Desde a explosão da violência urbana em São Paulo, patrocinada principalmente pelo PCC (Primeiro Comando da Capital), através de seu líder maior, Marcola, muitas discussões vêm sendo feitas a respeito de presos e presídios. Muito pouco se tem discutido a respeito de uma política geral de segurança, quase nada se fala das causas, preferindo sempre ficar nas consequências dos fatos.
Esta falta de disposição de se colocar o dedo na ferida da segurança, que não se restringe apenas a falta de vagas nos presídios e o relacionamento com os presos e entre os presos, mas problemas muito mais sérios e graves do que este são escamoteados da discussão pública. Não se discute, por exemplo, o fato de não se ter uma política séria de segurança pública , não se discute a unidade das forças policiais, seu melhor aparelhamento, seu comando não por políticos, mas por profissionais.
Não se discute também o fato de São Paulo ser o segundo Estado brasileiro que pior paga suas forças policiais, levando-as ao desânimo e a necessidade absoluta e vital de se fazerem os chamados “bicos”. Não se discute, por exemplo, a falta dos serviços de inteligência em nossa segurança, nem a falta de integração e nem mesmo o comando que deveria ser exercido pelo secretário de Segurança Pública.
Não se viu na semana da crise um pronunciamento sequer do secretário estadual de Segurança, Saulo de Castro Abreu. Ninguém o viu ou conseguiu ouví-lo. Talvez estivesse preocupado em destratar gerente de bar, como já fez em outra ocasião.
Se você tem um secretário que se omite nos momentos de crise, este homem não pode querer ser líder de nada e nem ter voz ativa sobre seus comandados. Falar de bandido dá audiência, mas seria bom que a discussão fosse um pouco mais profunda e mais séria.
FACILIDADE
A Câmara de Americana decidiu pelo mais fácil. Não vai pagar a empresa contratada para distribuir o famigerado jornal que somente serviu para propaganda fora de hora dos vereadores. Com esta medida quer ela acreditar que tudo está resolvido, mas deixa sem resposta as perguntas mais importantes:
1) Quanto se gastou para se confeccionar os jornais? Quem pagou?
2) Quem mandou fazer os tais jornais? Amparado em que lei? Com a autorização de quem?
3) O assunto constante da publicação era relevante? Deu algum resultado?
Poderíamos aqui elencar mais algumas perguntas, mas nos falta espaço. Do pouco que ainda disponho continuo reivindicando da Câmara o pagamento dos meus R$ 0,16. Não me pagam, mas que me devem, isso lá me devem.