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Música do bem
Revival do musical O Som do Verde Vale acontece hoje e traz bandas alternativas de ontem e de hoje
Cristiani Custódio - Americana
 José Jeová, Marcel Barbosa e Paulo Bicudo organizadores do evento, na Praça Rotary, local onde o Verde Vale surgiu |
É verde no fundo do mar; é verde essa imensa floresta; é lindo é só olhar. E se olhar para uma grande árvore; vai ver as flores como se fosse o céu; é a natureza se mostrando pra gente; e a gente sente que pode mudar. O som, o som, o som, o som, o som; do verde vale. Vale a dança; que toda garganta quer dançar; vale; vale o som; a gente vale sempre; sempre vale. Verde, verde quero ver-te; sempre em todo lugar; som do verde vale”
Você se lembra dessa canção? Ela foi tema de um movimento que transformou Americana na década de 80 e que agora retorna, com força total. O Som do Verde Vale, como era conhecido, era realizado na Praça Rotary e reunia músicos dos mais variados estilos, numa festa que durava três dias. As bandas se revezavam no palco e tocavam literalmente de tudo.
Esse ano o Som do Verde Vale comemora 25 anos e nada melhor que fazer uma festa, no melhor estilo Revival. O start será dado hoje em uma festa, que tem o apoio do TodoDia, na Sunny Bar, que promete juntar a galera que naquela época se reunia para se divertir e levantar bandeiras contra coisas erradas da sociedade.
MPB, rock, blues, forró, pop. Esses são alguns dos estilos apresentados na festa de hoje, que deve reunir no palco da Sunny cerca de 30 músicos. O evento dessa noite servirá exatamente para reunir essa galera que abalou na década de 80, para que possam articular as bandas para um novo evento, que deve ocorrer em outubro. Será uma releitura da época em que o Som do Verde Vale era uma das poucas manifestações coletivas espontâneas.
MOVIMENTO
Em uma época em que a poluição causada pelas empresas era uma das maiores preocupações, o Som do Verde Vale se transformou em mais que uma simples reunião de amigos e músicos. “Chegamos até a distribuir mudas em uma das edições”, disse Marcel Barbosa, que participou do evento e hoje trabalha na produção desse revival.
O Som do Verde Vale chegou até a 8ª edição e era realizado uma vez por ano. Desse movimento surgiram vários músicos que hoje atuam profissionalmente. O evento era muito eclético, com espaço para todos se apresentarem e envolvia toda cidade. “Éramos como essas bandas de garagem que existem hoje”, explicou Marcel. Era formado não apenas por bandas, mas também por um público bem jovem. “Era um festival em que todos podiam mostrar seu trabalho, cover ou de músicas próprias. A cidade inteira participava”, disse José Jeová Pereira, autor da música “Som do Verde Vale” e que também ajuda na produção.
O RETORNO
Além da festa que rola hoje à noite, os organizadores já estão correndo atrás dos preparativos para um outro evento, previsto para a primeira semana de outubro, e que deve reviver o Som do Verde Vale nos mesmos moldes em que era realizado. Serão três dias de festa, na Praça Rotary, onde bandas que participaram do evento na década de 80 poderão se apresentar.
A intenção é retomar o evento, quando são comemorados 25 anos do Som do Verde Vale, e tranformá-lo em um evento anual. Existem planos até mesmo de realizar uma das edições em uma área, próximo à Fazenda de Salto Grande, na junção dos três rios que cortam a cidade e a expectativa de haver apresentações da Banda Municipal e Orquestra Sinfônica.
Embora o contexto seja diferente, já que os primeiros festivais do Som do Verde Vale ocorreram há 25 anos, a expectativa é que o evento consiga novamente levantar bandeiras. “A gente vivia numa cidade extremamente poluída, numa época de abertura do movimento político, onde a legislação ambiental era muito frágil. Hoje vivemos numa outra época, completamente diferente, mas nada impede que novas bandeiras sejam levantadas”, disse o publicitário André Bastelli, que também colabora com o revival. “O tema revival é exatamente para as pessoas refletirem sobre o assunto e ver como era nossa época. Hoje os jovens estão mais saudosistas. Temos todo um exemplo de atitude, ética e de viver o individual e o coletivo”, disse.
