Terça-feira, 19 de Setembro de 2006
Editorias
Capa
Cidades
Brasil
Internacional
Esportes
Polícia
Caderno Z
Colunistas
TodoDia Imagem
Fogo Cruzado
Charge
Artigos
Opinião do Leitor
Erramos
Editorial
Eleições
Classificados
Cadernos
Clube Gourmet
TodaGente
Tevê
Triboz
Veículos
Especiais
Zzinho
Social
Máxima
Maximoda
Barbarizando
Big'z
Novaz
Evidênciaz
Estiloz

CAMPANHA


Aumenta número de denúncias de irregularidades

No Cartório Eleitoral da Zona 384, número dobrou esta semana; na Zona 158, 65 queixas foram registradas


Gisele Rodrigues - Americana

Lilian Alves/TodoDia Imagem
Material colocado em local público
Na reta final da campanha eleitoral, candidatos de Americana intensificam a campanha nas ruas. Desde que a corrida eleitoral começou, em julho deste ano, os cartórios eleitorais do município registraram 80 denúncias de propaganda irregular, mas nenhuma ocorrência de multa eleitoral. Somente no Cartório da Zona 158, no Centro, há cerca de um mês havia 14 denúncias de propaganda irregular e, ontem, o número era quase cinco vezes maior, totalizando 65. No cartório da Zona 384, no São Vito, o número de denúncias dobrou esta semana.

As denúncias variam de colocação de propaganda em locais públicos a pintura de muro sem autorização. De acordo com a chefe do Cartório da Zona Eleitoral 158, Maria Luiza Vitor Rossignoli, as denúncias chegam, mas em alguns casos já não estão mais no local denunciado quando a fiscalização chega e, no caso de serem constatadas as irregularidades, os partidos e candidatos são notificados a regularizar a situação em 24 horas. A multa só é aplicada caso a propaganda não seja retirada.

Nos últimos dias, os veículos que trafegam pela Avenida Dr. Antonio Lobo, no Centro de Americana, são ladeados por bandeiras das mais diversas cores de vários candidatos. Placas de madeira também têm sido utilizadas por candidatos e dispostas em cruzamentos, atrapalhando a visão dos motoristas. As placas e bandeiras dispostas em canteiros de vias públicas têm sido interpretadas como ilegais pela Justiça Eleitoral do município, que solicita a retirada. No entanto, os candidatos colocam o material em outra via pública. “O que não é ilegal para um, é legal para todo mundo. Foi essa a leitura que fizemos”, alegou o presidente do PSDB de Americana, Adilson Dias Bicalho. O presidente tucano salientou que a legislação foi respeitada e havia muitas dúvidas que os candidatos foram experimentando de acordo com a reação da Justiça Eleitoral.


EXONERAÇÃO


Escândalo derruba assessor particular de Lula

Advogado acusa Freud pela compra de dossiê sobre envolvimento de tucanos na máfia do sanguessugas


Tânia Monteiro/AE - Brasília (DF)

Depois de conversar por telefone, na manhã de ontem, com seu antigo segurança, companheiro e assessor particular no Planalto, Freud Godoy, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu exonerá-lo do cargo. Lula tinha pressa em tomar a decisão porque, no final da manhã de ontem, embarcaria para Nova York, para participar da cerimônia de abertura da reunião da Assembléia Geral das Nações Unidas. O envolvimento de um auxiliar tão próximo no escândalo de compra de dossiê sobre envolvimento de tucanos na máfia das ambulâncias irritou profundamente Lula que, ao tomar conhecimento do fato, pela manhã, ligou para Freud imediatamente para pedir explicações.

A queda de Freud foi precedida de uma formalidade. O pedido de demissão foi encaminhado, via e-mail, em nome do chefe de Gabinete do presidente Lula, Gilberto Carvalho, a quem está subordinado administrativamente. Apesar de Freud e seu advogado dizerem que o afastamento será temporário, enquanto durarem as investigações, no Planalto a assessoria se limita a informar que o Diário Oficial publicará na manhã de hoje a exoneração. As nomeações e demissões normalmente são assinadas pela ministro-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff. No ato deve constar que a saída dele foi a pedido.

