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Domingo, 14 de março de 2004
Programação de qualidade

TV TodoDia retoma produção regional amanhã, com programa do polêmico radialista Jairo Camargo Neves

Gustavo Brigatti - Americana

Após um ano e meio sem programação própria, a TV TodoDia volta amanhã a ocupar o horário nobre. Sintonizada pelos canais 46 UHF (Americana), 14 UHF (Santa Bárbara d’Oeste) e 13 (Horizon) a emissora reestréia com o programa “Estação Espacial”, comandado pelo polêmico radialista Jairo Camargo Neves, que seguirá a consagrada temática adotada no rádio ao longo de seus 40 anos de experiência. Com dois estúdios, a TV TodoDia planeja produzir, dentro de alguns meses, seis novos programas, dinamizando sua grade e proporcionando ao telespectador uma nova maneira de ver televisão.
  A idéia, de acordo com o presidente da Editora Z e da TV TodoDia, Roberto Romi Zanaga, é apresentar programas simples, feitos para a região, utilizando profissionais locais conhecidos e descobrindo novos talentos. Ao todo, serão 21 horas semanais de programação própria, além de reprises, sendo o restante preenchido pela programação da Rede Brasil, emissora pública carioca de viés cultural.
  O primeiro programa, comandado por Jairo Camargo Neves, estréia amanhã, das 18h às 20h, e irá ao ar de segunda a sexta-feira, sempre ao vivo. A cada 15 dias, outras atrações serão incorporadas à grade da emissora, como programas de variedades, esporte, musicais e jornalismo. Todos voltados para a área de cobertura da emissora.

GRADE

  “Queremos preencher nossa grade com programação local de qualidade”, atesta Zanaga. Para tanto, profissionais da área de comunicação foram chamados para dar cabo da tarefa e reorganizar a emissora. E essa é, segundo Zanaga, a principal dificuldade em se fazer uma TV comunitária. “Não há profissionais de TV na região. Precisaremos criar todos. Agora, com o advento das universidades, que estão investindo em cursos dessa área, dentro de alguns anos não haverá essa dificuldade”, apontou.
  Apesar da dificuldade em se encontrar profissionais, a TV TodoDia conta com uma talentosa equipe, boa parte proveniente da radiofonia regional. A produção do programa fica a cargo de Edmilson Tonel e a direção nas mãos do jornalista Luiz Peninha. Para as reportagens policiais, Keller Stocco comandará o microfone, enquanto a ilha de edição será de responsabilidade de Laércio Rodrigues da Silva.
  Para o presidente da TV TodoDia, o desafio de fazer uma televisão comunitária, sem estar ligada a nenhum grande grupo, é o que move a empreitada. “As cidades da região podem se orgulhar em ter uma TV que irá retratar suas realidades”, destacou.
  Para o jornalismo da emissora, o intercâmbio com o jornal será essencial. “O nosso jornalismo será feito com base no TodoDia, que já é um nome forte, e consolidado e líder na Região”, acrescentou, ressaltando a dobradinha de comunição que haverá entre os dois meios.


Compromisso com a comunidade

  A TV TodoDia foi a primeira TV comunitária da América Latina, iniciando suas transmissões em 1989 com o nome de TV Americana. Na época, não havia canais do gênero, apenas as grandes emissoras, que dominavam o sistema de concessões.
  De seu ventre, grandes profissionais saíram e, hoje, representam emissoras de peso no País, sejam como repórteres, apresentadores ou técnicos. Com programação voltada para a realidade da Região, a TV apostava alto no jornalismo, chegando a ter quatro equipes de repórteres e cinegrafistas cobrindo os principais acontecimentos da Região, em sua fase mais incisiva, no biênio 95 e 96.
  Na época, pesquisas confirmavam que a emissora possuía mais audiência que retransmissoras filiadas a grandes grupos, como a EPTV, de Campinas. Com uma equipe de profissionais qualificados, a primeira TV comunitária da América Latina suspendeu suas atividades em meados de 2002, quando seus estúdios entraram em reforma.
  Sinal dos tempos, a TV TodoDia retorna agora e promete ser referência em TV para toda a Região, com programas voltados para diversos segmentos como esporte, cultura, música, variedades e jornalismo.
(GB)


Contos, Crônicas e Poesias

Onde andarás inspiração?

