Domingo, 12 de Dezembro de 2004
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‘Zoação’ tem limite

Apelidos pejorativos e “tirações” agressivas são classificados como bullying, uma prática perigosa entre jovens


Patricia Vieitez - Americana

Cleiber Ribeiro/TodoDia Imagem
Mudança de rumo: estudantes que fizeram na escola um trabalho sobre o bullying e desenvolveram até um site sobre o assunto
Ô gordinho! Quatro olhos! Magrela! Tampinha! Se você não ouviu alguém te chamar de algum apelido pejorativo, já deve ter presenciado um ou uma colega ser alvo de “tirações” deste tipo. Pode ter ocorrido de você já ter se dirigido assim a alguém. Porém, saiba que essa agressão verbal entre pares (gente da mesma faixa etária ou mesmo grau de “poder”) tem nome? Chama-se bullying. Trata-se da ação de intimidar o outro, seja verbal ou fisicamente.

O bullying acaba sendo comum em escolas porque é nesse ambiente que se dá a experiência com os outros, segundo a professora universitária Luciene Regina Paulino Tognetta. Ela é pedagoga e faz doutorado em psicologia escolar. “Antigamente o fenômeno era mais escondido, havia mais o limite da autoridade do professor”, compara.

Hoje, sem humildade, sem respeito ao próximo e sem medo de ser repreendido, o jovem que quer se sentir mais forte, dominador, acaba agredindo quem tem alguma diferença. Seus alvos preferidos são outros jovens que, apesar da mesma idade, são menores fisicamente, tímidos, gordos ou magros demais, usam óculos, e por aí vai.

“Eu era gordo e baixinho, e me chamavam de gordo, anão”, lembra o estudante Élio Martins, 17, de Americana, que se sentia ofendido e acabava se isolando da turma. “Achava que era menos que os outros”, lembra, sem saber que era vítima de bullying.

Hoje, para ele, o assunto não é mais segredo. Um trabalho escolar acabou colocando ele e mais quatro colegas em contato com o assunto, o que os deixaram mais conscientes a ponto de não serem agredidos e nem agressores. “Todo mundo aqui era agressor e passou por isso”, comenta.

“Acabou sendo uma lição para todo o grupo”, avalia Bruno Campos, 17. E lição mesmo, pois Bruno foi praticante de bullying quando tinha 12 e 13 anos. “Escolhíamos os estudiosos, não tinha fundamento (a agressão verbal)”, conta.

Na opinião de Felipe Moro, 17, entrar para o grupo agressor, às vezes, era a melhor forma de não sofrer. “Se não zoar, vai ser zoado”, conta.

Ele mesmo enfrentou muito bullying por conta da descendência oriental. Era chamado de “china”, “olho puxado”, “japonês”. “Ficava ‘pê’ da vida”, reconhece, lembrando, entretanto, que aprendeu a ignorar as agressões.

Já o colega Wayne Andrade, 17, era alvo preferido de agressores por usar óculos com lentes super grossas. Sabe o “quatro olho fundo de garrafa”? Era ele para os “inimigos”. “Sofri em silêncio”, lembra Wayne, hoje, tranqüilo e com seus graus escondidos pela lente de contato.

Mas nem sempre há final feliz em casos de bullying. A agressão pode ferir tanto a auto-estima do jovem, que ele pode cometer absurdos como se suicidar ou matar os colegas, alerta a professora universitária. Para não chegar a esse ponto, o professor deve promover oportunidades para discussão sobre os sentimentos e, nos casos de conflito, agir como mediador, segundo a professora universitária. “Com adolescente a conversa deve ser mais séria”, afirma.



Pais e escola devem agir

A professora universitária Luciene Regina Paulino Tognetta destaca que se os pais não derem conta dos filhos que praticam o bullying, a escola deve tomar a frente e mostrar que o que o jovem está fazendo não é certo. Mesmo porque, segundo a psicóloga, tanto o agredido quanto o agressor acabam sendo prejudicados. “No futuro, o agressor terá problemas de relacionamento, vai ser controlador”, avisa a professora.

Enquanto o agressor não se conscientiza de que o que está fazendo não é correto do ponto de vista moral e ético, o alvo precisa se defender, não com violência, mas com coragem. “Ele (o jovem) precisa resgatar a auto-estima, contar para uma autoridade que está sendo vítima, ter coragem para não permitir a agressão”, ensina a professora.

