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‘Jogada’ decisiva
Motor 1.6 16V Hi-Flex é o trunfo da Renault para manter a competitividade da linha Clio no Brasil
ROBERTO DUTRA/AUTO PRESS - Rio de Janeiro (RJ)
 Renault Clio sedã 1.6: com motor Hi-Flex |
Vender carro compacto no mercado brasileiro, hoje, só flexfuel. Essa nova “norma” é ditada pelo próprio público consumidor: a participação dos modelos flex nas vendas de automóveis no País não páram de crescer. De 14,9% no início do ano, já chegaram a 29,4% em outubro. Resultado: as principais marcas nacionais tiveram de desenvolver seus modelos “flex” - simplesmente para não deixar de ter a opção, já que isso se tornou decisivo no momento da compra. A Renault fez sua parte e criou uma versão - batizada de Hi-Flex - do conhecido motor 1.6 16 válvulas para não deixar a linha Clio, carro-chefe da marca no País, em posição desfavorável.
A briga nessa “área” é quentíssima. Chevrolet, Volkswagen, Ford e Fiat já têm motores flexfuel em seus compactos e, agora, apenas a Citroen e a Peugeot ficaram devendo. Mas prometem, no ano que vem, adotar sistemas bicombustíveis no C3 e no 206. A Renault, por enquanto, só disponibiliza a tecnologia flexfuel no motor 1.6 16 válvulas e para a linha Clio. Mas como o propulsor também equipa algumas versões da Scénic, é questão de tempo que também o monovolume venha a ter uma unidade que roda com os dois combustíveis.
A “necessidade” fez bem ao Clio. O motor do compacto, que já era bem-disposto, empurra o carrinho com ainda mais vontade. E chegou ao mercado com a pompa de ser o 1.6 flex mais potente do segmento e também de ser o único bicombustível com cabeçote multiválvulas. O propulsor modificado passa, então, a gerar até 115 cv de potência máxima a 5.750 giros e torque de 16 kgfm a 3.750 giros. Na versão somente a gasolina, eram 110 cv e 15,2 kgfm.
O novo recurso, porém, não mexeu significativamente nos preços da linha Clio. O modelo avaliado com o “novo” motor, o Clio sedã 1.6 16 válvulas Expression que ganha o sobrenome Hi-Flex, custa R$ 35.540. Antes, com motor apenas a gasolina, o carrinho saia por R$ 35.010. Mas vale frisar que a Renault não mais comercializará os modelos com motor 1.6 só a gasolina. Todos, doravante, são flexfuel.
No caso do sedã Expression, o motor Hi-Flex compõe um conjunto interessante. O design do carro não sofreu alterações expressivas. Na linha 2005, apenas a seção que antes era alaranjada nas lanternas passa a ser branca. Um detalhe pequeno, mas que até dá ao carro um esperto toque de refinamento. De resto, tudo igual: o visual frontal do carro permanece algo polêmico, mas com personalidade, e o terceiro volume se destaca - para o bem ou para o mal - do resto da carroceria.
Lá dentro, o Clio Expression exibe um recheio bastante consistente. Não chega a ser totalmente equipado como a versão “top” de linha Privilége, mas está longe de ser um “pé-de-boi”. Traz de fábrica, como itens mais relevantes, alarme, airbag duplo, imobilizador do motor, brake-light, direção hidráulica, lanterna de neblina, travas e vidros elétricos, volante com regulagem de altura, travas de segurança nas portas traseiras, travamento automático das portas a 6 km/h, rodas de liga-leve e relógio digital. A lista de opcionais, por sua vez, é enxuta: apenas ar-condicionado e pintura metálica, que elevam seu preço para R$ 39.440. Rádio/CD player, só como acessório de concessionária.
Em sua faixa de preço inicial - R$ 35.540 -, o Clio sedã 1.6 16 V Expression tem sérios concorrentes para combater. Com pacote similar de equipamentos, o Chevrolet Corsa sedã 1.8 8V Flexpower custa um pouco menos, R$ 35.020. Já o Fiat Siena HLX 1.8 Flex parte dos R$ 33.750, enquanto o Fiesta sedã 1.6 8V Flex começa em R$ 35.700. A vida é dura no “reino” dos sedãs compactos flexfuel. Talvez por isso, eles normalmente gostam de beber demais. E o Clio sedã avaliado seguiu a dispendiosa tradição: rodou apenas 6,4 km/l com álcool.
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Impetuosidade ampliada
O Renault Clio sedã é um velho conhecido do consumidor brasileiro de automóveis. Equipado com o motor 1.6 16 válvulas, o modelinho sempre apresentou uma performance convincente e coerente com sua proposta algo “familiar”, ainda que nunca tenha sido um bólido cheio de esportividade. Agora, com o mesmo motor rebatizado de Hi-Flex e passando a utilizar gasolina ou álcool em qualquer proporção, sua impetuosidade foi efetivamente ampliada. E o ganho de 5 cv e de 0,8 kgfm, em relação ao modelo movido exclusivamente a gasolina, é facilmente perceptível no pé direito.
