Domingo, 19 de Novembro de 2006
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ESTADO DE SÃO PAULO


Vestibular da Unicamp é o de maior concorrência

Em média, 16,6 candidatos concorrem a cada uma das 2.830 vagas; prova de hoje começa às 14h


Simone Harnik/Folhapress - São Paulo

Arquivo/TodoDia Imagem
Primeira fase do vestibular da Unicamp será realizada hoje
A Unicamp, que realiza a primeira fase do vestibular hoje, se consolidou como a mais concorrida das universidades estaduais paulistas. Desde o vestibular 2004, a universidade de Campinas não perde mais para a USP (Universidade de São Paulo) e para Unesp (Universidade Paulista) nos números. Neste ano são, em média, 16,6 candidatos concorrendo a cada uma das 2.830 vagas. Contando com a Famerp (Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto), o número de inscritos sobe para 50.199 e as vagas, para 2.954.

A prova da Unicamp, que começa hoje às 14h, é bastante diferente das dos demais vestibulares, a começar pelo fato de não cobrar testes. Hoje, os inscritos no processo seletivo vão encarar uma prova inteiramente dissertativa com 12 questões e uma redação. Os portões fecham às 13h45.

Na Fuvest - o vestibular para USP, medicina na Santa Casa e Academia da Polícia Militar do Barro Branco-, a concorrência geral é de 12,4 vestibulandos por vaga e, na Unesp, de 15. No imaginário dos vestibulandos, a USP é tradicionalmente aceita como a mais concorrida. Os números que derrubam essa idéia são surpresa até mesmo para o coordenador-executivo da Comvest (Comissão Permanente para os Vestibular), da Unicamp, Leandro Tessler. ‘‘Acredito que isso ocorra porque a Unicamp faz um vestibular diferente e porque a universidade transmite uma imagem de que os ingressantes vão ter uma boa formação’’, estima.

Segundo ele, dos candidatos, um terço pertence à região de Campinas, um terço, à Grande São Paulo, e os demais, ao resto do País. O diretor do Anglo de Campinas, Euclides Guazzelli, nota a procura de estudantes de outras regiões do país pela Unicamp. ‘‘A divulgação no resto do País é grande. E, ao contrário de outras universidades, que instituem questões regionalizadas, a Unicamp procura atrair candidatos de toda a parte’’, afirma. Neste ano, a USP teve uma queda brusca no número de inscritos, justificada pela pró-reitora de graduação da entidade, Selma Garrido Pimenta, como decorrente da procura de estudantes pelo Prouni (Programa de Universidade para Todos) e por outras instituições recém surgidas, como a Ufabc (Universidade Federal do ABC). Na Internet, veja o local de prova www.comvest.unicamp.br .


ENTENDIMENTO


Lula lança no Rio de Janeiro o Dia Nacional de Combate à Dengue

Elvira Lobato/Folhapress - Rio de Janeiro (RJ)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva lançou a campanha nacional de combate à dengue no Rio de Janeiro para explicitar sua aliança com o governador eleito Sérgio Cabral (PMDB). Segundo Lula, as condições estão colocadas para que os governos federal e do Rio tenham um entendimento inédito. ‘‘Precisamos provar uma vez na vida que é possível a gente ter o governo do Estado do Rio, a Prefeitura do Rio de Janeiro e o governo federal trabalhando em harmonia, sem disputa de espaços políticos(...), porque toda vez que nós erramos na política quem paga o pato é o povo’’, afirmou Lula em discurso, em que lamentou a ausência do prefeito, Cesar Maia (PFL).

ROSINHA

A governadora Rosinha Matheus (PMDB), adversária de Lula, não compareceu ao lançamento da campanha, que reuniu crianças e moradores do Morro da Mangueira, no Ciep Nação Mangueirense. Lula encurtou a agenda de ontem no Rio para comparecer ao velório do senador Ramez Tebet (PMDB), no Mato Grosso do Sul. Em discurso de improviso, o presidente disse que outro motivo para lançar a campanha no Rio foi o compromisso para um Pan sem dengue. O presidente assinou decreto de devolução da gestão plena sobre o SUS (Sistema Único de Saúde) à prefeitura da capital.



