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Experiência atrás do volante
O exemplo de idosos que não abrem mão da sua independência, assumem os riscos e seguem dirigindo normalmente pelas ruas da cidade
 Depois de tirar CNH aos 50, Angelina Moraes, 74, vive circulando pela cidade com sua velha Brasília |
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comportamento
Vamos dançar?
Dançar com as “damas” solitárias nos bailes, a curiosa tarefa de pés-de-valsa profissionais, os “freedancers”
Patricia Vieitez - Americana
 Ninguém parado: os dançarinos Tiago da Costa Silva (à direita) e Celso Rodrigues Soares acompanham as damas na dança |
Dançar com todas as “damas” desacompanhadas. Essa é a função dos “freedancers”, dançarinos especialmente contratados por boates e casas noturnas para que nenhuma mulher tome aquele chá-de-cadeira nos bailes. Bem vistos pela maioria, a única reclamação da mulherada é que eles dançam pouco com elas.
Mas não é porque não querem simplesmente ou porque ela não dança bem. Justamente pela falta de homens nos bailes, os freedancers não podem dançar mais que duas músicas com cada mulher. “Tem pessoas que não gostam porque querem dançar a seleção inteira (que são quatro ou cinco músicas)”, justificou o dançarino e professor de dança Tiago da Costa Silva, 21.
Ele e o dançarino e funileiro Celso Rodrigues Soares, 23, animam a noite das desacompanhadas onde quer que sejam contratados. Estão entre aqueles que não páram um minuto sequer e começam o trabalho mesa por mesa, sempre abordando as mulheres que estão sozinhas.
Geralmente acabam dançando mais com as senhoras de mais idade, que não são muito convidadas para dançar e adoram os freedancers. “É bom, ninguém tira a gente pra dançar mesmo!”, confessa a aposentada Maria Melozi, 80.
A amiga dela e companheira de baile também gosta dos dançarinos, mas acha que a levam muito pouco para a pista de dança. “Tem muita mulher”, analisa, revelando que se eles não estivessem ali não daria para dançar nada.
Mas não pense que convidar as desacompanhadas seja uma tarefa fácil. Além de um pouco de cara-de-pau, eles têm que acostumar a levar tábua (receber um não para dançar) e saber lidar com algumas “saias-justas”.
Soares, por exemplo, chegou a dançar com uma mulher que disse estar desacompanhada e quando voltou o marido estava na mesa. “A moça falou que estava desacompanhada”, justifica, dizendo que ficou meio sem graça com a situação.
Mas o pior é ser confundido com gigolô. Segundo Silva, algumas pessoas acham que eles estão se aproveitando da situação para tirar dinheiro das mulheres. “É chato, desvaloriza nosso trabalho”, comentou, explicando que os freedancers recebem em torno de R$ 25 por baile trabalhado, em torno de cinco horas por noite.
O que acontece também é uma cantada aqui e outra acolá, nada que incomode esses rapazes, que tiram de letra. “Amor não tem idade né?”, brinca Silva, dizendo que as cantadas partem de mulheres de todas as idades. As namoradas, que já os conheceram assim, têm que saber lidar com isso, dizem eles. “Quando é pessoa mais velha tudo bem, mas quando é mais nova...”, conta Soares.
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moda & beleza
Lábios ressecados nunca mais!
Dermatologista diz que para proteger a boca das fissuras no inverno, ideal é usar hidratantes específicos
Patricia Vieitez - Santa Bárbara d’Oeste
 Hora de proteção: para conseguir “filme” protetor nos lábios, a recomendação é usar hidratantes especialmente formulados para a boca |
Lábios ressecados no inverno são uma constante para algumas pessoas devido ao frio e ao vento. Produtos que prometem a solução também não faltam, mas na hora de decidir o que aplicar é bom saber o que realmente dá resultado.
A manteiga de cacau, por exemplo, uma das mais indicadas popularmente para evitar as rachaduras nos lábios, não é uma das armas mais eficientes, segundo a dermatologista Ondina Maria Moreira. “A manteiga de cacau até piora porque é um óleo e retira a hidratação. Ela teria que ter outros componentes que impermeabilizassem melhor”, analisa.
Para conseguir esse “filme” protetor, ela recomenda a utilização de hidratantes especialmente formulados para a boca, que contenham substâncias mais eficazes contra as fissuras, como fomblin e alguns silicones. O número de aplicações depende da necessidade e da exposição ao tempo, mas, como não há contra-indicações, “pode reaplicar quantas vezes quiser, quando sentir o lábio seco”.