Essa característica fica bem evidente rodando só com álcool, como ocorre com a maioria absoluta dos usuários de modelos flexfuel. Nessa condição, o Clio sedã mostrou respostas instigantes e até exigiu certo bom senso para respeitar seus limites.
O carro parte da inércia com virilidade. As acelerações são homogêneas e progressivas e não ocorrem “engasgos” no meio do caminho. Do zero aos 100 km/h, foram necessários 9,9 segundos - uma marca bastante coerente e sintomática da disposição do carrinho.
Na cidade, as respostas rápidas às solicitações do pé direito deixam o Clio sedã Hi-Flex em posição de vantagem, já que nesse habitat o carro enfrenta uma “maré” de populares com motor um litro. O sedã da Renault disputa espaços com vantagem e demonstra uma necessária e interessante agilidade.
Mas em trechos livres o modelo também não deixa a desejar. Permite velocidades de cruzeiro de 120 km/h com absoluta tranqüilidade e alguma força de sobra e ostenta retomadas vigorosas sem deixar os giros caírem - apesar do cabeçote multiválvulas. Além disso, garante ultrapassagens seguras, desde que respeitadas suas limitações: o carro não é um esportivo e precisa de bons espaços.
A exceção no comportamento dinâmico do modelo fica por conta apenas das curvas feitas em alta velocidade. Nesses momentos, o sedã paranaense mostra certa tendência a soltar a traseira e exige contra-esterços para corrigir sua trajetória. Mas vale frisar que trata-se de algo que só acontece quando o carro é severamente solicitado. Sob condução civilizada, o modelinho não compromete a segurança em momento algum.
O desempenho é consistente e, a bordo, o Clio sedã ostenta espaço para cinco pessoas sem grandes apertos - isso além de ter um bom porta-malas, que leva 510 litros de traquitanas. A bordo, só incomodam mesmo a retrovisão, prejudicada pelas colunas traseiras largas e a posição dos botões dos vidros elétricos, que continuam no final do console central, entre os bancos, e fazem com que se estique para acioná-los. Na hora de abastecer, o Hi-Flex mostrou apetite por combustível. Rodando só no álcool, fez 6,4 km/l de média.
(Roberto Dutra/Auto Press)
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Instantâneas
n Além da versão Expression, o Clio sedã Hi-Flex também é comercializado pela Renault nas versões de acabamento Authentique, a mais simples, e Privilége, a “top” de linha.
n Assim como a minivan Scénic, o Clio Hi-Flex tem os pára-lamas dianteiros feitos em Noryl, uma espécie de plástico que, nas colisões em baixíssimas velocidades, “amassa” mas depois volta ao lugar.
n Além da linha Clio, a Renault comercializa no mercado brasileiro os modelos Kangoo, Mégane hatch e sedã, Scénic, Laguna sedã e station wagon e o utilitário Master.
n O Clio é produzido na fábrica da Renault de São José dos Pinhais, no Paraná. A unidade é chamada de Complexo Industrial Ayrton Senna e lá também são feitos os modelos Scénic e Nissan XTerra e Frontier.
n A Renault dá garantia de um ano sem limite de quilometragem para a linha Clio. Já a garantia contra corrosão de carroceria é de seis anos e os carros zero ainda têm direito a uma assistência 24 horas pelo período de dois anos. A primeira revisão gratuita, por sua vez, é prevista para os 40 mil km, com troca de óleo aos 10 mil km ou um ano.
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Ficha técnica

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Renault Clio
sedã 1.6 16V Hi-Flex Expression
Motor: Gasolina ou álcool, dianteiro, transversal, 1.598 cilindradas, quatro cilindros em linha, 16 válvulas, comando de válvulas duplo no cabeçote. Alimentado por injeção eletrônica de combustível.
Transmissão: Câmbio manual de cinco marchas a frente e uma à ré. Tração dianteira.
Potência máxima: 115 cv a 5.750 rpm.
Torque máximo: 16 kgfm a 3.750 rpm.
Diâmetro e curso: 79,5 mm X 80,5 mm. Taxa de compressão de 9,7:1.
Suspensão: Dianteira do tipo McPherson com triângulo inferior, amortecedores, molas helicoidais e barra estabilizadora. Traseira semi-independente com molas helicoidais, amortecedores verticais e barra estabilizadora.
Freios: Discos ventilados na frente e tambores atrás.
Carroceria: Sedã compacto em monobloco com quatro portas e cinco lugares. Comprimento de 4,15 m, largura de 1,63 m e altura de 1,41 m. Entre-eixos de 2,47 m.
Peso: 1.025 kg com 530 kg de carga útil.
