Domingo, 19 de Novembro de 2006
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EUA


Livro sobre pingüins gays provoca polêmica

Obra retrata história real de dois machos que adotaram um ovo fertilizado e cuidaram do filhote


Agência Estado - Shiloh (EUA)

Arquivo/TodoDia Imagem
Tom homossexual de pinguim provoca polêmica
Um livro ilustrado sobre dois pingüins machos que criam um bebê pingüim casou polêmica na cidade de Shiloh. Ao mesmo tempo em que se preocupam com o acesso de estudantes do ensino básico ao livro, autoridades estão relutantes em restringir a disponibilidade da obra. A polêmica é a mais recente envolvendo ‘‘And Tango Makes Three’’, o livro infantil ilustrado baseado em uma história real de dois pingüins machos - Roy e Silo - do zoológico Central Park, em Nova York, que adotaram um ovo fertilizado e cuidaram do filhote como se fosse deles.

Reclamando do tom homossexual, alguns pais da Escola Básica de Shiloh acreditam que o livro - disponível para a retirada na biblioteca da escola, nessa cidade de 11 mil habitantes - lida com assuntos que crianças pequenas ainda não estão preparadas para lidar. Portanto, os pais pedem que o livro seja restringido a uma sessão de temas adultos, e que só possam ser retirados pelas crianças com permissão dos pais.

Até o momento, a chefe do distrito escolar não está convencida. Apesar de um grupo, que ela criou, sugerir a mudança de classificação do livro e a necessidade de autorização dos pais para ser retirado, a superintendente Jennifer Filyaw diz que ‘‘And Tango Makes Three’’ continuará como está, com o consentimento do promotor do distrito, que afirma que a mudança pode ser uma censura passível de ser questionada legalmente.

ADORÁVEL

Filyaw considera o livro ‘‘adorável’’, e com classificação de idade apropriada, recomendado para crianças entre quatro e oito anos. ‘‘Meu sentimento é que a biblioteca existe para servir a toda população’’, afirma Filyaw. ‘‘Isso quer dizer que você representa as diferentes famílias da sociedade - diferentes religiões, crenças diferentes. Esse é o papel de uma biblioteca de escola’’.

Lilly del Pinto achou que o livro parecia encantador quando sua filha de cinco anos, estudante da pré-escola de Shiloh, o levou para casa em setembro.


ESTUDO


Dinheiro muda uma pessoa

Agência Estado

Arquivo/TodoDia Imagem
Dinheiro muda comportamento
A simples visão de dinheiro pode mudar o comportamento de uma pessoa, de acordo com os resultados de estudo conduzido por uma professora de marketing. Para chegar a essa conclusão, Kathleen Vohs, da Universidade de Minnesota, nos Estados Unidos, e colegas, conduziram nove experimentos, nos quais pessoas tinham de resolver quebra-cabeças ou executar outras tarefas.

O comportamento de pessoas expostas a dinheiro foi comparado ao de outras que não estavam sendo levadas a pensar no assunto. Os dois grupos agiram de modo diferente, informa artigo sobre o trabalho, publicado na edição de sexta-feira da revista Science. ‘‘A mera presença de dinheiro muda as pessoas’’, disse Vohs. ‘‘O efeito pode ser positivo ou negativo. Exposição a dinheiro, ou o conceito de dinheiro, eleva o senso de auto-suficiência’’ e pode tornar as pessoas mais anti-sociais, disse ela. Por exemplo, disse a pesquisadora, um estudante com pouco dinheiro que queira se mudar chama os amigos para ajudá-lo, e eles se divertem em meio ao trabalho. Uma vez que os estudantes consigam bons empregos, a tendência é contratar uma firma de mudanças. Isso é mais eficiente, mas o grupo perde a interação pessoal.

‘‘A idéia subjacente é que, em algum momento do início da humanidade, todo mundo provavelmente precisava dos outros para fazer o que queria’’, mas no final surgiram sistemas de troca, e no fim, o dinheiro, que permite que as pessoas persigam suas metas pessoais sem pedir ajuda.

Em um dos experimentos, 52 estudantes foram divididos em grupos, e pediu-se que construíssem frases a partir de um conjunto de palavras soltas. Para um grupo, a frase era ‘‘um alto salário’’, enquanto outros tiveram ‘‘está frio lá fora’’. Em seguida, pediu-se que os estudantes montassem um quadrado a partir de um conjunto de discos, pedindo ajuda, se necessário. Alguns dos grupos que tinham montado frases sem o conceito de dinheiro foram posicionados de forma a olhar para uma pulha de dinheiro de brinquedo. Os estudantes que montaram a frase sobre salário trabalharam, em média, 5,2 minutos no quebra-cabeça de discos antes de pedir ajuda. Os que viram o dinheiro falso, 5,1 minutos. Já os que não tinham sido levados a pensar em termos monetários apelaram para o auxílio dos demais bem mais cedo, após apenas três minutos.



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