos. A assessoria informou também que o núcleo enviará funcionários para orientar a população sobre o caso para, assim, reduzir a incidência desses insetos.
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CORTE
Bacchim estuda demitir comissionados
Prefeito confirma que medida será necessária caso a prefeitura não consiga aumentar a receita
 José Antônio Bacchim: durante a inauguração de uma biblioteca no Assentamento Rural I |
Solange Strózzi
Sumaré
O prefeito eleito de Sumaré, José Antônio Bacchim (PT), afirmou ontem que uma das medidas para redução de gastos da prefeitura no próximo ano será a demissão de funcionários comissionados, caso a prefeitura não encontre uma maneira de aumentar sua receita. Bacchim admitiu que assume a administração com uma situação financeira difícil e citou o pagamento de R$ 9 milhões em precatórios até maio como uma das maiores dificuldades no início de mandato, mas tentou amenizar o clima de desentendimento político entre o PPS, do prefeito Dirceu Dalben, e os partidos da base aliada do PT, se recusando a comentar as declarações do presidente do Partido dos Trabalhadores, Osvaldo Eloy Nery Filho, que afirmou que Dalben estava com “síndrome de perda do poder”.
Quarta-feira, o presidente do PT afirmou à reportagem do TodoDia que a administração do PT será diferente, incluindo maior preocupação com as finanças e o enxugamento da máquina. As declarações do prefeito eleito vão ao encontro das afirmações de Nery Filho. “Vamos ter dificuldades nos primeiros meses. Teremos que enxugar a máquina e encontrar medidas para incrementar a receita”, afirmou Bacchim, que não negou as declarações do presidente do partido.
Questionado sobre o que levou a administração, da qual fez parte como vice-prefeito, a amargar uma crise financeira depois de oito anos no comando da cidade, Bacchim afirmou que a intenção de não penalizar os munícipes contribuiu para a crise. “Temos o IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) mais barato da região e foram apenas dois aumentos no valor cobrado pela água nesses oito anos. Foi uma administração sem aumentos abusivos nos impostos”, justificou.
Atualmente, a folha de pagamento dos comissionados, segundo informações da assessoria de imprensa da prefeitura, consome R$ 400 mil por mês. Bacchim afirmou que esses servidores não podem ser vistos como os “vilões” das contas públicas, mas, ao garantir que não irá demitir concursados para reduzir custos, reafirmou que a opção para redução de despesas seria a diminuição do número de comissionados.
Questionado sobre o impacto antipopular que a demissão de funcionários e o “engessamento” das contas públicas poderiam trazer para o início de sua administração, Bacchim desconversou. “Precisarei do apoio de todos os partidos aliados para discutir a administração a partir do próximo ano”, disse.
Quanto à pressão dos partidos aliados para nomeação de integrantes da equipe da transição, até o início da semana composta apenas por representantes do PT, Bacchim afirmou que não se sentiu pressionado e só não havia feito as nomeações antes porque os partidos não haviam manifestado interesse em participar da transição.
As declarações foram prestadas pelo prefeito eleito ontem, durante a inauguração de uma biblioteca no Assentamento Rural I. O prefeito Dirceu Dalben não participou do evento.
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SOLIDARIEDADE
Papai Noel e almoço levam alegria a crianças carentes
As crianças carentes do bairro Parque Santo Antônio, em Sumaré, receberam ontem a visita do Papai Noel, durante uma tarde de recreação promovida na Emei (Escola Municipal de Ensino Infantil) Professora Amália de Oliveira. Além da distribuição de brinquedos e presentes, a organização do evento promoveu um almoço, que distribuiu alimentos para cerca de 260 pessoas.
Um dos organizadores da festa beneficente, Edson de Camargo Bueno, afirmou que os alimentos distribuídos foram doados pela comunidade e por empresários da cidade. Bueno destacou que, mesmo trabalhando voluntariamente para o atendimento da população carente e com credenciamento para recolhimento de alimentos, os organizadores foram criticados por parte de membros da comunidade e de empresários que se recusaram a colaborar. “Tem muita gente que não acreditava quando dizíamos que era para as famílias carentes. Achavam que iria ficar para nosso consumo pessoal”, disse.
