Quarta-feira, 01 de Novembro de 2006
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13.170


Carro oficial com número de Vensel gera dúvida

De Nadai mostra fotos de Kombi da prefeitura em que aparece que foi tirado adesivo de campanha


Marcelo Bressan - Sumaré

Divulgação
De Nadai tirou a foto do veículo no Centro Administrativo em que aparece número de Vensel
O presidente do PMDB de Sumaré, José De Nadai Filho, está questionando a eventual utilização de um veículo da prefeitura pelo presidente da Câmara, Roberto Vensel (PT), durante a sua campanha a deputado estadual. De Nadai recebeu denúncia na noite de segunda-feira sobre a existência de um carro com os adesivos da administração, mas também com marcas do número da candidatura de Vensel. Na manhã de ontem, ele fotografou o veículo no Centro Administrativo de Nova Veneza.

De Nadai protocolou ontem na prefeitura ofício solicitando informações sobre o uso da perua Kombi, de placas GWR-8278, de Belo Horizonte (MG). As fotografias cedidas por De Nadai mostram a placa do veículo, as laterais (com identificação da Prefeitura de Sumaré) e a traseira com as marcas do número do candidato, 13.170, que foi de Vensel na campanha eleitoral. O TodoDia apurou que o veículo pertence a Credcar Locadora de Veículos Ltda, que presta serviços para a prefeitura. Vensel alugou carros durante a sua campanha, mas não disse não saber de que empresas. De Nadai quer saber desde quando o veículo é utilizado pela administração, antes ou depois do dia 1º de outubro.

“Eu recebi a denúncia e fui conferir. Foi retirado o adesivo, mas não limparam a cola. Agora, é possível ver os números que correspondem ao adesivo. Independente do período, é no mínimo estranho”, contou De Nadai. Ele disse também que não houve a abertura de processo licitatório para a contratação de empresa locadora de veículos, o que teria motivado a averiguar o fato. “Pode ser que a Kombi tenha sido alugada depois da eleição, mas se foi antes, o caso é muito grave. Caso tenha acontecido isso mesmo, eles cometeram um erro primário, pois subestimaram a nossa inteligência”, ressaltou.

De Nadai explicou que está averiguando o caso para depois decidir que providências irá tomar. “Após a resposta da prefeitura, eu irei decidir se encaminharei o caso à Justiça, porque, se houve irregularidade, houve também prejuízo ao erário público”, afirmou. A Prefeitura de Sumaré informou, através da assessoria de imprensa, que a perua Kombi está sendo utilizada pela administração desde o dia 10 de outubro. A assessoria explicou que o veículo foi requisitado à empresa locadora para serviços da Secretaria de Planejamento Urbano. Vensel atribui o fato a briga política e negou ter utilizado veículo da prefeitura em sua campanha. “É mentira. Não foi usado nenhum carro oficial da prefeitura na minha campanha”, afirmou. O ex-candidato disse que os veículos utilizados em sua campanha foram alugados. O TodoDia não conseguiu localizar representantes da locadora.


RESSACA ELEITORAL


PTB faz ‘caça às bruxas’ e destitui presidentes de diretórios

Gisele Rodrigues - Região

O PTB não tem mais presidentes de Diretórios Municipais na Região. De acordo com Cláudio Ferreira, integrante da direção estadual do partido, todos os presidentes foram destituídos do cargo para a formação dos novos diretórios municipais do partido. Essa medida foi tomada, segundo Ferreira, após a união do PTB com o PAN, para superar a cláusula de barreiras. Ferreira também anunciou que a direção do partido também está fazendo uma “caçada” aos traidores. “Em Santa Bárbara e Nova Odessa, vamos começar o partido do zero. Ninguém mais é presidente do PTB”, anunciou o integrante da direção estadual do PTB.

No planejamento de reformulação do partido, as novas composições deverão agregar representantes do PAN. A meta do PTB é ampliar sua representação e seu peso político, passando de 94 prefeitos hoje, para 150 em 2008, e de 1,1 mil vereadores para 1,2 mil na próxima eleição. Em 2010, o partido quer lançar candidatura própria ao governo do Estado, segundo o líder do partido Campos Machado. “Vamos ampliar a representação do PTB na próxima eleição”, garantiu Ferreira.

