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comportamento
Jogo sem vício
Jogar baralho, dominó e bingo é diversão entre amigos e familiares que usam a brincadeira apenas
como forma de integração
Patricia Vieitez - Americana
O almoço é feito naquela correria para sobrar mais tempo sabe para quê? Jogar dominó com mais cinco colegas de trabalho. Mas nada de vício, perder dinheiro ou sair no “braço” porque perdeu. Para o supervisor de suprimentos Celso dos Reis Lemos, 37, o jogo serve para integrar, divertir e, principalmente, desestressar.
Tanto é que a empresa oferece um espaço com mesas e cadeiras para os funcionários se distraírem no intervalo do almoço. “Considero como um antiestresse”, afirmou Lemos, lembrando que quando não jogava voltava do almoço tenso.
Agora não, com seus cinco colegas, o horário de almoço ficou curto para tanta diversão. “Um tira sarro do outro, dá risada”, descreveu, dizendo que a jogatina saudável não se tornou monótona nem mesmo depois de dez anos porque eles vivem inventando novas regras. “Cada dia inventa uma maneira nova de jogar”, contou.
Viciados? Nem pensar! Para Lemos quando não envolve parte financeira e você simplesmente quer ganhar por ganhar, é normal. “Acho muito saudável”.
E realmente é, segundo o psicólogo e professor de psicologia da PUC-Campinas (Pontifícia Universidade Católica), Hipólito Carretone Filho. “Como passatempo a pessoa se diverte e a conseqüência é o bem estar”.
Quadro bem diferente daquele em que a pessoa fica de mau-humor quando perde, vê o jogo como uma situação em que está sendo desafiada e acaba saindo prejudicada. “O dependente acaba perdendo o controle da situação”.
Mas Lemos e seus colegas se encaixam no lado bom da “coisa”. Jogam bingo, baralho, dominó e, perdendo ou não, estão de bem com a vida. O jogo de baralho é diversão entre a família Lemos durante o final de semana, quando jogam truco. Pessoas assim, de acordo com Carretone, “vão a bingos, perdem R$ 5, R$ 10 e estão numa boa”.
SOCIABILIZAÇÃO
Além do simples prazer de se divertir, o jogo como forma de divertimento age também como agente sociabilizador. Isso acontece na noite de pizza, na festa de aniversário, num final de semana na chácara. Momentos que possibilitam a união de familiares e conhecidos que não resistem a um bom truco ou bingo.
É assim que passa o tempo se divertindo a família do chefe de expedição Ocimar Formentini, 43. O dia na chácara é a oportunidade para aquele jogo de bingo totalmente desprovido de interesses financeiros. “Não tem nada a ver com vício. É divertido e passam as horas”, conta.
Também com a intenção de apenas se divertirem os aposentados Mário Sentamori, 65, e Fernando Mário Rossi, 72, não perdem um dia de jogo no Clube do Vovô, em Americana. Ali, na mesa com os amigos, passam até três horas jogando truco. “É melhor do que ficar em casa sem fazer nada”, justificou Sentamori.
E pensa que três horas é muito? Que nada, eles garantem que passa rapidinho. Só não jogam de domingo porque é dia de baile. Afinal, o jogo para eles não significa possibilidade de ganhar nada além de novos amigos e nem um vício que tomou conta de suas vidas. “Quando a gente joga encontra com mais gente e é divertido”, contou Fernando, dizendo que eles nunca apostam dinheiro.
Competição prazerosa
Apesar de parecer que o vício se instala pelo simples fato de se apostar dinheiro, não é bem assim. Tanto que muita gente sempre foi às casas de bingo e nunca perdeu as “estribeiras”, ou melhor, o suado dinheirinho do mês.
Um bom exemplo é a dona-de-casa Maria Helena Paína, 51, que ia aos bingos de uma a três vezes por semana com o marido. O máximo que apostavam por dia era R$ 6 e, ganhando ou perdendo, o retorno para casa era imediato ao fim desse valor. “Não tem essa de viciado”, argumentou, completando que mesmo que ganhassem nunca repetiam as apostas com a intenção de multiplicar novamente o dinheiro. “Se ficar perde tudo”, avisou.
Segundo o psicólogo e professor da PUC-Campinas, Hipólito Carretone Filho, nesses casos o jogo acaba tornando-se um horário prazeroso. “Não é uma coisa ruim”. Ele só deixa de ser bom quando a pessoa é extremamente competitiva. “Ela estraga o prazer de todo mundo”.