O almoço começou por volta de meio-dia e as atividades de lazer foram prorrogadas durante o período da tarde. Além das distribuição de brinquedos e sorvete, as crianças puderam aproveitar os escorregadores, balão pula-pula e outros brinquedos infláveis instalados no pátio da escola.
Bueno afirmou que o sucesso dessa campanha servirá de motivação para realização de outras festividades durante o próximo ano, sempre com o objetivo de ajudar a população carente. (Solange Strózzi)
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INVASÃO DE PRIVACIDADE
‘Arapongas’ são contratados na Região
Detetives são requisitados para espionagem política e industrial, além da tradicional traição conjugal
 BISBILHOTEIRO: detetive em ação |
Gisele Rodrigues
Região
Desconfia da esposa? Acha que o marido está lhe traindo? Quer saber quanto seu concorrente está cobrando dos clientes? Quer derrubar um candidato eleito? Não, não procure um advogado, primeiro, procure um detetive particular. Quem pensa que histórias de detetives é coisa de cinema ou novela se engana. Aquela pessoa estranha e gentil, longe de qualquer desconfiança, pode estar de olho em sua vida e saber coisas que você nem imagina. “É fácil entrar na vida de uma pessoa, desde que você seja educado e não aparente outros interesses. As pessoas são vulneráveis”, contou o detetive particular Macedo, nome fictício de um profissional experiente, que pediu para ter a identidade preservada.
Atuando há dez anos na área, ele conta que já esteve nos mais diversos casos e presenciou situações inusitadas nas cidades da Região. Macedo é detetive profissional, de carteirinha, e conta com uma equipe de oito pessoas. Em seu grupo, também atuam modelos que, segundo ele, arrancam além de informações, suspiros dos investigados. Em todo o Estado de São Paulo, estima-se 3,8 mil detetives particulares em atuação.
Traição é o motivo número um das procuras por um detetive particular. Atualmente, segundo o detetive, 60% das pessoas com motivos conjugais que o contratam são mulheres. “Em muitos casos, o homem que procura um detetive já tem uma amante e quer saber se a mulher também tem para se defender”, contou o “araponga”.
Em um dos casos que Macedo atuou na Região, o cliente mal recebeu a confirmação da traição e acabou atirando na mulher, no amante dela e em mais uma vítima em plena via pública. Em outros casos, o cônjuge usa as provas da traição na Justiça para não ter que dividir os bens na separação.
A investigação particular não interessa apenas a casais, empresas também contratam os serviços de detetives. Uma quer saber o preço da outra para uma concorrência, quanto cobra de clientes, entre outras informações decisivas, e contrata os serviços de um detetive.
Políticos também se interessam pelos serviços desses arapongas. Na eleição deste ano, propostas não faltaram para os detetives. Mas as propostas não ficaram somente no período antes do pleito. Após três de outubro, começaram as propostas de candidatos que não conseguiram se eleger para tentar derrubar os eleitos. Geralmente, segundo Macedo, são casos em que o candidato não possui o domicílio na cidade em que foi eleito e outro candidato quer provas para denunciá-lo ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral).
Os custos de uma investigação particular não são baixos. Para uma semana de investigação de um caso conjugal o custo é de R$ 3 mil. Já um caso de espionagem industrial não sai por menos de R$ 20 mil por um mês de trabalho.
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RUAS
Zona Azul gera queixas
Cristiani Azanha e
Solange Strózzi
Região
A cobrança pelo estacionamento nos locais identificados como Zona Azul nas cidades da Região tem gerado reclamações diversas por parte dos motoristas. Em Americana, além da dificuldade para encontrar vagas de estacionamento nas ruas da área central, os condutores reclamam da ausência de monitores para a compra dos cartões de estacionamento e da falta de troco para pagamento. “Às vezes você demora 15 minutos para encontrar o monitor para comprar o cartão e quando volta, seu carro já foi multado”, reclamou o comerciante Cristian Magnus Stradiotto. Os motoristas de Santa Bárbara d’Oeste reclamam das multas em conseqüência de falta de cartão.