O vereador Edison Carlos Bortolucci Júnior, o Juca (PTB), que se intitulava o presidente da sigla em Santa Bárbara d’Oeste, se mostrou surpreso com a situação. Juca disse que está com a documentação pronta para acertar a questão da presidência do partido, que continuava com o vereador Enoch Martins Coutinho, ex-integrante do PTB e que migrou na semana passada para o PSB. “Se ele acha que sirvo, continuo no partido. Senão, sigo meu caminho. Tenho convite do PMDB e do PSDB”, anunciou o vereador. Juca acrescentou que não quer deixar o PTB. “Minha meta é lá na frente ser candidato próprio do PTB de Santa Bárbara a prefeito”, explicou o vereador.

A reformulação do partido em Santa Bárbara e Nova Odessa estaria ligada a votação pequena que o candidato a deputado estadual do partido Campos Machado teve nessas cidades. Em Nova Odessa, o parlamentar obteve 86 votos e, em Santa Bárbara, foram 108. Juca alegou que apoiou a eleição do deputado, mas que não tinha como fazer campanha. “É difícil pedir voto para outra pessoa. Não sujamos a cidade, foi voto da família mesmo. Não saímos na rua e não tivemos equipes distribuindo material”, informou Juca. O vereador acrescentou que não recebeu recursos do partido para fazer campanha.


BALANÇO PARCIAL


Somente 62,3% dos candidatos fazem a prestação de contas

Somente 62,3% dos 2.912 candidatos a governador, senador e deputados estadual e federal do Estado, o equivalente a 1.814 candidatos, apresentaram a prestação de contas ao TRE (Tribunal Regional Eleitoral) até às 18h52 de ontem. De acordo com a Assessoria de Imprensa do Tribunal, os candidatos que chegaram até às 19h receberam senhas e até às 19h30 muita gente ainda aguardava para apresentar a documentação. A prestação de contas de cada candidato deverá estar disponível no site do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) a partir de hoje.

Já nas candidaturas para presidente, segundo o TSE, somente José Maria Eymael (PSDC) e Luciano Bivar (PSL) tinham apresentado a prestação até o final da tarde de ontem. A candidata Ana Maria Rangel (PRP) apresentou uma petição dizendo não dispor dos documentos para fazer a prestação de contas.

O candidato que não apresentou a prestação de contas no prazo passará por julgamento do Tribunal. A não apresentação das contas deixa o candidato sem a certidão de quitação eleitoral, documento indispensável para que ele se candidate novamente no próximo pleito.

Nenhum candidato eleito poderá ser diplomado enquanto sua prestação de contas não for julgada. Se as contas forem rejeitadas, a Justiça Eleitoral enviará cópia do processo ao Ministério Público Eleitoral, que poderá representar pedindo a apuração da irregularidade, podendo culminar com a inelegibilidade do candidato representado. (Gisele Rodrigues)


DO OUTRO LADO


PFL mantém oposição dura ao petista Lula

Folhapress - São Paulo

Arquivo/TodoDia Imagem
Bornhausen divulgou a decisão do Diretório Nacional do PFL
O PFL não está disposto a sentar na mesa de negociações com o presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em seu segundo mandato. Durante reunião da Executiva Nacional do partido na tarde de ontem, o PFL decidiu manter a postura de oposição dura ao governo federal nos próximos quatro anos. O presidente nacional do partido, senador Jorge Bornhausen (SC), disse que o PFL vai utilizar o Congresso Nacional como ‘‘trincheira’’ contra o governo federal. Bornhausen deixou claro que os pefelistas não estão dispostos a dialogar com Lula. Disse apenas que o partido se compromete a votar projetos de interesse nacional.

‘‘Nós não atravessaremos a rua (para o Palácio do Planalto). A nossa trincheira é o Congresso Nacional. O presidente poderá conversar através de seus líderes no Congresso’’, disse Bornhausen. O presidente do PFL reconheceu que o governador eleito do Distrito Federal, José Roberto Arruda, terá que negociar com o presidente assuntos referentes à administração regional. ‘‘Ele tem a missão de bem administrar o Distrito Federal. Sempre que chamado deve atender ao apelo do presidente aos governadores’’, disse.