Essas pessoas não têm limite, tanto na agressividade com os parceiros que não jogam como ela acha que deveriam jogar, tanto na medida das apostas. “Elas têm prejuízo financeiro e afetivo, perdem companheiros, filhos, são abandonadas”, alertou Carretone. (PV)
animais
Vacina obrigatória
Cães devem ser imunizados a cada doze meses contra a parvovirose, doença que pode
levar à morte do animal
Patricia Vieitez - Americana
A grande maioria das pessoas pensa que é só garantir as doses de vacinação quando o cachorro é bebê que ele estará livre da parvovirose para o resto da vida, mas não é bem assim. A imunidade contra o parvovírus conseguida com a vacina V8 dura apenas um ano. Conseqüentemente, o animal precisa ser vacinado de 12 em 12 meses, assim como acontece com a raiva.
Segundo a veterinária Juliana Motaweh Fernandes, as primeiras doses da vida do animal devem ser aplicadas a partir dos 42 dias. Antes disso, com 25 dias ele deve tomar um vermífugo, pois se estiver debilitado, não é indicado aplicar a vacina. “Nesse meio tempo (período da vacinação) em qualquer queda de resistência ele (o vírus) pode aparecer”, alertou.
Por esse motivo os proprietários são orientados a não dar banho e nem passear demais com o cachorro, pelo menos até uma semana depois da última dose vacinal. “Tem muito cachorro encubando a doença na rua e é muito fácil pegar, até quando o cachorro passeia de carro com a cabeça para fora”.
A parvovirose pega pelo ar e pelo contato com qualquer objeto contaminado e leva à morte se não for tratada assim que os primeiros sintomas aparecem. “Ataca o fígado, o estômago e o intestino, onde o vírus se aloja e arranha”, explicou Juliana, lembrando que o animal perde a fome, começa a vomitar e a defecar sangue.
Se atendido imediatamente, o cachorro recebe soro na veia para ser hidratado e vitaminado e toma antibióticos. “Normalmente fica internado”, avisou a veterinária, explicando que em casa o proprietário não poderá fazer muito pelo bicho de estimação, pois tudo que é ingerido por ele induz o vômito e ainda ajuda a perder a medicação recebida.
A internação é mais indicada ainda quando há mais animais na mesma casa, pois a transmissão do vírus pode acontecer mais facilmente. O recomendado, neste caso, é tratar o doente, jogar fora tudo que ele usava e higienizar o local com cloro ou fogo, pois o parvovírus é encontrado na saliva, nas fezes e na urina do cachorro doente.
decoração
Movidos pelo ar
Móbiles deixam de ser exclusividade de quartos infantis e invandem outros ambientes da casa
Patricia Vieitez - Americana
Os móbiles deixaram de ser mero apetrecho de decoração e divertimento de quartos infantis para se espalharem pela casa com outro intuito: embelezar, dar um toque diferente e ainda descansar a mente, no caso dos sinos-dos-ventos, que há dez anos eram uma febre e raro era quem não tinha um em casa.
Hoje a procura já não é tão grande, mas eles ainda conferem um som agradável, quando não badalam demais, envolvendo o ambiente familiar. Por isso, a arquiteta e paisagista Maria Fernanda Padovese Bendilatti, sugere que sejam instalados em locais onde o vento sopre pouco. “O barulhinho, se não for exagerado, ajuda a descansar”.
Ela não entende muito de feng shui, mas sabe que o sino-dos-ventos tem o significado de afastar das residências os maus pensamentos e fluídos negativos.
Segundo a comerciante Vânia Garbo, o mensageiro, como também é chamado o sino-dos-ventos, “traz harmonia entre as pessoas e equilíbrio ao ambiente”. Sem contar os reflexos na saúde, favorecendo a circulação sangüínea e proporcionando mente e corpo sãos.
Esses mensageiros podem ser encontrados nos mais diversos materiais: bambu, tubos de metal, lascas de pedras, madeira, vidro, resina, conchas. Independente de qual você escolher, fica fácil inserir na decoração, segundo Maria Fernanda. “Não é difícil inserí-lo porque é delicado”. Mas vale lembrar que os de bambu, que puxam um pouco para o rústico, não combinam com uma decoração mais clássica. Aí é melhor optar por um de madrepérola.
