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Domingo, 07 de março de 2004
teste

Um esquisitão em via pública

Pick-up “operária” da Matra tem design exótico e pouco conforto, mas desempenho vigoroso

Roberto Dutra/Auto Press - Rio de Janeiro (RJ)

  Ela chama a atenção por onde passa. E não só pelo tamanho, que até parece maior do que é de fato, mas principalmente pelo design inusitado. Sem alarde, a pick-up Matra chegou ao mercado brasileiro no ano passado para disputar o segmento dos chassi-cabine. Segundo a montadora, a Matra Veículos, as vendas alcançaram 100 unidades em 2003 e devem chegar a 150 este ano. Mas a empresa busca um espaço maior: tem capacidade para fazer até 1,8 mil unidades/ano. A pick-up Matra é um veículo, no mínimo, curioso. Embora seja um modelo talhado para o uso em serviço, seu visual algo exótico e as ainda poucas unidades rodando pelo País a tornam uma estranheza ambulante. Durante as avaliações, várias pessoas interessaram-se em saber que pick-up “esquisitona” era aquela, seu preço e origem.
  Pois bem: trata-se de uma pick-up fabricada na cidade de Ibaiti, no Paraná, com cabine feita inteiramente em fibra de vidro. Atrás, ela pode agregar vários tipos de implemento, como carroceria de madeira ou metal e baú. Existe em versões com chassi longo e curto, cabines simples, estendida e dupla e tração 4X2 ou 4X4. É indicada para uso em serviços em condições severas, que exijam mais força que qualquer outra coisa, inclusive capacidade de carga - leva apenas uma tonelada e, por isso, requer somente a habilitação categoria “B”.
  Por dentro, a vocação para o trabalho é evidenciada pelo acabamento rústico e pelo “recheio” espartano. Exceto pela direção hidráulica, o carro não tem recursos de conforto e exibe um projeto centrado na simplicidade. O painel de instrumentos lembra o de utilitários da década de 60, como a Rural Willys: tem moldura externa quadrada, aparafusada no tablier. Os instrumentos limitam-se ao velocímetro, marcadores de nível de combustível e de temperatura e hodômetro total - não há hodômetro parcial.
  Todo o habitáculo é moldado em fibra, o que se traduz em facilidade de limpeza e aspecto simples. Por outro lado, sobressaem os encaixes imperfeitos, os parafusos à mostra e as lasquinhas nos sulcos dos painéis das portas. Nem com os opcionais disponíveis é possível se ampliar muito o conforto a bordo. A lista inclui ar condicionado, pintura metálica, quebra-mato dianteiro, protetores de cárter e de tanque de combustível, pneus on/off-road, banco inteiriço, janela traseira corrediça e caçamba em fibra.
  Ali dentro do habitáculo, porém, há uma virtude. O motor da pick-up Matra invade parte do espaço e fica quase entre os bancos. Mas pouco barulho vem dele, revelando um isolamento acústico eficiente. O propulsor, aliás, tem fina origem: a unidade é fornecida pela International e tem quatro cilindros em linha, com 2.5 litros de capacidade volumétrica. Sobrealimentada por turbocompressor e intercooler, rende 115 cv de potência máxima a 3.800 giros e 29 kgfm de torque a 1.600 giros. A transmissão é fornecida pela Eaton e tem montagem invertida: primeira, terceira e quinta marcha são para trás e a ré, a segunda e a quarta, para a frente.
  O visual, por sua vez, é no mínimo exótico. A cabine é alta - são 2,24 metros - e a frente, curtinha e “bicuda”. De lá, não se vê a fronte do veículo, onde estão abrigados dois faróis redondos, coadjuvados por lanternas e piscas também redondinhos. Mais embaixo, a grade tem sulcos verticais que remetem aos da linha Jeep e, no pára-choque, surgem dois faróis de neblina protegidos por grades. Nas laterais dos pára-lamas, ainda existem mais dois piscas pequenos e salientes. Rústica a pick-up Matra é, mas com personalidade. A versão 4X4 chassi curto avaliada é vendida por R$ 45.942. Com todos os opcionais, porém, esse valor sobe para R$ 53.913. Já a versão mais barata da linha, a 4X2 chassi curto, parte de R$ 41.371, e a mais cara, a cabine dupla chassi longo 4X4, custa iniciais R$ 50.578.