No mercado existe o ceralip, que protege contra vento e sol e custa entre R$ 40 e R$ 60. Mas é possível mandar manipular cremes protetores, com os ativos necessários, que saem bem mais em conta e custam em torno de R$ 6. “Em último caso pode usar a vaselina”, indica.
Segundo Ondina, os batons com fotoprotetores também ajudam a proteger essa área sensível e podem ser passados por cima do hidratante. Mas o mais importante, segundo ela, é que as fissuras e rachaduras não devem ser prevenidas apenas pelo fato do incômodo que geram e sim por uma questão de saúde. “A agressão constante pode gerar um câncer de lábio”, explicou.
Inclusive, quando existem fissuras muito profundas, o tratamento vai além da aplicação de hidratantes. “Às vezes precisa de pomada antibiótica porque essa região é fácil de contaminar”.
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BELEZA LEVADA A SÉRIO
Manchas de pele na gravidez
SILVIA TAKAKUWA
Durante a gravidez ocorrem alterações no organismo que fazem com que a mulher grávida fique mais suscetível a alterações na pele. Estas alterações geram, em alguns casos, um pouco de ansiedade na futura mamãe.
A mulher grávida necessita de cuidados especiais com a pele para evitar ou, pelo menos, amenizar as alterações de coloração que podem ocorrer. Assim, desde o início da gestação devem ser utilizados produtos especiais, como cosméticos adequados ao seu tipo de pele, fotoprotetor diário e cremes hidratantes. Com esses cuidados, pode-se prevenir algumas alterações como a acne, o melasma e até mesmo as estrias.
O melasma (mancha marrom que aparece na face) é comum na gravidez e ocorrem em 50% a 70% das mulheres grávidas. Ocorre devido a um estímulo hormonal das células que produzem a melanina, levando à hiperpigmentação da pele.
Geralmente, a mancha é leve e raramente é generalizada. Esta alteração da cor pode ocorrer também nos mamilos, aréolas mamárias, genitália externa e linha nigra (abaixo do umbigo). Após o término da gestação ocorre uma regressão completa ou parcial desta hiperpigmentação.
Normalmente a alteração de cor que mais preocupa as mulheres é o melasma, já que ocorre na face. Ela pode variar de uma mancha clara até mais escura. A exposição aos raios solares é um fator desencadeante importante, já que ela provoca a exacerbação destas manchas.
Os fotoprotetores utilizados durante a gravidez são de grande auxílio na prevenção da hiperpigmentação facial. Portanto, este é um cuidado essencial durante este período. Devem ser utilizados produtos contra UVA e UVB, com fator de proteção no mínimo 15, diariamente, duas vezes ao dia se a mulher não for se expor ao sol. Se houver uma exposição maior, o filtro deve ser aplicado mais vezes. Não há necessidade de usar um filtro com FPS maior que 30, já que eles possuem maior quantidade de substâncias químicas, sem um real aumento da proteção solar.
Os despigmentantes são utilizados para clarear as manchas. Os mais utilizados são a hidroquinina, o arbutin, o ácido kójico, a vitamina C. Normalmente são utilizados após a gravidez.
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saúde
Abaixo as calorias!
Curso de culinária diet no Tivoli ensina dicas para fazer doces com baixos teores de açúcar
Patricia Vieitez Santa Bárbara d’Oeste
 Delícias diet: Pedro Tomerelli ensina no Tivoli receitas de doces lights |
O doce é uma tentação que muito diabético e obeso sofre. E quando encontra as delícias livres de açúcar e calorias, além do preço, não raro têm que amargar o gosto residual do alimento. Mas há anos essa situação vem mudando e a cada dia surgem novos produtos capazes de produzir verdadeiras delícias que podem ser confundidas com as feitas com o açúcar de verdade.
Atrás dessas novidades, a gerente financeiro Érica Ferro, 34, participou de um curso de culinária diet no Tivoli Shopping, em Santa Bárbara d’Oeste. Ela busca doces mais ligths. “Faço reeducação alimentar para perda de peso”, conta.
O engenheiro mecânico Pedro Tomerelli, um curioso no assunto, ensinou quatro receitas. “São doces diets e lights”, avisou, lembrando que têm até 80% de redução de calorias.
Para se ter uma idéia, a geléia diet tem entre 40 e 60 calorias. Bem diferente da comum, que contabiliza até 280 calorias. O leite condensado segue o mesmo caminho: enquanto o comum tem 362 calorias, o diet tem apenas 126 calorias.