A duas semanas das eleições e com as pesquisas apontando que será reeleito no primeiro turno, o presidente Lula dizia a auxiliares que considerava ‘‘inacreditável’’ uma situação dessas. O clima de perplexidade era enorme e auxiliares do presidente se apressavam em dizer que apesar das denúncias, Lula acreditava no assessor, porque não considerava nem um pouco razoável que ele pudesse ter se metido em uma trapalhada destas.

A confusão foi provocada pela denúncia do advogado Gedimar Pereira Passos que apontou Freud como o responsável pela compra de dossiê sobre o envolvimento de tucanos na máfia das ambulâncias. O fato atrasou a decolagem de Lula para Nova York em uma hora e dez minutos. Desde cedo Lula, ainda no Palácio da Alvorada, antes de sair para fazer gravação de programa eleitoral, buscava explicações para o ocorrido e tentava se descolar das denúncias, reiterando que além de repudiar elaboração de dossiês, não tinha motivos para fazer isso, dada a sua situação confortável na corrida eleitoral.


Ricardo Berzoini fala em armação
Folhapress

Arquivo/TodoDia Imagem
Berzoini se esquivou de comentar quem estaria por trás da armação
O presidente nacional do PT, Ricardo Berzoini (SP), levantou ontem a hipótese de o partido estar sendo vítima de uma armação para desestabilizar a candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à reeleição. Ele negou que o dinheiro encontrado com o empreiteiro Valdebran Padilha e com Gedimar Pereira Passos em São Paulo tenha vindo dos cofres do partido. O montante -R$ 1,7 bilhão- seria usado na compra de um dossiê com informações contra os tucanos José Serra e Geraldo Alckmin. ‘‘Esse dinheiro não pode ser do PT porque ninguém conhece. Não há qualquer informação sobre esse dinheiro. Consideramos, inclusive, a hipótese de uma armação contra o PT porque não há qualquer referência de qualquer pessoa que tenha responsabilidade financeira sobre esses recursos’’, afirmou. Berzoini se esquivou de comentar quem estaria por trás da ‘‘armação’’. ‘‘A nossa campanha está muito bem posicionada não haveria interesse de criar um fato político nessa reta final. Não haveria razão para a nossa candidatura se envolver em qualquer tipo de escândalo’’.

Sobre a participação de dois funcionários do comitê nacional da campanha de Lula no episódio, Berzoini disse que o partido ainda está apurando, mas destacou que Gedimar Pereira Passos ‘‘não tem ligação orgânica com o partido’’. Berzoini afirmou que só soube que Gedimar trabalhava na campanha no último sábado. ‘‘Esse cidadão fazia parte de um dispositivo que foi montado para sistematizar as informações, tudo o que sai na imprensa, na Internet e informações que chegam à campanha e ao partido através de militantes e telefonemas. É a única função que ele deveria ter nessa campanha’’, disse.

O outro funcionário do comitê é Jorge Lorenzetti -citado por Freud Godoy como quem intermediou o contato dele com Gedimar. Berzoini disse que Gedimar é subordinado a Lorenzetti, que por sua vez se reportava a Berzoini. ‘‘O PT vai averiguar todas as informações e tomar medidas no plano jurídico, político e administrativo’’.


Coordenador de campanha é citado
AE

Mais um homem ligado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva aparece no escândalo da compra do dossiê contra os candidatos do PSDB ao governo de São Paulo, José Serra, e à Presidência, Geraldo Alckmin: Jorge Lorenzetti, um dos coordenadores da campanha de reeleição e amigo pessoal do presidente. Lorenzetti foi apontado ontem por Freud Godoy, assessor especial de Lula, como o intermediador dos encontros que teve com o advogado Gedimar Passos -preso na sexta-feira, em São Paulo, com R$ 1,75 milhão, que seria usado na compra do dossiê Vedoin.

O envolvimento de Lorenzetti com Lula e com a cúpula do PT transcende as relações político-partidárias. Apontado como homem com trânsito livre no Palácio do Planalto, ele é também o churrasqueiro preferencial do presidente nos principais encontros promovidos na Granja do Torto.

Um desses churrascos foi o que Lula ofereceu ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, durante a transição de governo. Na ocasião, Lorenzetti viajou de Santa Catarina até Brasília para assar uma costela de boi para o amigo Lula e seus ilustres convidados.