Na linha esotérica, entram também outros móbiles, cheios de significados. Aqueles com a simpática bruxinha prometem que o proprietário da casa tenha todos os seus desejos realizados, sejam para o bem ou para o mal.
Já nos quartos infantis, reinam os móbiles de corda, que tocam musiquinha enquanto giram. Tudo para deixar a criança entretida por algum tempo.
Agora, se a intenção é conseguir algo simplesmente para decorar, a dica é fazer um móbile com fotos da família, formando a árvore genealógica, por exemplo. “É só colocar a criatividade em jogo e deixá-lo num canto da sala para ser visto”, explicou a arquiteta.
Quem preferir algo diferente e pronto pode optar por um de peixinhos coloridos de madeira, que dão um toque alegre e divertido.
Serviço
Onde encontrar:
- Zan Zar Presentes Esotéricos (19) 3407-5737
- A Japonesa - Móveis e Decoração (19) 3405-9116
saúde
Micose exige cuidado
Problema é causado por fungo, necessita de tratamento, pode ser evitado e nada tem a ver com falta de higiene
Patricia Vieitez - Americana
Nem toda mancha ou unha descolada é sinal de que uma micose instalou-se. No entanto, as famosas frieiras ou pé-de-atleta nada mais são que uma micose. Por isso, sempre é bom dar um checada com um dermatologista para não correr o risco dela se alastrar e, em determinados casos, gerar infecções bacterianas.
Segundo o dermatologista Antonio Roberto Gomes de Almeida, há dois tipos de micoses, as superficiais (mais comuns) e as profundas. Ambas são causadas por fungos e nada têm a ver com falta de higiene.
Dentre essas micoses, há três grupos: aquele onde o fungo se alimenta da queratina e forma manchas com o centro mais claro, outro que se alimenta de detritos da pele (como sudorese) e se apresentam sob a forma de manchas acastanhadas e que podem descamar, e por último, há o grupo em que se encontra a candidíase, que também é uma micose, só que provocada por uma levedura.
A despigmentação da pele é uma conseqüência visível e comum às micoses, mas quando ela acomete as unhas os sintomas podem ser o descolamento, a cor opaca e alterações na espessura. Segundo o dermatologista, para não confundir com trauma causado por sapatos muito apertados, é indicado fazer um exame micológico em laboratório.
Em todos os casos pode acontecer prurido e, na maioria das vezes o tratamento resume-se à uso tópico de pomadas antimicóticas. “Pode demorar de uma a duas semanas para a pele recompor a área afetada”, avisa o dermatologista. Quando a micose envolve couro cabeludo e unhas pode seu usado medicamento oral porque o tópico acaba tendo um índice de cura “muito reduzido”.
No entanto, apenas no caso das micoses que se alimentam de detritos da pele, como as frieiras, é que pode haver outras complicações, as chamadas erisipelas, que são infecções bacterianas.
Para não chegar a esse ponto o melhor, segundo ele, é prevenir o surgimento das micoses, que podem se transmitidas de pessoa para pessoa, de animal para pessoa e da natureza para a pessoa, como acontece em piscinas e praias.
evitE a micose
- Manter as dobras secas
- Trocar de calçados diariamente
- Passar talco nos pés para diminuir a umidade
- Manter as unhas curtas e escovadas
- Enxugar-se bem após o banho, principalmente entre os dedos dos pés
Cuidando da Saúde
Férias bem curtidas
Nada mais do que agradável e relaxante aproveitar as férias para viajar com a família. Uma boa opção, além de curtição, é a praia. A ansiedade de ver o mar e aproveitar o sol para adquirir “aquele bronzeado” torna-se tentadora, porém todo cuidado é pouco para não correr o risco de deixar seus dias de descanso irem por água abaixo. Veja alguns cuidados:
- Procure tomar sol em horários adequados. Entre 8h e 10h e após às 16h é o melhor período, pois os raios solares são menos perigosos e mais fracos.
- Proteja-se do sol com filtro solar, procurando usar aqueles com alto teor de proteção. Essa dica vale, principalmente, para as pessoas com pele clara. Não se esqueça de reaplicar o protetor a cada duas horas, ou depois de se banhar no mar, ou no caso de transpiração excessiva.
- O chapéu e o guarda-sol são indispensáveis.
- Os dias quentes exigem uma boa hidratação, então, procure beber bastante água. A alimentação também deve ser moderada. Recomenda-se ingerir muitas frutas e alimentos de fácil digestão.
