Terça-feira, 19 de Setembro de 2006
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Freaky Le Bombom

Rebolado dá topo à Shakira; Beyoncé, Aguilera e Nelly bombam


Mariana Garcia/AE - São Paulo

Fotos: Arquivo/TodoDia Imagem
Nelly: garota promíscua
O reinado do pop está nas mãos de Beyoncé, Shakira, Christina Aguilera e Nelly Furtado. Cada uma tem pelo menos um hit nas rádios, e parte desse sucesso é resultado de uma característica comum: o rebolado. No Brasil, a música ‘‘Hips Don‘‘t Lie’’ (que em português significa ‘‘quadris não mentem’’), de Shakira, está entre as 20 mais tocadas. Aliás, no cenário da música pop, nunca tantas cantoras fizeram sucesso graças ao gingado. Se até os anos 90 as artistas do gênero eram elevadas à condição de diva graças aos dotes vocais, hoje elas precisam também remexer os quadris. E a moda já está chegando ao Brasil, com Leilah Moreno.

Mas Shakira, com seu remelexo à la dança do ventre, não é a única. Com ela, Beyoncé está entre as preferidas do público. ‘‘Além de ter a voz boa, a Beyoncé dança bem. Não consigo rebolar, mas se pudesse escolher, queria dançar como ela’’, diz a estudante Juliana Martinez. Para o professor de dança Ivan Luiz, quem quiser imitar o estilo da norte-americana, deve praticar passos de hip hop. ‘‘Para ter uma boa sustentação como ela, é preciso aprender a segurar o abdome. Mas a Beyoncé também usa movimentos da dança afro e do jazz, o que a torna tão sensual’’, comenta.

O hip hop serviu ainda de escola para outra seguidora ferrenha do pop ‘‘rebolativo’’, Christina Aguilera. Seu último CD, o duplo ‘‘Back to Basics’’, vem sendo apontado nos Estados Unidos como um dos melhores do ano. Segundo o coordenador de dança Emílio Ohnuma, para remexer como ela, é preciso imitar os passos da dança que vem das ruas. ‘‘A Christina usa o corpo todo, com muitos movimentos quebrados nos braços e nas pernas’’, diz.

A recente febre do rebolado entre as cantoras tem um responsável: o produtor Timbaland, que já trabalhou com Justin Timberlake e com a cantora Aaliyah -intérprete de ‘‘Try Again’’, morta em um acidente aéreo em 2001, no auge da carreira- que ficou conhecida pela habilidade no vai-e-vem dos quadris. A moda pegou para valer, tanto que Shakira apresentou ‘‘Hips Don‘‘t Lie’’ no encerramento da Copa do Mundo. Até a ex-comportada Nelly Furtado aderiu ao estilo, lançando o single ‘‘Promiscuous’’, produzido também -vejam só a coincidência- por Timbaland.



Shakira: no topo das paradas




Aguilera: disco duplo e decote




Beyoncé: a rainha do rebolado




Mais RBD

O terceiro disco ainda nem saiu do forno, mas já está acertado que algumas de suas canções estarão na série sobre o grupo RBD, que, segundo Maite, a Lupita de ‘‘Rebelde’’, começa a ser gravada ainda neste mês. ‘‘Vai ser como na novela. Umas duas ou três músicas vão para o programa’’, conta a cantora-atriz.



O creme do pop

Motomix agora quer trazer Radiohead


Adriana Del Ré e Jotabê Medeiros/AE - São Paulo

Arquivo/TodoDia Imagem
Tom Yorke, líder do Radiohead
Apesar dos contratempos, o Motomix Art Music festival não vai encolher. Ao contrário: tende a se espalhar pelo mundo, segundo os produtores, e sonha em trazer o grupo britânico Radiohead e intensificar a exibição de arte com as novidades tecnológicas. ‘‘É um festival vitorioso, com conceito único, criado inteiramente no Brasil’’, disse Sérgio Ajzemberg, da Divina Comédia, produtora da mostra. Das 7,7 mil pessoas que foram ao Motomix, mil vinham de fora de São Paulo. O festival ainda ajuda a arrecadar cerca de R$ 250 mil em ISS para os cofres municipais.

Ele não se queixa do rigor da prefeitura no caso, mas pede que haja maior clareza nas regras, para não prejudicar a agenda cultural da cidade. ‘‘A oferta cultural é o grande bem de São Paulo, é por isso que a maior parte das pessoas mora aqui.’’Na noite de encerramento, anteontem, era possível identificar sobreviventes da maratona do dia anterior, que gostam de rock, mas também não perdem uma festa de eletrônica.

Luciano Sato, de 24 anos, estava no gargarejo, extasiado com Peter Hook. Cada vez que Hook ensaiava se aproximar, Luciano erguia um dos cartazes que fez para a ocasião. Em um deles, se desculpava pela confusão com a prefeitura. Em outro, o provocava ao afirmar que São Paulo precisa de Tony Wilson, ex-patrão do New Order, com quem a banda não anda às boas há anos. ‘‘O Hook tem fama de turrão e o New Order já cancelou tantos shows no Brasil, que, após esta confusão, achei que desistiriam de novo.’’