Alckmin pede cassação ao TSE
Folhapress

Arquivo/TodoDia Imagem
Alckmin pede investigação por abuso de poder econômico
O candidato à Presidência Geraldo Alckmin (PSDB) pediu ontem ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) que abra investigação judicial eleitoral contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Pede também que, ao final da investigação, casse o registro da candidatura de Lula ou novo mandato se comprovado o envolvimento dele na tentativa de compra do dossiê contra Alckmin e José Serra.

O pedido de investigação, por abuso de poder econômico e político, se estende ao ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, ao presidente do PT, Ricardo Berzoini, ao advogado Gedimar Pereira Passos, ao petista Valdebran Carlos Padilha e ao ex-assessor Freud Godoy.

Com a eventual instauração desse processo pelo TSE, a Polícia Federal continuará a apuração, mas perderá o controle sobre ela, que passará às mãos do ministro Cesar Asfor Rocha, corregedor-geral eleitoral. É o corregedor quem vai decidir se o TSE vai ou não investigar.

Na representação ao TSE, Alckmin argumentou que a PF agiu de forma parcial e deu tratamento privilegiado à candidatura de Lula ao não permitir imagens do dinheiro apreendido e dos presos.


Serra especula sobre o dinheiro
AE

Para o candidato do PSDB ao governo de São Paulo, José Serra, o dinheiro (R$ 1,75 milhão) apreendido pela Polícia Federal com Valdebran Padilha e Gedimar Passos seria usado para pagar entrevista publicada pela revista IstoÉ - que o acusa de envolvimento com a máfia dos sanguessugas. O dinheiro, ou parte dele, afirmou o candidato, iria para o empresário Luiz Antonio Vedoin, dono da empresa Planam e autor das acusações contra ele- e não para comprar um dossiê contra ele. ‘‘Acho que esse dinheiro provavelmente ia pagar pela entrevista. Ou seja, o sujeito deu a entrevista e ia receber dinheiro por causa disso’’, afirmou.

Vedoin é apontado como o mentor do esquema de liberação de verba para emendas parlamentares para compra de ambulâncias superfaturadas. À IstoÉ, ele disse que Serra, quando ministro da Saúde, tinha conhecimento da máfia dos sanguessugas. Serra acredita que as fotos e o vídeo em que ele e o presidenciável Geraldo Alckmin aparecem ao lado de ambulâncias da Planam -e que formariam o dossiê- seriam apenas fachada. ‘‘As fotos e o vídeo já eram conhecidos e estavam até na Internet. Não poderiam valer tanto’’.

O candidato voltou a classificar o episódio como ‘‘baixaria eleitoral’’, mas foi mais cauteloso ao falar de suspeitos da ‘‘armação’’ da qual se diz vítima. ‘‘Estou bem à frente nas pesquisas, por isso adversários armam uma baixaria’’, afirmou Serra, evitando citar nomes.


Quércia cobra explicações de Serra
AE

Arquivo/TodoDia Imagem
Quércia mostrou a IstoÉ durante programa eleitoral do PMDB
O candidato do PMDB ao governo de São Paulo, Orestes Quércia voltou a cobrar explicações do seu adversário José Serra (PSDB) sobre o suposto envolvimento do tucano com o dossiê Vedoin. ‘‘Se o candidato Serra se sentiu ofendido com a revista ‘IstoÉ’ tem que explicar as razões dele. Porque até agora ele reclamou de baixeza, do baixo nível, mas não explicou nada ainda se ele deve ou não deve alguma coisa, é isso que ele deve esclarecer’’, afirmou o peemedebista após fazer campanha ontem em Taboão da Serra, Grande São Paulo.

‘‘Ele (Serra) pode dizer: eu garanto que não houve nada, eu garanto por isso e por isso, e tudo bem. Mas ele não fala se houve ou não alguma coisa’’, cobrou Quércia que acrescentou que esta questão ‘‘entre PSDB e PT é briga deles’’.

NÃO COMPRA

Questionado se ele compraria documentos com denúncias como o dossiê Vedoin, Quércia respondeu prontamente: ‘‘Não, estas coisas não se compram’’. O peemedebista teve o seu horário gratuito na TV suspenso pelo TRE-SP depois que exibiu imagens da revista IstoÉ, na sexta-feira à noite.



Copyright TodoDia Online. Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução do conteúdo desta página
em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem autorização escrita do TodoDia Online. Webmaster