O Rio Branco inicia no dia 31, contra o União São João, sua 11ª tentativa de conquistar o acesso à Série B do Campeonato Brasileiro. Para isso, aposta em um velho conhecido do clube, o técnico Ruy Scarpino. Separamos hoje alguns detalhes da passagem do hoje treinador pelo gol do Tigre, em 1994 e 1995, quando era conhecido apenas como Ruy.
A estréia aconteceu no dia 20 de março de 1994, na derrota para o Palmeiras por 2 a 1, no Décio Vitta, pelo Paulistão, gol de Antonio Carlos nos acréscimos do segundo tempo. A derrota pôs fim a uma invencibilidade de nove jogos do time.
Naquele campeonato, o Tigre teve três goleiros titulares. Pela ordem, Hélio (cinco jogos), César (12) e Ruy (13). No Paulistão seguinte, César começou como titular (cinco jogos) e Ruy jogou o restante da competição (25 jogos). Contando um amistoso em 1995 (6 a 0 sobre o Brotense), Ruy defendeu o Tigre 39 vezes, sofrendo 50 gols (média de 1,28 por partida). Com a camisa do Tigre, nunca sofreu mais do que três gols em um mesmo jogo nem foi expulso. Contra ele, foram batidos oito pênaltis, dos quais defendeu um, cobrado pelo atacante Gaúcho, da Ponte Preta, na vitória do Tigre por 3 a 0 em 18 de março de 1995, em Campinas, quando o jogo ainda estava 0 a 0. Na semana que vem, contaremos algumas curiosidades do confronto entre União São João e Rio Branco.
REGULAMENTO
E como será a Série C deste ano? Serão 63 clubes divididos em 16 grupos (um deles tem três equipes e o restante, quatro). São Paulo, com seis clubes, é o Estado com maior número de representantes. A primeira fase terá turno e returno dentro do grupo. Os dois primeiros avançam. A partir daí, mata-mata até sobrarem quatro clubes, que jogarão em turno e returno para definir os dois que sobem.
O Rio Branco está no grupo 13, ao lado de América, União São João e Ituiutaba (MG). O grupo 13 cruza com o grupo 14 (América-MG, Villa Nova-MG, Cabofriense e Volta Redonda) nas segunda e terceira fases. Ou seja, dos oito times citados, apenas um estará nas oitavas-de-final.
Em todos os mata-matas, em caso de empate nos pontos e no saldo de gols, garante vaga quem tiver marcado mais gols na casa do rival. Persistindo o empate, a vaga será definida nos pênaltis. Na segunda fase, o mando da segunda partida será do clube classificado em primeiro no seu grupo. Na terceira e quarta fases, a definição será por sorteio. Para a fase final, a capacidade mínima dos estádios será de 10 mil espectadores.
SEM DERBI?
Com o rebaixamento sacramentado do União Barbarense à Série A-2 do Paulista, são grandes as possibilidades de não haver derbi em 2006. Só teremos derbi se o União for rebaixado à Série C do Brasileiro ou o Rio Branco subir à Série B. Ou ainda se acontecer algum amistoso ou confronto nas competições que a Federação Paulista às vezes inventa. O derbi voltou a ser disputado em 1999, após dez anos do último confronto (um amistoso em 1989). Nesta nova fase do duelo, de 1999 pra cá, foram 18 confrontos, e o União leva vantagem com folga: 11 vitórias, três empates e quatro derrotas (foram nove jogos no Antonio Guimarães e nove no Décio Vitta). O União marcou 34 gols e o Tigre, 27. O curioso é que nos últimos nove duelos, o Tigre não venceu nenhum (seis vitórias do União e três empates).
TÚNEL DO TEMPO
Há exatos 55 anos, nascia em Rosario, na Argentina, um dos grandes goleiros da seleção peruana, mas que entrou definitivamente na história pela porta dos fundos. Até hoje se coloca em dúvida a atuação de Ramón Quiroga na goleada de 6 a 0 da Argentina sobre o Peru na Copa de 78, resultado que levou os argentinos à final e eliminou os brasileiros da competição. Suspeito de ter entregado o jogo, o argentino naturalizado peruano defendeu Rosario Central, Independiente e Sporting Cristal, clube pelo qual foi três vezes campeão peruano (1972, 1979 e 1980), os únicos títulos de sua carreira.
DICA DE LEITURA
O livro “Futebol, cultura e sociedade”, organizado por Jocimar Daolio e lançado este ano pela editora Autores Associados, é composto por seis textos de diferentes autores baseados em referenciais das ciências sociais: violência, superstição, paixão, rivalidade, estilo de jogo e o futebol como expressão da masculinidade. É uma análise um pouco mais aprofundada do mundo que cerca o esporte mais popular do planeta.