RESGATE
Para conseguir resgatar realmente o Som do Verde Vale, nos mesmos moldes em que era realizado, os organizadores pedem para que pessoas que fizeram parte do evento que reuniu multidões na década de 80, e que possuem material sobre a época, entrem em contato. Fotos, histórias sobre o evento e curiosidades são bem- vindos. O material pode ser encaminhado para o e-mail marcelverdevale@yahoo.com.br.
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SERVIÇO
Som do Verde Vale
Revival
Quando? hoje
Onde? Sunny Bar - Rodovia SP-304 (Luiz de Queiroz), em frente ao Aeroporto Municipal - Americana
Horário? 21h
Preço? R$ 10 antecipado (até às 18h de hoje); R$ 15 na hora
Informações: (19) 3461-0433
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Por um click
Adam Sandler protagoniza comédia que mistura tecnologia com auto ajuda
Sérgio Rizzo/Folhapress - São Paulo
A literatura de auto-ajuda e a cultura do DVD se encontram em ‘‘Click’’. Não seria correto dizer que a incidência da primeira constitua novidade: a tradição de filmes engrandecedores, tão cara a Hollywood, tem a ver com fonte semelhante à dos livros que pregam a busca de um caminho para a felicidade. Junte-se a isso o entendimento da vida como um DVD -dividida por capítulos, com trilha de comentários e outros extras- e chega-se a essa comédia dramática em que será oferecida a um arquiteto (Adam Sandler) a oportunidade de compreender por que sua vida se tornou uma encrenca.
Não é o que parece quando o conhecemos. Ele tem mulher carinhosa (Kate Beckinsale), filhos saudáveis, pais divertidos e um bom emprego. Mas não consegue lidar com tudo isso. A falta de tempo (e de paciência) o leva até um sujeito misterioso (Christopher Walken) que o ajuda a dar conta da agenda. O tom de comédia franca cede espaço a um pouco de gravidade (e um tanto de chororô) quando as brincadeiras tocam em coisas mais sérias. Morte, por exemplo. Ela é invocada para servir à defesa de que não há nada mais importante do que a família. Cegos que demoram a perceber isso, como o personagem de Sandler, são condenados a aprender a lição de forma dolorosa.
Sim, há uma lição a ser dada. Estamos no universo das comédias que não se contentam em divertir, pois têm síndrome de carteiro e precisam ‘‘transmitir mensagens’’. Frank Coraci usa a idéia do DVD para reiterar esse propósito moral. Sandler e Walken bagunçam um pouco a tentativa de pôr ordem no filme. Enquanto o primeiro aproxima o personagem de seu habitual registro, de sujeito atrapalhado e indefeso, mas inofensivo, o outro faz uma paródia bem-sucedida de cientista louco, profeta e...
É improvável que o espectador minimamente esperto demore para imaginar qual a sua identidade, mas o protagonista só vai matar essa charada no final. Tonto assim, talvez mereça a confusão na qual se mete.
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Depois de Los Angeles e Miami, ‘‘Velozes e Furiosos -Desafio em Tóquio’’, o terceiro da série, que estréia hoje, vai até o Japão para mostrar uma nova modalidade de competição: o drift, um tipo mais perigoso de disputa automobilística na qual, basicamente, o vencedor é o que derrapa melhor. Bom, mais ou menos isso. Essa nova modalidade é o pano de fundo para a história de Sean Boswell (Lucas Black), um adolescente norte-americano. Depois de bater o carro em seu país, ele se muda para o Japão e vai morar com o pai para não ir para a cadeia. Lá ele conhece o também americano Twinkie (Bow Wow), que o apresenta à nova modalidade esportiva. Logo na primeira corrida, arruma encrenca com o campeão de drift japonês (Drian Tee), chamado de D.K, ‘‘Drift King’’, ou seja ‘‘Rei do Drift’’. Para ajudar, o ‘‘rei’’ é ligado à Yakusa, a máfia japonesa, e tem uma namorada, Neela (a estreante Nathalie Kelley), que vai despertar o interesse de Sean. Como nos dois longas anteriores, o que não faltam são corridas e carros envenenados. A versão oriental de ‘‘Velozes’’ é dirigida por Justin Lin.