- A descamação da pele é um dos efeitos desagradáveis após a exposição ao sol. Os cremes hidratantes ajudam a evitar certos aborrecimentos.
- O mar violento é sinal de perigo. Não abuse da coragem. Respeite os limites impostos pelos salva-vidas e sinalizações próximas às praias.
CRIANÇAS
Não há quem discorde que viajar com a família e amigos é um programa agradável. Diante de tanto divertimento, a distração é um fator constante, principalmente com as crianças. Não se esqueça que, com elas, o cuidado deve ser dobrado. Mantenha-as sempre por perto, não deixe-as brincando sozinhas, procure participar mais de suas atividades, já que neste período de férias você tem mais tempo para curtir a sua família.
Dra. Elisabete Fernandes Almeida pertence à equipe médica da Latimed, especializada em folders e boletins médicos (ceoelisabete@latinmed.com.br)
lazer & turismo
Paraíso da pesca
Pantanal mato-grossense é local preferido de turistas que curtem pescaria e querem apreciar uma bela paisagem
Patricia Vieitez - Americana
A paixão que muitos homens têm pela pescaria, em especial aquela onde se pegam peixes enormes e que não fazem parte apenas da mente prodigiosa de pescadores contadores de mentira, acabou gerando um novo mercado de turismo: os pacotes de pescaria.
Hoje as operadoras de turismo, tanto aéreo como rodoviário, oferecem opções para quem não conhece nada no Pantanal mato-grossense e prefere a orientação de guias especializados e para quem quer viajar em grupo e curtir a natureza em toda sua plenitude, ficando hospedado em barcos hotéis.
O pacote de sete dias em Corumbá, com hospedagem no barco hotel Almirante, por exemplo, resume-se à subida do Rio Paraguai. A programação é: pesca, pesca e pesca, do segundo ao quinto dia de viagem. “Quando o barco estará subindo o Rio Paraguai, parando nos lugares mais apropriados para pesca”, esclarece o proprietário da Sonho Real Viagens e Turismo, Rafael Biancareli.
No sexto dia está programado um passeio a Bolívia para compras e a noite é livre para jantar ou passear pela cidade. Já o último dia é reservado para o retorno.
Nesse pacote está incluso café da manhã, almoço e jantar, água mineral, refrigerantes, cervejas, whisky importado, vodka, campari, vermute tinto e branco para consumo exclusivo na embarcação. Assim como “iscas vivas para pesca (tuviras, caranguejos e outras”, acrescentou Biancareli. Os botes são para uso exclusivo de dois passageiros cada com piloteiro.
Segundo o proprietário da American Tour, Anselmo da Costa, essa é a melhor opção para os grupos de amigos que querem mais privacidade, pois o barco pode ser fechado para eles. “O pessoal tem procurado bastante porque, por exemplo, o cozinheiro é só para eles”.
Mas há pacotes mais flexíveis, onde o turista que não quiser só pescar, tem a oportunidade de escolher outros passeios. “É opção para quem quer fazer ecoturismo também, contato direto com a natureza, sem pressa”, considerou Costa, dizendo que há pacotes bem flexíveis de cinco dias.
A única condição que os pescadores têm que respeitar é com relação à quantidade de peixe na mala. Segundo Biancareli, “é permitido trazer 12 kg de peixe, obedecendo os tamanhos e mais uma espécie de qualquer peso ou de acordo com a legislação vigente na data da viagem”.
Quem quiser conhecer o barco hotel Almirante pode acessar www.barcoalmirante.com.br, mas de antemão, dá para adiantar que cabem 18 pessoas na embarcação (fora os 14 tripulantes), as cabines são duplas, triplas e quádruplas, com ar condicionado. Um conforto a mais para quem vai para uma região mais quente como o Mato Grosso.
Vale lembrar que nunca é demais um chapéu ou boné, filtro solar, câmera fotográfica e repelente de insetos, afinal, o passeio é no meio do “mato”.
quanto custa
Pacote Dias Valor
Barco Hotel Almirante/Corumbá 7 R$ 2.590
Pescaria no Pantanal/Corumbá 5 R$ 1.500
Barco Hotel 5 R$ 1.400 (rodoviário)
Fontes: Sonho Real Viagens e Turismo (19) 3405-3368 e American Tour (19) 3461-1935
Vitrine

Com uma consistência diferenciada, o Cremie Aerado, da Danone, chega às prateleiras no sabor morango para agradar o paladar dos consumidores ávidos por novidades. Com preço acessível, o produto une os benefícios do iogurte, os nutrientes do leite e o sabor da fruta preferida de acordo com as pesquisas. Cada bandeja com duas unidades deve custar R$ 0,70.