Região também se mobiliza

Lilian Torres

Unidos em um só objetivo, a Região se mobilizou ontem no “Dia D”, Dia Nacional de Combate contra a Dengue. As secretarias de Saúde organizaram diferentes atividades para alertar mais uma vez a população. Em Americana, além de pedágios, foi montada uma feira na Praça Basílio Rangel. Agentes realizaram um arrastão para recolhimento de criadouros nos bairros Jardim dos Lírios e Jardim das Flores. De janeiro até quinta-feira, a cidade contabilizou 68 casos confirmados de dengue. O cronograma de Sumaré incluiu o pedágio nas principais avenidas, entrega de panfletos no comércio e nas feiras.

Segundo a Assessoria de Imprensa da Prefeitura de Nova Odessa, a equipe da Vigilância de Saúde distribuiu folhetos em todos os pontos da cidade. Durante a semana, os funcionários da Saúde apresentaram a peça teatral ‘Dengue, o Fim da Picada’ e entregaram gibis sobre o mosquito nas escolas municipais e particulares do município. A Praça Central, em Santa Bárbara d’Oeste, foi o ponto escolhido para a exposição do ciclo do mosquito Aedes Aegypti e ações de combate.


CONSCIÊNCIA NEGRA


Eventos devem atrair cerca de dez mil à Avenida Paulista

Folhapress - São Paulo

Cerca de dez mil pessoas, segundo expectativa dos organizadores, devem tomar conta da Avenida Paulista, região central de São Paulo, amanhã. Feriado municipal em comemoração ao Dia da Consciência Negra, a data foi escolhida para o ato contra a discriminação racial. Será a primeira Parada Negra realizada na cidade, seguida da 3ª Marcha da Consciência Negra. O dia é uma homenagem a um dos símbolos da resistência negra no país: Zumbi de Palmares. Em 20 de novembro de 1695, o líder do famoso quilombo foi assassinado.

O evento começa às 12h, no vão livre do Masp, com uma cerimônia multirreligiosa e apresentações culturais. Às 15h, terá início a marcha em direção ao parque Ibirapuera -finalizada com um ato no estacionamento da Assembléia Legislativa, no Ibirapuera, zona sul de São Paulo. O integrante da comissão organizadora Dojival Vieira explica que a parada se refere a todo o evento, enquanto a 3ª marcha -a caminhada propriamente dita- ‘‘pretende ser a maior manifestação de uma comunidade negra no mundo, com militantes históricos dos movimentos sociais’’.


FÍGADO


Senador Ramez Tebet morre aos 70 anos vítima de câncer

João Naves e João Domingos/AE - Campo Grande (MS)

Arquivo/TodoDia Imagem
Tebet foi ministro de FHC
O senador Ramez Tebet (PMDB-MS), 70, morreu na noite de sexta-feira, em sua residência, em Campo Grande (MS), vítima de câncer no fígado. O corpo do senador foi velado até as 9h de ontem na Assembléia de Mato Grosso do Sul, de onde seguiu para o município de Três Lagoas (MS), sua cidade natal, onde seria sepultado no final da tarde. Tebet presidiu o Senado e o Congresso entre 2001 e 2003. Em nota oficial, o presidente Lula disse que a história de Tebet será lembrada como ‘‘um exemplo ao parlamentarismo e que o País perdeu um homem que sempre soube honrar o mandato confiado pelo povo’’. Lula afirmou que ‘‘a correção, o equilíbrio e a permanente busca pelo entendimento são características que marcam a vida pública e fazem de Ramez Tebet uma pessoa respeitada por todos’’.

O Senado decretou luto de três dias. Amanhã, a sessão será exclusiva para homenagens a Tebet. Formado em Direito, ele foi professor e promotor de Justiça. Em 1975 entrou para o MDB, único partido de oposição na época do governo militar. Foi prefeito de Três Lagoas. Eleito vice-governador do Estado em 1986, tornou-se governador por um ano, com o afastamento do titular Wilson Martins, que deixou o cargo para concorrer ao Senado. Tebet foi eleito senador em 1995. Em 2001, ocupou o cargo de ministro da Integração Nacional do governo Fernando Henrique. No ano seguinte foi reeleito senador. Seu mandato iria até 2011. Será substituído pelo suplente Valter Pereira.

CÂNCER

Sua luta contra o câncer se arrastou por quase 20 anos. Nos últimos 12 meses ficou visível o estrago que a doença fez ao corpo do senador. Ele emagreceu rapidamente, andava alquebrado e evidenciava ter muitas dificuldades para falar. Quando pegava o microfone para um aparte no Senado, logo ficava cansado.



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