Domingo, 30 de Julho de 2006
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Nas gerais


Instituto da reeleição é recente, diz Aécio Neves

Candidato novamente ao governo de Minas afirma que não permitirá uso da máquina para campanha


Folhapress - São Paulo

Arquivo/TodoDia Imagem
Aécio é candidato em Minas
O governador de Minas, Aécio Neves (PSDB), candidato à reeleição, afirmou anteontem que não vai permitir que haja utilização de qualquer estrutura de governo, de atuação de governo, em sua campanha eleitoral. ‘‘O instituto da reeleição é coisa recente no Brasil. Nós, quando aprovamos a reeleição não a regulamentamos. Então nós vamos estar sempre caminhando numa linha muito tênue’’, disse o tucano, que participou anteontem de reunião administrativa com secretários de Estado.

‘‘Eu tenho dito sempre que eu me sinto uma figura um pouco híbrida, porque uma hora eu sou governador, outra hora sou candidato a governo, mas eu farei, e esta reunião foi um esforço nesta direção, farei de Minas Gerais um exemplo de respeito à legislação eleitoral. O que é governo é governo. Mas também não permitirei que o governo pare’’, reiterou. Para Aécio, o governo continua trabalhando em benefício das pessoas e ele estará adaptando suas responsabilidades de governador às responsabilidades de candidato.

agenda

O governador falou ainda sobre sua agenda de campanha. Segundo ele, a agenda não está definida em longo prazo, mas pretende, até o inicio da semana que vem, já ter um planejamento para os próximos 15 dias. ‘‘Estarei viajando o Estado, algumas vezes aqui com a presença do candidato à Presidência da República, Geraldo Alckmin (PSDB). Mas, obviamente, em muitas outras vezes, como ele não pode estar só aqui e tem que estar no resto do país, em muitas outras vezes estarei ao lado do candidato ao senado Eliseu Resende (PFL) e estarei conversando com as pessoas.’’ Aécio disse ainda que o governo tem um trabalho feito e isso é um estímulo e facilita a ação. ‘‘Mas, sempre estaremos priorizando, e eu quero aqui reiterar, a minha ação como governador do Estado, a minha responsabilidade maior até o dia 31 de dezembro é governar Minas e Minas não pode parar neste período. A partir daí, nos horários que me forem permitidos, estarei fazendo a minha campanha.’’


APOIO


Tasso apóia Itamar Franco em nota

Christiane Samarco/AE - Brasília

O presidente nacional do PSDB, senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), divulgou nota oficial de solidariedade ao ex-Presidente Itamar Franco, ‘‘em virtude das grosseiras e preconceituosas declarações do Presidente da República’’. Além de solidarizar-se com Itamar, Tasso fez questão de manifestar o ‘‘repúdio’’ do PSDB à atitude tomada pelo presidente Lula, depois da adesão do ex-presidente à candidatura presidencial do tucano Geraldo Alckmin, com críticas ao petista.

Lula reagiu, dizendo que, aos 75 anos, qualquer brasileiro deve ter liberdade para fazer suas opções. ‘‘O atual presidente demonstra, além de desrespeito à história política do ex-presidente, reconhecidamente calcada na ética e na honestidade, desprezo à democracia, ao direito inalienável de todo cidadão brasileiro, independentemente de sua idade, de fazer sua opção por qualquer candidatura e livremente manifestá-la’’, disse o presidente do PSDB.


ECONOMIA


Heloísa diz que pacote gera vulnerabilidades

Candidata à presidência pelo PSOL declarou que política cambial adotada cria risco para o País


Tomas Okuda/AE - São Paulo

Arquivo/TodoDia Imagem
Heloísa Helena não gostou do pacote cambial
A senadora Heloísa Helena, candidata à Presidência da República pelo PSOL, disse que o pacote cambial anunciado nesta semana pelo governo, que possibilita aos exportadores manter 30% das receitas obtidas com as vendas externas fora do País, ‘‘aumenta a vulnerabilidade externa do País’’. Ela fez a declaração ontem, durante campanha no centro de Osasco, na Grande São Paulo. Heloísa Helena explicou que o setor exportador tem de ser prestigiado com alteração na atual da política econômica. ‘‘Os juros altos, o câmbio e o aumento da importação desestruturam os parques produtivos nacionais’’.