Segundo o comandante interino da Guarda Civil de Santa Bárbara, Joel Soares, as multas estão sendo aplicadas somente depois do cartão de advertência deixado nos veículos pelos guardas-mirins.
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USO DA ÁGUA
Comitê estuda data para cobrança
Previsão é de tarifa a partir do 3º trimestre de 2005 para utilização de rios como Jaguari e Piracicaba
 PIRACICABA: faltam critérios para cobrança do uso da água |
Alenita Ramirez
Região
A cobrança pelo uso da água nas bacias dos rios federais Atibaia, Jaguari e Piracicaba está prevista para ser implantada a partir do terceiro trimestre de 2005. Para a cobrança do uso da água nos rios estaduais, existe um projeto que tramita na Assembléia Legislativa, desde 1998, cuja votação foi adiada mais uma vez - os deputados decidiram apreciar um projeto na área de segurança, que inclusive criou o 48º Batalhão em Sumaré, aprovado semana passada.
De acordo com o presidente do Comitê das Bacias dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí, Cláudio Antônio de Mauro, os critérios para a cobrança do uso da água ainda estão sendo elaborados pelo Grupo Técnico do Comitê, que deve entregar uma proposta sobre os valores que serão aplicados, em abril de 2005. A proposta só será encaminhada à ANA (Agência Nacional das Águas) depois que o Comitê PCJ obter os resultados do repasse da tarifa ao Comitê do Vale do Paraíba, onde a cobrança começou a ser feita no ano passado.
Se aprovada, a tarifa será aplicada a indústrias, propriedades rurais e prefeituras e é cogitada em R$ 0,01 por metro cúbico e de até R$ 0,02 para indústrias que captam água e não devolvem o recurso, nem em forma de esgoto. Estima-se que a arrecadação gire entre R$ 25milhões e R$ 40 milhões por ano, recursos estes que devem ser revertidos em obras de tratamento de esgoto e no reflorestamento das margens dos rios da região.
Pela proposta, as indústrias que investirem no tratamento da água que é utilizada e devolvida aos rios serão beneficiadas. Para as empresas que devolverem a água tratada aos rios, existe a possibilidade de redução no valor da cobrança da água.
De acordo com o gerente da Secretaria de Meio Ambiente da Replan (Refinaria de Paulínia), Antônio Dias da Silva, integrante do Comitê Federal do PCJ, um levantamento feito pelo Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo) apontou que a maioria das empresas da região tem consciência ambiental e entende que a cobrança pelo uso da água se faz importante para o gerenciamento de recursos. “A preocupação não é com o valor da contribuição condominial (tarifa), mas no fato de não ter água no futuro”, enfatiza. Segundo ele, a Replan capta 1,7 mil metros cúbicos de água por hora do Rio Jaguari para usar no resfriamento de sua produção.
Do montante, 500 metros por hora são devolvidos para o rio tratados. A diferença é evaporada durante o resfriamento. “A Replan capta a água e trata antes de usá-la. Depois de usada, ela passa pela estação de tratamento de afluentes e devolvida ao rio, de acordo com as exigências dos órgãos estaduais e federais”, salienta Silva.
INCENTIVO
Em nove de junho deste ano, entrou em vigor a lei federal 10.881, que garante o retorno de 100% da cobrança do uso da água para as bacias de origem. Com isso, os municípios consorciados e que contam com a cobrança da tarifa poderão utilizar a verba em ações de recuperação ambiental, reflorestamento e tratamento de esgoto. O retorno do dinheiro é garantido através de uma conta vinculada à Agência das Bacias do PCJ, prevista para ser criada no primeiro semestre do ano que vem.
O recurso será utilizado pelos municípios mediante projetos, que serão avaliados pelo Comitê e liberado de acordo com critério de prioridades. A Agência das Bacias do PCJ está prevista para ser criada logo depois a apresentação da proposta que definirá mecanismos para a cobrança do uso da água, feita pelo Grupo Técnico do Comitê PCJ e que será entregue à ANA em janeiro. O contrato de gestão vai estabelecer metas e o destino das despesas, com a fiscalização do TCU (Tribunal de Contas da União).