O que não significa que dá para comer o prato inteiro de brigadeiros ou mais que um pedaço do pudim de leite. “Tem que comer como se fosse um doce comum”, destaca Tomerelli.
Por conta dos produtos especializados que ele usa, como adoçante, leite condensado, coberturas, caldas, chocolate granulado, as receitas são preparadas mais rapidamente. “Usamos pectina, que diminui a absorção dos açúcares”, explica, dizendo que esse componente faz a massa chegar ao ponto mais rápido.
Uma das vantagens apontada por ele é que os ingredientes diets que usa podem ser aplicados a qualquer receita que se tenha em casa. “O único que muda é o Só Metade, para bolos e massas”, ressaltou, dizendo que nesse caso se a medida é de duas xícaras de açúcar, só uma deve ser colocada. “Não tem segredo, mas quanto ao custo vai ficar 15% mais caro”, comentou.
Valor que vale a pena para garantir uma vida mais saudável, na opinião da aposentada Madagá Horn, 56. “Tenho colesterol alterado e tudo que diz respeito à qualidade de vida eu corro atrás”.
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CUIDANDO DA SAÚDE
Soja e seus benefícios para a saúde
ELISABETE FERNANDES ALMEIDA
Você já comeu carne de soja? E broto de soja? Já experimentou na salada? O suco ou o leite de soja estão na sua alimentação? Não? Então, trate de acrescentar logo essa leguminosa em sua lista de compras, na próxima ida ao supermercado.
A soja é altamente protéica, pois contém de 35% a 40% de proteína de alto valor biológico. Também é uma excelente alternativa para pessoas com intolerância a lactose e tem função antioxidante no organismo, ou seja, que combate o envelhecimento.
A proteína da soja possui alto teor de isoflavonas - substância com estrutura similar ao estrogênio - que, entre outros benefícios, pode compensar as quedas dos níveis de hormônios, e diminuir a perda de massa óssea durante a menopausa.
As dietas ricas em fibras (a base de soja) e com baixos teores de gorduras saturadas, aliadas a exercícios físicos e a um estilo de vida saudável, podem auxiliar no controle da obesidade, pois são ricos em proteínas de alta qualidade e minerais como ferro, cálcio, fósforo, potássio e vitaminas do complexo B.
Doenças que a soja ajuda a combater
Colesterol - Pesquisas têm demonstrado que a ingestão de proteínas de soja reduzem as taxas de LDL (colesterol ruim), o qual em altos níveis no organismo é responsável pelas doenças cardiovasculares, como infarto do miocárdio e arteriosclerose. Assim, a introdução de pequena quantidade de proteína de soja, na dieta diária, cerca de 20g que equivalem a 50g de grãos, é suficiente para deixar seu sangue e seu coração em forma.
Câncer - Os grãos de soja contém um composto que possui uma ação estrogênica moderada, a qual atua na prevenção de cânceres relacionados com o estrogênio.
Ossos - Com o envelhecimento, a perda de cálcio aumenta numa taxa crescente, resultando na osteoporose. Na menopausa, esse processo se agrava com a deficiência hormonal ovariana. Devido à sua ação estrogênica, a genisteína da soja pode manter a estrutura óssea. Exames de densitometria óssea comprovam que o consumo de soja retarda a osteoporose decorrente da idade, como também reduz significativamente a perda óssea total.
Diabetes - As fibras da soja exercem importante papel na regulação dos níveis de glicose no sangue, pois retardam a sua absorção. Essa redução na velocidade de absorção da glicose auxilia no controle do diabetes.
Intestino e pâncreas: suas fibras ajudam no funcionamento do intestino e na redução dos níveis de glicose no sangue de diabéticos.
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decoração
Capriche na estante!
Antes que esse móvel vire depósito de objetos, siga dicas de arquiteta para harmonizar o ambiente
Patricia Vieitez - Americana
 Antes e depois: estante desarrumada (acima) e a mesma estande após ajustes nos detalhes |
Basta dar uma bobeira para a estante da sala virar um depósito de objetos de uso contínuo, como revistas, gibis e todo tipo de bibelô que entra na casa. O resultado é aquele móvel pesado e visualmente feio. O que parece simples para alguns pode ser complicado para outros, mas há uma regra básica para quem se vê naquela dúvida sobre o que deve ou não ser colocado nesse espaço: é melhor deixar a estante clean do que misturar tudo.