Capacidade do porta-malas: 510 litros
Capacidade do tanque de combustível: 50 litros
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Bons ventos
Depois de anos de encolhimento, mercado de carros importados tem espectativas otimistas
DIEGO ORTIZ/AUTO PRESS - Rio de Janeiro (RJ)

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Os importadores e distribuidores responsáveis por trazer automóveis importados para o mercado brasileiro já viveram tempos de grande alegria, com o “boom” das importações no início da década de 90. Impulsionados por baixíssimas alíquotas de imposto e depois pela desvalorização do dólar, importadores inundaram o Brasil com uma onda de modelos internacionais, que antes só podiam ser vistos em revistas especializadas. Mas, no final da mesma década, com a nova valorização do dólar e aumento das alíquotas, os importadores não tiveram muito o que comemorar desde então.
Mas, este ano, os que comercializam modelos que vem de fora do país voltaram a sorrir. E prometem para 2005 sorrisos ainda mais vistosos. O mercado registrou, no acumulado deste ano, 7% de aumento na procura por automóveis feitos no exterior. E para o ano que vem, a expectativa é alcançar de 15% a 30% de aumento. Ou seja, quase 70 mil unidades. “O quadro geral da economia está bom, não há risco de aumento da inflação e melhorou a estabilidade no emprego. Pode-se comprar o Taj Mahal se tiver certeza de que vai pode pagar. Esse é o motivo do aumento”, explica Luiz Mello, diretor executivo da Associação Brasileira de Empresas Importadoras de Veículos Automotores û Abeiva.
Para os importadores, a atual tendência de queda do dólar não tem nenhuma influência para o crescimento das vendas de carros estrangeiros. É que o mercado automotivo brasileiro é baseado no mercado europeu e, com a criação da comunidade européia, é o euro que comanda as negociações por aqui. “O único cenário que vende carro é o de estabilidade. A queda do dólar gera um estímulo psicológico, mas isso não se reverte em negócio”, salienta Marcel Visconde, diretor da Stuttgart Sportcar, representante da Porsche no Brasil.
Mas o panorama ainda poderia ser melhor se, segundo os importadores, a alíquota de importação não fosse tão “voraz”. O imposto sobre os carros vindos de outros país chega a 35%, com exceção dos veículos do Mercosul e México, que possuem alíquota zero. Para a Abeiva, somente uma taxa de 15% tornaria o mercado mais competitivo. “A negociação acerca da alíquota é interminável, o governo argumenta com as obrigações do Mercosul e os países não podem mudar. Dizem apenas: procurem trabalhar e nos ajudem a fazer novos acordos bilaterais”, reclama Mello.
A chegada de novos modelos também ajuda o panorama de crescimento dos importados. Quanto maior a oferta, maior é a possibilidade de crescimento da demanda. E isso acaba contribuindo com o mercado nacional, que não fica defasado com o mercado europeu e americano, pois as montadoras locais se vêem obrigadas a investir e modernizar a linha. Tanto que, antes do Salão de São Paulo, houve uma retração nas vendas por causa da espera do consumidor por novos carros disponíveis. “Só aumentamos o faturamento quando chegam novos modelos. Traremos a nova linha por todo o ano que vem e com isso esperamos aumentar as vendas em 30%”, analisa Anders Norinder, diretor executivo da Volvo.
Falta aos importadores, ainda, acreditar um pouco mais no mercado. Alguns representantes de empresas que, até então, tinham pouca visibilidade no Brasil, estão aumentando o número de pontos de vendas e dando um jeito de abaixar um pouco o preço dos modelos para se tornarem mais competitivos. “Os importadores precisam estruturar os concessionários já existentes e prospectar outros. É um investimento que dá resultado. Com estas ações, esperamos aumentar em 43% as vendas”, acredita Augusto Mesquita, diretor comercial da SsangYong.
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Marcas que deixaram o Brasil
Depois do fim da “invasão” dos importados no mercado brasileiro, muitas montadoras e importadores deixaram o país por não ter a lucratividade desejada ou por achar que o Brasil não seria mais um ponto estratégico. Estes foram o caso da Suzuki, Asia Motors, Mazda e Lada, que encerraram as operações de vendas de automóveis no Brasil. Na época houve um sério problema de cumprimento de garantia por falta de concessionários e postos de atendimento. E como o que diz o Código de Defesa do Consumidor é vago - exige a manutenção desses serviços, após o fechamento da empresa, por um “período razoável de tempo” - a discussão se prolongou.
Segundo dados históricos fornecidos pela Abeiva (Associação Brasileira das Empresas Importadoras de Veículos), todas essas importadoras venderam volumes significativos de automóveis no Brasil. A Lada, por exemplo, comercializou cerca de 28 mil unidades, somando-se os modelos Niva, Laika e Samara.
