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Domingo, 25 de janeiro de 2004
Plantio de árvores reúne 100 pessoas

Ação, que aconteceu na Praça Itália, na Vila Bertine, faz parte do Projeto Microbacias, de Americana

Marcelo Andriotti - Americana

  Cerca de 100 voluntários participaram na manhã de ontem do plantio de 500 mudas de árvores nativas na Praça Itália, na Vila Bertine, em Americana. A ação faz parte do Projeto Microbacias, lançado no final do ano passado pela Secretaria de Meio Ambiente. Participaram secretários municipais, voluntários da empresa Ripasa e moradores do bairro.
  O secretário de Meio Ambiente, Alexandre Romano, disse que essa é a primeira ação de uma série de atividades programadas para a recuperação da área. O objetivo é preservar e recuperar a mata naquela região, onde há várias nascentes que abastecem o córrego Bertine.
  O Bertine corre por cinco quilômetros entre vários bairros e deságua no Rio Piracicaba perto no ponto de captação de água para abastecimento da cidade. Por ser estratégica, a área foi escolhida como a primeira a ser atendida pelo programa.
  De um lado do córrego existem grandes empresas, onde a mata é preservada, mas há riscos de poluição das águas. Do outro, há bairros populosos, que juntos abrigam cerca de sete mil residências. Do lado residencial há locais de desmatamento, com depósitos de lixo e entulhos. Esse lado será prioritário para o projeto de recuperação.
  O diretor do DAE (Departamento de Água e Esgoto), Cláudio Amarante, e o secretário de Obras e Sistema Viário, Gelson Ginetti, estiveram presentes no plantio. A limpeza do terreno e preparo da praça foram feitos pela Secretaria de Obras.
  O secretário de Meio Ambiente disse que a microbacia foi escolhida também por ter um ecossistema relativamente preservado, com densa mata principalmente do lado das empresas. A idéia é proteger a mata preservada e recuperar os locais onde há desmatamento e depósitos de lixo.
  Junto a isso serão feitas análises da qualidade da água nas nascentes e córrego. O plantio está sendo feito em parceria com a Ripasa, que doou as 500 mudas. Moradores, que receberam impressos informativos sobre o programa, também participaram do plantio.
  A secretaria vai iniciar agora o trabalho de remoção de entulho, eliminação da ocupação ilegal, replantio da mata ciliar e implantação de parques e centros de lazer.

PARCERIA

  Das pessoas que participaram do plantio, cerca de 80 eram funcionários da Ripasa. Eles fazem parte do programa Reflorestando Para o Futuro, um dos trabalhos desenvolvidos dentro do projeto Ripasa Cidadã.
  Criado em 2001, o projeto desenvolve ações sociais conjuntas entre a empresa, funcionários e a comunidade. Segundo Alcides Jacomin Júnior, coordenador das ações ambientais da Ripasa, os funcionários voluntários dedicam parte do tempo livre para a comunidade.
  Romano disse que outras empresas estão sendo convidadas a participar do projeto e estão avaliando as propostas. Além da região do córrego Bertine, outras microbacias começarão a ser beneficiadas ainda neste ano.


PRESERVAÇÃO

Guarda Ambiental entra em operação

  A Guarda Municipal Ambiental de Americana começou a operar ontem. Em uma cerimônia realizada pela manhã na Praça Basílio Rangel, os quatro guardas que fizeram treinamento para fiscalização ambiental receberam seus certificados. Uma perua Kombi está à disposição dos patrulheiros para o trabalho de fiscalização.
  Os integrantes da Guarda Ambiental farão trabalhos educativos, de prevenção, fiscalização e autuação de infrações previstas por leis municipais. Descarte de entulhos e lixo, poda e erradicação de árvores em vias públicas sem autorização, queimadas em terrenos baldios e excesso de ruídos poderão resultar em multas aos infratores.
  Assuntos de competência de órgão ambientais estaduais e federais, como poluição industrial, desmatamento em margens de rios e córregos, intervenção em nascentes, caça e pesca ilegal, serão registrados e encaminhados aos departamentos responsáveis pelos guardas.
  Segundo o secretário de Meio Ambiente, Alexandre Romano, como o município não tem independência para licenciar e fiscalizar várias infrações ambientais, os patrulheiros atuarão em conjunto com órgãos como Cetesb (Companhia de Tecnologia em Saneamento Básico), DEPRN (Departamento Estadual de Proteção de Recursos Naturais), DAEE (Departamento de Água e Energia Elétrica) e Polícia Florestal. “Os órgãos ambientais carecem de estrutura material e de pessoal para exercer apropriadamente a fiscalização. Geralmente só podem atender a denúncias da população em casos emergenciais. Já a guarda fará uma ação ostensiva e preventiva de fiscalização”, disse o secretário.
  Jeová Ferreira, gerente da Cetesb de Americana, disse que a ajuda será boa para a companhia. “A Cetesb de Americana atua em cinco cidades, onde há muitas fontes poluidoras. Quanto mais pessoas fiscalizando, melhor será o serviço”, disse.
  O diretor da Gama (Guarda Armada Municipal de Americana), Carroll Meneghel, disse que os guardas que integraram a Guarda Ambiental foram escolhidos entre vários que se inscreveram para o serviço. Além dos quatro patrulheiros ambientais, há um suplente.
  “Todos os 190 guardas da Gama estarão atentos a qualquer infração ambiental e avisarão os patrulheiros especializados. Acredito que o mais importante será o trabalho educativo junto à população. Creio que nem haverá necessidade de autuação na maioria dos casos”, disse Carroll.
  Romano acredita que só a existência da Guarda Ambiental será suficiente para inibir crimes ambientais. “Os infratores terão receio de serem flagrados por uma fiscalização intensiva, que antes não existia”, afirma.
  Mas ele alerta para que não se crie na cidade falsas expectativas. “Os guardas intensificarão a fiscalização aos poucos, à medida que a legislação ambiental permita uma atuação mais abrangente”, disse.
  O patrulheiro Vagner Antonio Marcolino, um dos integrantes da Guarda, diz que o trabalha com a comunidade será importante. “Precisamos da população para desenvolver bem o trabalho e garantir um futuro melhor para Americana em termos de meio ambiente”, disse. Além dele, fazem parte do grupo Adelmo Passo, Reginaldo Costa e Valdemir Celino. Eles foram treinados por funcionários da Secretaria de Meio Ambiente.
(Marcelo Andriotti)


