|
|
|
TRAGÉDIA
Acidente ferroviário deixa 58 mortos no Egito
Vagão principal de um dos trens foi totalmente destruído na periferia do Cairo, depois do choque
Agência Estado - Qalyoub (EGI)
 Maquinista não teve tempo de frear o trem para evitar o acidente ao ver o sinal para parar |
Um trem de passageiros invadiu uma estação ferroviária no norte do Egito ontem e atingiu outro comboio, provocando a morte de pelo menos 58 pessoas e ferindo mais de 140, informaram autoridades locais. A Agência de Notícias Oriente Médio, ligada ao governo egípcio, atribuiu ao ministro da Saúde Hatem el-Gabaly a informação sobre o número de vítimas da tragédia ocorrida por volta das 7h locais de ontem em Qalyoub, apenas 20 quilômetros ao norte do Cairo. Descarrilamento de trem na Espanha deixa três mortos.
O vagão principal de um dos trens foi totalmente destruído enquanto os demais tombaram. Os dois comboios saíram de cidade no Delta do Nilo e seguiam viagem rumo à capital. Um trem havia saído de Mansoura e outro de Benha. O comboio procedente de Mansoura viajava a cerca de 80 quilômetros por hora no momento da colisão. Aparentemente, o maquinista não teve tempo de frear o trem ao ver um sinal para parar pouco antes da estação de Qalyoub, onde estava parado o comboio procedente de Benha, informaram fontes na polícia.
O maquinista do trem saído de Mansoura morreu no acidente. Um incêndio iniciado pouco depois da colisão foi rapidamente apagado pelo corpo de bombeiros. A defesa civil, a polícia e o Exército trabalhavam juntos na manhã de ontem em busca de sobreviventes e mortos. No fim da tarde, guindastes começaram a ser usados para remover os destroços dos comboios.
O Egito tem um extenso histórico de graves acidentes ferroviários, normalmente atribuídos à manutenção precária dos equipamentos. Boa parte desses acidentes envolve trens da região do Delta do Nilo. Antes da tragédia de ontem, 20 pessoas ficaram feridas em fevereiro deste ano por causa da colisão de dois trens no Delta do Nilo.
Em maio, um acidente similar na mesma região deixou 45 feridos. Em fevereiro de 2002, o Egito registrou o pior acidente ferroviário de sua história. Na ocasião, 363 pessoas morreram, boa parte delas retornando ao sul do país depois da celebração de uma festividade islâmica.
|
|
Descarrilamento mata oito
Agência EFE
Pelo menos oito pessoas morreram e 37 ficaram feridas após o descarrilamento de um trem ontem na altura do município de Villada, na província de Palencia (norte da Espanha), informaram fontes dos serviços de emergência. O trem, que sofreu o acidente por volta das 16h (11h de Brasília), era de longa distância, tinha seis vagões e transportava 426 pessoas, segundo fontes da companhia ferroviária estatal Renfe.
SOCORRO
O comboio acidentado era formado por dois trens de três vagões cada um proveniente de Vigo e La Coruña (região da Galícia, noroeste da Espanha), que se unem na localidade galega de Monforte de Lemos para continuar juntos rumo à cidade basca de Bilbao e a francesa de Hendaya, fronteiriça com a Espanha. Pelo menos quatro helicópteros e 25 ambulâncias dos serviços emergenciais de saúde e da Cruz Vermelha se deslocaram à área do acidente para auxiliar as vítimas.
|
|
JUSTIÇA
Começa no Iraque julgamento de Saddam Hussein e assessores
Namir Sobhi/EFE - Bagdá (IRA)
O Tribunal Penal Supremo do Iraque iniciou ontem em Bagdá o julgamento do ex-presidente Saddam Hussein e seis dos seus antigos assessores pelo crime de ‘‘genocídio’’ contra o povo curdo, no segundo processo contra o ex-ditador desde sua queda, em 2003. As acusações do novo julgamento se referem aos ataques contra a região do Curdistão, que incluíram o uso de armas químicas na operação Anfal em 1987 e 1988, nos quais foram assassinados milhares de curdos.
Os sete acusados compareceram à sessão de ontem, incluindo Saddam Hussein; seu primo, Ali Hassan al-Mayid, conhecido como ‘‘Ali, o químico’’ e o ex-ministro da Defesa Sultan Hajem. Os demais processados são Saber Abdelaziz al-Durii, antigo diretor do Serviço de Informação Militar; Hussein Rashid al-Tikriti, ex-membro do Comando Geral das Forças Armadas; Farhan Mutlak al-Yaburi, antigo chefe do Serviço de Informação Militar do norte do país e Taher Tawfiq al-Ani, que na época governava a província de Mossul. Todos são acusados de ‘‘genocídio’’, ‘‘crimes contra a humanidade’’ e ‘‘crimes de guerra’’.