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 JAGUARI: indústrias e áreas rurais pagariam por uso da água |
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ÓRGÃOS
Doação será discutida em sala de aula
Holambra inclui tema delicado na grade curricular de alunos da rede municipal a partir de 2005
 CONSCIENTIZAÇÃO: alunos da escola de Holambra que terá “doação de órgãos” na grade curricular |
Alenita Ramirez
Holambra
Alunos da sexta e sétima séries da rede municipal de Educação de Holambra passarão a ter, a partir de 2005, na grade curricular, a temática “Transplante e Doação de Órgão”. A proposta de incluir o tema nas aulas dos estudantes é do prefeito Celso Capato (PFL) e foi aprovada semana passada pelo Legislativo. A temática será inserida na aula de Ciências, uma vez por mês, e será trabalhada por meio de palestras, vídeos, textos e exemplos do cotidiano de pessoas que vivem ou viveram o drama.
Com a implantação da temática, a rede municipal de ensino de Holambra será pioneira na discussão, que atualmente vem ganhando atenção da comunidade. As campanhas publicitárias sobre o tema doação de órgãos contribuíram para um aumento de 44% no número de transplantes no Estado de São Paulo em relação ao ano passado. “Acreditamos que a temática nas escolas vai contribuir ainda mais para a conscientização das pessoas, para a necessidade de se doar um órgão”, diz a secretária de Educação de Holambra, Marly Klein Gunnewiel Xavier.
A iniciativa de implantar a temática na grade curricular surgiu depois da instalação no município da ONG (Organização Não-Governamental) Doe Vida, em agosto do ano passado. A ONG é presidida por Izilda Cristina Reinelt, mãe de três jovens que aguardam por transplantes de rins. “A estrutura de uma pessoa começa na infância. Tudo que elas aprendem, levam para sua vida adulta e, além disso, passam também para seus pais, enfim para os adultos. Orientar e conscientizar as crianças sobre doação de órgão é muito importante”, observa Izilda.
A proposta de Capato é tornar obrigatória a implantação da temática na grade curricular, tanto pública como particular. Porém, segundo Marly, a princípio será implantada apenas na única escola municipal, a Ibrantina Cardona, no Centro da cidade. Para o segundo semestre de 2005, a Secretaria de Educação pretende levar a proposta para as três escolas particulares. Os professores de Ciências passarão por treinamento. “Optamos por inserir somente nas sextas e sétimas séries porque são turmas que são intermediárias, ou seja, já passaram pela fase de adaptação e ainda estão em um estágio anterior à fase de profissionalização, que seria a oitava série”, explica Marly.
O diretor da escola particular São Paulo, Honore van Leeuwen, acredita que a orientação quanto à importância de se doar órgãos cabe aos pais. “Acho desnecessária essa temática na grade curricular, pois essa iniciativa de doar um órgão é formada no convívio familiar. Mas vamos refletir o assunto”, ponderou.
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 CAPATO: propôs inclusão |
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ORGANIZAÇÃO SOCIAL
Hospital divulga economia de 20%
Direção de unidade em Jaguariúna afirma que gerenciamento por OS gerou resultado positivo
 HOSPITAL MUNICIPAL EM JAGUARIÚNA: administrado por uma OS |
Alenita Ramirez
Região
A forma de administração do Hospital Municipal “Walter Ferrari”, em Jaguariúna, está sendo referência para outros municípios. Administrada por uma OS (Organização Social), a Asamas (Associação Santa Maria de Saúde), desde janeiro de 2001, a direção do hospital garante que os resultados são positivos, nos quais geraram uma economia de 20% no orçamento da unidade e ainda agilização no atendimento. O modelo de gestão deverá ser copiado pelo município de Paraíba do Sul, no Rio de Janeiro.