MANIFESTAÇÃO

Moradores protestam em Sumaré

Com problemas de falta d’água, rede de esgoto e asfalto, habitantes do Jardim Campo Belo se revoltam

Patricia Vieitez - Sumaré

  Moradores do Jardim Campo Belo, em Sumaré, protestaram ontem contra a constante falta d’água no bairro e aproveitaram para reivindicar obras de esgoto e asfalto nas cerca de 20 pequenas ruas da área. Uma das únicas ruas pavimentadas do local foi interditada com galhos de árvores.
  Segundo o estudante Diego Estevão, desde setembro a água só chega às casas das 4h às 6h, tempo insuficiente para encher as caixas d’água. “Tentamos contato com a prefeitura e eles dizem que é problema de encanamento, mas sabemos que na rua de baixo fecham o registro de água”, disse.
  “Se está chovendo, o problema é que entope ou quebra os encanamentos. Se está fazendo sol, não tem água”, emendou o agente penitenciário Paulo Lucas da Silva.
  O pior de tudo, segundo os moradores, é que durante o fornecimento da água, não há pressão e ela não chega às caixas d’água mais altas, como nos sobrados. Assim, quem não improvisa tambores para reservar água com uma mangueira fica mesmo sem o produto. “Há 15 dias não lavo roupa”, afirmou a doméstica Gileide Machado Miranda Soares, que não tem tempo para fazer a reserva porque sai cedo de casa e volta no final da tarde.
  As donas de casa têm que se desdobrar para fazer o serviço doméstico. Roseli Rosa Pires tenta se virar com um tambor para fazer comida e dar banho nos filhos. “Vedei direitinho. Não é uma coisa bem limpa, mas somos obrigadas a fazer isso porque não temos opção”.
  Entretanto, segundo moradores, as contas de água chegam em valores que não condizem com a realidade. É o que reclama a dona de casa Janete Machado Miranda da Silva. “R$ 30 de água. Como? Se não fico em casa e nem tem água”, indagou, revoltada com o fato de morar perto do Centro da cidade e os moradores das redondezas receberem abastecimento. “Lavam tudo: carro, calçada, vidros (janelas). E nós não temos água para dar banho no nosso filho”.
  A dona de casa Lucineide dos Santos Silva também discorda dos valores das contas emitidas pelo DAE (Departamento de Água e Esgoto). “A gente paga R$ 13, R$ 15, mas não era pra vir porque já vinha esse tanto antes de faltar água”, reclamou.
  Outro motivo de revolta dos moradores é com relação aos valores de IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) que, segundo eles, está 50% mais alto do que em 2003. O imposto de Janete chega a R$ 300, referente a uma casa em meio terreno. “Se não paga, dizem que tiram a casa da gente”, diz, temerosa.
  O bairro também não conta com rede de esgoto. A parede do quarto de Gidalva Machado Miranda está sempre umedecida por causa da fossa próxima ao cômodo. “Se tivesse esgoto não acontecia isso”, indignou-se.
  Segundo o secretário municipal de Obras, Aparecido Fernandes da Silva, o asfalto só pode ser executado quando a rede de esgoto estiver pronta. Quanto ao IPTU, ele aconselha os moradores a procurarem a prefeitura para verificar o que ocorreu, pois o imposto não teve aumento. A reportagem tentou contato com o DAE ontem, mas não encontrou ninguém para responder sobre o problema.