Inovando na moda das pernas, a Lupo está lançando a Polaina Fashion. Esticada, essa meia 5/8 revela uma série de aberturas na lateral externa, imitando uma amarração que pode até dar impressão de uma bota dependendo do sapato usado. Elas podem ser usadas como mangas falsas ou sobre meia-calça colorida. Está disponível nas cores branca, preta, rosa, vermelha, terra e cinza.

A Paulista aumentou sua linha de produtos lácteos com a bandeja “Fruty”, festival das frutas. São três combinações de sabores: maracujá com manga, morango com banana e mamão com laranja. A intenção é oferecer um mix das frutas mais apreciadas pelos brasileiros.

A D By DeMillus, divisão de cosméticos da fabricante de ligeries DeMillus, lança sabonetes e hidratantes com fragrâncias que remetem sabores de sobremesa. São duas novas opções de sabonetes e loções hidratantes, de morango com champanhe e de chocolate, que contêm também óleo de mamona e manteiga de cacau. Preço do hidratante: R$ 8 cada. Sabonete: R$ 8, caixa com duas unidades.
beleza
Valorizando o olhar
Tirar sobrancelha exige vários cuidados para garantir um visual suave
Patricia Vieitez - Americana
Reta ou arredondada, nem pensar! Estilo Malu Mader? Todo cuidado é pouco para não parecer com uma “taturana” pregada acima dos olhos. Finíssimas? Hoje em dia nada a ver, a tendência aponta a naturalidade. A sobrancelha não parece, mas é importantíssima para emoldurar o rosto e garantir um visual suave e agradável. Por isso, nada de pegar a pinça e sair arrancando os fios que acha que são demais.
E não são poucas as mulheres que pedem socorro ao cabeleireiro Teddy, de Americana, depois de destruir a própria sobrancelha. “Para consertar tem que esperar crescer”, avisa, dizendo que é arriscado a própria pessoa tirar as sobrancelhas porque ela não tem uma boa visão, uma vez que a mão fica na frente do rosto.
Segundo Teddy, a ordem é tirar os excessos e erguer o olhar, afinando a sobrancelha na lateral externa. Os pêlos nunca devem ser retirados da parte de cima, a não ser aqueles perdidos que estão fora do desenho da sobrancelha. “Tem que ser bem delineada e não pode ser arredondada porque o olhar fica triste, caído”, ressaltou. Uma regrinha básica ajuda os profissionais a definir o melhor tipo para cada pessoa: se o rosto for delicado ela deve ser mais afinada “para a expressão ficar mais leve”. As sobrancelhas podem ser retiradas com pinça ou creme depilatório. E não só as mulheres perceberam a importância de ter uma sobrancelha bem feita. Os homens, seguindo o exemplo do jogador de futebol David Beckham, notaram que podem ter o rosto valorizado sem sobrancelhas demais. Mas nada de deixá-las mais finas, são retirados apenas os excessos entre os olhos e as pálpebras.
Beleza Levada a Sério
Aos 20 anos é hora da prevenção
Aos vinte anos as mulheres não costumam preocupar-se muito com os cuidados com o rosto e corpo. Afinal, nesta faixa etária ainda existe o frescor e a suavidade de uma pele jovem, o brilho dos cabelos e ainda existe a tonicidade dos músculos, por isso, não existe flacidez. As fibras de colágeno e elastina ainda estão íntegras, por isso, não existem rugas.
Nesta faixa etária o mais importante é manter a pele sempre limpa, usando um sabonete suave indicado para cada tipo de pele, e usar o filtro solar, no mínimo de FPS-15, todos os dias.
Quando existirem acnes e comedões (cravos), é recomendado o uso de um sabonete com ácido salicílico e também o uso de ácido retinóico à noite. Algumas vezes é necessário o uso também de antibióticos, que podem ser tópicos (gel ou solução) ou ingeridos. Nos casos mais graves de acne é recomendado o uso da isotretinoína via oral, mas uma avaliação médica cuidadosa deve ser realizada. Em alguns casos também é orientado fazer uma limpeza de pele com uma esteticista experiente.