Seu nome é trabalho

  Nunca uma pick-up vendida como “modelo voltado para o trabalho” justificou tanto essa denominação. A pick-up Matra é definitivamente um carro para ser utilizado na labuta diária e não permite qualquer adaptação para ser um carro de passeio ou para o dia-a-dia. Isso embora, curiosamente, até permita “desfiles” urbanos. O carro atrai olhares curiosos, pessoas apontam e os menos tímidos chegam perto e até perguntam que veículo é aquele. Mas o que atrai é menos a beleza do conjunto e mais o inusitado das linhas. São 2,24 metros de comprimento, frente achatada e agressiva.
  A bordo, a vocação para “ralar” é ainda mais evidente. O acabamento rústico deixa parafusos à mostra e revela rebarbas nos plásticos utilizados - tal e qual em certos detalhes da própria parte externa da cabine. O motorista encontra uma posição de dirigir adequadamente alta, que lhe garante uma visão periférica cômoda. Mas não há muito conforto ali: o banco é até anatômico e tem as necessárias regulagens de encosto e de profundidade.
  O volante surpreende: tem boa inclinação e pegada agradável. Mas os pedais são um tanto próximos uns dos outros, em virtude do ressalto que existe no chão da cabine e que abriga parte do motor. O resultado é uma posição de dirigir inquieta e que dificulta que se relaxe ao volante. Além disso, não há recursos de conforto senão uma ventilação forçada e a direção hidráulica. Mas, em se tratando de um carro feito para trabalhar, isso não compromete.
  Na hora de acelerar, porém, a pick-up Matra diz a que veio. Dá a impressão de que supera qualquer obstáculo e, com um pouco de ousadia, pode até se aventurar em trilhas off-road. Mas aí a ginástica é certa. O carro flutua levemente em velocidades acima dos 80 km/h, o volante tem grande circunferência e o motorista fica meio “solto” no banco, que não segura o corpo. A tração integral é acoplada através de uma dura alavanca posicionada entre os bancos, mas o acionamento da roda livre deve ser feito nos cubos das rodas dianteiras. Em meio a um lamaçal, isso é um trabalho ingrato.
  A pick-up Matra deve mesmo ser conduzida com civilidade. Mantém a segurança trafegando à velocidade de cruzeiro de 70 km/h e, aí, tem até uma forcinha de sobra para ultrapassagens lentas. O câmbio, surpreendentemente macio, é bem reduzido e a primeira marcha só é necessária para arrancar em ladeiras ou com a caçamba carregada. De resto, pode-se sair com a segunda tranquilamente. Só é preciso se habituar com as posições invertidas das marchas. Na hora de abastecer, a Matra foi coerente com sua proposta e características: fez a média de 7,2 km/l.
(Roberto Dutra/AP)


Ficha técnica

Pick-up Matra 2.5 4x4

Motor: Diesel, dianteiro, 2.495 cc, longitudinal, quatro cilindros em linha, oito válvulas e comando de válvulas simples no cabeçote. Alimentado por injeção eletrônica e sobrealimentado por turbocompressor e intercooler
Transmissão: Câmbio mecânico com cinco marchas à frente e uma à ré. Tração 4X2 com acoplamento para 4X4 e roda livre manual
Potência máxima: 115 cv a 3.800 rpm
Torque máximo: 29kgfm a 1.600 rpm
Diâmetro e curso: 90,4mm X 97mm. Taxa de compressão de 19,5:1
Suspensão: Dianteira com eixo rígido e feixes de molas, barra estabilizadora e amortecedores. Traseira com eixo semiflutuante, feixes de molas, barra estabilizadora e amortecedores
Freios: Tambores na frente e atrás
Carroceria: Pick-up com cabine feita em fibra de vidro, com duas portas e dois lugares, apoiada sobre longarinas. Comprimento de 4,68m, largura de 2m, altura de 2,24m. Entre-eixos de 3,10 m e distância livre do solo de 20,5 cm
Peso: 1.815kg com 1.000kg de carga útil
Capacidade do tanque de combustível: 66 litros


Instantâneas

- A fábrica da Matra Veículos fica localizada na cidade de Ibaiti, no Paraná, às margens da rodovia BR-153. Já o escritório central de vendas fica em São Paulo.

- A Matra Veículos já conta com concessionários em oito Estados brasileiros - Acre, Mato Grosso, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. No total, são 23 pontos de venda.

- A pick-up Matra é vendida nas cores vermelha, azul, amarela e verde, em tons sólidos ou metálicos.

- Uma das principais estratégias da Matra Veículos para divulgar seus veículos é participar de eventos. A empresa esteve presente na Agrishow de Ribeirão Preto, em 2002 e 2003, em festas do Jeep Club do Brasil e também na Feira Nacional do Arroz, a Fenarroz, de Cachoeira do Sul, no Rio Grande do Sul, no ano passado.