ACIDENTE

Homem cai de viaduto e morre

Marcelo Pendezza - Hortolândia

  O apontador Uenderson de Lima Medeiros, 24, morreu na madrugada de ontem após cair de um viaduto, no quilômetro 102 da Rodovia dos Bandeirantes, em Hortolândia. A queda, de acordo com o policial rodoviário Leonardo Rafael Lencione, foi de uma altura de aproximadamente oito metros.
  O acidente, segundo companheiros de serviço de Medeiros, que trabalhava em uma construtora e realizava obras de conservação na rodovia, ocorreu por volta da 0h30. O apontador estava caminhando pela mureta do viaduto, quando perdeu o equilíbrio.
  Imediatamente, o motorista Edvaldo Luís Dias, 27, e o operador Fabiano de Araújo Souza, 24, entraram em contato com o resgate da AutoBAn (concessionária do sistema Anhangüera-Bandeirantes) e com a Polícia Rodoviária. Quando o policial rodoviário chegou no quilômetro 102 da Rodovia dos Bandeirantes, Medeiros estava sendo retirado com vida. Socorrido, ele foi levado ao Hospital “Dr. Celso Pierro”, da PUC-Campinas (Pontifícia Universidade Católica). Às 3h45, Medeiros não resistiu aos ferimentos e morreu.


TRÂNSITO

Frota aumenta 50,96% e provoca transtornos

Cidades não têm planejamento para evitar sobrecarga nas ruas

Mário Tonocchi - Região

  A frota de veículos nas 14 cidades da Região teve crescimento de 50,96% nos últimos seis anos. O aumento, aliado à falta de planejamento das cidades frente ao problema, já está causando transtornos no trânsito. O número de veículos passou de 254.897, em 1997, para 384.794, em 2003, de acordo com o registro do Detran (Departamento Estadual de Trânsito). O levantamento considera o período em que o Detran iniciou os registros sobre frotas.
  Os números são considerados altos para as estruturas viárias das cidades, principalmente em Americana, que contabiliza hoje 91,5 mil veículos. “Nosso sistema viário, que nunca teve um planejamento efetivo, não comporta. Principalmente porque recebemos carros, motos e caminhões de todas as cidades da região, principalmente de Santa Bárbara d’Oeste, Sumaré e Nova Odessa”, disse o secretário de Transporte Urbano e Sistema Viário, Orestes de Camargo Neves.
  O secretário lista fatores que estão mais evidentes hoje na cidade e que já anunciam problemas futuros. A Avenida Cillos, por exemplo, vai ser sobrecarregada com um novo loteamento e a implantação de um novo campus do Centro Unisal (Universitário Salesiano de São Paulo). Esses empreendimentos não estão sendo acompanhados pelo redimensionamento da avenida. “Vai dar problema como no Parque Gramado, São Gerônimo e Avenida da Amizade, que ocorreu depois da construção do complexo de moradia da CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano)”, observou.
  O secretário informou que sua pasta não tem recursos, já que foi desmembrada há apenas sete meses da Secretaria de Obras e Serviços Públicos. O planejamento também ainda é incipiente uma vez que, de acordo com o secretário, há apenas dois anos a administração começou a acreditar que deve realizar um plano para estabelecer diretrizes para o trânsito na cidade.
  A falta de planejamento também afeta outra grande cidade da Região, Sumaré. O município tem problemas sérios com a fuga de pedágio, o que aumenta o fluxo de seus registrados 59,7 mil veículos em dezembro do ano passado. Segundo o secretário de Sistema Viário, Fernando Augusto Baptistini Pestana, a cidade até comporta a frota local, mas os “estrangeiros” são o maior problema. “Nossas grandes preocupações hoje são as avenidas utilizadas pelos veículos que cortam o pedágio. Por isso, estamos trabalhando para tentar minimizar o impacto, principalmente os acidentes que acabam acontecendo nessas vias”, disse.
  O secretário cita, hoje, as avenidas Rebouças, Júlio Vasconcelos Bufarah e Fuad Assef Maluf, como as que apresentam maior volume de trânsito na cidade.
  A administração de Sumaré não tem estatísticas sobre volume de tráfego. Também ainda não existe um planejamento para ser implementado no sistema de trânsito. Dessa forma, as ações acabam sendo isoladas, assim como acontece em todas as cidades da Região.
  O fato de não haver planejamento no sistema de trânsito e de as cidades só administrarem os problemas no setor, segundo o professor sobre engenharia de trânsito da Engenharia Civil da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), Carlos Bandeira Guimarães, pode ter reflexos negativos no futuro. “Sem um planejamento global, uma intervenção que seja feita hoje pode sair muito mais cara no futuro se houver necessidade de uma nova readequação”, observou o especialista em sistema de trânsito.


