Domingo, 12 de Dezembro de 2004
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Reforma é necessária, diz Powell

EFE
COLIN POWELL: no Marrocos
O secretário de Estado dos EUA, Colin Powell, afirmou ontem no Marrocos que são necessárias reformas políticas e econômicas no mundo árabe e islâmico, além de uma aliança com os países industrializados para que o terrorismo seja derrotado e para que a frustração e o desespero na região sejam reduzidos.



Policiais morrem em ataque

EFE
IRAQUE: novas mortes
Três policiais iraquianos, entre eles o chefe de operações da província sunita de Salahedin, morreram e outros cinco ficaram feridos hoje em dois ataques na região de Al-Charqat, 260km ao norte de Bagdá, disse uma fonte oficial. Em um deles, 15 homens armados abriram fogo contra policiais.



Balanço aponta 941 mortes

Arquivo/TodoDia Imagem
FILIPINAS: quatro tufões
Cerca de 1.800 pessoas morreram ou estão desaparecidas após a passagem de quatro tufões durante o último mês nas Filipinas, segundo um novo balanço oficial divulgado ontem. Os trabalhos de resgate continuam. Segundo o novo balanço, 941 pessoas morreram e 836 estão desaparecidas.


PRECAUÇÃO


EUA temem uso de raio laser por terroristas

Risco é que seja usado para cegar pilotos e derrubar aviões


Arquivo/TodoDia Imagem
AVIÕES DE GUERRA: grupos terroristas podem se interessar pelo uso de raio laser para cegar pilotos
Agência EFE

Washington (EUA)

As autoridades americanas manifestaram sua preocupação com a possibilidade de que grupos terroristas possam utilizar raios laser como arma para cegar pilotos e assim derrubar aviões. A rede de televisão CNN informou na sexta-feira que no final de novembro o FBI (polícia federal americana) e o Departamento de Segurança Nacional emitiram conjuntamente um alerta nacional no qual advertiam que os terroristas se mostraram interessados no uso de raios laser para cometer atentados.

O memorando distribuído às agências policiais afirma que ‘‘embora não se tenha demonstrado que os raios laser podem ser utilizados em ataques, como os artefatos explosivos improvisados ou os seqüestros, grupos terroristas no exterior se mostraram interessados no uso destes dispositivos’’ para cegar pilotos.

Ambas as agências advertiram que o uso destes raios laser poderia causar danos na retina e, uma vez atacado o piloto, há um risco maior de um acidente aéreo.

As autoridades dos EUA destacaram que não receberam dados e nem têm provas de que a Al Qaeda ou outros grupos terroristas tenham intenções de utilizar estes dispositivos para cometer outro atentado contra os Estados Unidos.

Já em 2001, antes dos atentados contra as Torres Gêmeas e o Pentágono, a FAA (Administração Federal de Aviação) tinha emitido advertências sobre os danos que o uso indevido de raios laser pode causar.

Em setembro, um piloto da companhia aérea Delta sofreu leves danos nos olhos quando a cabine foi atingida por um raio laser enquanto tentava aterrissar na cidade de Salt Lake City, a oito quilômetros do aeroporto.

O piloto conseguiu aterrissar sem problemas e as autoridades continuam investigando o incidente para determinar se houve uma falha ou um crime.

Desde os atentados de 2001, as autoridades aumentaram a segurança em todos os pontos de entrada do país e elaboraram uma lista de passageiros ‘‘indesejáveis’’ para impedir que possíveis terroristas possam abordar aviões com rumo aos EUA.


CRIANÇAS


Estresse pode até deixar seqüelas

 


Evitar os conflitos e as brigas contínuas na família significa poupar os filhos de danos psíquicos a longo prazo, advertiram na quinta-feira os pediatras especializados em doenças psicossomáticas da Clínica do Estado Federado de Salzburgo.

As crianças submetidas a estresse psíquico podem adoecer seriamente para o resto da vida, explicou em entrevista coletiva o chefe da seção psicossomática desse hospital, Adrian Kamper. Segundo ele, as causas podem ser situações de conflito e a falta de carinho ou atenção por parte dos pais, mas também uma doença grave ou a morte de um familiar. O estresse psíquico, cujas conseqüências os médicos observam de forma crescente, podem já estar atingindo inclusive os bebês.

Segundo Wolfgang Sperl, chefe da clínica pediátrica de Salzburgo, nem sempre se trata de violência na família, abuso ou toxicomania, mas a falta de harmonia, o divórcio dos pais, assim como a morte de parentes, podem redundar em problemas físicos para as crianças. Os médicos calculam que até entre 20 e 30% das crianças hospitalizadas têm sintomas psicossomáticos.