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Irving São Paulo morre aos 41 anos no Rio de Janeiro por falência múltipla
O ator Irving São Paulo morreu ontem, aos 41 anos, no Rio de Janeiro, de falência múltipla dos órgãos. O artista estava internado desde 31 de julho no CTI do hospital Copa D’or, com quadro de pancreatite necro-hemorrágica. Filho do ator e diretor Olney São Paulo e irmão do também ator Ilya São Paulo, Irving nasceu em 26 de outubro de 1964 em Feira de Santana, Bahia. O ator integrou o elenco das novelas ‘‘Torre de Babel’’ (1998), ‘‘A Viagem’’ (1994), ‘‘Mulheres de Areia’’ (1993), ‘‘Perigosas Peruas’’ (1992), ‘‘A História de Ana Raio e Zé Trovão’’ (1990) e ‘‘Bebê a Bordo’’ (1988), ente outras. Também esteve nas minisséries ‘‘A Muralha’’ (2000) e ‘‘Um Só Coração’’ (2004), além de participar de episódios do programa ‘‘Você Decide’’. Entre os filmes de sua carreira estão ‘‘O Veneno da Madrugada’’ (2004), de Ruy Guerra, ‘‘Cascalho’’ (2004), de Tuna Espinheira, ‘‘Luz del Fuego’’ (1982) e ‘‘Muito Prazer’’ (1979), ambos de David Neves, e ‘‘A Noiva da Cidade’’ (1978), de Alex Viany.
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Cinema
De filas e bichas
Gustavo Brigatti
Todo mundo conhece a história do sujeito que, vendo uma fila enorme formada em frente a um estabelecimento qualquer, vai até o último colocado e pergunta qual a finalidade da fila que ele está. Rápido, o homem responde: “Não sei. Mas como é uma fila, alguma coisa de interessante deve ter”. Essa é a metáfora recorrente quando alguém resolve dizer que brasileiro é louco para ficar enfileirado com outros brasileiros. Sem malícia, parece ser uma espécie de esporte nacional bizarro se organizar em “trenzinho” para qualquer coisa. E com cinema, claro, isso não poderia ser diferente.
Na época dos cinemas de rua, era comum medir o sucesso de um filme pelas voltas que a fila dava no quarteirão. “Você viu o tamanho da fila que formou ontem para assistir ‘A Princesa Xuxa e Os Trapalhões’? Ah, tive que deixar para outro dia”, comentava-se. Todo mundo via aquele mundaréu de gente esperando para entrar na sessão e logo pensava que a película prometia. Com o advento das salas de projeção dentro dos shopping centers, o máximo que se aponta é que a fila chegou até a Casa do Pão de Queijo, ou ultrapassou o Dunkin Donuts.
Mas fila também é lugar onde se reúne a fauna mais variada de seres humanos. Alguns dizem que as raves ou os bordéis são os concentrados-mor de esquisitões por metro quadrado, mas aí é chutar a bola pro mato, já que o objetivo desses lugares é mesmo o de guardar párias e abnegados de todo tipo. Já uma fila de cinema, não. Ela revela, nas entrelinhas, o íntimo de cada espectador. Basta olhar com cuidado.
O que procura, por exemplo, aquele respeitável casal de velhinhos na fila para uma sessão de “Instinto Selvagem 2”? Será que o sujeito tísico, cabisbaixo, de cabelos lambidos e calças de brim cobrindo a camiseta de botões por cima do umbigo, tem alguma motivação secreta parado na fila de “Psicopata Americano?”. E que diabos faz uma turma de moleques ruidosos vestindo túnicas e empunhando espadas coloridas de plástico numa sessão à meia-noite de “Guerra nas Estrelas III”?
Fora os papos totalmente inusitados que surgem. Uma delas, que flagrei durante a fila para assistir a “Superman - O Retorno”, especulava a respeito do volume existente dentro da cueca vermelha do Homem de Aço. “Dizem que tiveram que diminuir, senão a censura lá fora não ia deixar passar para a criançada”, dizia uma garota, precedida pela amiga, não menos empolgada. “Ai, é verdade, o cara é muito gostosão, né? Sabe que eu pedi para o...” e aí a conversa desbanca para um enredo para Cicciolina alguma poder defeito.
E o que a segunda parte do título da coluna tem a ver com tudo isso? Nada. Apenas porque em Portugal, bicha é fila, sem qualquer relação com a conotação pejorativa adquirida por essas bandas.
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