Para os jovens que pesquisaram o assunto, o caminho é a conscientização. “As pessoas não sabem que pode haver conseqüências”, destaca André Franco, 17. Por isso, os estudantes de Americana criaram o site www.bullying.v10.com.br. Um dos poucos sites com informações em português sobre o assunto para a galera se ligar e evitar o problema. (PV)



‘Xô’ tesoura

Garotos querem passar longe do cabeleireiro, para irritação dos pais e alegria da galera; especialista diz que o comportamento é natural, desde que haja higiene, é claro


Patricia Vieitez - Região

Allisson Roberto/TodoDia Imagem
Renan: há nove meses ele cultiva fios longos e desarrumados; o adolescente nem pensa em passar a tesoura nos cabelos
Cortar o cabelo? Nem pensar! Eles querem deixar as madeixas crescerem, a despeito de serem garotos adolescentes, cuja maioria sempre dá um corte para não ficar com os fios despontados ou longos. Como eles não curtem o cabelo certinho, preferem passar longe do cabeleireiro.

O estudante de Santa Bárbara d’Oeste, Renan Matheus Rossi, 12, não gosta nem de tirar as pontas como a mãe o obriga. Há nove meses ele cultiva fios longos e desarrumados que para ele estão o máximo. “É legal, por mim não tirava nem as pontas”, diz.

O problema, segundo ele, que já fez tudo quanto é corte nos cabelos, é que nunca encontrou o que gostou. Nem quando raspou a cabeça. Agora, do jeito que está, acha que se encontrou e nem pensa na possibilidade de passar a tesoura no cabelo. “Pode crer”, dispara.

Os colegas de escola seguem o mesmo estilo de Renan, mas há quem o apelide de “capacete”, o que não modifica sua opinião. “O cabelo é meu mesmo”, defende-se. Mesmo porque ele acha que algumas gatinhas até curtem meninos de cabelos compridos. O que, por si só, já é uma vantagem, segundo ele.

Outro que não é fã da tesoura é o estudante João Marcos de Oliveira Rocha, 15, de Hortolândia. Sempre, desde criança, gostou de cabelo comprido. Mas, ao contrário de Renan, gosta de tirar as pontas para deixá-lo mais ajeitado. Hoje, está até meio “chanel”, fio reto, sem franja. Mas teve época de usar franja também.

O que ele não faz é deixar curto. Nem com os apelos do pai. “Ele (pai) fala que isso é coisa de ‘gay’”, diz o garoto. Cortar o cabelo para o adolescente seria como perder a identidade. Além de todos os colegas serem cabeludos, João acha que “o cabelo é que faz a pessoa”.

E não importa a dificuldade de mantê-los em ordem. Segundo ele, de manhã, os fios, apesar de lisos, amanhecem armados e dão trabalho para escovar. O que não é problema. Para João, cabelo comprido “fica mais da hora”.



Comportamento Natural

Deixar o cabelo comprido é um comportamento mais do que natural para a galerinha dessa faixa etária, segundo o professor de psicologia da PUC-Campinas (Pontifícia Universidade Católica), Hipólito Carretone Filho. “É bem comum porque ele (o adolescente) está em busca de auto-afirmação”, comenta o especialista. Segundo Carretoni Filho, o adolescente “nega o contexto social e se identifica pela característica do grupo”

Mas o melhor de tudo é que a distância que os meninos querem do cabeleireiro é uma fase e passa assim que eles chegam aos 17 ou 18 anos de idade, segundo o professor de psicologia. “Porque começa a entrar na fase das paqueras e ele quer ser diferente do grupo”, explica Carretone, dizendo que aí eles vão buscar outros modelos.

LIMPEZA

Enquanto a fase não passa, ele sugere aos pais muita cautela e diálogo. “Não dá para mandar e pronto”, fala. O psicólogo diz que é preciso cobrar o que é razoável. “Se não corta, mas se preocupa com a questão da limpeza os pais têm que identificar que isso é razoável”, indica. (PV)



Sangue latino

Cantor pop que enlouquece o público feminino apresenta amanhã em Americana seu novo trabalho, “As Aventuras do DJ L”


Patricia Vieitez - Americana

Divulgação
Latino: show no Rio Branco amanhã terá sucessos do cantor e músicas bem-humoradas, de sua nova fase
Buscando reconquistar o público do qual andou meio distante, o cantor Latino estará em Americana amanhã para apresentar o último lançamento: “As aventuras do DJ L”. O show será no Rio Branco Esporte Clube e promete trazer os maiores sucessos do cantor carioca.