As experiências traumatizantes permanecem freqüentemente ocultas para se manifestar mais tarde em hipertensão, doenças circulatórias, osteoporose ou apoplexia, afirmam os médicos. Outras possíveis seqüelas são a anorexia ou bulimia, dependência química, além do elevado risco de se contrair uma doença pulmonar crônica.

Uma das possibilidades de reduzir o peso psíquico para as crianças é melhorar a comunicação. A medicina ajuda com diversos tratamentos nos quais envolve todos os membros da família, e em alguns casos recorre a cães especialmente adestrados e à música.

(Agência EFE)


2004


Já são 54 os jornalistas mortos

No ano de 2004, um total de 54 jornalistas foram assassinados no mundo, o que torna este ano o mais mortal da última década, segundo um relatório divulgado na sexta-feira pelo CPJ (Comitê para a Proteção de Jornalistas). A violência no Iraque e nas Filipinas foi um dos fatores que mais contribuiu para que fosse registrado esse elevado número de mortes na profissão, segundo a organização com sede em Nova York. O número supera as 51 mortes de 1995, muitas causadas pela sangrenta guerra civil na Argélia.

Ann Cooper, diretora executiva do CPJ, afirmou que o número de mortes neste ano ‘‘é impactante e inaceitável’’. ‘‘Alguns repórteres morreram em situações de fogo cruzado enquanto informavam da perigosa guerra no Iraque, mas a maioria foi assassinada como represália direta por suas informações, particularmente nas Filipinas, onde os assassinos de jornalistas não são levados à Justiça’’, acrescentou.

O ano de 1994 foi o mais mortal desde que o CPJ começou a reunir seus dados estatísticos. Naquele ano, morreram 66 profissionais, a maioria na Argélia, em Ruanda e na Bósnia-Herzegovina. O Iraque se tornou este ano o lugar mais perigoso para um jornalista trabalhar. Lá, morreram 23 profissionais de imprensa. (Agência EFE)


ONU


Desastres deixam 478,1 mil mortos durante dez anos

Arquivo/TodoDia Imagem
IRÃ: terremoto em Bam, em dezembro passado, matou 26 mil
Os desastres tecnológicos e naturais causaram nos últimos dez anos 478.100 mortes e prejuízos de mais de US$ 690 bilhões de dólares, principalmente nos países em desenvolvimento da Ásia e alguns da América Latina e do Caribe, informou a ONU. O número de mortes diminuiu em um terço, mas o de atingidos aumentou 60%, chegando a mais de 2,5 bilhões de pessoas em todo o mundo entre 1994 e 2003, segundo a ONU.

Essas cifras foram divulgadas na quarta-feira em Genebra, coincidindo com a apresentação da Conferência Mundial sobre Redução de Desastres, que se realizará de 18 a 22 de janeiro de 2005 em Kobe (Japão) em colaboração com as Nações Unidas. ‘‘Este ano confirma a tendência do aumento do número de pessoas vulneráveis aos desastres naturais’’, afirmou o subsecretário da ONU para Assuntos Humanitários, Khan Egeland.

Segundo ele, o objetivo do encontro de Kobe é prevenir e responder melhor à proliferação de desastres naturais no mundo. Segundo o escritório de Estratégia Internacional para a Redução de Desastres, da ONU, organizador da conferência, os mais afetados nos últimos dez anos pelas catástrofes são os países em desenvolvimento. Mais de 95% das pessoas mortas eram de países de receitas médias e baixas e a Ásia é o continente que mais sofreu as conseqüências, com mais da metade das vítimas e mais de 90% dos afetados, aponta o relatório.

Egeleand lembrou que 2004 começou com uma operação de ajuda humanitária ao Irã, onde um terremoto atingiu em dezembro do ano passado a cidade de Bam e matou 26 mil pessoas. Entre os últimos grandes desastres naturais registrados neste ano se destacam os ciclones nas Filipinas, que até o momento deixaram 762 mortos, 787 desaparecidos, 13 mil casas destruídas e outras 20 mil atingidas.

O relatório da ONU informa que 1999 foi o pior ano para a Ásia, (40.930 vítimas) e América (34 mil), enquanto para a África foi 2002 (14.759). África, Ásia e América representaram 70% do total de vítimas relacionadas aos desastres naturais e tecnológicos durante o período 1994-2003, de acordo com a ONU.

Em relação à América Latina e ao Caribe, o relatório anterior à conferência de Kobe destaca que há uma tendência positiva nessa região, na qual o desenvolvimento humano em muitos lugares alcança quase o nível dos países ricos. (Agência EFE)



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