Em torno dos 25 anos a pele pode começar a perder a hidratação natural, e a renovação da pele torna-se mais lenta. Assim, para amenizar estes problemas, deve-se usar diariamente cremes hidratantes, com vitamina C, além do uso do ácido retinóico, e, claro, do filtro solar. Aqui podemos também fazer uma peeling mensal na face com o uso de ácido retinóico a 5%. Isso vai provocar a descamação da pele, deixando-a mais viçosa e brilhante. Lembre-se que este tratamento só pode ser feito por médico em consultório.
É válido também buscar nos alimentos uma fonte de nutrientes para manter a juventude da pele. Dietas ricas em frutas e vegetais beneficiam os intestinos e ajudam na desintoxicação, além de atuar na prevenção de doenças cardíacas e do câncer. Deve-se evitar as gorduras encontradas nas frituras, mas as gorduras ricas em omega 3, encontradas em salmão, atum, sardinha, podem ser ingeridos. Beber pelo menos oito copos de água por dia é essencial, e não deve ser esquecido.
Procurando seguir estas dicas você sempre vai ter uma pele jovem e bonita, além de retardar os processos de envelhecimento. Procure, então, estabelecer uma rotina de cuidados com a pele, iniciando pela manhã com uma limpeza adequada, um creme hidratante e o filtro solar. Não esqueça de reaplicar o filtro pelo menos a cada duas ou três horas. À noite, após a limpeza, use um creme com ácido retinóico.
Silvia Takakuwa é médica, clínica geral, especializada em medicina estética, membro da Sociedade Brasileira de Medicina Estética, da Sociedade Brasileira de Laser em Medicina e Cirurgia e da Sociedade Médica Brasileira de Intradermoterapia (silviarlt@uol.com.br)
melhor idade
Soltando a voz
Cantar em corais muda a vida de idosos na Região que consideram atividade uma forma de terapia
Patricia Vieitez - Região
“Quem canta os males espanta”. A professora aposentada Adelina Helena Bataglia Batagin, 63, assina embaixo desse velho ditado, dizendo que sua vida mudou desde que participa do coral do Clube das Avencas, em Santa Bárbara d’Oeste. “Ele é terapêutico, você tem contato com os colegas e todos gostam de nos ouvir”, atestou.
E é justamente isso, a platéia, que estimula mais e mais idosos a participarem dos corais que pipocam pela região. Para a aposentada Beatriz Czyjplis, 60, é uma satisfação saber que estão agradando. “A gente se sente valorizado pelos jovens”. “Em Americana fomos muito aplaudidos”, emendou, orgulhoso, o aposentado Roque Ferreira Rodrigues, 66, que é uma das seis vozes masculinas do coral Sonhar é Viver, de Nova Odessa.
Ambos, apesar de poucos homens, contam com um grande número de vozes. O das Avencas tem 43 integrantes e o de Nova Odessa conta com 70 pessoas sob a regência de Gislaine Mara Mestre Moreno Demori. Segundo ela, a música é um instrumento para atingir outros objetivos. “Levar essa alegria para entidades, promover reuniões familiares para os netos verem os avós cantarem. É uma sociabilização”. Sem falar no treino da memória, quando é preciso decorar as letras.
Beatriz mesmo acha que só ganhou desde que entrou no coral de Nova Odessa. “A cabeça fica outra”, contou, dizendo que o marido não descobriu ainda esse lado porque acha que é perda de tempo ficar sentado cantando.
Bem diferente da opinião do também aposentado Ricardo Rodrigues, 72, que não perde um só ensaio do Sonhar é Viver. Semanalmente lá está ele, fazendo o contralto do coral. “Tem que tomar fôlego”, ensina. Rodrigues gostou tanto da experiência que vive convidando os amigos para ingressarem na cantoria, mas até hoje não conseguiu convencer eles. “Acho que eles pensam que não é coisa de homem”.
Do mesmo mal sofre o coral do Clube das Avencas: falta de vozes masculinas. “Só os de bem com a vida participam”, alfineta Adelina, garantindo que não é difícil cantar.
Enquanto os homens não se decidem, elas e a minoria masculina colhem aplausos e não só na cidade em que vivem. O coral de Santa Bárbara d’Oeste não faz muitas apresentações, mas já esteve em Piracicaba no Clube da Viola. A turma Sonhar é Viver tem bem mais atividades e em dezembro chegou a se apresentar três vezes por semana. “Não dá tempo de atender todos os convites”, admitiu Beatriz, sem ser arrogante.