Vale lembrar que a melhor forma de definir a decoração da estante é colocando e tirando as peças até encontrar a melhor forma, sem esquecer que o elemento mais alto fica sempre na esquerda, para dar equilíbrio ao conjunto.
Veja as dicas da arquiteta e designer de interiores Valéria Ribeiro Pazinatto, que organizou uma estante especialmente para o TodaGente.
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 Antes e depois: estante desarrumada (acima) e a mesma estande após ajustes nos detalhes |
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dicas
Livros de coleção e antigos podem ir para a estante. Se não forem de muito uso, podem ser colocados na parte mais alta, apenas para decorar
Os porta-retratos devem estar sempre agrupados em um setor para os visitantes não precisarem procurá-los pela estante toda. Além disso, mais poluem a visão do que enfeitam quando separados
Um vaso com flores até vai bem, desde que sejam naturais. Esqueça as artificiais
Nunca misture cores e formatos, é muita informação que confunde
O porta trecos é melhor ficar num lugar onde só os moradores vejam
Um cinzeiro pode ser colocado estrategicamente na parte baixa da estante, para atender possíveis fumantes
Se não tiver uma mesa de centro para acomodar revistas, prefira colocá-las na parte fechada da estante ou então guarde-as em outro lugar
Uma bandeja de aço inox pode organizar as bebidas e formar um pequeno bar
Se não dispor de um porta CD bonito, guarde os CDs para não demonstrar desorganização
Na parte de cima, se tiver iluminação focal, é interessante colocar um objeto decorativo para destacar e chamar a atenção
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melhor idade
Experiência atrás do volante
O bom exemplo de idosos que não abrem mão da independência e seguem dirigindo normalmente
Patricia Vieitez - Americana
 No volante: Maria Rosa Aguiar Neves, 63 anos, diz que adora dirigir, de preferência em lugares movimentados |
“Ela dirige muito bem”, afirma a dona-de-casa Francisca Célia Aguiar Neves, 30, referindo-se à mãe, a dona-de-casa Maria Rosa Aguiar Neves, 63, que não parou de dirigir com a chegada à terceira idade. E nem pretende parar tão cedo. É de carro que ela circula pela cidade toda, vai à casa dos filhos, busca neto na escola, faz compras e tudo o mais que precise de condução. E mais: adora dirigir no centro da cidade. “Quanto mais movimento, melhor”, diz ela.
É assim que ela garante independência e ainda ajuda quem precisa. Segundo Francisca, foi a mãe quem a levou para o hospital na hora de seus partos. “Fui tranqüila”, garantiu, contando que Maria Rosa não se apavorou. “Ela dirige para ela e para os outros motoristas”, derrete-se a filha caçula.
No entanto, tal desempenho parece ser natural para Maria Rosa, que sempre gostou de dirigir. “Melhor que ir de ônibus, né?”. Tanto que ela nem se intimida em pegar a pista e ir para outras cidades da região. Já foi para Santa Gertrudes, Campinas e Limeira. “Acho melhor dirigir na pista do que dentro da cidade”, opina.
Já a aposentada Angelina Meneghetti Moraes, 74, dirige por necessidade. Tanto que tirou a CNH (Carteira Nacional de Habilitação) aos 50 anos. “Antes, não tinha necessidade”, justifica.
Apesar de não achar difícil dirigir, Angelina prefere não ir ao Centro da cidade de carro. Especialmente porque não consegue estacionar entre dois veículos. E muito menos sair do meio deles. “Já cheguei a pedir para uma pessoa tirar o carro para mim”, confessa, dizendo que só pára próximo de guias rebaixadas ou nas esquinas.
Para ela, isso é uma questão de prevenção. “O meu (carro) é uma Brasília, os outros são novos... Já pensou bater num deles?”, explicou, dizendo que muita gente já bateu na Brasília. “Um ônibus me fechou e outro bateu atrás”, lembra. A última colisão foi num posto de gasolina, segundo Angelina, quando ela entrou no espaço dos caminhões e um deles “veio com tudo”.
Em compensação, ela se orgulha de nunca ter tomado uma multa sequer. “Quer dizer que ando certinho”, analisa, dizendo que até trocar pneu já trocou. Mas ressalta: “de mecânica não sei nada”.
DIFERENÇA
Apesar da diminuição gradual da velocidade dos reflexos, os idosos podem continuar dirigindo. O maior cuidado deve acontecer a partir dos 80 anos de idade, quando eles sempre devem fazer um acompanhamento médico constante.
