Domingo, 12 de Dezembro de 2004
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Jogada de Craque

Jota JúniorTe cuida, Furacão


Jota Júnior

Tem tudo para ser monstruosa a pressão que o Atlético (PR) irá receber hoje em São Januário. E a arbitragem, idem. O Vasco precisa dos três pontos e Eurico Miranda vem mostrando as garras desde o início da semana. Em jogos neutros já é difícil segurar a barra no estádio vascaíno, o que não pensar então dessa partida decisiva para o time carioca. Agrava-se a questão quando se sabe que até árbitros duros e autoritários costumam fraquejar em São Januário. Lembram-se daquela final de 2000 entre Vasco e São Caetano, quando o presidente cruzmaltino só faltou escrever o relatório do árbitro? Vale registrar que o relacionamento entre Luiz Zveiter e Eurico Miranda é o melhor possível, o que, aliás, não seria de se estranhar, pela lei das afinidades. Arbitragem e Furacão vão passar um “cortado” hoje no lendário estádio vascaíno, apesar da segurança reforçada e da presença da televisão.

OLHO VIVO

O jogo Vasco x Atlético (PR) será mostrado pela televisão e com um esquema especial de transmissão em São Januário. Instalou-se o dobro de câmeras em todo o estádio vascaíno. Nos meios televisivos costuma-se dizer que esta é uma operação de guerra. Nada poderá escapar da lente eletrônica. Menos mal.

RACHOU

Rachou o que já estava rachado. Faz tempo que o Clube dos 13 não vinha apresentando coesão entre seus integrantes. A guerra das vaidades e a ganância falaram mais alto. E tudo por causa da grana da televisão, hoje a pilastra exclusiva de sustentação das associações. Dá para imaginar o futebol hoje em dia sem o dinheiro das transmissões?

NA LEI

Presidente do Palmeiras, Mustafá Contursi, pode ser criticado por muitas atitudes no clube, mas é um dos poucos que está respeitando literalmente a lei das férias dos jogadores, fazendo o escalonamento entre o grupo. Dia 19 de janeiro, na abertura do Paulistão, o Palmeiras estará zerado com o compromisso legal trabalhista.

BATE BOCA

Durante a semana acompanhamos o tiroteio verbal entre dirigentes do União Barbarense e a empresa parceira. E tudo isso depois da sensacional conquista do acesso à Série B do Brasileiro. Outro dia foi o lance do troféu e onde ele seria colocado, numa discussão pequena e aparentemente infantil. Que os diretores das duas facções se entendam, remem para o mesmo lado e discutam as diferenças entre quatro paredes, pois acima de picuinhas e questões pessoais e corporativistas está a glória dos 90 anos do União Agrícola Barbarense. A história do clube deve e precisa ser respeitada.


Jota Júnior é jornalista, narrador da Globosat e escreve às terças, quintas e domingos.



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