ANIVERSÁRIO
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ao lado da prefeita Marta Suplicy, transformou um dos pontos altos das comemorações pelos 450 anos de São Paulo, anteontem à noite, em uma festa do PT. Em um palanque luxuoso, Lula e a primeira-dama Marisa Letícia acompanharam a inauguração da fonte multimídia do parque do Ibirapuera, um dos principais eventos comemorativos do aniversário da cidade.
ANIVERSÁRIO 2
A festa foi acompanhada por milhares de pessoas, que, assim como o presidente, viram o espetáculo da fonte, patrocinada pelo grupo de supermercados Pão de Açúcar. O empresário Abílio Diniz, homem-forte do grupo, participou do programa eleitoral gratuito do PT no final do ano passado. Fez elogios a Lula e ao ministro Antonio Palocci Filho (Fazenda). Vestida de vermelho, a cor do PT, a prefeita ouviu elogios do presidente e, em seu discurso, aproveitou para anunciar obras e investimentos no parque, talvez o mais famoso cartão postal da capital paulista.
FIRMEZA
Diante do desconforto e decepção de ministros petistas que foram demitidos pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o presidente nacional do PT, José Genoino, fez questão de sair em defesa da reforma ministerial concluída anteontem e da condução dada pelo presidente ao processo. ‘‘O presidente mostrou firmeza, paciência e flexibilidade’’, afirmou Genoino ao mesmo tempo em que Lula fazia o anúncio pela televisão.
RETENÇÃO
O governo federal reteve parte dos R$ 4,3 bilhões que deveria repassar aos Estados a título de compensação pelas perdas decorrentes da desoneração das exportações. Um mês depois da promulgação da reforma tributária, que previa os ressarcimentos, nenhum centavo foi liberado para os governos estaduais. Anteontem, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva editou uma medida provisória remanejando R$ 3,4 bilhões do Orçamento para começar a transferir aos Estados até o fim do mês. A diferença de R$ 900 milhões, entretanto, segue sem data definida para começar a ser repassada.
NEGADO
O presidente interino do STF (Supremo Tribunal Federal), Nelson Jobim, negou anteontem o pedido de liminar feito pelo PSDB para suspender a medida provisória 144, que estabeleceu um novo modelo para o setor elétrico do País. O pedido de liminar consta de uma Adin (Ação Direta de Inconstitucionalidade) feita pelo partido. O mérito do processo só será decidido pelo Plenário do tribunal. Para embasar a decisão, o ministro Maurício Corrêa, presidente do Supremo, solicitou no início do ano parecer da AGU (Advocacia Geral da União) e da Procuradoria Geral da União. Ambas deram parecer pelo indeferimento da liminar.
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