A Suzuki chegou perto disso: foram aproximadamente 24.800 unidades de modelos como Side Kick, Vitara, Grand Vitara, Super Carry, Samurai, Swift e Baleno, entre outros. A Mazda, por sua vez, foi mais modesta: anotou perto de 11 mil carros vendidos, dos modelos Protegé, 626, MX-3, MX-5 Miata e B-2.200, enquanto a Asia centrou forças nos utilitários Topic e Towner, que somaram em torno de 34 mil carros.
(Diego Ortiz/Auto Press)
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Marketing
A General Motors do Brasil firmou uma parceria um tanto inusitada com a Columbia Tristar Home Entertainment. Os compradores do recém-lançado DVD do filme “Homem Aranha 2” vão concorrer a quatro Celta 1.4 na cor vermelha, com adesivos que simulam teias de aranha. Além do visual, o Celta Spider vem de série com limpador, lavador e desembaçador do vidro traseiro, ar quente, pára-brisa degradê e temporizador do limpador dianteiro. Para acessar o regulamento basta consultar o site www.sonypictures.com.br.
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Importado da Europa
A Audi confirmou a produção do modelo A3 nacional até o fim de 2006. Depois disto, o carro virá importado da Europa na versão cinco portas. Mas, com a chegada do novo BMW Série 1, no segundo semestre do ano que vem, é bem provável que a Audi comece a importar o modelo mais cedo do que o previsto. E o carro vai chegar no mercado brasileiro com duas opções de motores: 1.6 FSI, que desenvolve 115 cv de potência e torque de 15,9 kgfm e 2.0 TFSI, que rende 200 cv e torque de 28,6 kgfm. Com este motor, segundo a Audi, o A3 vai de zero a 100 km/h em 7,1 segundo e alcança a velocidade máxima de 234 km/h.
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Idea em Bolonha
A Fiat vai apresentar no Salão de Bolonha este mês o modelo Idea Sport. O carro se diferencia de seus irmãos “conservadores” por ter cor amarela e um exclusivo kit esportivo da marca Zender. Além de um pára-choque mais avançado e robusto, saias laterais, spoiler traseiro e rodas de liga leve de aro 16. No interior, o Idea Sport recebeu ainda acabamento dos bancos na cor preta com duas listras amarelas.
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Conversível
O próximo lançamento da Lamborghini no mercado europeu será o Gallardo conversível. Os últimos testes em pista já estão sendo feitos e o carro deve chegar às concessionárias da marca no segundo semestre do ano que vem. E o modelo deve ganhar uma nova motorização para poder brigar de igual para igual com a nova Ferrari F430. Um propulsor V10 de 5.5 litros, que desenvolve “rotundos” 600 cv de potência.
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Na mira
A segunda geração do BMW X5 foi flagrada nas imediações da sede da marca hélice, na Alemanha, pela revista inglesa Autocar. Mesmo disfarçado, foi possível ver que o novo utilitário esportivo de luxo da BMW está maior do que a versão atual e, com isso, deve ficar em uma faixa de preço ainda mais distante do “irmão” menor X3. O novo X5 vai concorrer no mercado europeu diretamente com o Audi Q7, que também chega no ano que vem, e com a nova geração do Mercedes-Benz ML.
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Garantia ampliada
A Daihatsu vai aumentar de dois para cinco anos a garantia de seus modelos na Europa. A partir do dia 31, todos os donos dos carros da marca terão meia década para rodar com garantia total e quilometragem livre. Segundo a empresa, essa mostra de confiança no produto fará com que as vendas, só do novo utilitário esportivo Terios Tracker, aumente em torno de 15%.
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Para a história
O novo Ford Focus ainda nem foi lançado e já entrou para a história automobilística. Ele foi o primeiro modelo a passar no teste EuroNCAP com 100% de aproveitamento. Este teste tem como objetivo verificar qual o nível de segurança que os ocupantes, adultos ou crianças, dos veículos têm em caso de colisão. O teste foi realizado em Madri, Espanha, e será a primeira vez que um carro sairá de fábrica com o selo europeu cinco estrelas de segurança veicular.
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Kit Mercedes
A Brabus está vendendo, na Alemanha, um novo kit para o Mercedes Classe A 200 CDI, batizado de PowerXtra. O aparato custa 1.480 euros e consiste em um novo sistema de gestão de alimentação que pode aumentar a potência do modelo em 50 cv. Equipado com o PowerXtra, o Classe A 200 CDI passa a ter 190 cv de potência e torque de 35,7 kgfm. Isso faz com que o “carrinho” vá de zero a 100 km/h em 8,3 segundos e chegue a máxima de 225 km/h. Além da parte mecânica, o kit também traz alterações para a carroceria e para o sistema de escapamento.