- A Matra “original” é uma empresa francesa chamada Matra Automobile. A empresa trabalha com engenharia, testes e preparação de protótipos para competições em parceria com a Simca. A Matra foi comprada pelo estúdio de design italiano Pininfarina, em setembro do ano passado, e, no momento, a companhia está em fase de reestruturação e já ganhou o novo nome de Matra Automobile Engineering.

- A Matra Veículos do Brasil vai ampliar sua linha de produtos: lança este ano um chassi para microônibus e, em 2005, uma pick-up para quatro toneladas de carga.


Giro Rápido

Embarque imediato
  Poucos jipões da marca Cross Lander estão rodando pelo Brasil, mas lá fora o volume vai crescer bastante. A marca já exportou algumas unidades do CL-244 para a Arábia Saudita e prepara-se para enviar outras ao Peru, que vai encomendar 100 unidades para este ano. Além disso, a Cross Lander do Brasil está fechando negócios com Angola, Argentina e México, que devem resultar em um total de 520 unidades a serem exportadas. Para completar, a montadora da Zona Franca de Manaus começa a produzir a pick-up CL-330 em março e inicia sua vendas internas em abril.

Visual estilizado
  A Fiat aproveita o Salão de Genebra, no mês que vem, para mostrar o novo visual do furgão de passageiros Multipla. O modelo passou por um face-lift e recebeu um novo design dianteiro que lembra bastante a frente do Stilo, com faróis afilados e grade em forma de trapézio. Com essa mudança, abandona de vez o visual para lá de esquisito que ostentava desde 1998, com faróis redondos em dois níveis - inclusive junto ao pára-brisa. O comprimento de 4,09m foi mantido.

Exibição anfíbia
  A Rinspeed, pequena fabricante de automóveis da Suíça, vai aproveitar que estará “em casa” e mostrará no Salão de Genebra, em março, um novo conceito exótico. Trata-se do Splash, carro que pode andar na terra e na água. O modelo é equipado com um motor movido por gás natural, que tem 2.0 litros, sobrealimentação por turbo e rende 140 cv. E não anda pouco: a máxima é de 50 km/h na água e 200 km/h na terra.

Efeito tequila
  O mercado mexicano iniciou o ano de 2004 com viés de queda. Segundo a Amia, entidade que reúne o setor automotivo por lá, a terra do sombrero absorveu 87,1 mil veículos no primeiro mês do ano, volume 39,8% inferior ao registrado no mês anterior, quando haviam sido vendidos 121,8 mil veículos. Mas, por outro lado, é 2,4% superior ao do mesmo mês do ano passado.

Mais dos mesmos
  A Honda vai mostrar “novidades” no Salão de Genebra, no mês que vem. O Fit, que na Europa chama-se Jazz, ganha uma nova versão batizada de Graphite, que traz discretas alterações estéticas internas e externas - tem novas rodas de liga leve, faróis de neblina embutidos no pára-choque dianteiro e retrovisores aquecidos, entre outros itens. Além dele, a montadora vai exibir o Civic hatch de quatro portas e o Accord Tourer a diesel - versão station wagon movida por motor turbo-diesel.

Viés de queda
  A Seat deu desgosto ao Grupo Volkswagen, que controla a marca espanhola. O balanço de 2003 da Seat apontou lucros de US$ 171 milhões, um valor 33% menor que o alcançado no ano anterior. A montadora da Catalunha alega que foi prejudicada pela valorização do euro em relação ao dólar e aos elevados investimentos no desenvolvimento e produção de novos produtos - só a minivan Altea exigiu verbas de mais de US$ 700 milhões.

Pompa e circunstância
  A Marcopolo inaugurou uma nova linha de montagem em sua fábrica, localizada em Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul. Com a presença do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, a companhia deu início às operações da nova linha, que vai produzir ônibus rodoviários. A Marcopolo é a maior fabricante brasileira de carrocerias de ônibus, com 47% de participação no mercado interno. No ano passado, produziu 14.3362 unidades e lucrou R$ 1,2 bilhão.

Disposição reduzida
  O BMW X3 vai ganhar uma nova opção de motorização na Europa. O utilitário esportivo passará a ser vendido também com motor de seis cilindros em V, 2.5 litros e 192 cv de potência máxima, que vai se juntar à opção do V6 de 3.0 litros e 231 cv. Segundo a marca da hélice, o X3 2.5 chega à velocidade máxima de 208 km/h e cumpre o zero a 100 km/h em 8,9 segundos. A nova versão começa a ser vendida por lá no segundo semestre deste ano.