Uso de coletivos é baixo

  Americana, que iniciou um estudo para alterar o sistema de transporte público, tem um longo desafio pela frente. Na cidade, o número de veículos do transporte público reduziu de 845, em 1997, para 764, em 2003. Os dados são do Detran (Departamento Estadual de Trânsito). De acordo com o secretário de Transporte Urbano e Sistema Viário, Orestes de Camargo Neves, a queda nos números deve-se à baixa procura pelo sistema público, o que acontece onde não existem investimentos para melhorar a qualidade do transporte.
  Ele acrescentou que as pessoas que possuem carro dificilmente deixam o conforto para utilizar os ônibus. “Não adianta. As pessoas que podem não utilizam esse sistema de transporte”, afirmou.
  Para o professor de Engenharia de Trânsito da Unicamp, Carlos Bandeira Guimarães, não investir no sistema coletivo é um erro grave pois, além de evitar transtornos no trânsito, as cidades ainda conseguem diminuir a alta poluição reconhecidamente causada pelos automóveis e motocicletas que poderiam ser trocados por ônibus com segurança, preço baixo e qualidade de transporte.

PLANEJAMENTO

  Uma cidade brasileira considerada modelo no sistema de transporte coletivo, Curitiba, decidiu investir em 1970 no setor para baixar os custos e potencializar a eficiência. Para isso, a cidade investiu em um tipo de metrô de superfície, que inclui canaletas exclusivas para o transporte coletivo de linha direta. Também implantou microônibus e ônibus biarticulados. A cidade também possui tarifa integrada.
(MT)


Hortolândia: 97,4%

  A cidade de Hortolândia é uma das que registrou proporcionalmente o maior aumento no número de veículos nos últimos seis anos, na Região. De acordo os dados do Detran, a cidade passou, dos 15,4 mil veículos, registrados em 1997, para 30,4 mil em 2003 - aumento de 97,4%. De acordo com a administração, o aumento pode ser explicado pelo número de pessoas que está procurando a cidade, principalmente para utilizá-la como dormitório, com trabalho em outras cidades.
  As cidades menores da Região também registraram aumento significativo na frota. Em Holambra, o crescimento registrado foi de 1.889 para os atuais 3.447 (82,4%). O maior crescimento entre as 14 cidades da Região aconteceu em Engenheiro Coelho, que passou de 1.335 veículos em 1997 para 3.008 em 2003 - aumento de 125%.
  As demais cidades da Região apresentaram níveis estáveis de aumento na frota de veículos entre 1997 e 2003. Pelos dados do Detran, o crescimento é o mesmo registrado nas outras cidades do Estado e reflete o aumento constante nas vendas de veículos divulgado pelas empresas automobilísticas brasileiras.
(MT)


evolução da frota de veículos na região

Cidade 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003

Americana 70.418 71.117 72.085 75.629 81.802 86.881 91.514
Artur Nogueira 8.594 9.267 9.911 10.711 11.606 12.621 13.981
Cosmópolis 12.555 13.591 13.805 14.332 15.230 16.244 17.579
Engenheiro Coelho 1.335 1.647 1.898 2.138 2.350 2.721 3.008
Holambra 1.889 2.108 2.314 2.515 2.816 3.114 3.447
Hortolândia 15.495 18.473 19.989 21.810 24.354 27.122 30.417
Jaguariúna 10.375 11.261 12.037 13.125 14.387 15.611 16.877v Monte Mor 6.582 7.079 7.376 7.578 8.220 8.665 9.402
Nova Odessa 12.059 13.070 13.862 15.215 16.996 18.050 18.955
Paulínia 17.732 18.975 19.970 22.226 24.589 27.335 29.535
Pedreira 11.209 11.823 12.448 13.294 14.383 15.070 16.074
Santa Bárbara d’Oeste 45.215 49.663 52.417 56.012 60.178 64.310 68.229
Santo Antônio de Posse 4.287 4.615 4.943 5.129 5.475 5.790 6.047
Sumaré 37.152 39.747 42.031 45.493 50.525 55.175 59.729

Total 254.897 272.436 285.086 305.207 332.911 358.709 384.794


ECOLOGIA

Artistas criam obras a partir do lixo

Materiais são reutilizados para a confecção de quadros, esculturas e diversos objetos de decoração

Da Redação - Região

  O que pode parecer apenas lixo para alguns, para outros é fonte de inspiração artística e até de renda. Na onda da preservação ambiental, artistas plásticos da Região encontram no lixo todo o material que precisam para compor suas obras de arte. Esse é o caso do porteiro Erison Macchia, de Americana, que há dois anos utiliza jornais velhos, garrafas pet, arames e madeira para montar seus quadros em alto relevo. “É um material fácil de se achar, acessível e gratuito”, observou Macchia, que já montou um presépio utilizando somente caixas de leite.
  Para conseguir o que precisa para a confecção das obras, o porteiro-artista sai pelas ruas procurando por materiais, quando não os ganha de alguém. “Eu uso madeirite e outro dia encontrei um guarda-roupas e puxei o fundo dele”, contou. Outro material bastante utilizado por ele é o papel machê, uma mistura de jornal, água e cola. “É um material com uma textura fácil de usar. Você domina rápido”, comentou.
  Mas, mesmo com toda a preocupação ecológica que ronda o mundo atualmente, Macchia ressalta que algumas pessoas ainda não se acostumaram a adquirir os chamados produtos ecologicamente corretos, como as obras produzidas por ele. “Eu vendo pouco porque as pessoas gostam, mas não compram”, justificou.
 Segundo ele, o interessante seria exportar o trabalho e a idéia. Mesmo com as dificuldades para divulgar seu trabalho, o americanense não desiste e planeja investir nas esculturas a partir do final deste ano.
  Enquanto isso, Macchia se dedica a quadros e instalações. Entre os temas preferidos por ele estão símbolos, figuras humanas e sacras.