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Instantâneas
n As montadoras que participam da Abeiva são a BMW, Ferrari, Maserati, Porsche, Kia Motors e SsangYong.
n De janeiro a outubro deste ano chegaram 49.927 veículos importados. Deste número, 2.937 são de associados da Abeiva e 34.968 vindos do Mercosul e México. O volume total deve chegar a 60 mil unidades até o final do ano.
n Foram vendidos, em 2004, 1.315.311 de veículos, incluindo-se os carros nacionais e os importados. Somente em outubro foram comercializadas 135.935 unidades.
n A participação atual dos carros vindos do exterior no mercado brasileiro é de 3,8%.
n O Brasil exportará até o final do ano a marca de 600 mil veículos, principalmente para o Mercosul, México e Europa.
n Do total dos 355 veículos expostos no Salão do Automóvel de São Paulo, que aconteceu em outubro último, 201 eram importados e 154 eram feitos por montadoras brasileiras.
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automundo
Ela é puro êxtase
Yamaha MT-01 concilia o conceito estético de uma “naked” com o desempenho de uma moto esportiva
ROBERTO DUTRA/AUTO PRESS - Rio de Janeiro (RJ)
Existem motocicletas de vários estilos. As longas e baixas estradeiras, as vitaminadas esportivas, as trilheiras que topam tudo e as “naked” que enchem os olhos. Mas raras são aquelas que conseguem conjugar dois desses estilos ao mesmo tempo - e com um resultado atraente. Esse é exatamente o caso da sedutora Yamaha MT-01, modelo que a marca exibiu como conceito no Salão de Motocicletas de Tóquio, no meio deste ano, e que agora passa a ser modelo de série.
A MT-01 concilia o conceito estético de uma “naked”, cuja principal característica é a exposição quase completa dos componentes mecânicos, com um desempenho capaz de fazer frente às mais endiabradas esportivas do mundo. A Yamaha a classifica de Sport Roadster, um segmento que, na prática, não existe “oficialmente”. Mas que tem lá umas poucas - e boas - representantes no mundo, às quais o novo modelo japonês vem se juntar.
À primeira vista, o que sobressai na MT-01 é mesmo o design. Com elementos que remetem vagamente à já clássica - mas ainda em linha - V-Max, uma estradeira derivada de motos de arrancada, a MT-01 tem aspecto “musculoso”, agressivo e algo exótico.
O farol dianteiro, por exemplo, tem a parte superior arredondada e uma espécie de “gota” escorrendo da parte inferior. Como uma legítima “roadster”, ostenta guidom cromado envergado para cima, piscas pequeninos e um pára-lama dianteiro que parece uma lâmina rente ao pneu. O tanque, por sua vez, é baixo, com linhas laterais retas e tem um acabamento cromado em apenas um dos lados. Dentro dele, cabem 15 litros de combustível.
O quadro fica inteiramente exposto e é pintado na cor preta, para ficar discreto e ressaltar os vários componentes cromados. Lá atrás, a rabeta exibe lente pontuda, que é assessorada por piscas igualmente discretos, e um pára-lama distante da roda. Observada de perfil, a MT-01 quer mesmo, mostrar o motor que possui. E o visual já entrega sua disposição exibicionista: tem aspecto imponente e várias partes dos dois cilindros em V são cromadas.
O que vale ali, porém, não é apenas o visual. Afinal, trata-se de uma verdadeira usina de força, com nada menos que 1.670 cilindradas, 16 válvulas, comando de válvulas simples nos cabeçotes e arrefecimento a água. Alimentado por injeção eletrônica, esse propulsor é capaz de gerar a interessante potência de 90 cv a 4.750 giros e um torque de elevados 15,3 kgfm a 3.750 giros - quase o mesmo, por exemplo, do Renault Clio sedã 1.6 válvulas Hi-Flex.
Essas características entregam as interessantíssimas capacidades dinâmicas da moto. O nível de potência é capaz de levá-la a superar os 200 km/h, mesmo que seu regime máximo ocorra em uma faixa de giros baixa para uma motocicleta. Ao mesmo tempo, o rotundo torque garante que não seja preciso cambiar com freqüência e torna a moto dócil mesmo em baixas velocidades.
Além disso, como trabalha em giros relativamente baixos, o motor tem a mesma durabilidade dos propulsores que equipam motocicletas legitimamente estradeiras - que, por falarem “baixo”, são menos exigidos que as unidades das motos esportivas e, por tabela, têm durabilidade superior. Junto ao motor, o câmbio tem cinco marchas e, lá atrás, a transmissão secundária é feita por corrente.
Para garantir a segurança, a moto é equipada com freios dianteiro a disco duplo e traseiro com disco simples. Já a suspensão dianteira é composta por garfos telescópicos com 12 cm de curso, enquanto que atrás foi adotada uma suspensão monochoque ajustável com até 11,7 cm de curso.
A MT-01 é, verdadeiramente, uma moto que faz “presença”. Tem 2,18 metros de comprimento, 79 cm de largura máxima e 1,16 m de altura, com distância entre-eixos de 1,52 m. Já o banco a 82 cm do solo - o que não a torna fácil de ser conduzida por pilotos de pernas curtas. Uma característica, aliás, que é reforçada pelo peso de 240 kg da moto - a seco.