Peças lucrativas
  O setor brasileiro de autopeças está sorrindo à toa. Depois de amargar déficits durante seis anos consecutivos, registrou um saldo comercial positivo em 2003. Segundo dados do Sindipeças, entidade que reúne os fabricantes brasileiros de autopeças, o setor fechou o ano passado com um saldo de US$ 454,2 milhões, o que representou um crescimento de 22,9% em relação a 2002. O total de componentes exportados foi de US$ 4,7 bilhões.


serviço

Festa de @rroba

Montadoras investem na Internet para agilizar prestação de serviços e comercializar modelos

Luiz Almeida/Auto Press - Rio de Janeiro (RJ)

  Agendamento de revisões, procura de peças na concessionária mais perto, dicas de manutenção e compra de veículos. A utilidade dos sites das montadoras é cada vez maior. Além de ser uma fonte de informação para os donos e amantes dos carros, as páginas virtuais das marcas servem também para agilizar a prestação de serviços. E o que é melhor: sem tirar o consumidor do conforto de casa.
  Ao acessar a Internet, os proprietários podem, por exemplo, saber como proceder se, por acaso, tiverem de comparecer a uma concessionária no caso de um “recall”. Através dos sites, é possível agendar a data e a hora para fazer o conserto do veículo. Para isso, basta informar o modelo e o número do chassi. “O site também é bastante visitado por clientes que desejam tirar suas dúvidas a respeito do modelo que adquiriram”, garante Antonio Megale, diretor de Marketing da Renault, que em 2003 teve uma média de 60 mil acessos.
  Os sites das montadoras também são procurados por quem busca alguma peça para o carro e quer saber onde encontrar. Além disso, existe uma grande número de acessos atrás de dicas para a manutenção do carro. “A principal dúvida dos motoristas é saber sobre como manter os carros em boas condições para rodar”, revela Francis Kodama, coordenador de Marketing e Internet da Citroen. Segundo ele, cerca de 70% dos visitantes que acessam a página da montadora querem detalhes sobre motor, suspensão e freios, entre outros itens. Para isso, o site conta com um correio eletrônico para esclarecer as principais dúvidas dos consumidores.
  Além disso, os donos dos diversos modelos das montadoras conseguem informações sobre a garantia do automóvel e como proceder quando for necessário utilizá-la. Outro item importante para quem comprou um zero quilômetro é poder marcar a data para comparecer à concessionária e fazer uma revisão. “Basta fornecer o número do chassi e do CPF e aguardar a confirmação por e-mail”, diz Francis Kodama, da Citroen, acrescentando que em janeiro foram registrados cerca de 80 mil acessos.
  Nos sites, as pessoas interessadas em comprar um carro também têm acesso aos detalhes de vários modelos vendidos pelas marcas. Estão lá informações como a potência do motor, dados de desempenho, equipamentos de série e opcionais oferecidos, entre outros itens. Depois disso, os internautas que desejarem de fato comprar um carro podem “montar” e até personalizar o modelo desejado. É possível escolher a cor do veículo, equipá-lo com os acessórios desejados, fazer comparações de preços, simulações de financiamento e depois saber quanto vai ser preciso desembolsar na compra. “Ao escolher e comprar um veículo da maneira que melhor convier, os consumidores ficam livres da figura, por vezes incômoda, dos vendedores”, pondera Paulo Garbossa, diretor da Jato Dynamics, empresa multinacional especializada em consultoria para a indústria automotiva.
  Embora ainda seja pouca usada por medo de hackers, a compra diretamente pela Internet é disponibilizada por algumas montadoras - o Brasil, aliás, é pioneiro em vendas de carros pela Internet. A Chevrolet, por exemplo, já vende a pick-up Montana, o Corsa e o Celta através da rede. Na Volkswagen, todos os modelos podem ser comprados pela rede. O mesmo acontece com toda a linha do Ford Fiesta e do Ka. Dos carros da Renault, estão disponíveis os modelos Clio e Laguna. E a Fiat comercializa o Palio Fire, Uno e Siena Fire 1.0.
  No entanto, a grande maioria das vendas on-line é realizada diretamente nas próprias concessionárias. As revendedoras também dispõem de terminais tanto para uso de clientes como para a utilização dos vendedores. “A grande maioria dos compradores prefere entrar nos sites para, depois, ir a uma concessionária e fechar o negócio”, garante Carlos Sulzer, diretor de previsão de venda e “e-commerce” da Chevrolet. Segundo ele, apenas 1% a 2% dos compradores realmente fecham negócio sem sair de casa, embora cerca de 60% entrem no site antes de ir à concessionária.