FLORES

  O azulejista Marcos Donizeti Morelli, de Hortolândia, também encontrou no lixo reciclável inspiração para criar objetos de decoração. Há um ano e meio, ele transforma garrafas pet em taças e flores, colocadas em vasos feitos com cimento. “Eu estava parado, sem trabalho e fui aprendendo. É bom porque também ajuda a limpar a cidade”, comentou.
  Morelli lembrou que as vendas dos objetos são suficientes para cobrir os gastos com materiais, como cimento e tinta. Ele disse que vendeu cada vaso com sete rosas por R$ 5. Os vasos com 13 flores foram comercializados por R$ 7.
  Nos trabalhos da artista plástica Beatriz Janotta Drigo, de Americana, os materiais mais usados são as tampinhas metálicas de garrafas, transformadas em flores. “Algumas eu batia bastante para que ficassem chapadas e colocava outras sem mexer para que parecessem uma flor aberta”, explicou a artista. Ela informou ainda que todas as tampinhas são pintadas com tinta óleo e esmalte para unhas.
  Além de produzir objetos de decoração, ao usar lixo reciclável em suas obras Beatriz também quer chamar a atenção das pessoas para as transformações sofridas pela natureza. “Quero mostrar uma natureza manipulada, sintética e asséptica”, resume.

BENEFÍCIOS

  Para o ambientalista Henrique Padovani, de Paulínia, a reutilização de lixo reciclável e o aproveitamento desses materiais é de fundamental importância para a preservação do Meio Ambiente. “Isso é um ato de caridade com a natureza”, observou.
  Padovani acredita que há uma tendência da comunidade em se interessar cada vez mais pela reciclagem e reaproveitamento do lixo. “O País é campeão na arte de consumir e, por isso, precisamos educar a população. Essa conscientização deve ser feita nas escolas com as crianças e depois com os pais, por meio delas”, sugeriu o ambientalista.


decomposição

- Ao ar livre
- madeira: seis meses
- plástico: mais de 100 anos
- papel plastificado: de um a cinco anos
- ponta de cigarro: de dez a 20 anos
- saco plástico: de 30 a 40 anos
- lata de alumínio: de 80 a 100 anos
- lata de aço: dez anos
- pilhas: de 100 a 500 anos
- garrafa de vidro: mais de um milhão de anos
- garrafa plástica: mais de dois milhões de anos
- chiclete: cinco anos
- restos orgânicos: dois a 12 meses

- No mar
- bóia de isopor: 80 anos
- caixa de leite: três meses
- garrafa de plástico: 450 anos
- fralda descartável biodegradável: um ano
- fralda descartável comum: 450 anos
- lata de alumínio: 200 anos
- lata e copo plástico: 50 anos
- luvas de algodão: cinco meses
- papel toalha: duas a quatro semanas
- vidro: tempo indeterminado

Fontes: www.cangaceiros.com.br e www.amavida.org.br


Projetos prevêem mudança de regras

Vereadores de Americana propõem alteração no sistema de infra-estrutura de loteamentos da cidade

