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Domingo, 14 de março de 2004

Carlos Ventura carlosventura@tododia.com.br
A PORTAS FECHADAS

A CEI da Saúde também está causando comentários nos bastidores políticos de Santa Bárbara. Os membros resolveram tomar os depoimentos dos envolvidos de forma fechada, sem participação da imprensa ou público. Isso está incomodando muita gente como por exemplo o ex-vereador Jorge “S” da Silva.

BICO

Outro fato que está começando a gerar comentários na cidade, é a presença do presidente do Comusa (Conselho Municipal de Saúde), José Moreira, nas oitivas da CEI. Moreira é um dos coordenadores auxiliares de campanha do candidato do PT, Luís Vanderlei Larguesa. Na LOM (Lei Orgânica do Município) e o Regimento Interno da Câmara não há previsão da participação de terceiros nos trabalhos da CEI com perguntas, mas como é o presidente da comissão quem delibera, ele pode dar essa autorização.

SOM POLÊMICO

O empréstimo do carro de som do prefeito de Sumaré, Dirceu Dalben (PPS), para o Carnaval de rua da cidade gerou críticas de seu desafeto político (e antigo companheiro e ex-funcionário), o vereador Geraldo José Silvério (PTB), o Enfermeiro. O parlamentar disse que havia favorecimento. Enquanto Dalben garantiu que nada cobrou para o uso de sua parafernália. Dalben disse que outros dois carros usados também foram emprestados. Apenas um terceiro trio elétrico foi contratado e pago. PÉROLAS

É difícil alguém sair de uma sessão da Câmara de Santa Bárbara d’Oeste sem ter ouvido algumas “pérolas”. Na semana passada, o vereador José Antonio Aborihan Gonçalves (PV), o Zeca, durante a discussão sobre a formação da CEI da Garagem da prefeitura, para apurar o furto de peças, usou e abusou de suas pérolas: “Não foi um fantasma que entrou lá e, vupt, ou um chupa-cabra!”. “A CEI é para clarificar o prefeito”. “Para o Álvaro (Alves Corrêa, prefeito), a Câmara é o cartório da prefeitura”.

AVESSO

A sede de defender o prefeito de Santa Bárbara é tanta por parte de alguns parlamentares barbarenses que, algumas vezes, eles chegam a inverter o nexo das situações. Na última sessão, o vereador Anízio Tavares da Silva (PMDB) tentou convencer os colegas a votarem contra a CEI da Garagem, alegando que só caberia uma CEI se o furto dos materiais fosse boato. Para o parlamentar, apenas caberia uma CEI se houvesse uma polêmica de que algo havia sumido e o prefeito não soubesse. Muito estranho é o vereador achar que fatos concretos não precisam de investigação.

INFARTO

A garra com que Anízio tentava defender o prefeito na sessão e discutir com os demais parlamentares levou o colega Benedito Alves da Costa (PP) a alertá-lo: “Você vai acabar tendo um infarto ao defender esse prefeito”, advertiu o parlamentar enquanto discutia com Anízio.


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