Para a regente do coral, o motivo de tanto sucesso é que eles fazem porque querem e por isso, fazem bem feito. “Os que estão não trocam por nada, nem por futebol”, garantiu, lembrando que o repertório é dos mais variados.
perfil
Intermediária da vida
Fisioterapeuta tem a dura missão de convencer familiares a doar órgãos de entes queridos
Patricia Vieitez - Americana
A fisioterapeuta Ana Cristina Fernandes Clementi, 38, não consegue simplesmente fazer o seu papel na UTI (Unidade de Tratamento Intensivo) do Hospital Municipal Waldemar Tebaldi, em Americana, e ir embora. Resultado: acaba se envolvendo com outras atividades como humanização no atendimento, além de fazer parte da Comissão de Doação de Órgãos. E diz para quem quiser ouvir: “quando eu morrer vão lembrar: aquela chata que se metia em tudo”. Ela conta que a parte difícil é abordar a família de quem perdeu alguém por morte encefálica para falar de doação de órgãos. Mas é assim que ela sente que está ajudando ao próximo. Afinal, o desafio para ela é salvar quem ainda tem chance de viver. Conheça um pouco mais essa profissional, que não tem vergonha de chorar a tristeza alheia, nesta entrevista ao TodaGente:
TodaGente: Como você acabou se envolvendo com doação de órgãos?
Ana Cristina Fernandes Clementi: Na realidade a UTI é o local que recebe os pacientes das mais diversas patologias e principalmente de trauma, que são os potenciais doadores. Quando a morte encefálica é constatada pelo médico através de vários exames, ele acaba sendo um potencial doador que tem, por lei, mesmo que a família não doe, ser notificado. Lógico que estando dentro desse ambiente a gente acaba se envolvendo. É uma coisa (a doação) muito profissional, muito idônea, nós não sabemos quem vai receber, não conhecemos os médicos que vão transplantar.
Como é a conversa com a família que acaba de perder um ente querido?
Olha, é muito difícil porque é a pior notícia que as pessoas podem ter numa porta de UTI. O familiar dela não tem mais chance de estar entre a gente, entre o convívio familiar, e é mais difícil ainda porque eles ainda têm aquela idéia romanceada do coração bater: se o coração bate eu tô vivo. Mas assim que existe a morte do cérebro o paciente não está mais vivo, está clinicamente morto. Então é complicada a aceitação da família e a gente entende, mas já tivemos muitas doações. Nós temos a preocupação de notificar, de dar a chance da família pensar sobre o assunto e o fato de que isso pode acontecer com qualquer um.
O número de doadores tem crescido ou as famílias ainda são resistentes à doação?
O número de doadores cresce sensivelmente, principalmente quando a mídia também notifica isso. Muitas novelas acabam falando disso, aí é incrível como o índice (de doações) sobe porque as pessoas são informadas e como elas são tão ligadas à história acabam entendendo a necessidade. Tudo que foi feito até hoje no Brasil, de uma certa forma, afugentou as pessoas. Quando elas tiveram obrigatoriedade de ter na carteira que eram doadores, caiu sensivelmente. O índice era de 40 não doadores para 60 doadores e inverteu com a obrigatoriedade.
Você acha que as pessoas têm medo de que arranquem um órgão dela ainda viva?
Sim, até por conta às vezes da notificação, como é feita. Hoje existe uma legislação específica, ou melhor, existe um consenso de doação de órgãos, a ciência cada vez mais avança no sentido de melhorar seus protocolos. Você é doador na China ou no Peru e vai ser tratado da mesma forma. O que a gente pede (para quem quer ser doador) é que comunique a seus familiares mais próximos que você é um doador de órgãos porque precisa da autorização da família.
Como você lida com o fato de perder um paciente e, ao mesmo tempo, poder salvar outro ou outros?
Por aquele paciente que foi a óbito por morte encefálica eu não posso fazer mais nada por ele, mas existem milhões numa fila que podem ter a chance de uma vida melhor. Isso me deixa muito conformada. Sem contar que os órgãos duplos, pulmão, rim, córneas, o que acontece? Vai um para cada receptor, então, a cada doador você tira de uma fila cinco ou seis pessoas.
Você acha que as pessoas carecem de informação ou pesa o lado egoísta de pensar que “a terra tem que comer o corpo”?