Sobre a reeleição de Lula, Bornhausen afirmou que o partido respeita o resultado das urnas, considerado por ele como ‘‘legítimo’’. Mas ressaltou que, com o governo federal nas mãos do PT, o caminho escolhido pelos brasileiros para o PFL é a oposição.

Bornhausen minimizou os resultados contrários ao PFL nas eleições do último domingo. Ele comemorou a eleição de parlamentares pefelistas ao Congresso, mesmo com a redução no número de governadores eleitos - apenas Arruda no Distrito Federal. ‘‘O PFL aumentou a sua bancada no Senado, elegeu um deputado a mais, tinha dois governadores e elegeu um. Houve um equilíbrio. Temos o nosso espaço e vamos cumprir o nosso dever’’, disse.

O presidente do PFL disse que o partido vai, agora, cumprir o que chamou de um ‘‘novo ciclo’’. Ele defendeu a união com o PSDB, mas disse que, nas eleições municipais de 2008, o PFL vai reivindicar candidatos próprios.


CONSELHO DE ÉTICA


PPS encaminha pedido de expulsão do governador Maggi

Flavio Leonel/AE - São Paulo

O presidente nacional do PPS, deputado Roberto Freire (PE), anunciou que a executiva nacional do partido - que se reuniu ontem em Brasília - encaminhou ao Conselho de Ética da legenda, após votação, o pedido de expulsão do governador reeleito do Mato Grosso, Blairo Maggi. A recomendação foi motivada por causa da adesão de Maggi à candidatura do presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva no segundo turno das eleições, descumprindo a decisão da sigla de apoiar o ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB).

De acordo com a agremiação, Freire considerou ‘‘abjeta’’ a afirmação do governador reeleito do Mato Grosso de que apoiava Lula em troca de liberação de recursos para o Estado e o agronegócio. O presidente nacional do PPS avaliou que, dentro de um mês, no máximo, sairá a decisão do conselho sobre a saída forçada. Nesse meio tempo, Maggi será citado para apresentar a defesa.

‘‘Creio que será um processo rápido porque teremos de convocar mesmo uma reunião do diretório nacional para discutir a fusão (com o PMN e PHS) e esse assunto do governador entrará também’’, afirmou, em entrevista veiculada na página do partido na internet. O diretório decidirá se acata ou não a decisão do órgão partidário sobre o governador reeleito.

Segundo Freire, Maggi não sustentou a palavra que teria dado, ‘‘em toda a imprensa inclusive’’, de que se desfiliaria da legenda. ‘‘Enviou e-mail pedindo a desfiliação ou uma licença, mas voltou atrás’’, afirmou.


APÓS TELEFONEMA


Serra admite ‘aliança institucional’ com Lula

“Não fomos, não somos, nem nunca seremos adeptos do quanto pior melhor”, disse governador eleito


Agência Estado e Folhapress - São Paulo

Fernando Bizerra Júnior/EFE
Lula recebeu o governador eleito do Rio, Sérgio Cabral
O governador eleito de São Paulo, José Serra, deu ontem uma mostra de como será sua atuação à frente do Estado. Em sua primeira entrevista após eleito, disse - após um telefonema ao presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva - que pretende ter, institucionalmente, a ‘‘melhor relação possível’’ com o governo federal. ‘‘Não fomos, não somos, nem nunca seremos adeptos do quanto pior melhor’’, discursou Serra, antes de sua primeira entrevista como governador eleito. ‘‘Em suma, não esperem de mim o adesismo que não se respeita nem a agressão que não oferece respeito’’, concluiu. Mas, ao mesmo tempo em que promete ‘‘ser sincero cooperador nessa aliança institucional’’, Serra se apresenta como crítico da política econômica em vigor. Segundo ele, é preciso ‘‘encerrar um difícil período da vida nacional, durante o qual desenvolvimento tornou-se um palavrão, e desenvolvimentista, um insulto’’, discursou Serra, para quem o ‘‘Banco Central errou e tem errado’’.

Lula começou ontem a conversar oficialmente com governadores para garantir a governabilidade no segundo mandato e minimizar as pressões por indicações nos ministérios. Ao receber os eleitos de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB) e do Rio, Sérgio Cabral (PMDB) no Palácio do Planalto, ele prometeu negociar repasse de verbas para obras de transporte público, segurança e infra-estrutura nos Estados em troca do ‘‘desmanche’’ dos palanques eleitorais.

