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Preço do guincho pode ser reduzido

O serviço de guincho de Sumaré está sendo investigado pela Promotoria Pública do Direito do Consumidor. Se a investigação constatar que o preço cobrado pelo serviço de guincho e estadia dos veículos é abusivo, a promotoria poderá solicitar uma redução do valor. Caso seja adotada, a medida valerá para toda a área onde o Meskan Veículos, Peças e Acessórias atua. Além de Sumaré, o Meskan presta serviços de guincho em Hortolândia e Nova Odessa.  A Promotoria Pública instaurou um procedimento de investigação em abril deste ano após receber ofício do Serviço de Proteção ao Consumidor (Simprocon) denunciando os preços elevados. Para o Simprocon, o preço do serviço de guincho é abusivo. O guincho de um veículo ou de uma moto custa R$ 93,00. A diária no pátio do Meskan custa R$ 9,30.  O promotor Joel Carlos Moreira da Silveira informou que está aguardando o envio de uma tabela do Departamento Nacional de Trânsito (Detran) para comparar com o valor cobrado em Sumaré. Silveira explicou que se os preços praticados forem abusivos, o proprietário da empresa será chamado para uma tentativa de acordo. Segundo o promotor, será solicitada a redução do valor, mas se o acordo não for aceito Silveira poderá abrir uma ação civil pública. Neste caso, o Meskan Veículos seria multado se não baixasse os valores. “Primeiro nós vamos propor uma ação de conciliação, mas se não for aceito poderemos entrar com uma ação civil”, comentou.  Silveira também deve estudar uma maneira de beneficiar os motoristas que foram lesados. O promotor informou que será proposto à empresa uma maneira de devolver o dinheiro pago a mais pelos motoristas que tiveram seus carros apreendidos.   No entendimento da diretora do Simprocon, Roneli Arlene Mapelli, o valor cobrado pelo serviço de guincho deveria ser inferior a R$ 93,00. “A tabela do Detran estipula um valor de R$ 93,00 pelo guincho, mas no meu ponto de vista o preço cobrado deveria ser inferior a este valor porque o Detran estabelece um teto”, comentou. Roneli também não concorda com a tabela municipal elaborada em 1997. Pela tabela, o valor do guincho sobe até 20% se o serviço for feito à noite. Dependendo da quilometragem percorrida, o valor também pode aumentar. “Na verdade esta tabela só serve para dizer que o Meskan pode cobrar o preço que quiser”, disse Roneli.  A diretora também questiona a funcionalidade da tabela. Segundo Roneli, a tabela não informa os consumidores com clareza. Na sua opinião, o guincho de moto e carro também deveria ter preços diferentes. “Esta tabela teria que ser revista pela delegacia de trânsito porque ela foi elaborada antes da implantação do novo Código de Trânsito”, comentou. “O novo código aumento o número de infrações que podem acarretar na apreensão do veículo”, acrescentou. A delegada de Trânsito de Sumaré, Sandra Maria Zanardi, disse ontem que o processo licitatório, no qual o Meskan Veículos foi o ganhador, vence no próximo ano e o município abrirá outra licitação. Com relação à tabela municipal questionada pelo Simprocon, a delegada informou que a tabela poderá ser revista, mas preferiu não falar em prazos. O empresário Claudio Meskan foi procurado ontem, mas não retornou os recados para comentar o assunto.