As organizações sociais começaram a ser implantadas no Estado de São Paulo em 1998, tendo como pioneiro o Hospital Estadual Geral de Pedreira, na zona sul da Capital. Atualmente, são 16 hospitais estaduais gerenciados por OS’s, inclusive o Hospital Estadual de Sumaré “Dr. Leandro Franceschini”, administrado pela Fundação de Desenvolvimento da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas).
A forma de administração por OS’s é utilizada em Jaguariúna, pioneira na Região, e em Hortolândia, onde foi implantada recentemente. (leia reportagem abaixo). “A OS’s é uma forma administrativa que dá certo e que oferece benefício em todos os aspectos, desde a economia como na dinâmica de atendimento e de prestação de serviços”, destaca o médico infectologista Marcelo Ramos de Carvalho, professor da Unicamp e ex-diretor da DIR-12 (Direção Regional da Saúde) de Campinas.
Carvalho é um dos profissionais que presenciou a implantação de OSs no Estado. “Quando o governo estadual decidiu entregar a administração dos hospitais às OSs, tinha como objetivo envolver a sociedade na administração dos hospitais e também de achar uma forma leve e ágil de gerenciamento, que não seguisse os rigores do Estado, mas obedecendo a um controle de auditoria. O governo queria experimentar se o sistema operacional era eficiente e acabou dando certo. É claro que o sistema precisa passar por alguns ajustes operacionais “, conta o médico.
Em uma gestão com OS, o Estado ou o município fornece a instalação do prédio e os equipamentos e custeia as despesas com base na tabela do SUS (Sistema Único de Saúde). A OS, por sua vez, fica responsável pelo gerenciamento de todo o hospital, como contratação de pessoal, compra de remédios e a promoção de melhorias que visam o bom atendimento ao paciente.
Com isso, se um médico ou um funcionário não estiver atendendo às exigências tanto do hospital como dos pacientes, pode ser demitido. Se houver falta de profissionais, a contratação pode ser feita sem necessidade de concurso público. Para a aquisição de medicamentos é realizada tomada de preço, na qual é comprado o remédio com o menor custo - diferente da licitação pública, que vence a empresa que apresentar o menor valor no total da fatura.
“O atendimento no hospital (Walter Ferrari) é excelente. Não existe discriminação. Se a pessoa é do SUS ela é atendida da mesma forma que uma conveniada. A implantação da OS aqui forçou os funcionários a prestarem um bom atendimento, pois a qualquer reclamação eles podem ir para a rua”, diz a publicitária Rosana Márcia Gonçalves, que já fez duas cirurgias no joelho no hospital, através de convênio e fará outra por meio do SUS.
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Falta de licitação gera dúvida
Implantada recentemente, paralela à inauguração do Hospital e Maternidade “Governador Mário Covas”, de Hortolândia, a OS (Organização Social) “Associação Auxílio e Conforto” gerou polêmica na cidade. Na época, conselheiros de saúde, que representam os usuários, defendiam que a forma de gestão seria prejudicial ao funcionamento do hospital e alegavam que a OS foi criada na mesma época em que a prefeitura contratou a associação para gerir o hospital.
A insatisfação dos conselheiros foi levada para a esfera federal e, no final de setembro, auditores do Denasus (Departamento Nacional de Auditoria do SUS - Sistema Único de Saúde) do Ministério da Saúde estiveram no hospital averiguando denúncias apresentadas pelos conselheiros. O resultado da auditoria ainda não foi divulgado.
Três meses depois, o gerenciamento da OS ainda é preocupação dos conselheiros, mas começa a ser visto de uma outra maneira. “Há reclamações e elogios por parte dos usuários. Nossa preocupação atual é em relação ao número de médicos e a forma de compra de material, que não requer licitação. Esse último fato desperta suspeitas, pois não sabemos o que é feito com o nosso dinheiro”, diz o presidente do Conselho Municipal de Saúde, Claudenor Domingues Ábilla.
De acordo com o secretário de Saúde, Lourenço Daniel Zanardi, a OS contribuiu com uma redução nas despesas do setor, entre 20% e 25%, e promoveu um crescimento em atendimento em quase 100%. O Pronto-Socorro realiza cerca de 700 atendimentos por dia. (AR)
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