Nos caminhos na rede

  Comprar um veículo pela Internet é fácil desde que o internauta tenha um provedor que funcione de forma eficaz. Mas ainda existe um certo receio por parte dos consumidores em realizar transações de compra na rede devido aos hackers. No entanto, o procedimento é bastante simples e praticamente sem muitas diferenças entre as montadoras.
  O comprador escolhe o modelo, “monta” o carro com os itens opcionais desejados, informa a concessionária em que deseja pegar o veículo e também a melhor forma de pagamento ou financiamento. Depois disso, precisa preencher uma ficha de cadastro e confirmar o pedido, imprimindo, em seguida, um boleto bancário para o pagamento do sinal.
  Após a confirmação da concessionária, o comprador paga o sinal na agência bancária e aguarda o agendamento para pegar o carro na revendedora. Geralmente, o prazo entre o pedido do carro no site até a data para retirar o veículo na concessionária é de seis a oito dias, dependendo da disponibilização do modelo na região em que está sendo realizada a compra.
(Luiz Almeida/AP)


Instantâneas

- Os veículos encomendados, mesmo nas concessionárias, através da Internet têm um desconto de 3% a 5%.

- O Ford Fiesta Street está sendo vendido exclusivamente pelo site da montadora, mesmo nas concessionárias.

- A partir de março, a Chevrolet também vai colocar na Internet a venda da Meriva.

- A Citroen não comercializa veículos pela Internet, mas disponibiliza páginas específicas para cada um dos modelos.

- A Chevrolet trabalha com opcionais agrupados em intrincados pacotes, dificultando a escolha do consumidor.

- No site da Citroen existe um ícone só para os donos de modelos antigos da montadora.

- Nos sites das montadoras é possível encontrar ícone exclusivo para o atendimento do cliente.

- Os sites também dão informações a respeito de peças de reposição.

- O perfil do internauta que frequenta os sites das montadoras é de classe média alta e a alta, com nível superior completo.

- Os frotistas, por exemplo, realizam as compras nas próprias concessionárias.

- Atualmente existem mais de 50 portais brasileiros especializados na venda de carros usados de várias marcas.


lançamento

Inspiração nas aspirações

Novo Audi A6 é mais um episódio na concorrência entre as marcas alemãs Volkswagen, BMW e Mercedes-Benz

Roberto Dutra/Auto Press - Rio de Janeiro (RJ)