Saddam e seu primo ficaram em silêncio quando foram perguntados pelo presidente da Corte, o xiita Abdallah Ali Alush al-Ameri, se se consideravam ‘‘culpados’’, enquanto os demais disseram que ‘‘não’’. O julgamento começou com uma discussão entre o presidente do Tribunal e o ex-ditador, que rejeitou ser chamado de ‘‘acusado’’ e insistiu que o julgamento é ‘‘ilegal’’, pois está sendo realizado ‘‘enquanto o Iraque está ocupado por forças estrangeiras’’. ‘‘Sou Saddam Hussein, presidente da República do Iraque e comandante supremo das Forças Armadas’’, disse Saddam.
|
|
DESTRUIÇÃO
Reconstrução do Líbano após guerra vai custar US$ 3,5 bilhões
Agência Estado e Agência EFE
A reconstrução de moradias e da infra-estrutura do Líbano, destruídas pelos bombardeios israelenses em sua guerra contra o Hezbollah, custará cerca de US$ 3,5 bilhões, e os esforços estão sendo comprometidos pela falta de liderança do governo, denunciou ontem a autoridade libanesa responsável pela reconstrução. Fadel al-Shalaq, presidente do Conselho Libanês para o Desenvolvimento e Reconstrução, afirmou à rede americana CNN que o recente conflito foi ‘‘o mais intenso’’ em termos de devastação desde o início da guerra civil libanesa em 1975.
As áreas mais afetadas, segundo al-Shalaq, foram moradia, tratamento de água, transporte e comunicação. Ele estima que a questão financeira não será a mais complicada, uma vez que já houve substancial comprometimento por parte da Arábia Saudita, Kuwait e um fundo árabe. ‘‘O que nos preocupa mais é que a situação política não propicia uma rápida reconstrução’’, explicou. O governo não tem um plano definido e ‘‘acho que temos um vazio de liderança’’.
BOMBAS
Milhares de bombas de fragmentação, granadas e projéteis que não explodiram estão espalhadas em todo o sul do Líbano, informaram ontem fontes da ONU e da organização HRW (Human Rights Watch). Ao menos oito pessoas morreram e mais de 50 ficaram feridas pela explosão desses artefatos durante a primeira semana do cessar-fogo, segundo dados do Exército libanês.
Quase todas as vítimas eram refugiados que retornavam para suas casas destruídas e que desconheciam o perigo oculto entre os escombros. Boa parte das vítimas que chega aos hospitais são crianças que tocam ou brincam com os artefatos, que em muitos casos se parecem com uma pequena bola.
Segundo cálculos das Nações Unidas, durante os 34 dias do conflito entre o Exército de Israel e milicianos do Hisbolá, 157 mil bombas foram lançadas contra o Líbano, das quais estima-se que entre 10% e 20% não explodiram.
|
|
EXPLOSÃO
Bomba em mercado de Moscou mata dez e deixa 39 feridos
Agência EFE
 Explosão atingiu um dos mercados mais populares de Cherkizov |
Dez pessoas, duas delas crianças, morreram ontem e outras 39 ficaram feridas na explosão de uma bomba no mercado de Cherkizov, um dos maiores de Moscou, em um ataque que as autoridades acreditam ser um acerto de contas.
‘‘Concorrência comercial’’, estas foram as palavras usadas pelo promotor de Moscou, Yuri Siomin, para destacar a provável causa da explosão que provocou morte e destruição em um dos mercados populares mais movimentados da cidade. A bomba, com uma carga de entre 1 e 1,5 quilo de dinamite, explodiu às 10h40 (3h40 em Brasília) e destruiu mais de 200m quadrados de construções leves em Evrazia, um dos setores no qual é dividido o mercado de Cherkizov, no nordeste de Moscou.
Siomin declarou à agência oficial ‘‘Itar-Tass’’ que a bomba explodiu entre dois contêineres, perto de um bujão de gás, em um pavilhão comercial fechado. Em um primeiro momento, fontes policiais disseram que a explosão tinha ocorrido no interior de uma cafeteria e testemunhas disseram que viram quanto dois desconhecidos deixaram uma bolsa e saíram correndo do estabelecimento.
|
|
AIEA
Irã bloqueia entrada de inspetores
Agência EFE
O Irã está bloqueando o acesso de inspetores da Aiea (Agência Internacional de Energia Atômica) a Natanz, uma de suas principais instalações nucleares, indicaram ontem em Viena diplomatas próximos à agência atômica da ONU. Em declarações em Viena, capital austríaca, uma das fontes disse sob a condição de anonimato que a decisão iraniana ‘‘não tem justificação’’. Um porta-voz da agência nuclear das Nações Unidas se negou a comentar o assunto.
‘‘Sabemos que isto está ocorrendo, mas ainda não sabemos o alcance e o objetivo (dos iranianos)’, disse outro diplomata.
O bloqueio foi tornado público na véspera do anúncio, hoje, da resposta oficial do Irã ao pacote de incentivos apresentados em julho pelas cinco potências do Conselho de Segurança da ONU e a Alemanha. Nessa proposta, oferece-se ao Irã uma ampla cooperação no campo nuclear e comercial, enquanto se ameaça o país com sanções.
|
|
Copyright TodoDia Online. Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução do conteúdo desta página
em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem autorização escrita do TodoDia Online. Webmaster