Ela afirmou que a permissão para o exportador deixar dólares no exterior é um risco para a segurança financeira do Brasil, que se tornará mais vulnerável a ataques especulativos externos. ‘‘No curto e médio prazos, haverá necessidade de elevar a taxa de juros, para que esses dólares possam retornar ao País’’, comentou. A candidata disse que ‘‘como o governo não tem coragem de alterar a política econômica, criou-se uma situação de jogar o exportador na condição de especulador’’.

Questionada sobre a situação da Previdência Social, a senadora acrescentou que ‘‘não há rombo na Previdência, como bem mostrou o TCU (Tribunal de Contas da União), na análise das contas do governo para 2005’’. Segundo ela, com a extinção da DRU (Desvinculação das Receitas da União) no fim deste ano, ‘‘existe, sim, a possibilidade concreta de ampliar o atendimento na área de Saúde e Previdência’’. Heloísa Helena ressaltou que o relatório do TCU mostrou que não há rombo na Seguridade Social, ‘‘ela (a seguridade) será até superavitária, em cerca de R$ 52 bilhões, no fim de 2006, com a extinção da DRU’’, reafirmou a candidata.

Ela rechaçou a informação de que o rombo na Previdência, no setor público e privado, cresce a cada ano. ‘‘Não é todo mundo que fala em rombo na Previdência, basta analisar com neutralidade os dados, como vez o TCU’’, garantiu. A candidata acrescentou, ainda, que a reforma da Previdência pode ser realizada, desde que seja para ‘‘ampliar direitos da população’’. Ela citou, por exemplo, estender a aposentadoria para a dona de casa e ampliação de direitos aos deficientes físicos.

Perguntada sobre o uso da máquina pública na campanha eleitoral, numa referência à liberação de recursos pelo governo à região Sul, Heloísa Helena disse que ‘‘é muito ruim para a administração pública; uma demonstração de irresponsabilidade fiscal, social, administrativa e orçamentária’’.

Heloísa Helena cumprimentou populares e lojistas durante caminhada pelo calçadão no Centro de Osasco. Uma chuva irregular afastou as dezenas de pessoas, durante seu discurso, em frente ao Shopping Osasco Plaza. A candidata deixou o local por volta do meio-dia.


NEUTRO


Alckmin faz campanha sem Hartung

Alexandre Rodrigues/AE - Vitória (ES)

O candidato do PSDB a presidente, Geraldo Alckmin, fez campanha na capital do Espírito Santo sem a recepção do governador Paulo Hartung (PMDB). Candidato à reeleição em coligação com o PFL e o PSDB, mas com o apoio do PT, Hartung decidiu manter-se neutro na campanha nacional e viajou ontem, para local não divulgado por seus assessores. Alckmin afirmou não haver mal-estar com o episódio e fez elogios ao governo de Hartung, num sinal de que ainda pretende atraí-lo. ‘‘Política não se obriga, política se conquista’’, disse o candidato, que declarou ter ficado satisfeito com o apoio, anteontem, de prefeitos e candidatos a deputado do PMDB gaúcho, apesar de não ter conseguido a adesão do governador do Rio Grande do Sul, Germano Rigotto (PMDB).

Alckmin fez campanha ontem nas ruas de Vitória, onde pediu votos ao lado do ex-prefeito da capital Luiz Paulo Vellozo Lucas (PSDB) e de Ricardo Ferraço, candidato a vice-governador na chapa de Hartung e coordenador da campanha tucana no Estado. No Clube Náutico de Vitória, conhecido por sediar bailes funk, Alckmin foi recebido por correligionários e assistiu a uma apresentação de um grupo de congo, uma dança folclórica do Espírito Santo.

Alckmin falou sobre segurança pública no Espírito Santo, Estado que, como São Paulo, enfrenta problemas no sistema penitenciário e altos índices de criminalidade. Ele afirmou que pretende fazer do combate à violência uma tarefa do governo federal.



Serra venceria no primeiro turno; no Estado, Alckmin e Lula estão tecnicamente empatados

Na disputa pela presidência, os candidatos do PSDB e do PT têm larga vantagem sobre os demais; já o candidato tucano a governador lidera com grande folga na pesquisa de intenção de votos em São Paulo


Gisele Rodrigues - Região

Fotos: Arquivo/TodoDia Imagem
Serra tem grande vantagem
Se as eleições fossem realizadas hoje, José Serra (PSDB) venceria no primeiro turno a eleição para governador do Estado. É o que aponta pesquisa realizada pelo Instituto Brasmarket. A pesquisa foi feita entre terça e quinta-feira. O levantamento mostra ainda que, no Estado, na disputa pela presidência da República, Geraldo Alckmin (PSDB) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) estão tecnicamente empatados, com ligeira vantagem do tucano (leia texto abaixo).