  Existe uma luta ferrenha entre três marcas alemãs para ver quem faz os melhores, mais sofisticados, mais impetuosos e mais belos automóveis de passeio. Enquanto a BMW e a Mercedes-Benz já têm um espaço bem consolidado no Olimpo do requinte automotivo, a Audi briga para chegar lá. E, para isso, capricha cada vez mais em seus modelos. Um exemplo disso é o novo A6, que a marca acaba de lançar no Salão de Genebra. O modelo exibe elevado nível de luxo, muita elegância e um providencial toque de agressividade para tentar seduzir o comprador europeu.
  À primeira vista sobressai o novo tamanho do carro, que cresceu e apareceu. O A6 agora tem 4,92 metros de comprimento, 1,86 m de largura e 1,46 m de altura, com 2,84 m de distância entre-eixos. Ou seja: é 13 cm mais comprido, 5 cm mais largo e 1 cm mais alto que o modelo anterior. Por dentro, contudo, também houve ganho de espaço, já que a distância entre-eixos aumentou em 8 cm.
  Além do tamanho, chama a atenção o design frontal do carro, cujo visual tem clara inspiração nos carros-conceito Pikes Peak, um utilitário esportivo-conceito, e Le Mans, um esportivo supervitaminado. Ambos foram mostrados em salões automotivos e já imprimiam novos padrões estéticos à marca das argolas.
  A grade do radiador foi radicalmente mudada. Perdeu todo e qualquer aspecto sóbrio e adotou um desenho incomum, mas bem interessante. A moldura da grade, agora, vai da extremidade do capô, “desce” até a altura do spoiler, sob o pára-choque, formando uma espécie de “bocão” com a entrada de ar inferior. O pára-choque dianteiro, por sua vez, ficou mais bojudo e menos protuberante em relação à carroceria, ao passo que o spoiler incorpora, além da tomada de ar, faróis de neblina nas extremidades. Já os conjuntos óticos cresceram de tamanho e agora são formados por dois pares redondos bem evidentes em cada lado, cobertos por sobrelentes de formato irregular - os cantos internos verticais são cortados pelo capô e maiores que os externos, que seguem a curvatura da carroceria.
  Lá atrás, porém, as mudanças foram menos expressivas. As lanternas em tom vermelho sangue seguem o padrão quase quadradinho do modelo anterior e são bem discretas. Já o corte da tampa do porta-malas agora segue até a altura do pára-choque traseiro e tem apenas os cantos inferiores levemente arredondados. O pára-choque, aliás, é um pouco mais visível que o dianteiro e, abaixo dele, surgem duas elegantes ponteiras de escape redondas, posicionadas nos cantos do spoiler.
  Por dentro, o Audi A6 mistura sofisticação com uma pitada de esportividade. Totalmente forrado em couro, o habitáculo mescla o tom acinzentado do couro a apliques de madeira em partes das molduras das portas, do tablier e do console central, enquanto alguns outros detalhes surgem em alumínio - caso de um friso na parte central do volante e de parte do console central, entre os bancos. Naturalmente ali estão instalados todos os recursos de conforto característicos de carros sofisticados, como climatizador eletrônico, som de alta fidelidade e sistema de navegação por satélite, cujas imagens são exibidas em uma tela de cristal líquido com 16 cm de comprimento e oito de altura.
  Sob esse estiloso conjunto, o novo A6 terá nada menos que cinco opções de motores, sendo duas a diesel e três a gasolina. A linha começa com uma unidade turbo-diesel de quatro cilindros em linha com 2.0 litros, que gera 140 cv de potência e 33,3 kgfm de torque. Acima dele, surge um propulsor com seis cilindros em V e 3.0 litros, também turbo-diesel, que rende 225 cv e 46,8 kgfm de torque. Já o motor a gasolina mais “manso” é um V6 com 2.4 litros de 177 cv e 23,9 kgfm. A versão “intermediária” traz um motor V6 de 3.2 litros, com 255 cv e 34,3 kgfm, enquanto a “top” vem com um rotundo V8 de 4.2 litros, que rende robustos 335 cv e 43,7 kgfm.
  Dependendo da versão, o A6 pode ser equipado com câmbio manual de seis marchas, com uma caixa automática Tiptronic também de seis velocidades - mas com modo seqüencial para os momentos de esportividade û ou ainda com um câmbio Multitronic, nome da Audi para a transmissão continuamente variável. Já a segurança é garantida por freios com ABS e EBD, controles de tração e de estabilidade e airbags frontais, laterais e de cabeça.


bmw

Caráter familiar

Luiz Fernando Lovik/Auto Press - Rio de janeiro (RJ)

  A BMW vai ampliar suas fileiras na Europa a partir deste mês. A marca da hélice prepara-se para lançar por lá a versão station wagon do novo Série 5, sobrenomeada de Touring. O modelo será mostrado durante o Salão de Genebra, que acontece no mês que vem, e as vendas no Velho Continente começam em maio.
  O Série 5 Touring terá, por lá, quatro opções de motores. O modelo a gasolina mais “manso” tem seis cilindros em V com 2.5 litros de capacidade volumétrica e 192 cv de potência, enquanto o mais “vitaminado” tem robustos oito cilindros em V, 4. litros e 333 cv de potência. Já a versão diesel “inicial” tem um V6 sobrealimentado por turbocompressor de 2.5 litros e 177 cv, enquanto a maior traz também um V6, mas com 3.0 litros e 218 cv de potência. O carro poderá receber transmissões manuais ou automáticas, ambas como seis marchas.
  A Série 5 perua tem 4,48 metros de comprimento, 1,85 m de largura e 1,49 m de altura. O porta-malas comporta 535 litros de traquitanas com os bancos na posição normal ou até 1.650 com os bancos rebatidos. Sua vinda para o mercado brasileiro é remota, já que por aqui a BMW não investe mais em station wagons.


perfil

Bicho solto

Citroën libera potência do motor 2.0 16V do monovolume Picasso, que agora chega a 138 cv

Roberto Dutra/Auto Press - Rio de Janeiro (RJ)

