Na função de escrever em um jornal, ou de falar em rádio ou televisão, a grande preocupação de quem escreve ou fala é saber de que maneira é recebido pelo seu público.
Conseguimos medir esta aceitação ou não por comentários geralmente ouvidos na rua, ou ainda por manifestações telefônicas ou por e-mail.
Existem aqueles leitores que comentam de maneira favorável, aqueles que estabelecem com você um verdadeiro diálogo por computador e aquele outro que tem prazer na crítica pela crítica.
Existe, no entanto, um tipo de leitor que, para mim particularmente, dá prazer e me faz cada vez mais consciente do papel de comunicador.
É aquele leitor que está atento aos detalhes de nossa conversa e que nos faz o favor de nos corrigir, ainda que seja no mínimo detalhe, mas no sentido da boa informação.
Como exemplo deste leitor diligente e prazeroso, vou transcrever aqui um e-mail que recebi do nosso leitor Gustavo Castro.
“Como leitor assíduo dessa prestigiosa coluna e não sendo a primeira vez que me comunico, gostaria de esclarecer que a imagem de Nossa Senhora agredida por pedradas estava em Belém do Pará e não no Ceará. Saudações - Gustavo Castro.”
Pois bem, este foi o e-mail por mim recebido e gostaria de frisar, além da gentileza das palavras, o cuidado na observação, em Belém do Pará e não no Ceará.
Isso mostra o grau de comprometimento do leitor com quem escreve, esclarece e principalmente informa de maneira correta um erro que cometi, embora não tenha havido uma distorção do conteúdo é sumamente importante a exatidão da informação.
Atitudes como essa do Gustavo, e creio que ele representa uma grande parcela dos nossos leitores, nos enchem de convicção de que devemos cada vez mais aprimorar nossos escritos e principalmente nos alertar para a enorme responsabilidade daquilo que escrevemos e opinamos.
Mais uma vez agradeço aos leitores e peço desculpas por ter usado o espaço de hoje para olhar um pouco para o próprio umbigo. Às vezes, falar de si mesmo faz bem. A todos, mais uma vez, obrigado.