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 Usina de força: potência testada |
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vitrine
Detroit contará com sucesso italiano
DIEGO ORTIZ/AUTO PRESS - Rio de Janeiro (RJ)
 Ferrari Superamerica: novidade da Itália |
A cada dia aparecem mais novidades que estarão no Salão do Automóvel de Detroit, que acontece em janeiro de 2005. A máquina da vez recebe a assinatura Pininfarina e a grife do cavalinho rampante. Trata-se da Ferrari Superamerica, novo modelo da montadora italiana que promete causar rebuliço no evento americano. A mais nova Ferrari é derivada de um outro modelo, a 575M Maranello, e será uma edição limitadíssima - ainda não se fala em números de produção - para poucos afortunados.
A Superamerica traz algumas novidades interessantes que vão deixar claras suas intenções de mercado. O modelo tem um visual levemente saudosista que poderia ser acolhido facilmente na década de 70. Além disto, e não por acaso, será apresentado no Estados Unidos. Possui design e potência para agradar em cheio o público de carros superesportivos daquele peculiar país da América do Norte.
Na frente, o carro tem o capô alongado, com dois profundos vincos - no melhor estilo Chevrolet Corvette dos anos 60 - que seguem a linha dos largos conjuntos óticos formados por canhões de xênon. Ainda no capô, há uma grande tomada de ar - para ajudar a evitar o superaquecimento do motor - com grade cromada. Já o pára-choque e o spoiler formam um único conjunto afilado, como na maioria dos carros esportivos. Lá foi colocada uma grande entrada de ar frontal, também com grade cromada. A lateral, por sua vez, possui duas saídas para retirar o ar quente dos freios, muito exigidos em carros esportivos. E linhas fluidas e longelineas, que também remete o carro aos esportivos de tempos atrás.
Na traseira, porém, o modelo exibe uma novidade bem agradável aos olhos. Um pouco atrás da tampa do porta-malas, escondida lateralmente por dois prolongamentos da carroceria, está o espaço para abrigar a capota rígida com acionamento automático. Mas o grande barato é que toda a capota foi feita em vidro de alta resistência fabricado pela Saint Gobain. E seu funcionamento lembra muito o movimento de um marisco. Para abrir ou fechar totalmente a capota, o sistema leva apenas dez segundos.
Tirando esta novidade, todo o conjunto traseiro segue a receita dos novos modelos da Ferrari. Levemente empinada com um prolongamento da chapa da tampa do porta-malas que faz a vez de aerofólio. E dois pares de lanternas redondas na cor vermelha - com uma micro-seção branca, também redonda, no centro - e dois pares de saídas de escapamento cromadas.
Por dentro, a Superamerica é digna de sua estirpe. Possui todos os equipamentos existentes em um membro da casta ferrarista. Os “básicos” direção hidráulica, ar-condicionado digital e trio elétrico estão lá, além de computador de bordo, bancos em couro bege, pedaleiras esportivas de alumínio, rádio/CD player com comando de voz e sistema de navegação via satélite, entre outros. Como equipamentos de segurança, o modelo é dotado de freios de cerâmica com ABS, controle de estabilidade ESP e de tração ASR, airbags frontais e sistema de controle de frenagem em caso emergência.
A motorização da Ferrari Superamerica também faz salivar qualquer amante da velocidade. O modelo foi equipado com um rotundo propulsor V12 de 5.7 litros de capacidade volumétrica. Esta verdadeira “usina de força” desenvolve belíssimos 540 cv de potência a 7.250 giros e um “estúpido” torque de 60,1 kgfm a 5.250 giros. Com este motor, o modelo chega, segundo a Ferrari, a espantosa marca de 320 km/h e vai de zero a 100 km/h em apenas quatro segundos.
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perfil
Na luta por mercado
Iveco renova e amplia linha Daily para consolidar sua marca no País e ampliar vendas
ROBERTO DUTRA/AUTO PRESS - Rio de Janeiro (RJ)
 Daily: modelo ganhou retoques estéticos |
Assim como ocorre entre os automóveis de passeio, os veículos utilitários vendidos no mercado brasileiro também travam uma briga ferrenha. E uma batalha muito particular acontece no segmento dos veículos leves multiuso - que servem tanto no transporte de passageiros quanto no de cargas. A Iveco sabe disso e tratou de melhorar o Daily, o carro-chefe das ambições da montadora por aqui. O modelo ganhou retoques estéticos, que o deixaram mais moderninho, uma nova versão pick-up cabine dupla e ainda mais uma opção de acabamento, chamada de Classic.