Os modelos que mais vendem no mercado brasileiro são os compactos. Existem, porém, algumas interessantes “briguinhas” particulares em outros segmentos. E a que ocorre entre as minivans é uma delas. Os monovolumes Citroën Picasso, Renault Scénic e Chevrolet Zafira disputam a preferência do consumidor e, de tempos em tempos, algum desses modelos traz uma novidade para tentar seduzir mais compradores. A Citroën é a bola da vez: resolveu liberar a potência do motor 2.0 16V. Com isso, pretende dar uma “embaladinha” nas vendas, com a “atração extra” do desempenho fortificado.
  Na prática, o motor do Picasso continua o mesmo. São quatro cilindros em linha, 2.0 litros de capacidade volumétrica e 16 válvulas. Mas agora a potência chega a 138 cv a 6 mil giros e o torque a 20 kgfm a 4.100 giros. Anteriormente, eram 118 cv a 5.500 giros e 19,8 kgfm na mesma faixa de rotação. As mudanças foram relativamente simples. A Citroën diz que realizou alterações no software do calculador do motor, redimensionando a cartografia do pedal do acelerador e permitindo a abertura total da borboleta.
  Traduzindo, isso quer dizer que a programação que interpreta os sinais enviados pelo acelerador foi mudada. A curva de funcionamento do acelerador eletrônico cresceu e, por tabela, as respostas passam a ser recebidas pela centralina eletrônica na mesma intensidade. Por conseqüência, a centralina “manda” a borboleta de ar abrir-se totalmente, dando mais passagem de ar e gerando uns “cavalinhos” a mais. Mais que um desempenho superior, com as mudanças o Picasso passa a ter potência à altura dos concorrentes. Com motor 2.0 16 válvulas, a Renault Scénic tem à disposição 140 cv de potência e a Chevrolet Zafira, 136 cv.
  O ímpeto revigorado é mesmo a única novidade do Picasso na linha 2004 - por fora e por dentro, o carro mantém as mesmas características. O design permanece entre o exótico e o polêmico, com linhas arredondadas e a impressão de ser uma “bolha” que estourou pela metade. Por dentro, o Picasso mantém um espaço bem aproveitado, oferece boa dose de conforto e sai de fábrica com um “recheio” interessante.
  O modelo Exclusive avaliado traz de série ar condicionado, direção hidráulica, trio elétrico, computador de bordo, check-control, coluna de direção e banco do motorista com ajuste de altura, lavador, limpador e desembaçador traseiro, rádio/CD player com comandos no volante, mesinhas tipo de avião e rodas de liga leve, entre outros. Na parte de segurança, o carro incorpora airbags frontais e laterais, freios com ABS, barras de proteção nas portas e brake-light. E a lista de opcionais limita-se a bancos em couro, ar condicionado traseiro e detector traseiro de obstáculos.
  Com esses equipamentos, o Picasso Exclusive custa R$ 54.190. Um valor feito por encomenda para bater de frente com os principais rivais em suas respectivas versões “top” de linha. O Scénic Privilége 2.0 16 V custa R$ 54.250 e tem praticamente os mesmos equipamentos da concorrente - menos os airbags laterais. Já a Chevrolet Zafira custa iniciais R$ 53.262, mas para equiparar-se precisa ser “forrada” de opcionais, agrupados em incômodos pacotes, e com chega a R$ 67.787. Mas o carro da GM tem a terceira fileira de bancos, que as rivais não têm.
  Não por acaso as vendas dos três modelos parecem resultar dessas congruências e diferenças de preços. No segmento das minivans, o Picasso está em uma cômoda segunda posição, pouco atrás da Scénic e bem à frente da Zafira. Em todo o ano passado, o modelo da Citroën somou 10.166 unidades vendidas, contra 11.342 da minivan da Renault e mais modestas 8.845 da Zafira.


Equilíbrio familiar

  O Citroën Picasso sempre teve no conjunto equilibrado sua maior virtude. O habitáculo proporciona boa dose de conforto, há espaço para cinco passageiros e o desempenho é honesto. Com a potência do motor “liberada”, contudo, esse último quesito foi melhorado. Os 20 cv extras no Picasso 2004 fazem mais diferença em altas velocidades que em baixas. Tanto que em perímetro urbano o modelo ainda exibe certa morosidade em baixos giros - característica típica dos multiválvulas. Em estradas e trechos livres, porém, o carro mostra um fôlego levemente ampliado. Mas o ideal ainda é adotar uma velocidade de cruzeiro de 120 km/h, quando ainda há boa sobra de força para ultrapassagens.
  Os números revelam as diferenças: se antes a máxima era de 190 km/h, agora é de 210 km/h. O zero a 100 km/h passou a ser cumprido em 9,5 segundos - 9,7 segundos anteriormente - e as retomadas de 60 km/h para 100 km/h, que antes aconteciam em 9,7 segundos na quarta marcha e em 12,3 segundos em quinta, agora são feitas em 8,9 segundos e 11,8 segundos, respectivamente. Ou seja, as melhoras existem de fato, mas são discretas. Já o consumo quase não mudou: o carro anotou média de 6,2 km/l, índice semelhante aos 6,7 km/l aferidos anteriormente. Mas algumas virtudes e “vícios” foram mantidos: a estabilidade do Picasso permanece surpreendente, os engates do câmbio ainda são um pouco imprecisos e o motorista tem certa dificuldade para achar uma posição de dirigir ideal.
(Roberto Dutra/AP)


vitrine

Nos caminhos do vento

Luiz Almeida/Auto Press - Rio de Janeiro (RJ)