Segundo a geriatra Fátima Bastos, as condições visuais e motoras devem ser verificadas. Não tendo tremores, tontura e nem estando tomando remédios que o possa colocar em risco, o idoso está liberado para continuar no volante.
“Quando tem mais idade, a gente orienta a ter mais cuidado em estrada, não dirigir por trajetos longos e com muito trânsito porque o reflexo, a audição e a própria visão diminui”.
A boa notícia é que, por conta de serem mais ativos e praticarem exercícios, os idosos têm mais preparo físico e os 80 anos deixaram de ser o limite para parar de dirigir. “Antes, paravam com 80 anos, hoje conseguem passar disso”.
Além da independência e autonomia garantidos, o idoso com a chave do carro na mão é muito mais confiante em si mesmo, aumentando sua auto-estima. “Sente que é capaz de controlar a própria vida”.
Por outro lado, esse fator acaba atrapalhando na hora de parar de dirigir quando é preciso. “Não encaram bem. É motivo de tristeza e muita angústia”, avisa a geriatra, dizendo que a notícia deve ser dada aos poucos, pois, normalmente eles não percebem que chegou a hora de aposentar a CNH.
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 Por necessidade: Angelina Moraes, 74 anos, tirou CNH aos 50 e vive circulando pela cidade com sua velha Brasília |
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Quase nada muda na CNH
De acordo com o advogado especialista em trânsito e professor da Academia da Polícia Civil de São Paulo, José Almeida Sobrinho, a única coisa que muda na legislação relacionada à CNH dos idosos é o período de renovação. “As pessoas com mais de 65 anos de idade estão sujeitas a um período de renovação de três anos”, disse, lembrando que antes disso a CNH é renovada de cinco em cinco anos.
De resto, nada muda. “O exame é o mesmo, a preparação é a mesma e as categorias são iguais (para habilitação)”. O que acontece com maior freqüência nessa faixa etária é a mudança de categorias. Os que antes tinham CNH profissional passam a ter habilitação para carros de passeio, segundo o advogado. “A reprovação só é decorrente de algum mal (doença) que o impeça de conduzir”.
No entanto, devido à perda de reflexos que se sente com o avanço da idade, Almeida defende que haja uma regra específica para os idosos continuarem circulando motorizados, como um aviso no veículo para alertar os demais motoristas. “Para que tomassem mais cautela, pois a capacidade de reação deles (idosos) é menor”.
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animais
Estímulo à adoção
O importante trabalho do SOS Animais de Santa Bárbara, que trabalha para que cães e gatos abandonados tenham lar
Patricia Vieitez - Santa Bárbara d’Oeste
 Carinho pelos bichos: Cláudia Giacomeli, 36, que tem dez cães e três gatos, todos adotados |
Na SOS Animais (Sociedade Protetora dos Animais) de Santa Bárbara, mais de uma centena de gatos e cachorros aguardam a chance de ter um lar. Alguns com olhar triste, outros mais assanhados, eles parecem se oferecer para serem levados embora e contarem com um pouco mais de carinho e atenção.
Nessa batalha contra o número de abandonos dos bichinhos, a SOS Animais faz campanhas de doação, castração e mantém um site na Internet com foto dos candidatos à adoção (www.spasb.cjb.net).
“As adoções não aumentaram, mas com a campanha (de castração), diminuiu o abandono de ninhadas de gatos de um tempo para cá”, avalia a presidente da SOS Animais, Maria Luiza Furlan.
Mesmo com os animais castrados e vacinados, não é fácil encontrar os proprietários adotivos. “É difícil doar animal adulto”, reconhece ela. Os filhotes são os mais procurados, independente de terem raça definida ou não. Já os cães de grande porte são procurados para guarda e os de médio porte vão ficando para trás. “Nem mestiços de poodle conseguimos doar”, contou.
Decidida a adotar um animal, a pessoa acaba escolhendo o bichinho pela afinidade. “É questão de olhar e gostar”, diz Maria Luiza, admitindo, entretanto, que os gatos siameses e mestiços angorás são mais fáceis de doar.
Mas quem gosta, gosta até dos mais feinhos, como a professora Cláudia Luciana Benvenutto Giacomeli, 36, que não resiste a um olhar de pedinte canino. Hoje ela tem dez cães e três gatos, todos adotados, ou da rua ou da SOS Animais. “Gosto de todos não importa se são vira-latas, branco, preto, orelhudo. Fico com os mais feios porque ninguém quer”, justifica.