Esse álbum conta com muitos hits, músicas dançantes, letras de amor e uma grande surpresa, a versão para o português da música “Dragostea Din Tei”, que foi o maior hit do verão Europeu 2004. A música está há mais de 300 semanas na parada européia e aparece em 21 listas de sucessos. Sem contar que foi primeiro lugar na França, Alemanha, Espanha e Holanda.

A versão em português chama-se “Festa no Apê”, de Latino e Dalmo Beloti, e conta a história de uma festa que o cantor promoveu em seu novo apartamento na Lagoa, onde alguns convidados, após beberem além da conta e se excederem um pouco, foram flagrados, pelo próprio cantor, transando em seu quarto. O disco traz outras histórias verídicas transformadas em hits dançantes, como “Renata”, que conta a história de uma desilusão amorosa de um grande amigo.

Sempre na linha bem-humorada, o cantor aproveita para brincar com a galera nas músicas “Umazinha”, “Amor de Pizza”, “Amiga Tati” e “Mulher Bebê”. Ele ainda escolheu duas regravações para o CD, “Amante Profissional”, sucesso do grupo Herva Doce, e “Knife”, sucesso do cantor Rockwell em uma versão remixada pelo produtor Tchorta. A versão já está fazendo sucesso nas boates.

O que pouca gente sabe é que antes de se tornar tão popular, o cantor, cuja marca registrada é o sorriso maroto e o jeito de menino, já trabalhou como garçom, mágico, cozinheiro, dançarino e até mesmo como copeiro durante o tempo que morou no exterior. Aliás, foi graças à sua experiência fora do País que o artista, observando as danças de rua norte-americanas, criou um swing único que enlouquece o público feminino pelo jeito exótico e sensual.

Ao retornar ao Brasil, ele deu início à sua carreira artística. Lançou Marcas de Amor (1994), o primeiro CD de sua carreira, que trazia os hits “Me Leva” e “Só Você”. Álbum que rendeu discos de ouro, platina e platina dupla por mais de 600 mil cópias vendidas. Dois anos depois, lançou “Aventureiro”, que trazia sucessos como “Eu Amo Você” e “Louca”. Em 1997 lançou, no México, um disco todo em espanhol.

Em 1998, a canção “Vitrine” foi uma das músicas mais executadas nas rádios de todo o Brasil. No ano seguinte, com o álbum “Latino 2000”, novamente o artista experimentou o sabor do sucesso com a canção romântica “Solidão é Demais”.

Depois disso, Latino ficou três anos sem lançar músicas, mas produziu alguns artistas e também foi apresentador do programa “Sábado Show”, da Rede TV!.

Em 2003, com saudade da energia do público e dos palcos, lançou “Xeque-Mate”, um álbum que retratou a biografia de seu último e mais duradouro relacionamento, que trazia a balada “Você Já Foi Mais Humilde”, além das inéditas “Cartão Vermelho” e “Medo Meu”.

No mesmo ano, Latino participou da novela “Kubanacan”, da Globo, e lançou pela gravadora Som Livre seu primeiro disco ao vivo que reuniu os maiores sucessos de sua carreira. “Latino Ao Vivo - 10 Anos de Sucessos” traz no repertório hits como “Me Leva”, “Não Adianta Chorar”, “Só Você” e “Eu Amo Você”, entre outros.



SERVIÇO

Onde: Rio Branco Esporte Clube

Quando: amanhã

Horário: 23h

Ingressos: mulher R$ 4 e homem R$ 8. A venda na secretaria do Rio Branco Esporte Clube



‘Festa no Apê’

Falando de sexo, amor e traição, o novo disco de Latino chega às paradas fazendo barulho. No Rio, a música “Festa no Apê” virou febre e toca a todo momento nas rádios. Em São Paulo, está em 42º lugar no ranking do instituto Nopem. “Estou impressionado, assustado”, admite o cantor, afirmando que sua agenda está lotada até final de janeiro. Segundo Latino, a idéia era mesmo fazer um álbum polêmico. “Se fizesse o mesmo de sempre, ia vender o mesmo de sempre”. Para isso, ele adotou o codinome DJ L. “Criei esse personagem para fazer loucuras, para polemizar sobre coisas do cotidiano. Fiz um disco malicioso e divertido. Esse tipo de música não combinava com o Latino romântico. Todas as músicas foram inspiradas em coisas que eu vivi ou que ouvi”, conta.