A margem de erro é de 2,6% para mais ou para menos, num intervalo de confiança de 95,5%.

A pesquisa foi feita com 1.501 eleitores em 52 municípios do Estado, divididos em Capital, Grande São Paulo e interior, na modalidade estimulada - com disponibilização dos nomes dos candidatos - e espontânea - quando o eleitor diz em quem vai votar sem ver a relação de candidatos (leia texto ao lado). A pesquisa ao Governo do Estado está registrada no TRE sob o número 267/2006.

A soma das intenções de voto de todos os candidatos, menos o tucano, chega a 32,9%, o que não ultrapassa os 44,9% de Serra, garantindo a vitória tucana já no primeiro turno.

Na segunda colocação há empate técnico entre Aloizio Mercadante (PT) e Orestes Quércia (PMDB). O candidato petista aparece com 13% das intenções de voto na pesquisa estimulada enquanto Quércia tem 11,1%. O candidato do PDT, Carlos Apolinário, vem em seguida com 4,3% de preferência dos eleitores, seguido por Cláudio de Mauro (PV), com 1,3%, e Plínio de Arruda Sampaio (PSol), com 1,1% das intenções de voto. Com menos de 1% de voto aparecem Mario Luiz Guide (PSB), Ruy Renato Reichmann (Prona), Tarcísio Roberto Floglio (PSC), Pedro Luiz Viviani (PMN), Roberto Gandolfo Sarli Júnior (PAN), Éder Xavier (PTC), Alfredo Martins Correia (PTN), Antonio da Cunha Lima (PSDC) e Roberto Siqueira Gomes (PSL).

Os indecisos somam 14,8% dos eleitores entrevistados e outros 7,4% optaram por anular o voto ou não votar em nenhum dos candidatos apresentados.

ESPONTÂNEA

A liderança de Serra é mantida também na pesquisa espontânea, onde os eleitores indicam em quem pretendem votar, sem apresentação da relação de candidatos. O candidato tucano é citado por 34,3% dos entrevistados. Mercadante aparece numericamente em segundo lugar, com 9,6% das intenções de voto, mas novamente empatado tecnicamente com Quércia, que tem 9,1% da preferência do eleitor.

O nome de Carlos Apolinário aparece em seguida com 2,5% das intenções de voto. E com menos de 1% das intenções estão os candidatos do PSol, PV e PSB. Os demais candidatos não receberam voto.

Na abordagem espontânea, os indecisos são 34,5% dos eleitores. Já 9,2% dos entrevistados alegaram que vão anular o voto ou não pretendem votar em nenhum candidato.



Mercadante aparece em segundo




Quércia tem 11,1% das indicações



GOVERNADOR - ESPONTÂNEA




GOVERNADOR - ESTIMULADA




Alckmin e Lula estão empatados tecnicamente

Alckmin com ligeira vantagem
Se as eleições fossem hoje, Geraldo Alckmin (PSDB) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) estariam tecnicamente empatados no Estado de São Paulo na disputa pela Presidência da República, segundo pesquisa realizada pelo Instituto Brasmarket. A pesquisa foi realizada entre terça e quinta-feira. A margem de erro é de 2,6% para mais ou para menos, num intervalo de confiança de 95,5%.

Na pesquisa estimulada, Alckmin tem 39% das intenções de voto, tecnicamente empatado com Lula que tem 36%. Os dois candidatos estão isolados dos demais, Heloísa Helena (PSol), com 4,8%, José Maria Eymael (PDC), com 2,9%, Cristovam Buarque (PDT), com 1,5%, Luciano Caldas Bivar (PSL), com 0,3%, Rui Costa Pimenta (PCO), com 0,2%, e Ana Maria Teixeira Rangel (PRP), com 0,1%. Os indecisos somam 7,1% das intenções de voto e brancos, nulos e abstenções representam 8,1%.

A pesquisa foi registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o número 11.727/2006.

Na pesquisa espontânea, o empate técnico permanece apesar de existir uma maior vantagem de Alckmin. O tucano é citado nominalmente por 33% dos entrevistados e Lula é o segundo mais apontado para a Presidência da República, com 28,8% das intenções de voto no Estado.