Além de gostar demais de animais, Cláudia não aguenta vê-los sofrendo pelas ruas da cidade e vira-e-mexe volta para casa com um novo “filhinho” ou “filhinhos”. Sim, só na última adoção foram três: uma mestiça poodle com dois filhotes. “Estavam com sarna, carrapato, morrendo de fome”, explicou, dizendo que os filhotes conseguiu doar e ficou com a mãe. “Morro de pena”.
Segundo ela, as pessoas consideram o animal como algo que podem descartar assim que enjoam dele. “Acho que o ser humano não tem consciência que o animal sente frio, calor, fome, dor e quando não quer mais, põe no lixo”.
Por isso ela defende não só a adoção, mas a adoção responsável. “É adotar para a vida. Você assume um compromisso com ele, tem que levar no veterinário, vacinar, dar carinho”, orienta.
No entanto, é comum as pessoas devolverem o animal adotado na própria SOS Animais, segundo Maria Luiza. Como a entidade se predispõe a receber o animal caso não haja adaptação, 20% acabam voltando. “Às vezes não consegue ficar uma semana”, conta, dizendo que as pessoas acham bonitinho e não se lembram que ele vai chorar, fazer sujeira em qualquer lugar.
Geralmente os animais adotados na entidade já estão castrados, mas quando são doados muito novinhos, retornam para serem esterilizados. Quem quiser adotar um gato ou cachorro pode acessar o site da SOS Animais ou ligar para (19) 3455-1178. Vale lembrar que quase todas as cidades contam com alguma associação que acolhe os animais e que tem necessidade de doá-los.
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lazer & turismo
Radicalismo nas árvores
Prática de arvorismo desafia participantes com percurso acrobático por entre as árvores
Patricia Vieitez - Redação
 Em Brotas, percurso de 36 atividades testa resistência dos participantes em escadas, cabos, pontes suspensas, redes e tirolesas |
Se você ainda não deu uma de Tarzan é porque não conhece a prática de arvorismo, um esporte radical praticado nas alturas, entre as copas de grandes árvores. O Brasil tem percursos em Brotas (SP), Campos do Jordão (SP), Teresópolis (RJ), Itu (SP), Juquitiba (SP), Araxá (MG), Águas da Prata (MG) e Camboriú (SC).
Em Brotas, no Alaya Centro de Aventura, às margens do Rio Jacaré Pepira, foi construído o primeiro e maior percurso acrobático em árvores do Brasil, batizado de Verticália. São duas horas de caminhada entre as copas das árvores, passando por escadas, cabos, pontes suspensas, redes, tirolesas, em um total de 36 atividades.
O percurso é dividido em cinco seções, começando pela mais fácil. Ao final de cada seção, o participante retorna ao solo através de uma tirolesa e caminha até a próxima. O melhor é que é possível descansar entre uma etapa e outra.
Tudo é percorrido com um kit arvorismo (cadeirinha, mosquetão, polia e capacete), que mantém o participante preso a um cabo-vida durante todo o percurso, e sob controle de monitores especializados. O percurso é aberto para maiores de 1,45m de altura. Durante a temporada de verão e as férias de julho, o Verticália está aberto todos os dias das 9h às 16h. No local também é possível banhar-se numa das únicas praias do Rio Jacaré.
VERTICALINHA
Em Campo do Jordão, o percurso foi construído dentro de um bosque de araucárias nativas, totalmente preservado. São 24 atividades e um circuito de sete tirolesas em um sítio de 100 alqueires na estrada que vai para o Horto Florestal. No mesmo local há também o Verticalinha, circuito infantil de arvorismo, lanchonete, cavalos e chalés para hospedagem.
Com o objetivo de iniciar as crianças em técnicas verticais, surgiu a idéia do Verticalinha, circuito de arvorismo em tamanho reduzido e adequado a crianças menores de 1,45m, com idade entre quatro e dez anos.
O Verticalinha conta com ecoturismo, recreação e aventura. O percurso tem diversas atividades de arvorismo distribuídas em dois níveis. O nível um fica a 1,5 metro de altura e o nível dois fica a uma altura que varia entre três e cinco metros.
As atividades são realizadas num período de três horas, com monitores e recreadores treinados especialmente e que acompanham as crianças o tempo todo.