A princípio, Lula está retomando contato por telefone com governadores aliados ou de bom relacionamento, como os tucanos Aécio Neves, de Minas, e Cássio Cunha Lima, da Paraíba. Depois da fase de conversas por telefone ou no gabinete do palácio com os ‘‘amigos’’, o presidente já avisou que fará uma reunião com os 27 governadores, incluindo os da oposição. Só depois dessa reunião é que o presidente deverá fechar a nova equipe ministerial, definindo a participação de cada partido aliado no governo. A reunião com todos os governadores, nos moldes dos encontros que teve no início do primeiro governo, será realizada depois de um descanso de alguns dias do presidente - o local e a data não estão fechados.

Em seu primeiro pronunciamento oficial em rede nacional como presidente reeleito, na noite de ontem, Lula afirmou que seu segundo mandato vai ser focado em ‘‘desenvolvimento com distribuição de renda e educação de qualidade’’. Para alcançar esses objetivos, o petista espera contar a união das forças políticas do País. ‘‘Volto a afirmar que o nome do meu segundo mandato será desenvolvimento - desenvolvimento com distribuição de renda e educação de qualidade. E é em torno desta proposta, capaz de unir todos os brasileiros e brasileiras, que venho pedir o esforço e o entendimento nacionais’’, disse.



Presidente nega demissões

Ao ‘‘Jornal do SBT”, última das quatro entrevistas que concedeu ontem, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva comentou declaração da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) sobre a necessidade de cortes na máquina federal. Ele negou as demissões. ‘‘Não, não penso (em demitir funcionários públicos). Um país que tem problema de desemprego você não pode cortar funcionário público. Pelo que eu conheço da máquina, tem muito pouco para gente cortar. A solução do problema, em vez de ficar falando em cortar, é aumentar. O Brasil precisa crescer’’.

Ele disse ainda que ‘‘o juro vai baixar. Ele tá numa rota (de queda). Não tem volta, chegaremos ao final do mandato com o Brasil com o juro padrão internacional’’. Lula também disse que a direção nacional petista precisa mudar ‘‘o mais rápido possível’’: ‘‘A direção do partido precisa refletir essa grandeza do PT’’. E reiterou críticas ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

(Folhapress)



Bush cumprimenta petista

O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, quer aprender com o colega brasileiro, o presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva, como dar a volta por cima na política e conquistar 58 milhões de votos. Em telefonema na manhã de ontem para cumprimentar Lula pela reeleição, Bush expôs, em tom de brincadeira, a dificuldade que está tendo nas eleições parlamentares americanas. ‘‘Olha, você teve uma vitória espetacular. Você tem que me dar um pouquinho do seu know-how, porque estou precisando para ganhar, agora (nas eleições parlamentares)’, brincou.

A aceitação de Bush pela população americana está em baixa, de acordo com pesquisas. O relato sobre esse telefonema de Bush foi feito a jornalistas pelo ministro das Relações Exteriores Celso Amorim, quando saía do Palácio da Alvorada, onde acompanhou esta e outras conversas de Lula com chefes de Estados estrangeiros que ligaram para cumprimentá-lo.

Bush disse que quer continuar ‘‘trabalhando’’ com Lula. ‘‘Aprecio a boa relação que temos tido’’, disse Bush, que, segundo Amorim, convidou o presidente brasileiro a visitar os Estados Unidos. Lula respondeu que fará essa visita ‘‘em breve’’.

Lula também conversou com o primeiro-ministro da Espanha, José Luiz Zapatero, e com o primeiro-ministro britânico, Tony Blair. No telefonema, Blair disse que pretende conversar com Lula e com outros chefes de Estado sobre assuntos relacionados à OMC (Organização Mundial do Comércio). Anteontem, Blair já tinha enviado uma carta a Lula destacando a importância de se ‘‘destravar’’ as negociações da Rodada Doha, da OMC, na qual a Grã-Bretanha e outros países europeus resistem à reivindicação dos países emergentes para que reduzam seus subsídios agrícolas. (AE)



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