Marcelo Andriotti - Americana

  Três projetos de vereadores de Americana, que serão discutidos e votados na retomada dos trabalhos da Câmara, em fevereiro, podem mudar as regras para construtores e loteadores na cidade. Os projetos são dos vereadores Ageu Venâncio Ferreira (PSC), Antonio Carlos Sacilotto (PSDB) e Matias Mariano (PV). Um deles, que obriga a implantação de redes subterrâneas de energia e telefone, pode afetar loteamentos populares.
  O projeto do vereador Ageu determina que todos os novos loteamentos devem ter a rede subterrânea de energia e telefone. O projeto prevê prazo de dez anos para a substituição da rede no Centro da cidade, 15 anos para as áreas industriais e 20 anos para as residenciais.
  Segundo o vereador, além da diminuir a poluição visual, o sistema subterrâneo impede acidentes com pipas, dificulta roubos de fios, tem maior durabilidade, fica menos sujeito a raios e diminui a necessidade de podas de árvores.
  O problema é o custo da fiação subterrânea, que é pelo menos seis vezes maior que o da aérea, segundo a CPFL (Companhia Paulista de Força e Luz). A companhia não mencionou valores, pois informou que há uma variação muito grande dependendo do tipo de sistema implantado e a necessidade da área, se é residencial, comercial ou industrial.
  Uma tese de mestrado apresentada por Guiuliana Del Nero Velasco, na Esalq (Escola Superior de Agronomia Luiz de Queiroz), no ano passado, fez um levantamento de custos em quatro companhias, a CPFL, Cemig, Copel e Light. Pela tese, enquanto a rede aérea custa entre R$ 54 mil e R$ 67 mil o quilômetro, a subterrânea custa por volta de R$ 436 mil o quilômetro, inclusive as obras civis. Para loteamentos populares, o projeto pode causar problemas. “Se for aprovado, o número de moradias populares construídas na cidade vai diminuir”, disse João Jorge de Souza, gerente regional da CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano). “Se tivermos que gastar mais com a rede elétrica, teremos que diminuir os número de casas construídas”, disse.
  O engenheiro elétrico e professor universitário Jair Curciol, da Alliance Engenharia, também tem ressalvas. “Acho que generalizar o tipo de rede não será adequado para a cidade”, disse. Ele diz que o sistema subterrâneo é mais seguro, limpo e o visual fica bem melhor.
  Outro projeto, apresentado pelo vereador Matias Mariano (PV), determina que casa com mais de 100 metros quadrados, com dois ou mais banheiros ou que estejam em loteamentos fechados ou condomínios, devem ter aquecedor solar. Hotéis, motéis, academia de ginástica e associações recreativas também devem instalar o equipamento.
  O vereador alega que o sistema economiza energia e gera ganhos ambientais. O valor do equipamento, cerca de 3,5% do valor de construções médias de 100 metros quadrados, é recuperado com a economia na conta de luz.
  Antonio Carlos Sacilotto (PSDB) apresentou projeto que obriga loteadores a plantar mudas e cuidar da manutenção das plantas por pelo menos 12 meses depois de plantadas. O motivo seria o ganho ambiental e de qualidade de vida em toda a cidade.


SANGUE

Campanhas estão definidas

Da Redação - Santa Bárbara d’Oeste

  A Secretaria de Saúde de Santa Bárbara d’Oeste definiu esta semana as datas das campanhas de doação de sangue, que acontecem todos os meses no Hospital “Dr. Afonso Ramos”, no Jardim Esmeralda, na Zona Leste da cidade. As campanhas serão realizadas na primeira terça-feira de cada mês, das 9h às 12h. A única exceção é a doação do mês de fevereiro, que acontece no dia sete de fevereiro, domingo, no Sesi (Serviço Social da Indústria), durante o “Circuito Saúde”.
  A estimativa da secretaria é de que o número de doadores até o mês de fevereiro seja menor do que o registrado nos outros meses do ano, por causa do período de férias. Na primeira campanha deste ano, foram coletadas 31 bolsas de sangue.
  Os doadores serão cadastrados pelo hospital e receberão uma carteirinha com grupo sangüíneo e resultados de exames de doença de Chagas, sífilis, hepatite B e C, Aids, HTLV I e II. Esses exames são realizados pela Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), em parceria com a Secretaria de Saúde barbarense.
  Os interessados em participar das campanhas devem obedecer a alguns critérios, como ter entre 18 e 65 anos, peso mínimo de 50 quilos, não estar em jejum, evitar alimentos gordurosos e bebidas acoólicas 24 horas antes da doação e não fumar duas horas antes e nem duas horas depois da doação.


PROJETO RECRIAR

‘Grandes obras’ vão começar em julho

Prazo foi dado pela Secretaria de Planejamento de Sumaré; revitalização foi orçada em R$ 20 milhões

Marcelo Pendezza - Sumaré

  As “grandes obras” de revitalização do centro histórico de Sumaré, com base no projeto Recriar, devem ser colocadas em prática no segundo semestre deste ano. A informação é da secretária de Planejamento da prefeitura, Miriam Lara Neto. Atualmente, segundo Miriam, o projeto vem sendo desenvolvido a partir da recuperação dos prédios históricos, como a Estação Ferroviária, entregue em novembro, o Centro de Memória, que está passando por reforma, e a antiga subestação da Fepasa, que deve ser recuperada ainda neste ano.
  “O Recriar é uma realidade em Sumaré. Estamos começando com a recuperação dos prédios antigos, uma vez que aguardamos a finalização dos projetos de reestruturação urbana e paisagística, que deverão ser entregues em julho”, explicou a secretária.
  O projeto de revitalização do centro histórico foi escolhido através de um concurso nacional. O trabalho escolhido, entre mais de 100 participantes, foi apresentado em dezembro de 2002. Na ocasião, a prefeitura anunciou que a principal obra de revitalização, a reformulação da Avenida Sete de Setembro, seria realizada a partir do segundo semestre do ano passado, o que não aconteceu. “O projeto vencedor, do arquiteto Héctor Viglieca, é nada menos que o esboço do que ficará o Centro de Sumaré”, comentou a secretária.
  Miriam disse que, a partir do anteprojeto, engenheiros e arquitetos da prefeitura passaram a definir a estratégia de ação, que vai atingir o quadrilátero central do Centro da cidade - Avenida Sete de Setembro à Rua Ipiranga e Avenida Rebouças à Rua Bandeirantes.
  Para o prefeito Dirceu Dalben (PPS), o projeto Recriar será o elo de enraizamento cultural da população local. “Vamos resgatar o valor histórico é valorizar o nosso povo”, afirmou o prefeito.
  Para desenvolver a obra, orçada preliminarmente em R$ 20 milhões, Miriam confirmou que a sua secretaria está buscando parcerias com o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) e com o Ministério das Cidades. A pasta, em Brasília, lançou, no final do ano, o programa Pró-Centro, que prevê a recuperação histórica das cidades brasileiras. “O projeto do ministério vem ao encontro dos nossos ideais e vamos pleitear, depois do Carnaval, verbas na ordem de R$ 2 milhões”, confirmou Miriam.
  Além do apoio do poder público, a prefeitura espera receber incentivo da comunidade. “No caso da Avenida Sete de Setembro, os comerciantes serão incentivados a reformar a fachada das lojas, melhorando o aspecto visual de uma das mais importantes avenidas da cidade”, explicou Miriam.