“Festa no Apê” foi feita de última hora, quando as gravações do CD já estavam terminando, e foi inspirada em uma festa que rolou na casa do cantor. “Todas as situações da música aconteceram. Ela foi escolhida para dar nome ao disco porque inclui três temas presentes em todo o álbum: sexo, amor e traição”, conta. Esses assuntos são esmiuçados em faixas como “Umazinha” e “O Troco”, que fala de um sujeito que trai a namorada e tem medo de que ela faça o mesmo.   Mas o sucesso alcançado tem um lado que o consterna. “Não fiz o disco para crianças, mas elas adoram. Minhas filhas sempre me pedem para ouvir. Sou pai de três meninas, e isso me preocupa”, diz Latino.

(Folhapress)


No Diva
Oi! Tenho 15 anos e gostaria que tirassem minha dúvida. Quando uma mulher com vírus HIV pratica sexo oral com parceiro sem camisinha ela pode transmitir o vírus para ele? E se ele tivesse o vírus, poderia passar para ela?

C., Nova Odessa

Pode. O sexo oral, definitivamente, é um meio de transmissão. Podem haver microlacerações na gengiva com um “sanguezinho” ali e transmitir o vírus. O líquido seminal também pode transmitir se tiver um dente careado, por exemplo. O vírus pode entrar por ali. Tanto o homem pode transmitir como a mulher. Tem que chupar a bala com papel.


Fala Galera!


A questão da camisinha

A importância da camisinha durante a relação sexual é indiscutível porque, além de prevenir doenças, evita a gravidez. Todo adolescente sabe disso. O problema é que muitas vezes não damos tanta importância ou simplesmente não a utilizamos por rebeldia.

Desde os primeiros anos da nossa adolescência, quando começamos a descobrir a sexualidade e tudo o que ela significa, começam a aparecer também a repressão. Nossos pais taxam o sexo como algo ruim e, na realidade não é, quando feito com consciência.

Nossos pais, ao invés de criticar e condenar, deveriam conversar com seus filhos e mostrar-lhes que, diferente daquilo que é colocado pela sociedade, o sexo é algo maravilhoso, mas deve ser feito com consciência e responsabilidade.

No colégio, a conversa que sempre rola nas rodinhas de meninos é sobre a perda da virgindade, mas eu, diferente de muitos, nunca me deixei influenciar. Sempre tive a consciência de que o sexo deve ser feito com responsabilidade e principalmente com amor.

O sexo mal feito, sem uso da camisinha e com qualquer pessoa, pode acarretar diversos males à saúde e à vida. Prezo pela minha saúde e amo minha vida e é por isso que admiro e agradeço a criação da camisinha.

Leandro de Menezes,

18, Americana


As Dez +
Erik Reibel

1 - Nelly & Christina Aguilera - Tilt Ya Head Back

2 - Uniting Nations - Out Of Touch

3 - Gwen Stefani - What You Waiting For

4 - Bugz In The Attic - Booty La La

5 - Eric M. Feat. Jani - Femme Fatale

6 - Cosmochaos - Danceroid

7 - Jay Z & Linkin Park - Numb

8 - Thunder - I Love You More Than Rock N Roll

9 - Earth, Wind & Fire - Let’s Groove (1981)

10 - Juice Newton - Angel Of The Morning (1981)



Agito

Fotos: Allisson Roberto/TodoDia Imagem
Andressa Kokol e Julia Penachioni
O aniversário de Maine Meneghel na Golden House rendeu gente bonita e muita badalação. Confira pelos flashes de Allisson Roberto quem não perdeu a festa.



Renato Riame




Danielle Sans Varela




Marilia Gabriela Pohl




Samara Melossi




Eduardo Francozo e Cesar Norbiato




Isabele Camargo, Maine Sentona e Amanda Galli




Luau

Para encerrar as festas de 2004 o Esporte Clube Barbarense promove amanhã o Luau - parte 8. A matinê acontece a partir das 17h e, o baile, às 23h. Além de megabar e telão gigante, o som será garantido por duas bandas: Reggae’s Jah e Sister & Band. O convite da matinê tem preço único: R$ 5. Para o baile homens pagam R$ 15 e mulheres R$ 10.



Underground

Os fãs de baladas underground podem garantir um ingresso para a Festa Privada, que acontece no Grêmio Recreativo Nardini amanhã. Presença das bandas Sugar Kane, Tolerância Zero, Maguerbes, Lava e Lunettes. Quem promove o agito é o Americana Independente.



Pijama

Também acontece amanhã a Festa do Pijama, na My Way Disco Lounge. O som estará a cargo dos DJs Marcelo Ramos e Glen Faeda e da banda 4 Drive. Ah! O traje é obrigatório!



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