Terça-feira, 30 de Maio de 2006
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Os mutantes de ‘‘X-Men 3’’ se impuseram sobre ‘‘O Código Da Vinci’’, com os US$ 107 milhões obtidos até ontem na bilheteria norte-americana, a quarta melhor estréia na história de Hollywood.



Reta final

‘Ídolos’ vai chegando ao fim e Leandro, Lucas e Davison são os favoritos


Juliana Alencar/Folhapress - São Paulo

Fotos: Divulgação
Os concorrentes Davison Batista (esq.), Leandro Lopes (centro) e Lucas Poletto: soltando a voz na derradeira semana
A final de ‘‘Ídolos’’ (SBT) começa só amanhã, mas três dos dez finalistas já estão na dianteira. Pelo menos na opinião dos jurados do programa, Arnaldo Saccomani, Carlos Eduardo Miranda, Cynthia Zamorano, a Cyz, e Thomas Roth. Os apontados como favoritos na competição foram o carioca Leandro Lopes, 22, o paranaense Lucas Poletto, 20, e o paulista Davison Batista, 27.

‘‘Todos estão lá por seus próprios méritos e poderiam ganhar a competição se o critério fosse apenas talento. Existem, porém, alguns candidatos que já têm um público fiel e, por isso, estão mais próximos de saírem vitoriosos’’, reconhece Thomas Roth. ‘‘Esse é o caso do Leandro e do Lucas, que caíram nas graças da garotada, e agora do Davison’’, diz.

Roth afirma ainda que tende a acreditar que o público do programa, por ser essencialmente feminino, elegerá um garoto o vencedor. A opinião dele é compartilhada por Cyz. ‘‘Acho que os meninos são fortes competidores porque além de cantarem bem, são bonitos, simpáticos e têm estilo. As pessoas não escolhem seus ídolos apenas pela qualidade vocal que eles possuem.’’

A constatação do favoritismo do trio decretaria então o fim da linha para os outros competidores? ‘‘De jeito nenhum’’, diz Miranda, que, apesar de admitir que os garotões do programa são mesmo os queridinhos do público, acredita que essa situação pode se reverter. ‘‘Os telespectadores têm nos surpreendido muito. Quando a gente acha que um candidato vai ficar, ele não fica.’’ Cyz completa: ‘‘Com as apresentações semanais, os telespectadores vão poder conhecer mais os candidatos. Ainda tem muita coisa para rolar’’. Nos bastidores da atração, porém, comenta-se que Leandro é considerado o candidato com mais chances de sair vencedor da atração.










QUADRINHOS


‘Lusíadas 2500’ mostra aventura de Vasco da Gama no espaço

Flávia Guerra/AE - São Paulo

O grande navegador Vasco da Gama é quase um Darth Vader. Em vez do mar à sua frente, o espaço, onde as caravelas navegam feito espaçonaves. Um ciborgue registra a saga das navegações e tem o DNA do maior poeta da língua portuguesa implantado em seu sistema. Este não é o universo de uma nova ficção científica, mas do maior poema em língua portuguesa já escrito: ‘‘Os Lusíadas’’. Mas, em vez de apenas os versos de Luís Vaz de Camões, a arte seqüencial, os quadrinhos. Este é ‘‘Lusíadas 2500’’, que a Companhia Editora Nacional lança hoje.

A obra, cujo primeiro volume contém os primeiros quatro cantos da epopéia de Vasco da Gama, é criação do cartunista e artista gráfico Laílson de Holanda Cavalcanti.



De mal a pior

‘Cobras & Lagartos’ patina no Ibope e aponta para crise


Keila Jimenez/AE - São Paulo

Arquivo/TodoDia Imagem
Lázaro Ramos, como Foguinho, é um achado, mas não segura o Ibope
Há mais de um mês no ar, ‘‘Cobras & Lagartos’’, trama das 7 da Globo, ainda não conseguiu reerguer a audiência no horário. O ibope da novela anda na casa dos 32 pontos, média abaixo da de sua estréia, 35 pontos, em abril. Corre nos bastidores que grupos de discussão e constantes reuniões com a direção da trama vêm sido feitas na Globo para diagnosticar os ‘‘problemas’’ do folhetim, que pegou a audiência baixa no horário deixada por ‘‘Bang Bang’’.

Mas não é preciso muito para perceber que ‘‘Cobras’’ tem bom argumento, boa dose de comédia - Foguinho (Lázaro Ramos) é um achado - mas patina em algumas coisas. A primeira delas é a escolha dos vilões. Leona (Carolina Dieckmann) e Estevão (Henri Castelli) não convencem na categoria casal do mal.

A trama ainda vem enfrentando no horário ‘‘Prova de Amor’’, da Record, que subiu sua média para 20 pontos. Há também a acusação de plágio que pesa sobre o autor, João Emanuel Carneiro, processado por João Moreira Salles por colocar no ar a história de um motoboy. O autor não fala sobre o assunto, a Globo evitar divulgar audiências da trama. Sinal de que a crise existe.