Pop-up


Bom & Gosto

LUIZ BIAJONI

É uma verdade dura, mas os intelectuais também têm o seu senso comum. Em literatura, ninguém se atreva a falar mal de um Shakespeare. Em cinema, o melhor terá sempre que estar entre o “Cidadão Kane” e o “Encouraçado Potemkim”. Na música pop, os Beatles foram a raiz de tudo o que está aí. O problema é que intelectual não tem gosto, ele se baseia sempre num background. Quando não é assim, bate no peito e se regozija por ter descoberto algo completamente obscuro e sen-sa-cio-nal que, garante, vai ser fun-da-men-tal no futuro. Quando o intelectual gosta de algo popular, algo que a massa também gosta, sempre tem a ver com “pesquisa”, ou “os aspectos da manifestação popular”, ou porque “a gente sempre gosta de alguma coisa brega, né?”, ou ainda “não é brega, é kitsch!”.

Intelectuais acham que têm gosto refinado, mas só regurgitam uma faixa de conhecimento que pode ser chamada de hermética e que acaba dando o aval para o indíviduo bater no peito e se autodenominar “in-te-lec-tu-al”. O intelectual brasileiro tem que ter lido meia dúzia de livros fundamentais, nada além disso, e conhecer mais uma dúzia de autores estrangeiros. Intelectual cita “A Terra Devastada” de T.S. Eliott e sabe bem do que se trata sem nunca ter lido um verso sequer da longa epopéia poética. Eles sabem o que foi importante em todas as áreas do conhecimento, o que foi relevante em seu momento, o que vai ser fundamental para a história das artes no futuro e isso é muito bom.

Os intelectuais sabem o que é bom; eles têm boas referências para indicar-lhes o caminho. Mas eu pergunto se eles têm gosto. Eu, na minha franca pequenez, sei que Shakespeare foi fundamental e nem preciso do Harold Bloom para me dizer isso. Mas tenho que dizer que não gostei de “Hamlet” ou de “Romeu e Julieta”. Prefiro a imprecisão de “Rei Lear”, com seu bobo-da-corte que some como por mágica no meio do livro, numa histórica “comida de bronha” do autor. Meu gosto pende mais para isso, para histórias como a de Lear, mesmo que contenham imprecisões...

Meu professor de cinema dizia que seu filme preferido era o “Cidadão Kane” de Welles. Eu dizia que não era. Pode ser um filme bárbaro, um dos filmes mais importantes da história do cinema, mas você não pode confundir esse valor intrínseco da obra com seu gosto pessoal. O filme te tocou, falou profundamente em você? Você gosta dele por algum traço de personalidade que talvez possam ter em comum ou só se vê, como conhecedor de cinema, obrigado a dizer que gosta dele? O que te impede de dizer que o seu filme preferido seja, por exemplo, “Priscila, a Rainha do Deserto”, embora “reconheça as qualidades e a importância do ‘Encouraçado Potemkim’”?

E se você gosta de música, é um grande conhecedor, pesquisador, etc..., escute uma canção nova como se nunca tivesse ouvido nada. Você corre o risco de gostar até de obviedades. Esqueça tudo o que os Beatles fizeram, senão você não vai conseguir ouvir mais nada. E se você continuar buscando revoluções estéticas em tudo, deixando o histórico influir, acaba correndo o risco de se tornar um crítico tão chato e irritante quanto o Gustavo Brigatti, editor e colunista desse caderno.


Crônicas, Contos e Poesias


Rosa!

Carlos Basanella

Cheiro uma rosa!

Penso no amor!

Lembro-me de você!

Das suas palavras simples e bonitas.

Do rouxinol de atrações que habita o teu ser!

Hoje o universo é a minha fragrância!

Porque em qualquer lugar onde eu esteja!

Sinto o cheiro da flor!

O gosto do amor!

Sempre sentindo você aqui em meu coração!

Rosa! Nossa que quantidade de espinhos, que protegem você!

É ser humano! É necessário precaver todos os incidentes.

Apesar de que estes espinhos fazem parte do meu corpo.

Eu adoro tê-los grudadinhos a mim!

É!... Mas estes espinhos são muito pontudos!

São sim!... São os espinhos que protegem o meu coração!...

Nossa!... Rosa também possui coração?... Claro que sim... Cheire-me...

E permito-lhe apaixonar-se por mim!...

Ah!... Suavemente vi uma linda flor balancear!

De repente um vento forte arremessava a linda flor para todos os lados.

Novamente a bonança voltou a pairar no ar!- Comparei isto à vida emocional:

Nossas emoções voam para o nosso interior arremessando-nos para todos os lados!

E por um dado momento da vida a bonança volta a pairar em nosso equilíbrio emocional!



Olha o que o amor faz

Giomário Nunes Torres

Que o amor é cego eu já sei,

Que o amor é surdo e mudo eu já sabia,

Agora descobrir algo que não conhecia.

O amor também rouba, é o mais esperto ladrão,

Chega de mansinho com jeitinho, e rouba seu coração.

Não importa se você é nobre ou um vagabundo,

O seu coração será entregue a mais bela mulher do mundo.

O amor faz coisas inacreditáveis que só vendo para crer,

Entrega o seu coração transbordando de amor,

E faz-te um apaixonado, e nessa paixão se perder.

E tudo termina como em todo conto de fada,

Você todo contente e ao lado a sua bela amada.

É a melhor forma de roubo que uma pessoa possa querer,

Se você ainda não foi roubado, cuidado, o próximo pode ser você!



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