A Iveco considera essas novidades essenciais para suas intenções no País. A marca deverá fechar este ano com pouco mais de 2,7 mil unidades do Daily vendidos no País, mas pretende alcançar 3,2 mil unidades no ano que vem - o que corresponderia a um bom crescimento de 18%. Para chegar lá, porém, verificou ser necessário criar uma versão do Daily que atendesse a empresas de telecomunicações, telefonia, eletricidade e afins, que precisam de veículos que levem equipes de trabalho mais equipamentos. É aí que entra a pick-up cabine dupla.
Além dela, resolveu investir no transporte de passageiros “vips”. Daí, a criação do “upgrade” de acabamento batizado de Classic. A idéia é que ele seja usado principalmente nos furgões, que por dentro ainda poderiam receber configurações de bancos compondo uma “sala de reunião” e recursos como ar-condicionado, DVD player e outros - mas esses equipamentos ficam a cargo das implementadoras. O acabamento Classic, no entanto, também pode ser aplicado às outras configurações.
Todas as versões do Daily, porém, trazem o mesmo visual renovado. Na área externa da cabine, foram modificadas a grade, o pára-choque - que passa a ser dividido em três seções - e as molduras das janelas. Por dentro, as forrações dos bancos e portas ganharam novas padronagens e tecidos de melhor qualidade, enquanto o painel passa a ter fundo azul. O que, para a montadora, melhora a leitura dos instrumentos.
A nova configuração cabine dupla será aplicada nos modelos Daily 35.10 rodado duplo e simples, 49.12 e 70.12. Leva sete passageiros e um total de 1.340 kg a 4.140 kg de carga. Já as versões que recebem o acabamento Classic ganham alguns “mimos” a mais. Passam a ter vidros verdes com faixa degradê, grade dianteira pintada na cor cinza, pára-choque pintado na mesma cor da cabine e com faróis de neblina e, nas laterais, surgem faixas decorativas. Por dentro, o modelo traz de fábrica rádio/CD player.
Apesar da diversidade da gama, a Iveco tenta otimizar sua produção aplicando apenas duas opções de motores em todos eles - ambos a diesel e feitos pela própria montadora. O mais “mansinho” é uma unidade de quatro cilindros em linha, 2.8 litros de capacidade volumétrica e alimentação por turbocompressor, que chega aos 103 cv de potência máxima a 3,6 mil giros e a 24,5 kgfm de torque a 1.900 giros.
Já a versão superior também recebe sobrealimentação por turbocompressor, mas ainda incorpora um intercooler - sistema de pré-resfriamento do ar que é injetado na câmara de combustão. Com isso, “fala” mais alto: alcança 122 cv de potência máxima a 3.600 giros e 29 kgfm de torque a 1.800 giros. O primeiro equipa os modelos 25.10 e o segundo, as versões 40.12, 49.12 e 70.12. A linha Daily “repaginada” começa a ser vendida já em dezembro. Já a pick-up cabine dupla, especificamente, só chega às revendas da marca em janeiro. Os preços ainda não foram divulgados pela Iveco.
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Fácil de dirigir
 Mudanças: para competir |
As mudanças e melhorias se tornaram evidentes em relação aos carros de passeio. Mas, a bordo do Iveco Daily, esse distanciamento é substancialmente reduzido. Isso porque o modelo mostra-se dócil e até fácil de conduzir.
Entrar no Daily, porém, não é tão fácil. No caso dos modelos de transporte de carga, que não têm a porta lateral das vans e furgões, a elevada altura requer certa “manha” para que o acesso à cabine.
Uma vez lá dentro, encontra-se um habitáculo que fica no meio do caminho entre o de um automóvel e o de um caminhãozinho. Os comandos e botões estão bem ao alcance das mãos e dos olhos, mas o volante é grande e bem inclinado para cima - quase horizontal. Já o acabamento melhorou: os painéis das portas e os bancos têm tecidos agradáveis ao toque e ao olhar e os plásticos aplicados no tablier frontal e nas portas não exibem pontas ou abas.
Esse mesmo volante, contudo, garante uma dirigibilidade agradável e sem ginástica. O Daily responde prontamente aos movimentos feitos pelo motorista e surpreende de novo pela excepcional jogo de rodas - manobra bem em espaços reduzidos. O motor 2.8 turbinado oferece respostas consistentes, mas comportadas, e um nível de ruído comodamente baixo.
(Roberto Dutra/Auto Press)
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Estética inusitada
LUIZ FERNANDO LOVIK/ - Auto press - Rio de Janeiro (RJ)
 Dodge Ram: chega ainda este ano |
Com o design vagamente inspirado nos novos modelos da Audi - por mais inusitado que isso possa parecer -, a Volare lança sua nova linha de miniônibus no mercado nacional. Os modelos receberam novas nomenclaturas e agora passam a se chamar V5, V6, V8 e W8, nas versões Urbano, Lotação, Executivo, Vip e Escolarbus. Também ganharam nova motorização eletrônica dentro da norma Euro 3 de emissão de poluentes. Os propulsores são fornecidos pela MWM e possuem 150 cv de potência e torque de 56 kgfm. Há ainda uma opção de motorização mecânica “Euro 3” fornecida pela Cummins, que tem o objetivo de atingir o consumidor preocupado com o aumento dos custo dos modelos por causa da utilização de motor eletrônico.
