Domingo, 04 de Julho de 2004
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OPINIÃO DO LEITOR


Luiz Felipe Scolari

Se existem homem com agá maiúsculo, com certeza este homem se chama Luiz Felipe Scolari, o Felipão. No jogo da Eurocopa da semana passada entre Portugal x Inglaterra, valendo vaga para semifinal, Felipão mostrou ter o que poucos têm nos dias de hoje: caráter, hombridade, moral, personalidade, etc. Felipão sacou o maior astro do futebol português - caso do jogador Figo -, foi vaiado por todos os presentes no estádio, e, com a saída de Figo a seleção de Portugal melhorou, conseguiu empatar e posteriormente virar o jogo. Quantos teriam esta coragem?

Na Copa do Mundo de 2002 a maioria queria Romário. Foram mais de 70% da população, segundo as pesquisas, reivindicando a convocação, mas Felipão manteve sua posição e deixou o ‘Baixinho’ de fora. O verdadeiro herói nacional do penta chama-se Felipão, e não aqueles (r,r,r,r).

Semifinais da Eurocopa, na sexta-feira, jogaram Portugal e Holanda, com vitória dos irmãos portuguêses por 2 x 1. E todo este sucesso tem um nome: Luiz Felipe Scolari, o Felipão. Ele é verdadeiramente o técnico... Tchê!!

Alex Tanner

Sumaré

A opinião emitida em artigos e cartas assinadas publicadas pelo jornal TodoDia, são de responsabilidade de seus autores. Somente serão publicadas cartas e artigos que contenham nome completo, assinatura, endereço, RG e, se possível, o número do telefone. Cartas e artigos devem ser enviados para à Redação, Avenida São Jerônimo, 2.210, São Domingos - Americana-SP - CEP 13.470-310 ou para um dos balcões de anúncios do TodoDia, ou ainda por fax (460.6236) ou pelo email: redacao@tododia.com.br


TRABALHO

Oportunidades


VALMOR BOLAN

Segundo a pesquisa CNI/Ibope, sobre a avaliação do governo Lula, divulgada na terça-feira, em Brasília, três questões foram destacadas como satisfatórias no modo que o governo Lula vem lidando com elas: 1) o desemprego, 2) a violência e 3) a falta de segurança. Ainda a população apontou outros problemas que não têm avanços significativos, como o combate à fome e à pobreza, e na área da Saúde. Apesar de o IBGE ter indicado queda no desemprego, 68% dos jovens pesquisados ainda colocam a ausência de postos de trabalho como o principal problema da atualidade. O governo tem feito esforço para criar novas vagas, mas as iniciativas têm sido insuficientes para atender à crescente demanda.

De fato, hoje a questão do emprego é prioridade para o jovem brasileiro, especialmente o estudante do ensino médio e universitário. Mais do que conseguir um diploma, o jovem quer saber se ele vai conseguir uma colocação no mercado de trabalho que lhe permita não apenas assegurar sua sobrevivência, como também permitir o desenvolvimento de suas potencialidades, se ele irá se realizar em sua vocação profissional.

Um dado importante nesta questão diz respeito ao perfil do desemprego. “Os dados das principais regiões metropolitanas - Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Salvador, São Paulo e Recife -, segundo a metodologia PME/IBGE, mostram o perfil dos desempregados: são principalmente mulheres, jovens e pessoas que estão freqüentando ou já concluíram o ensino médio”, explica o Almanaque Abril/2003. E salienta que “as taxas de desemprego decrescem com a idade. Já no que se refere à escolaridade, esta não é mais um atributo fundamental para conseguir emprego. Mesmo as pessoas com formação superior enfrentam grande dificuldade para conseguir uma vaga”.

O fato é que o mercado de trabalho, na era da globalização, se tornou muito mais exigente. Hoje, um dos grandes investimentos que se pode fazer, especialmente entre os jovens, é a qualificação profissional. Muitos estudantes saem da universidade e percebem que falta conhecimento prático, até mesmo no ramo em que se formaram. Quando entram numa empresa (pública ou privada), descobrem que lhe faltam domínio técnico em procedimentos corriqueiros do dia-a-dia; e, muitas vezes, são sucumbidos por aqueles que dominam a parte técnica, dando a impressão de que tudo o que aprenderam na faculdade não tem muita validade, na prática. É aí que perdem muitas oportunidades de ascensão numa empresa (ou manutenção do cargo), mesmo com curso superior.

O mercado, hoje, exige o profissional multifunção, aquele que sabe fazer várias coisas, que não é apenas teórico; que põe a mão na massa, que sabe trabalhar em equipe, não desperdiça recursos nem oportunidades; enfim, que otimiza múltiplas possibilidades.

Cabe ao jovem de hoje, portanto, preparar-se não apenas para concluir um curso de nível superior, mas que também saiba ser dinâmico e capaz de realizar diversas atividades, para ser bem sucedido, seja num emprego formal ou mesmo em negócios próprios.

Valmor Bolan é doutor em sociologia e diretor geral da Faenac (Faculdade Editora Nacional)

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