É indicado que a criança chegue no horário marcado para aproveitar bem as atividades e se integrar ao grupo. Vale lembrar que ela deve levar protetor solar, boné, tênis e ir com uma roupa confortável, própria para andar em trilhas e que possa sujar.
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serviço
Alaya Centro de Aventura/Brotas
Duração: 2h30
Valor: R$ 45
Informações: alaya@alaya.com.br / (14) 3653 4113
Brotas Aventura/Brotas
Duração: 2h30
Horários: das 8h às 16h
Preço: R$ 49, sem transporte.
Informações: (14) 3653-1015/3653-4463
Verticalinha
Campos do Jordão/SP
Duração: 3h
Horários: das 9h às 12h e das 14h às 17h.
Valor: R$ 35
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perfil
Ampliando horizontes
Ortodontista radicado em Americana, Sidney Figueroba é destaque em Congresso Mundial com pesquisa inédita
Patricia Vieitez - Americana
 Sidney Figueroba: trabalho de destaque em congresso e revista internacional |
Sem pretensão e por simples vontade de querer saber mais sobre as dores nas têmporas da mandíbula, o ortodontista Sidney Figueroba foi longe. Com uma pesquisa nas mãos, conseguiu classificar-se entre quatro mil trabalhos para apresentar no Congresso Mundial de Pesquisa Odontológica, em Honolulu, no Havaí (EUA). Como se fosse pouco, a pesquisa “Efeito da reposição hormonal sobre a articulação temporomandibular em ratas” foi citada como uma das cinco de maior destaque na revista especializada Journal of Orofacial Pain. Inédito, o trabalho desenvolvido por Figueroba na Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo servirá de embasamento para outras pesquisas na área.
Apesar de não refletir no trabalho do dia-a-dia, essa conquista abre portas para o profissional, que pretende seguir pesquisando. Conheça um pouco do perfil desse dentista de Sorocaba, radicado há 20 anos em Americana, nesta entrevista ao TodaGente.
TodaGente - O que significa ser classificado para participar de um evento como esse, o maior do mundo na área odontológica?
Sidney Figueroba - Só o fato de ter sido selecionado foi uma grande satisfação. Quando saiu agora, na revista no mês de abril, citando cinco trabalhos de maior referência e o meu estar entre os cinco mostra que vale a pena a gente insistir, estudar... Nunca é tarde para a gente pesquisar em busca de alguma coisa a mais.
Profissionalmente, isso agrega valor à sua carreira?
No consultório talvez não vá trazer grandes resultados a nível de marketing, mas para o mundo acadêmico é importante porque é uma revista de grande impacto no mundo da ciência, da área odontológica. Além da realização pessoal é uma porta a mais que se abre.
Sobre o que é o trabalho que foi apresentado?
Sobre o efeito da reposição hormonal sobre as articulações temporomandibular em ratas. Esse trabalho foi realizado durante dois anos e o que me influenciou a fazer esse trabalho foi que a maioria dos pacientes que procuram o consultório para tratamento relacionado à disfunção temporomandibular é mulher, 85%. As mulheres é que têm maior tendência a ter esse problema e o fator hormonal sempre é citado, mas nunca foi feito um trabalho que avaliasse até onde o fator hormonal é a causa principal. Nós chegamos à conclusão que o fator hormonal causa uma pré-disposição nas alterações da articulação temporomandibular. Não quer dizer que o fator hormonal é o fator determinante nas dores, mas que é uma pré-disposição sim.
Esse trabalho é um ponto de partida para novas pesquisas?
Sim, porque na literatura não tinha nada semelhante. Foi o primeiro, o pioneiro. Assim como através de outros trabalhos parti para fazer o meu, hoje ele é referência para outros trabalhos que surgirem para buscar novas descobertas. Nesse congresso a Universidade de Tóquio desenvolveu um trabalho semelhante e se interessou pelo meu trabalho. Até citaram em fazer um convite para eu fazer um estágio na Universidade de Tóquio, relacionado a esse tipo de pesquisa.
Você já pensou nisso?
Para o futuro. No momento, não.
Você pretende fazer outras pesquisas então?
Pretendo. Continuo fazendo pesquisas no departamento de citologia da Escola Paulista de Medicina, nessa mesma área, para ir em busca de novos conhecimentos e realização pessoal também.
Como um brasileiro, como você é visto pelos estrangeiros, ditos do Primeiro Mundo, numa situação de destaque como essa?
