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Domingo, 14 de março de 2004


Idade nova em alto estilo

Personagens atualíssimos de desenho animado são vedetes em festas de aniversário

Gustavo Brigatti - Região

Se festa de aniversário de criança já foi considerado acontecimento normal, o mesmo não pode ser dito hoje. Temas como Pinóquio, Os Três Porquinhos ou Pernalonga quase não existem mais, dando espaço para personagens mais atuais, de preferência saídos das telas dos cinemas e tevê, como Nemo e Bob Esponja. A produção também mudou. Se antes o normal era reunir a família toda no quintal da casa da avó para comer salgadinho e tomar refrigerante, hoje buffets especializados dão conta do recado e tiram todo o trabalho das mães.
  Mas isso não quer dizer que a ansiedade e expectativa tenham diminuído. Para a primeira festa de aniversário do filho, Valéria Domingues da Silva, de Americana, conta que nunca esteve tão nervosa. “A ansiedade da primeira festinha começa quando eles nascem, né?”, falou. Segundo ela, foi o pequeno Pedro Lucas da Silva quem escolheu o tema, no caso o peixinho da Disney Nemo, protagonista do filme “Procurando Nemo”. “Ele adora o Nemo, tem tudo dele. O filme, pelúcias, livrinhos. Fora que o personagem está no auge das festas atualmente”, relatou a mamãe. E ele gostou da festa? “Tenho certeza. A gente que é mãe sabe, né?”, garantiu Valéria.
  A mãe de Pedro concorda que antes as festinhas eram mais simples. “Não tinha nada disso antes. Às vezes nem tinha”, explicou. O investimento para a festa, ela conta, valeu até o último centavo. “Claro que vale a pena! Eu e o pai dele achamos que sim e faríamos tudo de novo”, declarou a entusiasmada mamãe.
  Mais velha que Pedro, Gabriela de Oliveira Zaatar, 9, de Santa Bárbara d’Oeste, escolheu como tema de sua décima festinha de aniversário o personagem de conto-de-fadas Cinderela. Ela promete que, mesmo não tendo uma roupa igual a da personagem, o cabelo vai ser parecido. Ela falou que sempre gostou da história da garota do sapatinho de cristal. “Assisti o filme e gostei”, contou.
  Para a festa, Gabriela escolheu tudo. “Vai ter churrasco, doce e café no final”, comentou a aniversariante. Segundo ela, a melhor parte da festa são os convidados, que já foram chamados. “Vai vir meu pai, minha mãe, minha priminha e minhas colegas da escola”, explicou a pequena Cinderela, que estuda na 4ª série do Ensino Fundamental. E não esconde a ansiedade para sua primeira festinha nesse estilo. “Estou muito feliz e não vejo a hora do dia chegar”, comentou Gabriela, que faria sua festa ontem.


Adeus trabalho

  Esqueça o trabalho de fritar salgadinhos, fazer balas de côco, enrolar brigadeiro e encher bexigas. Hoje, buffets especializados cuidam de tudo isso, deixando pais e familiares a vontade para curtir a festa, sem se preocupar em limpar tudo depois. Cleusa Boscolo Novaes, dona do buffet e salão de festas Mufa-Lufa, em Americana, tem experiência de sobra para apontar o abismo de diferença que há entre as festinhas de antes e as de agora.
  “Antes, as mães faziam festas mais infantis, com temas como Chapeuzinho Vermelho e Os Três Porquinhos. Hoje, esses personagens não existem mais e foram substituídos pelos do cinema e TV”, atesta Cleusa, referindo-se aos temas mais procurados pelos pais. Telettubies, Bob Esponja, Nemo e os clássicos Disney, como a Branca de Neve e Cinderela, estão entre os mais pedidos.
  O investimento nas comemorações também aumentou, principalmente no tocante à decoração do local e acessórios. “Antes todo mundo fazia no fundo de casa. Hoje, os salões oferecem toda estrutura necessária para as festas”, explicou Cleusa. O valor gasto varia de acordo com o tema escolhido, mas, segundo Cleusa, não sai por menos de R$ 250. “Depois pode aumentar de acordo com o número de acessórios que os pais pedem, como o tipo e quantidade de lembrancinhas, balões, docinhos, entre outros”, definiu.
  E confirma que a festa é, via de regra, dos pais. “São eles quem mais se envolvem na preparação toda, principalmente quando a criança é muito pequena”, conta. E comenta que são eles quem mais ficam ansiosos com o evento. “Conheço mães que ficaram mais nervosas no dia da festa do filho que no dia do próprio casamento”, relata Cleusa.
(GB)


Livro desperta gosto pela poesia

“A Poesia Pede Passagem” é lançamento da editora Paulus

Gustavo Brigatti - Da Redação

A Paulus Editora lança dois livros voltados para crianças neste mês. O primeiro, “O Caso dos Ponteiros do Relógio”, conta a história de um grupo de garotos que investiga o desaparecimento dos ponteiros do relógio da torre da igreja da cidade. No outro, “A Poesia Pede Passagem” é feito para que as crianças tomem gosto pela leitura e pela poesia, sem parecer didático.
  “O Caso dos Ponteiros do Relógio”, de Ronaldo Simões Coelho, narra a aventura de meninos que, enquanto jogavam futebol na praça em frente à igreja da pequena cidade onde moram, ouvem o sino soar as cinco badaladas. De repente, percebem que os ponteiros do relógio da torre da igreja sumiram. A partir desse ponto, os garotos iniciam uma investigação para desvendar um grande e importante mistério, que vai conduzi-los a uma aventura emocionante de que nunca se esquecerão.
  A história envolve o leitor com seu clima enigmático, convidando-o a se juntar aos personagens na tentativa de solucionar o tão misterioso caso do desaparecimento dos ponteiros do relógio. Além da história, o livro leva a criança a entender a importância de se preservar a memória de uma cidade, seu povo e sua história.
  Em “A Poesia Pede Passagem”, o autor Elias José escreve obra diferenciada que não pode ser considerada uma publicação didática ou com fórmulas mágicas e receitas. Foi feita com intenção de proporcionar ótimos momentos de leitura, propondo um diálogo com a criança, uma troca de idéias saudável e necessária entre alunos e professores.
  O livro propõe o desenvolvimento da poesia através de palestras, oficinas e a produção de textos, que farão com que as crianças passem a gostar e tenham prazer em brincar com as palavras. “A Poesia Pede Passagem”, entretanto, não pretende criar futuros poetas, mas estimular a leitura e o conhecimento da língua na sala de aula.


CHARADINHA

O que é o que é que enche uma casa mas não enche uma mão?


Resposta: O botão




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