Mas o grande destaque da nova linha Volare é mesmo o design. Os modelos ficaram bastante agradáveis aos olhos e o novo acabamento - seguindo a nova tendência do mercado, chamada de “car like” - se equivale ao utilizado em carros de passeio. Vários porta-objetos foram colocados para melhorar o nível de conforto do motorista. A alavanca de câmbio também foi modificada e agora fica na parte alta do tablier, ao lado do volante.
A Volare, que já caminha sem a ajuda da Marcopolo desde 2001, espera vender três mil unidades dos miniônibus em 2005. Deste total, cerca de 10% será exportado para a América do Sul, América Central, Caribe e África. O V5, menor modelo da linha com 5,78 metros, terá preços que variam de R$ 88.500 a R$ 97.500. Já o W8, maior deles com 8,23 metros, começa em R$ 112.300 e chega a R$ 126 mil.
CAÇAMBA
A Dodge confirmou a chegada da nova Ram no mercado brasileiro ainda este ano. Produzido na planta da Chrysler no México, o modelo começará a ser vendido aqui por US$ 50 mil. A Dodge Ram é uma das pick-ups mais robustas do mercado ianque e faz a alegria do consumidor norte-americano, que notoriamente gosta de carros com altas dimensões e potências. O motor escolhido para equipar a Ram que virá para cá é um 5.9 turbo-diesel de 24 válvulas, que rende 330 cavalos.
A pick-up, que possui cabine dupla, vem ainda com câmbio automático de quatro velocidades, tração integral, controle de estabilidade e de tração, direção hidráulica, computador de bordo, rádio/CD player, freios com ABS e EBD, airbags frontais e rodas de liga leve aro 17. A Nova Dodge Ram é capaz de levar seis passageiros, número excelente para uma pick-up, 1.000 kg de carga.
NIPÔNICO
A Toyota mostrou os primeiros detalhes do utilitário esportivo Fortuner, quinto modelo do projeto mundial IMV, do qual faz parte a nova geração da pick-up Hilux - que deve chega por aqui no primeiro semestre do ano que vem. O modelo será lançado ainda este ano no Salão do Automóvel de Bangkok, Tailândia, local de produção do SUV. O Fortuner estará a venda nas concessionárias Toyota, por lá, nos primeiros meses de 2005.
O novo utilitário esportivo da montadora japonesa é baseado na pick-up Hillux Vigo, também produzida na Argentina, e mistura traços do “irmão” de luxo Lexus RX3000. O novo jipão da Toyota tem sete lugares e vai concorrer no mercado tailandês com o Isuzu MU7. Os motores que equiparão o Fortuner são um 2.7 a gasolina, de 118 cavalos, e um 3.0 D4D turbo diesel, que rende 120 cv, gerenciado por duas opções de câmbio: automático de quatro velocidades e manual de cinco. O projeto IMV, além da Hillux Vigo e do Fortuner, inclui ainda a minivan Kijang Inova e duas pick-ups. Os modelos são produzidos na Tailândia, Indonésia, Argentina e África do Sul.
FESTA
A fábrica de motores da Volkswagen da cidade paulista de São Carlos vai comemorar oito anos de operação com a marca de dois milhões de motores produzidos. No início, a planta fabricava apenas os motores 1.0 da marca. Com a inauguração de uma segunda linha de produção, em 1998, começaram a fabricação, também, dos motores 1.4, 1.6, 1.8, 1.9 diesel e 2.0.
Os carros que recebem os motores produzidos na fábrica de São Carlos são o Gol, Parati, Saveiro, Golf, Fox, Polo e ainda o Audi A3. Estes modelos são montados nas plantas de São Bernardo do Campo e Taubaté, ambas em São Paulo, e São José dos Pinhais, no Paraná. Além de abastecer estas plantas, os motores ainda são exportados para África do Sul, Espanha e Argentina.
JAPONÊS
O Honda Legend foi eleito o “Carro do Ano” pela edição japonesa do concurso, que contou com a participação de jornalistas especializados e engenheiros. O sedã de luxo da montadora nipônica ficou com o prêmio principal e ainda levou o troféu destinado a modelos com mais recursos tecnológicos. A quarta geração do Honda Legend está à venda no Japão desde outubro.
No ano que vem, a marca japonesa espera vender seis mil unidades do Legend apenas no Japão. Nos Estados Unidos, onde o modelo é comercializado com o nome de Acura RL, a previsão de vendas da montadora é ainda mais otimista. Por lá, a Honda espera vender 20 mil unidades até o final de 2005, e aumentar em 15% as vendas em 2006.
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