Acho que tem um fator religioso, existe um fator de preconceito mesmo e existe a vontade individual que tem que ser respeitada. Acho que se as pessoas conversassem mais em casa sobre a possibilidade disso acontecer, seria diferente. Mas o governo ainda tem que fazer mais a sua parte.
Que dificuldade você tem quando vai dar essa notícia para a família?
O médico comunica a morte encefálica, depois entra a equipe de apoio. Falar com a família é difícil sim, normalmente ela já espera uma notícia dessa, mas é claro que a sua postura, o seu respeito frente à situação acaba comovendo a família e a aceitação da morte fica mais fácil. Lembro de uma doação de um jovem de 13 anos que foi a mais difícil porque eu chorava mais que a mãe do menino. Ela foi fortíssima e eu fui uma manteiga. Foi uma das doações mais bonitas que eu fiz porque a família ficou muito feliz também em achar que estavam passando por um momento extremamente difícil, uma dor profunda, e conseguiram tirar força para ajudar pessoas completamente desconhecidas. Ajudar quem a gente conhece é muito fácil, ajudar um completo estranho é solidariedade a níveis supremos.
Cozinhando com Déde
Atendendo ao pedido de uma leitora vou ensinar a fazer Peixe de Escabeche. E aproveito para sugerir mais duas receitas de peixe para os dias de quaresma. Espero que gostem.
(Déde Pisoni)
Peixe de Escabeche
Ingredientes
2 quilos de pescadinhas ou sardinhas
Sal
Limão
Pimenta-do-reino
1 copo de óleo
2 cebolas cortadas em fatias
1 quilo de tomate
1 folha de louro
2 dentes de cravo (facultativo)
3/4 de copo de vinagre
Farinha de trigo
Modo de preparo
Corte as cabeças dos peixes, limpe-os bem e tire as espinhas centrais. Passe-os em bastante água e tempere com sal, alho, pimenta e limão. Passe-os na farinha de trigo e frite no óleo bem quente. Tire os peixes fritos e deixe de lado. Coe o óleo, aqueça-o e refogue as cebolas, louro e tomates. Acrescente um pouco de água e temperos a gosto. Deixe o molho cozinhar e engrossar. Junte o vinagre, pimenta vermelha e um pouco de água. Arrume num pirex, uma camada de peixe e uma camada de molho, outra de peixe e outra de molho, e assim por diante. Regue com bastante molho e guarde no refrigerador.
Observação: O peixe de escabeche dura muitos dias e é servido com saladas.
Pescadinhas Fritas com Batatas
Ingredientes
Pescadinhas
Sal
Limão
Pimenta-do-reino
Alho socado
Farinha de trigo
Óleo
Batatas
Modo de preparo
Limpe as pescadinhas, tempere com sal, alho, pimenta e limão. Passe-as na farinha de trigo e frite no óleo bem quente. Arrume, numa travessa, as pescadinhas fritas. Enfeite com galhos de salsa e rodelas de limão. Ao redor, ponha as batatas cozidas na água e sal.
Sardinhas em conserva
Ingredientes
2 quilos de sardinhas
2 xícaras de chá de óleo
2 xícaras de chá de vinagre
6 dentes de alho
1 folha de louro
1 maço de salsa e cebolinha
3 ou 4 cebolas
1 pitada de pimenta-do-reino
Modo de preparo
Limpe as sardinhas, tire-lhes as cabeças e lave-as bem. Tempere-as com sal e pimenta-do-reino. Soque o alho, corte a cebola em fatias e o louro em pedacinhos. Pique o cheiro verde. Coloque, numa panela, uma camada de sardinhas, uma cebola com alho socado e louro e polvilhe com bastante cheiro verde. Altere as camadas de sardinhas e temperos até terminar. Despeje por cima o vinagre e o óleo. Leve ao fogo e deixe até que o vinagre evapore, ficando apenas o óleo . Estão prontas as sardinhas, que ficam iguais as de lata.
Para apresentar sugestões e receitas, envie sua ) para “Cozinhando com Déde”, Av. São Jerônimo, 2.210, São Domingos, Americana-SP, CEP 13.470-310 ou ligue para % (19) 3471-2794
Gourmet
O que não pode faltar na sua cozinha?
Muito carinho para cozinhar.
O que comeu que é inesquecível?
Doce de batata roxa que minha avó Neca fazia.
Marcia Adamson
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