Prédio vai ficar pronto em dois meses

  A Prefeitura de Sumaré iniciou, na semana passada, a reforma do Centro de Memória, localizado na Praça da República, no Centro. O prédio é uma das construções mais antigas da cidade, datado de 1912. A reforma deve ficar pronta em 60 dias, ao custo de R$ 15 mil.
  De acordo com o diretor de Cultura da prefeitura, Robson Bueno, a recuperação arquitetônica do prédio faz parte do projeto Recriar, iniciado no ano passado, a partir da reforma da Estação Ferroviária. Bueno confirmou que, além do Centro de Memória, a subestação deverá ser reformada ainda neste ano. A recuperação da subestação, um prédio com mais de 500 metros quadrados de construção, deve custar aos cofres públicos cerca de R$ 250 mil. “Estamos empenhados na reforma do Centro de Memória e acredito que vamos conseguir iniciar as obras de recuperação da subestação. A idéia é valorizar a história da cidade”, afirmou Bueno.
  Outro prédio histórico, de propriedade da iniciativa privada, que poderá ser reformado após a confirmação do seu tombamento, é o prédio do Bar Paulista, localizado na Avenida Sete de Setembro. “Atualmente, o prédio está em processo de tombamento histórico. Após a confirmação disso, o poder público poderá interagir e realizar uma parceria com a iniciativa privada e promover a sua recuperação”, explicou Bueno.
  Atualmente, a recuperação do centro histórico está sendo tratada, além da prefeitura, pela ONG (Organização Não-Governamental) Pró-Memória, entidade fundada há duas semanas.
(MP)


PRODUÇÃO AO CONTRÁRIO

Empresa vai reciclar computadores

Indústria fornecerá matéria-prima para metalúrgicas e firmas fabricantes de cabos, plásticos e cerâmica

Maurício Simionato/AF - Região

  A primeira indústria nacional de reciclagem de computadores e eletroeletrônicos será inaugurada em março, em Jaguariúna. A empresa pretende fornecer matéria-prima para metalúrgicas e firmas fabricantes de cabos elétricos, plásticos e cerâmica. A A7 Gerenciamento de Resíduos Tecnológicos já iniciou a fase de instalação e montagem do pátio industrial, composto por compactadores, trituradores, moedores e granuladores.
  ‘‘A indústria funcionará como uma espécie de linha de produção ao contrário. Primeiro, os equipamentos são desmontados. Depois, é feita a triagem dos materiais, que serão enviados para as máquinas e transformados em matéria-prima novamente’’, disse o diretor de relação de mercado da empresa, André Feldman. A indústria terá capacidade para reciclar cem toneladas de materiais por mês, como telefones fixos, celulares, fax, copiadoras, televisores, computadores e aparelhos de rádio. Serão gerados entre 20 e 30 empregos no pátio industrial, de acordo com a direção da A7.
  A empresa vai reciclar produtos que contenham placas de circuito eletroeletrônico e plásticos, mas não deve trabalhar com objetos geradores de resíduos e refugos de processos industriais. ‘‘Tudo será totalmente destruído e descaracterizado. Não vamos vender peças desmontadas. Além disso, a fábrica não processará objetos da chamada linha branca, como geladeiras, fogões, microondas e máquinas de lavar roupa’’, disse Feldman. Feldman preferiu não revelar qual é a estimativa de faturamento da empresa por questões de segurança.
  A firma será gerenciada por ex-diretores de empresas do setor tecnológico, como a Lucent, a Embraer e a Vésper. O holandês Franciscus van Onzen, ex-diretor da Lucent, é o presidente da A7. As baterias e as pilhas coletadas dos equipamentos serão encaminhadas a fabricantes ou a empresas licenciadas para a reciclagem desses produtos. Equipamentos como microcomputadores, por exemplo, têm uma capacidade de reciclagem de até 94%. ‘‘O vidro dos monitores contém chumbo. Essa sucata é vendida para a indústria de cerâmica’’, disse Feldman.
  O gerente da unidade da Cetesb (Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental) de Americana, Jorge Rocco, aprovou a iniciativa da A7. ‘‘O processo de reciclagem é sempre importante, principalmente na área de resíduos eletrônicos, que podem ser considerados perigosos quando jogados em aterros’’, disse Rocco.
  A A7 também vai destruir e reciclar materiais confidenciais para empresas, como placas de circuito impresso, circuitos integrados e mainframes. ‘‘Os mainframes e os microcomputadores serão desmontados de tal forma que nunca mais será possível remontá-los’’, disse o diretor da empresa.
  Para o próximo ano, a empresa pretende implantar uma área específica de fundição e incineração de materiais, mas, para isso, terá de obter licenças ambientais do governo do Estado. Com a área de fundição instalada, a empresa passará a reciclar e a derreter as placas de computadores, que poderão virar matéria-prima para a fabricação de ligas metálicas. Esse tipo de material pode ser exportado.