Contos, Crônicas e Poesias


TEM!

Sombra e água fresca

Tem no bosque.

Oração e missa

Tem na Igreja.

Rodízio de carnes,

Tem na churrascaria.

Pastel

Tem na pastelaria.

Cerveja

Tem no bar.

Queijo

Tem no supermercado.

Cocada

Tem na doçaria.

Sorvete

Tem na sorveteria.

Carlos Basanella



Noites de inverno

As paixões vão se apagando

De nossas memórias

E o tempo vai passando

Fazendo novas histórias

Tantas loucuras

Se perderam como vento

Quantas loucuras

Perderam seu encantamento

Nessas noites de inverno

Sem muitas esperanças

Se consomem no tempo eterno

Ficando só as lembranças

Ronildo Silvério do Prado



O amor é completo

Amor lembra paixão,

Paixão lembra coração,

Coração lembra união.

União lembra felicidade,

Felicidade lembra lealdade.

Lealdade lembra fidelidade,

Fidelidade lembra amizade.

Amizade lembra respeito,

Respeito lembra igualdade,

Igualdade lembra fraternidade.

Fraternidade lembra convivência,

Convivência lembra paciência.

Paciência lembra resignação,

Resignação lembra amor, que lembra paixão.

Giomário Nunes Torres


Pop-up


A juventude é chata

LUIZ BIAJONI

Quando eu era jovem achava a juventude legal. Mas também achava que a juventude anterior à minha tinha sido ainda mais legal. Nasci em 1970 então, em minha adolescência, peguei toda aquela explosão do pop-rock oitentista, fui pós-punk, dancei new-wave, usei calças OP, umas bem medonhas, verde-limão... Argh.

Ser soturno foi legal com a onda gótica e quase passei o lápis preto de minha mãe nos olhos. Quando o grunge surgiu, não me impressionei com o Nirvana. Aos 21 anos estava mais interessado em cinema e as artes de maneira geral do que em música para adolescentes curtirem dor-de-cotovelo ou para se acotovelarem em shows. Fui cansando.

Crescer é essencial. Então quando estava lá pela casa dos 25 anos, ora veja, ainda jovem, me veio o sobressalto de que eu havia sido um ridículo ainda há pouco. E decidi parar de ser. Quando despertamos, olhamos para traz e até a juventude de outrora, que achávamos mais legal que a nossa, fica duplamente ridícula e chata.

Imagine todos aqueles hippies fedidos e maconheiros dos anos 60! Credo! E aqueles jovens tentando requebrar como Elvis Presley nos anos 50, com os cabelos lotados de gumex! Que nojo! Não me impressiono tanto mais com a cultura pop ou com a música pop ou com os modismos da estação, que mudam a cada semana.

Tenho uma certa compaixão por todos esses jovens de hoje que vão se descobrir horríveis & ridículos daqui a alguns anos... Esses adolescentes emo, esses fãs do Rebelde, essas garotas que a-do-ram a Britney Spears... Tenho dó delas. E o sentimento que fica é de impotência, já que não adianta chegar para esses jovens e dizer: “escuta, isso é ridículo, você está sendo ridículo com todos esses piercings na cara, tomar um ecstasy e ficar pulando duas noites seguidas não é diversão, tum-tum-tum não é música, etc...”, pois uma das características mais marcantemente ridículas e chatas dos adolescentes é a incapacidade que eles têm de ouvir e entender e isso eu posso afirmar ca-te-go-ri-ca-men-te, já que eu também fui assim: ridículo e surdo.

Não adianta - e nem devemos - querer enfiar algum bom senso goela abaixo de jovens que se classificam, por exemplo, de “ecléticos”. São pessoas ainda mal-formadas que não criaram própria opinião sobre quaisquer assuntos e então dizem que gostam de pagode ou de sardinha com leite condensado. Eles não têm culpa, só estão nessa fase e são chatos, como eu também fui um dia.

Pior mesmo que o jovem é aquele que, cronologicamente passou, mas acha que vive numa dobra temporal e ouve CPM 22 no talo; cabelos arrepiadinhos com topete Recruta Zero, Toddynho quente de manhã todo dia antes de dormir. Falta de senso. Mas está tudo certo, sempre foi assim, sempre vai ser.

No fundo, eu não queria escrever essa coluna. É que eu sentei em uma mesa, no almoço, ao lado de uma turma de adolescentes e as conversas que escutei, de viés, me deixaram bem desanimado. E a frase inicial desse artigo me veio à mente. Quando estamos vivendo o distendido momento de nossa juventude, tudo nos parece legal - e quase sempre achamos os adultos bestas, caretas, quadrados, ultrapassados.



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