Todo Dia
TodoDia Anuncie
Domingo, 25 de janeiro de 2004


Elas parecem mocinhas

Meninas usam salto e pintam cabelos e unhas como se fossem adultas

Da Redação - Região

Batons, esmaltes, acessórios coloridos e sapatos de salto alto. Esses produtos, que antes faziam parte apenas dos guarda-roupas e armários de jovens e adultos, pularam a barreira da idade e hoje fazem parte da vida das meninas, que estão cada vez mais vaidosas. Preocupada com a aparência, a estudante Sthela Gabriella Pereira dos Santos, 9, de Sumaré, confessa que sempre gostou de se arrumar como gente grande. “Gosto de parecer mocinha”, disse.
  No guarda-roupas de Sthela, os tradicionais vestidos com laços, babados e outros enfeites perderam seu espaço para peças como saias, blusas de alças e tamancos com salto anabela, que também fazem a cabeça de jovens e adolescentes. “Gosto de tudo colorido, mas prefiro o cor-de-rosa”, disse a estudante. O colorido das roupas se repete também nos brincos, enfeites de cabelos e nas pulseiras, que são muitas. “Tem que encher o braço porque poucas não têm graça”, ressaltou.
  Apesar da pouca idade, a pequena Taynah Iracy de Brito, 5, de Sumaré, também não sai de casa se a roupa não estiver combinando, para não parecer “brega”. Como no caso de Sthela, no guarda-roupas de Taynah também existem saias, shorts e blusas de alças. “Tem um conjunto com sainha e blusinha de alcinha que é a coisa mais linda. Ele é branco e tem uma flor e umas rendas”, explicou. Ela acrescentou ainda que também gosta de usar pulseiras e brincos.
  Quando o assunto é parecer mocinha vale tudo, até pintar as unhas e os cabelos. Sthela contou que gosta de pintar as unhas de rosa e amarelo, e se puder, uma de cada cor. Taynah não fica atrás e também é fã dos esmaltes. “Eu gosto, adoro pintar a unha, mas hoje eu estou com um esmalte que não aparece”, disse. Para ficar com as unhas bonitas e enfeitadas, as duas contam com a ajuda da mãe, avó e tia.
  Ao contrário de Sthela, que já fez mechas e agora quer pintar seu cabelo de amarelo (é amarelo mesmo), Taynah planeja fazer algumas mechas marrons em seus cabelos claros. “Minha tia fez mecha e eu quero fazer igual porque ficou bonito”, justificou.

INFLUÊNCIA

  Segundo a mãe de Sthela, a dona de casa Domercília da Silva Santos, que não se considera muito vaidosa, o desejo da filha em andar sempre arrumada parte dela mesmo, que também é influenciada pela televisão e por algumas amigas. Ela também disse que é Sthela quem escolhe as roupas e outros produtos que deseja comprar, mas sempre com alguns limites. “Não pode ser nada extravagante”, garantiu Domercília, afirmando que está sempre orientando a filha.
  Para a avó de Taynah, a escriturária Creuza Maria Machado Antônio, o comportamento da neta é bastante influenciado pela família e pelo meio em que a menina vive, uma vez que está sempre em contato com jovens e adultos. De acordo com Creuza, os programas de televisão, com a grande quantidade de propagandas que levam às crianças, também influenciam no comportamento de Taynah.
  Para tentar driblar toda essa influência que vem da mídia, a escriturária afirmou que está tentando reeducar a neta, por meio de programas infantis e desenhos mais educativos.


