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EUA
Livro sobre pingüins gays provoca polêmica
Obra retrata história real de dois machos que adotaram um ovo fertilizado e cuidaram do filhote
Agência Estado - Shiloh (EUA)
 Tom homossexual de pinguim provoca polêmica |
Um livro ilustrado sobre dois pingüins machos que criam um bebê pingüim casou polêmica na cidade de Shiloh. Ao mesmo tempo em que se preocupam com o acesso de estudantes do ensino básico ao livro, autoridades estão relutantes em restringir a disponibilidade da obra. A polêmica é a mais recente envolvendo ‘‘And Tango Makes Three’’, o livro infantil ilustrado baseado em uma história real de dois pingüins machos - Roy e Silo - do zoológico Central Park, em Nova York, que adotaram um ovo fertilizado e cuidaram do filhote como se fosse deles.
Reclamando do tom homossexual, alguns pais da Escola Básica de Shiloh acreditam que o livro - disponível para a retirada na biblioteca da escola, nessa cidade de 11 mil habitantes - lida com assuntos que crianças pequenas ainda não estão preparadas para lidar. Portanto, os pais pedem que o livro seja restringido a uma sessão de temas adultos, e que só possam ser retirados pelas crianças com permissão dos pais.
Até o momento, a chefe do distrito escolar não está convencida. Apesar de um grupo, que ela criou, sugerir a mudança de classificação do livro e a necessidade de autorização dos pais para ser retirado, a superintendente Jennifer Filyaw diz que ‘‘And Tango Makes Three’’ continuará como está, com o consentimento do promotor do distrito, que afirma que a mudança pode ser uma censura passível de ser questionada legalmente.
ADORÁVEL
Filyaw considera o livro ‘‘adorável’’, e com classificação de idade apropriada, recomendado para crianças entre quatro e oito anos. ‘‘Meu sentimento é que a biblioteca existe para servir a toda população’’, afirma Filyaw. ‘‘Isso quer dizer que você representa as diferentes famílias da sociedade - diferentes religiões, crenças diferentes. Esse é o papel de uma biblioteca de escola’’.
Lilly del Pinto achou que o livro parecia encantador quando sua filha de cinco anos, estudante da pré-escola de Shiloh, o levou para casa em setembro.
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ESTUDO
Dinheiro muda uma pessoa
Agência Estado
 Dinheiro muda comportamento |
A simples visão de dinheiro pode mudar o comportamento de uma pessoa, de acordo com os resultados de estudo conduzido por uma professora de marketing. Para chegar a essa conclusão, Kathleen Vohs, da Universidade de Minnesota, nos Estados Unidos, e colegas, conduziram nove experimentos, nos quais pessoas tinham de resolver quebra-cabeças ou executar outras tarefas.
O comportamento de pessoas expostas a dinheiro foi comparado ao de outras que não estavam sendo levadas a pensar no assunto. Os dois grupos agiram de modo diferente, informa artigo sobre o trabalho, publicado na edição de sexta-feira da revista Science. ‘‘A mera presença de dinheiro muda as pessoas’’, disse Vohs. ‘‘O efeito pode ser positivo ou negativo. Exposição a dinheiro, ou o conceito de dinheiro, eleva o senso de auto-suficiência’’ e pode tornar as pessoas mais anti-sociais, disse ela. Por exemplo, disse a pesquisadora, um estudante com pouco dinheiro que queira se mudar chama os amigos para ajudá-lo, e eles se divertem em meio ao trabalho. Uma vez que os estudantes consigam bons empregos, a tendência é contratar uma firma de mudanças. Isso é mais eficiente, mas o grupo perde a interação pessoal.
‘‘A idéia subjacente é que, em algum momento do início da humanidade, todo mundo provavelmente precisava dos outros para fazer o que queria’’, mas no final surgiram sistemas de troca, e no fim, o dinheiro, que permite que as pessoas persigam suas metas pessoais sem pedir ajuda.
Em um dos experimentos, 52 estudantes foram divididos em grupos, e pediu-se que construíssem frases a partir de um conjunto de palavras soltas. Para um grupo, a frase era ‘‘um alto salário’’, enquanto outros tiveram ‘‘está frio lá fora’’. Em seguida, pediu-se que os estudantes montassem um quadrado a partir de um conjunto de discos, pedindo ajuda, se necessário. Alguns dos grupos que tinham montado frases sem o conceito de dinheiro foram posicionados de forma a olhar para uma pulha de dinheiro de brinquedo. Os estudantes que montaram a frase sobre salário trabalharam, em média, 5,2 minutos no quebra-cabeça de discos antes de pedir ajuda. Os que viram o dinheiro falso, 5,1 minutos. Já os que não tinham sido levados a pensar em termos monetários apelaram para o auxílio dos demais bem mais cedo, após apenas três minutos.
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