Não sei se por termos a síndrome do Terceiro Mundo, de nos acharmos inferiores, mas eu percebi que o nível dos trabalhos apresentados por nós - tinha em torno de cem pessoas do Brasil apresentando nesse congresso - não deixa a desejar para os americanos, japoneses e europeus. O nosso trabalho está em pé de igualdade. Fiquei decepcionado com os trabalhos vindos do Japão, o nível era bem mais baixo que o geral. A adondologia brasileira não deixa nada a desejar, não quer dizer que a situação bucal do povo é boa.
O brasileiro então não é preterido lá fora?
Fui muito bem acolhido, apresentei meu trabalho ao lado de pessoas de renome internacional como Kapila, Linda LeResche, que até presenciaram minha apresentação. Não existe aquela discriminação nítida.
Como são escolhidos os trabalhos a serem apresentados?
Esse congresso é aberto a todas as universidades e lá, na Universidade de Washington há um comitê científico que faz a avaliação. É analisada tanto a parte científica, como a parte metodológica. Não é uma escolha favorecendo nem X, nem Y. Desde que tenha qualidade, o trabalho é escolhido para apresentação. Isso é bom para outros profissionais que estejam interessados terem a oportunidade de desenvolver um trabalho na sua escola e enviar.
Você acreditava que o seu seria escolhido?
Não, apesar de achar que o meu trabalho era de um nível muito bom. Na apresentação no Havaí achei que houve um interesse muito grande, o que me entusiasmou, mas jamais achei que o trabalho seria citado entre os cinco de maior relevância. Valeu o sacrifício de ter ido para o Havaí e o esforço de ter ficado dois anos aos finais de semana ausente da família para se dedicar à pesquisa.
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culinária
Cozinhando com Déde
 Déde Pisoni |
Hoje, trago receitas para dias mais frios, onde precisamos de ingredientes mais fortes e consistentes para garantir energia. Espero que apreciem.
(Déde Pisoni)
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Rabada ao Vinho Branco
Ingredientes
2 quilos de rabo em pedaços
2 colheres de sopa de óleo
2 colheres de sopa de manteiga
2 cebolas em fatias
2 cenouras, em rodelas
1 alho-porró (parte branca) bem picado
1 talo de salsão-branco, bem picado
3/4 de litro de caldo de carne
1 e 1/2 litro de vinho branco seco
Sal e pimenta-do-reino a gosto
Modo de preparo
Limpe bem a rabada, retirando sebos e excessos de gordura. Numa panela, leve o óleo e a manteiga a aquecer bem aos poucos e refogue os pedaços da rabada. É preciso dourar bem. Retire a rabada da panela e reserve. Jogue fora metade da gordura que ficou na panela. Junte então as cebolas, as cenouras, o alho-porró e o salsão. Deixe refogar até começar a dourar as cebolas. Retorne a rabada e deixe refogando mais cinco minutos. Atenção para não queimar as cebolas. Junte o caldo de carne e o vinho. Junte o sal e a pimenta de acordo com seu paladar. Deixe cozinhando em panela tampada, em fogo bem baixo por quatro horas. Enquanto a rabada estiver cozinhando, retire várias vezes a gordura que se forma à superfície. Retire a rabada, coe o molho, retificando o tempero e retorne à panela.
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Filé ao Curry
Ingredientes
2 escalopes de filé mignon, de 200 gramas cada
1/2 colher de chá de sal
2 colheres de chá de curry
Farinha de trigo para passar os escalopes
2 colheres de sopa de manteiga
1 colher de chá de cebola bem picada
1/2 maçã sem casca e cortada em fatias finas
100 gramas de cogumelos em fatias na água e sal
1/4 de xícara de chá de conhaque
3/4 de xícara de chá de vinho do Porto ou Madeira
1 xícara de chá de creme de leite
1/2 colher de chá de sal
1 colher de chá de coentro picado
Modo de preparo
Tempere os escalopes com sal e uma colher de chá de curry. Passe pela farinha de trigo e retire os excessos. Derreta a manteiga na frigideira do rechaud e frite os escalopes dos dois lados, durante cinco minutos de cada lado. Acrescente a cebola, a maçã e os cogumelos. Flambe com o conhaque. Junte o vinho do Porto e o creme de leite. Deixe reduzir por 10 minutos, tempere o molho com a outra colher de curry, sal e coentro picado. Sirva em seguida.
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Gourmet
 Aninha Menegatti |
O que não pode faltar na sua cozinha?
Manjericão.
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Uma paeja deslumbrante em Madrid.
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