Imitando os adultos

  O desejo de ser iguais às pessoas com quem convivem é o que leva a menina a querer parecer mais velha e se comportar como mocinha. “A criança se identifica bastante com a mãe, quer ser igual a ela e quer ser conforme o meio em que vive”, disse a psicóloga infantil Gislene Ramos Adle Kaid, de Sumaré. Segundo ela, as meninas acreditam que o fato de parecerem mais velhas as deixam em um patamar igual ao da mãe ou dos outros jovens e adultos que fazem parte do seu dia-a-dia. “Se ela acompanha a mãe no salão e a vê passando uma tintura no cabelo será maior a probabilidade de ela querer fazer mechas, por exemplo”, explicou.
  Gislene destacou ainda que, além da influência das pessoas a seu redor, a criança também é bastante influenciada pela mídia, que busca vender uma série de produtos aos pequenos consumidores. “Quando a menina quer uma sandália, ela não quer somente a sandália, mas também o que vem junto com ela, seja uma corrente ou uma pulseira”, lembrou.
  Para os pais, a orientação da psicóloga é para que eles estejam sempre atentos ao comportamento dos filhos e não atendam todos os desejos dos baixinhos, sabendo dizer não aos pedidos e explicando os motivos que levaram a essa decisão. “O diálogo é muito importante para evitar que as crianças pulem etapas de seu desenvolvimento”, observou Gislene.
(Da Redação)


Romance infantil valoriza a vontade de viver

A “Flauta do Sótão” é dica de leitura para crianças a partir dos nove anos de idade

Gustavo Brigatti - Americana

A literatura infantil brasileira é celeiro de autores que, cada dia mais, se destacam pela capacidade de se reinventar, ousar e, ainda assim, continuar a escrever boas histórias. É o caso da última obra de Lúcia Pimentel Góes, autora de mais de 130 títulos nas áreas de literatura infanto/juvenil, poesia, ensaios e ficção e que agora publica “A Flauta do Sótão”, pela editora Paulus.
  Com linguagem acessível para crianças a partir dos nove anos de idade, o livro conta a história do menino Reinaldo, que por ser mudo, sofre com o preconceito dos demais garotos de sua idade, mas acaba encontrando em um flauta mágica a solução para os seus temores. Ao longo de 40 páginas, a autora percorre temas como relação familiar, sonhos, insegurança, necessidade de independência, preconceito, talento, música e mudança de atitude.
  A história se desenrola na casa de Reinaldo, uma “...casa grande, antiga, a poeira cobre os velhos móveis. Cortinas pesadas, nunca abertas, aumentam o ar sombrio do casarão. Quem olhasse de fora, não podia deixar de pensar em algo estranho, em casa mal-assombrada...”. Ao encontrar a flauta mágica, o garoto aprende a falar por meio da música e supera seu medo de sair de casa, mostrando aos outros meninos como vê-lo sem os olhos do preconceito. Com a vontade de viver redescoberta, Reinaldo abre a porta de uma nova vida, repleta de novas aventuras.
  Lúcia é ganhadora de alguns dos principais prêmios brasileiros, entre eles da APCA (Associação Paulista dos Críticos de Arte), Jabuti, Ermírio de Moraes, Pen Club e Clio de História da Música. Entre os internacionais, estão o do Instituto Piaget de Lisboa, Internacional Book on Board for Young People e Comenda de Santa Luzia. “A Flauta do Sótão” está a venda nas principais livrarias do País ou pelo site da Paulus (www.paulus.com.br), ao preço de R$ 15.


CHARADINHA

O que é o que é: são sete irmãos, cinco foram à feira e dois não?


Resposta: A semana




Felipe - 9 anos

Renata Nunes da Rocha - 9 anos


Rodrigo Magri de Oliveira - 11 anos

Wilian Silva Marcelino - 11 anos



Editorias
Capa
Cidades
Brasil
Internacional
Esportes
Polícia
Z
Colunistas
TodoDia Imagem
Fogo Cruzado
Charge
Opinião
Erramos
Editorial
Cadernos
Toda Gente
Triboz
Revista da TV
Veículos
Zzinho
Social
Absoluta´z
Dez
Barbarizando
Deztaque
Nova´z
Evidência´z
Estilo´z
Outros
Pesquisa
Especiais
Assinaturas
Publicidade
Fale Conosco
Tira Dúvidas
A Empresa
A Região
Edições Anteriores
Copyright © 2001 - Editora Z -Jornal TodoDia - Todos os direitos reservados. Permitida a reprodução desde que citada a fonte.
Esta página é melhor vizualizada nos browsers MS Internet Explorer 4.0 ou superior ou Netscape 4.0 ou superior, com resolução de tela
de 800 x 600 pixels e 256 cores ou melhor. webmaster