REGIÃO

Teka tenta agilizar rescisões

Marcelo Pendezza - Região

  Os cerca de 800 funcionários da Teka de Sumaré e Artur Nogueira, demitidos em junho do ano passado com o fechamento de duas unidades da empresa, estão sendo convocados pela Assessoria Jurídica da Teka, para que a multa rescisória e os direitos trabalhistas sejam negociados.
  De acordo com a advogada da empresa, Ana Paula Yansen Noveletto, dos 400 funcionários da unidade de Sumaré, 150 procuraram a Justiça Trabalhista para reivindicar os direitos. Desse número, 100 firmaram acordo antes do julgamento. Em Artur Nogueira, dos 400 empregados, 300 fizeram acordo e não procuraram a Justiça. “A empresa está trabalhando para que o quanto antes os processos trabalhistas sejam resolvidos”, afirmou Ana.
  O atraso na regularização das rescisões, segundo a advogada, ocorreu em função da reestruturação da empresa. “Houve troca de diretoria e, durante três meses, praticamente não foi feito nada”, disse.
  Os assessores jurídicos da sede da Teka, de Blumenau, estiveram em Sumaré anteontem para acompanhar o andamento dos casos. Representantes dos sindicatos da Fiação e Tecelagem, e Mestres e Contramestres, estão acompanhando os casos e encaminhando o pedido para a sua regularização.


TODODIA NOS BAIRROS

Sinalização é reivindicada

Telefonista reclama que falta de placas torna trânsito de rotatória perigoso

Da Redação - Santa Bárbara d‘Oeste

  A telefonista Vanessa Mendes mora há apenas seis meses no Jardim São Francisco, em Santa Bárbara d‘Oeste, mas já está se sentindo prejudicada pela falta de sinalização de trânsito na cidade. Um dos pontos que ela aponta como de maior risco de acidentes é a rotatória da Avenida Cillos, próxima ao Supermercado União, caminho que os motoristas seguem quando saem da rodovia SP-304 sentido Distrito Industrial.
  De acordo com a telefonista, todos os dias ela enfrenta a mesma batalha para conseguir passar pela rotatória. Voltando de Americana, cidade na qual trabalha, e no horário de maior movimento de trânsito, se depara com o transtorno de ter que passar pelo local. “É uma disputa. Quem está na avenida tem a preferencial e o motorista que vem pela rua paralela ou pela rotatória tem que ser bem rápido para conseguir sair de lá. Além de tudo, a visibilidade para enxergar quem está seguindo pela avenida é totalmente confusa, atrapalhando ainda mais a trajetória”, reclama Vanessa.
  Desde que começou a residir na cidade, ela não constatou providência alguma tomada pela prefeitura, apesar de ser um trecho bem movimentado. Nenhum funcionário da Secretaria de Sistema Viário esteve vistoriando o local, segundo ela. A telefonista conta que demora em torno de oito minutos para sair da rotatória e entrar na avenida, sem contar quando há a passagem de ônibus, que praticamente pára o fluxo. “Eu quase bati o carro algumas vezes e meu marido já presenciou acidentes. Alguma coisa tem que ser feita, porque depois de um dia inteiro de trabalho, ter que esquentar a cabeça com trânsito é demais”, finaliza.

RESPOSTA:

  De acordo com a Assessoria de Imprensa da Prefeitura de Santa Bárbara d’Oeste, no local ocorreram recentemente algumas modificações na tentativa de melhorar a sinalização de trânsito. Entretanto, a tentativa de mudança não surtiu o efeito esperado pela Secretaria de Segurança, Trânsito e Defesa Civil. A assessoria afirmou que o Departamento de Trânsito da Secretaria está organizando um novo estudo para mudar o traçado do local e resolver o problema.

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Avenida São Jerônimo, 2.210
Fax: (19) 3406-6236, para Elisabeth Marques


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