É público e notório que o Estado perdeu as rédeas da situação, e faz tempo. O gigante PCC (Primeiro Comando da Capital) estava apenas adormecido. A população está refém da incompetência do Estado. Se a Polícia está enclausurada, com medo dos ataques dos bandidos que deveria combater, quem está protegendo a população?
Não há segurança nas ruas. É a pior onda de ataques à Polícia e a maior onda de rebeliões coordenadas da história. É a prova de que o PCC manda e desmanda e o Estado é inoperante. São 71 rebeliões. No Complexo Penitenciário Campinas/Hortolândia, onde quatro mil presos estavam rebelados, com reféns amarrados em botijões de gás, havia cerca de 200 policiais. Quantos faziam o patrulhamento preventivo na cidade?
A insegurança tomou conta das pessoas, perplexas diante dos noticiários. Além do absurdo de criminosos exigindo a manutenção de suas regalias, a população se encontra exposta aos bandidos.
No intervalo do futebol deste domingo ninguém viu notícias da Copa do Mundo que se aproxima, mas assistiu a um boletim extenso sobre rebeliões e ataques.
Ontem, em Bagdá, 30 pessoas morreram em atentados. Em dois dias, 52 pessoas morreram em ataques no Estado. A guerra civil está muito mais próxima do que se imagina.
Diante deste estado de guerrilha urbana, o governador Cláudio Lembo (PFL) declara que a “situação está sob controle”. Controle de quem? Lembo deve ser adepto do pensador David Thoreau, que afirmava que “o melhor governo é o que governa menos”.
A sociedade exige uma resposta rápida e firme.