Estamos a menos de 15 dias das eleições de 1º de outubro. Até aqui as campanhas majoritárias vinham tendo um comportamento relativamente tranqüilo. Parece que nestes dias a coisa desandou de uma certa maneira que o termo mais ouvido nos programas eleitorais passou a ser em relação a baixarias, mentiras, vinganças e outras coisas muito mais afeitas ao vocabulário policial do que a programas de candidatos no rádio e na TV.
É uma pena, pois estas denúncias todas agora levadas ao ar, acredito serem mentiras. Nem José Serra e nem Geraldo Alckmin (ambos do PSDB) colaboraram com o esquema dos sanguessugas e nem o PT se meteu na trapalhada de tentar comprar alguma coisa. Alguns documentos que são públicos e podem ser adquiridos de graça a apenas um click de um computador.
Querer acusar candidatos do PSDB, um com cortesã da vitória, outro com cortesã da derrota, ou querer imputar culpa ao PT, na mesmíssima situação de vitória e derrota, não interessa a absolutamente ninguém. Cabe à Polícia Federal esclarecer cabalmente de quem veio os R$ 1,7 milhão encontrados com um cidadão que alega não saber o nome da pessoa que lhe deu o dinheiro. Somente esta declaração desqualifica qualquer pessoa em sã consciência de acreditar em suas falácias. Enfim, se alguém quer dar mais de R$ 1 milhão a alguém, no mínimo são mais do que conhecidos.
Esta situação toda às vésperas das eleições fere na verdade é a democracia, que sente que alguns ainda teimam em não aceitar a mesma instalada em nosso País. Nossas eleições vão se aprimorando cada vez mais, e estas instituições não devem e não podem ser esvaziadas por meia dúzia de indivíduos a mando de não se sabe quem.
Noticia-se até que uma revista semanal estaria envolvida nisto tudo. Também nisto não posso acreditar, pois, se isso for verdade, a revista tem que ser fechada e seus proprietários e editores presos por pelo menos 30 anos. Afinal, não se brinca desta maneira com a consciência do leitor e eleitor.
Temos aqui mesmo em Americana caso de banners rasgados, cartazes retirados, alguns cabos eleitorais querendo tirar espaço dos outros no braço e na marra, mas sabemos muito bem que este tipo de atitude não tem nenhum apoio por parte de nenhum candidato. Fiquemos com a parte boa das eleições, que é o aperfeiçoamento da democracia, é a concretização de direitos duramente conquistados.
Não nos deixemos levar pelo mal que quer ameaçar a nossa democracia. Ao contrário, façamos nós, que estamos do lado do bem, um espetáculo cívico em 1º de outubro.