  Os carros-conceito são projetos automotivos que normalmente “carregam” uma boa dose de ousadia. Eles representam ainda a tentativa de superação de limites tanto em tecnologia como em design. Uma mostra desses objetivos será a apresentação, no Salão de Genebra, do conversível Renault Wind - vento, em inglês. Depois de já ter apresentado outro conceito no mesmo Salão em 1995 - o também conversível Spider, que não chegou a entrar na linha de produção -, a montadora francesa pretende agora testar a reação do mercado. O Renault Wind poderia entrar na acirrada briga com modelos já produzidos, como, por exemplo, Mercedes-Benz SLK, Audi TT e BMW Z4.
  Por fora, Wind apresenta desenho levemente arredondado e ousado. Sobressaem duas linhas que “cortam” o carro e garantem ares de esportividade ao conversível. A primeira parte das laterais contorna as curvas dos pára-lamas dianteiro e traseiro. Já a segunda - mais evidente - envolve a cabine e dá a sensação de maior proteção aos ocupantes. Quando levantada a capota, o carro dispõe de vidro traseiro ovalado. O conceito, no entanto, apresenta dimensões enxutas - o comprimento total é de 3,87 metros, ou seja, dez centímetros a mais que o compacto Clio, embora não tenha sido divulgada qual a plataforma em que o carro foi construído. A altura é de 1,26m, com largura de 1,75m. O entre-eixos tem 2,39m.
  Na parte dianteira, o carro apresenta um conjunto ótico composto por faróis oblongos - um sobre o outro - envolvidos por sobrelente transparente. Eles estão dispostos na vertical e ficam localizados praticamente em cima dos pára-lamas, com os piscas - apenas um pequeno filete - na parte externa do jogo ótico. Na tampa do motor surge uma entrada de ar e a logo da marca ao centro. O pára-choque é envolvente e conta com duas entradas de ar auxiliares nas extremidades.
  As laterais, por sua vez, ostentam portas sem maçanetas - o destravamento é acionado por controle remoto. O conversível dispõe de piscas extras localizados nos retrovisores. Já na parte traseira o modelo exibe lanternas compostas por leds. Elas apresentam certo volume em relação à lataria do carro, além de também estarem dispostas na vertical. Na tampa do porta-malas - com capacidade para 232 litros de carga - está a logo da marca, centralizado. O pára-choque ostenta um pequeno friso de ponta a ponta, onde também estão as inusitadas saídas de escapamento, que ficam praticamente camufladas.
  Por dentro, o Wind apresenta configuração 2+1 - dois passageiros na frente e um bastante “espremido” atrás. O conversível é equipado com bancos esportivos frontais em formato de concha e volante revestidos em couro de tonalidade clara, contrastando com o vermelho escuro do revestimento do habitáculo e com os botões de comando em alumínio. Um detalhe que chama a atenção é que volante e pedais se retraem automaticamente quando as portas são abertas, facilitando o acesso ao interior.
  Atrás do volante, o carro possui painel de instrumentos circular, que agrupa funções de comunicação e sistemas de som e de navegação, entre outros itens. Para garantir a segurança dos ocupantes, o Wind é equipado com airbags frontais, barras de proteção nas portas, arcos atrás dos bancos que se projetam para cima em caso de capotamento e uma brake-light instalada na parte superior do porta-malas.
  Para movimentar os “levíssimos” 850 kg, o conversível conta com um motor de quatro cilindros em linha e 2.0 litros de capacidade volumétrica. Esse propulsor rende 136 cv de potência e torque de 19,8 kgfm, o que garante o zero a 100 km/h em 8,5 segundos, de acordo com a Renault - a velocidade máxima não foi divulgada. Para gerenciar a relação peso/potência de 6,2 kg/cv, o Wind conta com transmissão mecânica de seis velocidades. Esse “serviço”, aliás, é realizado com certo glamour: as trocas de marcha são feitas através de “borboletas” posicionadas atrás do volante do conversível, como nos carros de Fórmula 1.


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