Heloísa Helena aparece novamente na terceira colocação, com 2,5% das intenções de voto, seguida por José Maria Eymael, com 1,3%, e Cristovam Buarque, com 0,9%. Os candidatos Luciano Caldas Bivar, Rui Costa Pimenta e Ana Maria Teixeira Rangel não tiveram seus nomes citados pelos entrevistados.

Os eleitores que alegaram votar em branco, anular ou se abster da votação somam 19,6%, enquanto 13,9% dos entrevistados se declararam indecisos.



Lula, em segundo, no Estado




Heloísa Helena está em terceiro



PRESIDENTE - ESTIMULADA NO ESTADO




PRESIDENTE - ESPONTÂNEA NO ESTADO




Dados da Região saem domingo
GR


Roberto Romi Zanaga: precursor
O TodoDia começa a publicar no próximo domingo pesquisas com o desempenho dos candidatos da Região. As entrevistas serão feitas pelo Instituto Brasmarket nos 14 municípios da Região (Americana, Santa Bárbara d’Oeste, Sumaré, Hortolândia, Nova Odessa, Paulínia, Monte Mor, Cosmópolis, Jaguariúna, Pedreira, Santo Antônio de Posse, Engenheiro Coelho, Holambra e Artur Nogueira) e indicam as intenções de votos para presidente, governador, senador, deputado federal e deputado estadual. As pesquisas fazem parte da cobertura eleitoral do jornal.

De acordo com o presidente da Editora Z, Roberto Romi Zanaga, desde a fundação, o TodoDia foi precursor na divulgação de pesquisas de candidatos na Região. “Trazer as pesquisas eleitorais para a Região é um projeto que começou com o TodoDia, em 1998, seguindo a tendência dos grandes órgãos de imprensa”, informou Zanaga. O objetivo, segundo o presidente, é estimular o voto consciente dos eleitores. “Queremos incentivar a representatividade da Região”, afirmou.

As cidades da Região congregam 776.131 eleitores, segundo dados de junho de 2006 do TSE (Tribunal Superior Eleitora), e estão na disputa para deputado estadual e federal 62 candidatos domiciliados nos 14 municípios.

DEPUTADOS

Segundo o diretor do Brasmarket, Sidney Kuntz, será feita a pesquisa de intenção de voto espontânea e estimulada para presidente, governador e senador.

Para deputado estadual e federal, será feito o levantamento espontâneo nos 14 municípios com a apresentação da intenção de votos nos candidatos na Região.

Ainda como parte da parceria do TodoDia com o Instituto Brasmarket consta a divulgação de pesquisas de intenção de voto para presidente da República (no cenário do Estado de São Paulo) e para governador, como as que estão sendo publicadas nesta edição.


Estimulada e espontânea
GR

As pesquisas eleitorais do Instituto Brasmarket foram feitas nas modalidades estimulada e espontânea. De acordo com o diretor da empresa, Sidney Kuntz, o Estado foi dividido em 42 regiões administrativas, mais a RMSP (Região Metropolitana de São Paulo), e a Capital, de onde foi tirada a amostragem da pesquisa.

Na modalidade espontânea, o entrevistado foi indagado se já havia decidido em quem iria votar e qual era o candidato. Já na modalidade estimulada, o entrevistador entrega um disco ao entrevistado para que aponte o seu candidato. Nesse disco, os candidatos estão dispostos de forma aleatória e a pessoa tem que indicar o nome do candidato em que pretende votar.


Propaganda de efeito incerto
GR

O início da propaganda eleitoral gratuita no próximo dia 15 é apontado como uma incógnita para o resultado de próximas pesquisas. De acordo com o diretor da Brasmarket, Sidney Kuntz, o início do programa vai tornar alguns candidatos mais conhecidos e, com isso, pode haver uma movimentação dos votos de um candidato para outro. “Nas propagandas, os candidatos vão se expor mais”, disse.


Resultados são semelhantes
GR

A pesquisa apresentada pelo TodoDia para governador do Estado tem resultado semelhante à divulgada pelo Datafolha, publicada em 20 de julho no jornal Folha de S.Paulo.

Na pesquisa do instituto Datafolha, o candidato tucano José Serra (PSDB) também aparece na liderança, com folga para uma vitória no primeiro turno.

De acordo a pesquisa, Serra aparece com 48% das intenções de voto, seguido por Aloizio Mercadante (PT), com 15%, e Orestes Quércia (PMDB), com 11%.

Carlos Apolinário (PDT) aparece com 2% das intenções de voto.

A pesquisa Datafolha teve margem de erro de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos.



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