Não falo por saudosismo
Tão pouco por fanatismo
Mas, pela ausência de ouvir
Versos novos, que se igualem
Ou até que se comparem
Com a leveza e a pureza
O romantismo a beleza
Dos versos que conheci
Estes que agora descrevov Tem poesia, tem enlevo
Que até hoje não vi...
“A porta do barraco era sem trinco
E a lua furando nosso zinco
Salpicava de estrelas todo o chão
E tu pisavas os atros distraída
Sem saber que a alegria desta vida
E a cabrocha, o luar e o violão”
Outro verso do passado
Que merece ser lembrado
Fala da lua e seus raios
Também da serenata, evidencia a prata
Em sua rima discreta e a mudança da cor
Dos cabelos do poeta
“Meus cabelos cor de prata
São raios de serenata
Que a lua mandou pra mim
Os raios foram tão puros
Que os meus cabelos escuros
Ficaram brancos assim”
São bem poucos os autores
Musicistas e cantores
Que usam como elementos
As jóias da natureza
O romantismo das flores
Da lua e das estrelas
Do céu na sua amplitude
Tudo transmite beleza
As modinhas de agora
Já não têm mais beleza,
Romantismo sutileza
Nem sequer falam da lua
Da imensidão do céu
Das serenatas de rua
Lembro-me agora
De dois versos de outrora
Verdadeira obra prima...
“Eu só errei quando uni minha alma a tua
O sol não pode ficar perto da lua”
“As rosas não falam
Simplesmente as rosas exalam
O perfume que roubam de ti”
Realmente a inspiração esta em baixa
O que ouvimos atualmente
São as modas de antigamente
E o saudosismo impera
O romantismo, já era.

Manoel Lopes Júnior


Caipira

Sou chamado de caipira
E fico até orgulhoso
Pois nasci no interior
Mas, até parece mentira.
Vivo aqui neste furor
Nesta cidade grandiosa
Por vezes até maldosa
No meu modo de entender
Porém, juro que na verdade
O que dentro de mim invade
Batendo forte em meu peito
É esta saudade furiosa
Com gosto de erva amargosa
Que só me traz recordação
Daquela cidadezinha
Tão pacata e tão singela
Porém uma das mais belas
Das bandas do meu sertão
Onde a mãe natureza
Demonstra sua beleza
Logo no sair do dia
Com os passarinhos cantando
E alegres vão entoando
Suas lindas melodias
E à noite os raios da lua
Banha as matas sombrias
Meus sonhos os prados corria
Pudendo-se nas madrugadas
De festas e serenatas
Onde a voz de algum calado
Naquele cantar meio rouco
Fazia ecoar em lamento
E levada pelo vento
Chegava aos ouvidos dela
Como um badalar de sinos
Ou o som plangente e divino
Das cordas de uma viola
Que hoje repica em meu peito
Fico até meio sem jeito
Só a saudade me consola
Lembro a casa onde morava
Bem no largo da matriz
E quando da janela eu olhava
A praça toda avistava
E toda gente que passava
Eu via sorrindo feliz
Hoje não tenho sossego
De sair tenho até medo
Perco-me em meio a essa gente
Que passa por mim indiferente
Sem nem sequer me notar
Tudo em volta é dó fumaça
Que até a lua embaça
Fica triste e seu brilhar
Por isso é que vou-me embora
Este não é meu jugar
Não quero mais aqui viver
Vou voltar pra coisas minhas
Volto pra cidadezinha
Que um dia me viu nascer
Vou voltar pra minha terra
Ali bem no pé da serra
Vendo o riacho correr
Olhando suas águas cristalinas
Onde refletem as colinas
É ali que eu quero morrer.

Antônio Zoadelli


Espírito da capela

Sou remanescente da capela
que um dia me exilou
não podia lá viver
por isso aqui estou.
Fui espírito rebelde
que não mereceu lá morrer
mandado aqui para a terra
para meu destino mudar.
Cheguei aqui bem humilde
tinha muito a ensinar
aos primitivos terrenos
a arte de trabalhar.
Mas aos poucos fui mudando
quis deles me aproveitar
ensinando alguma coisa
menos o dom de amar.
Porém, outros como eu
ensinou-lhes todo o bem
mas eu me arrependi
e vivo aqui também
Sempre olho para o céu
procurando localizar
meu paraíso perdido
sem contudo encontrar.

Devanir Ortunes


Amanhecer a beira mar

Como é lindo amanhecer a beira bar
Os sabiás cantam no alto da serra,
Anunciando um novo dia.
O sol nasce por detrás dos montes e das matas,
Seus lindos raios como uma serenata,
Deixando as águas do mar cor de prata.
Os pescadores são pessoas humildes,
Que vivem de shorts e pés no chão
Eles passam as noites pescando,
Pois esse é seu ganha pão.
As gaivotas são lindas,
Elas sobrevoam o mar,
Em busca de sua alimentação.
Sentado na beira da prata,
Coloco meus és no chão,
Ouvindo o barulho das ondas
Que transmite uma canção.
Admirando o infinito,
Sinto paz e fico a imaginar,
Deus caminhando sobre as ondas
E minhas mãos querendo te alcançar.

Lila Leoni Michellim


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