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Domingo, 02 de maio de 2004
Quem perder...

Em crise, Palmeiras e Corinthians se enfrentam hoje, às 16h, no Morumbi, precisando da vitória

Agência Estado - São Paulo (SP)

  O clássico não poderia ter vindo em pior hora. Palmeiras e Corinthians se enfrentam hoje, às 16h, no Morumbi, pressionados. Enquanto o Verdão ainda não venceu na competição, o Timão entra em campo abalado emocionalmente por uma longa série de fracassos e más atuações, e mutilado por suspensões e contusões.
  Corinthians e Palmeiras não se enfrentam desde a semifinal do Campeonato Paulista, no dia 8 de março do ano passado. Naquele jogo, o Corinthians venceu por 4 a 2. A situação agora, no entanto, é bem diferente.
  Depois de três rodadas do Campeonato Brasileiro, o Corinthians ganhou só três dos nove pontos disputados - uma vitória suada diante do Paysandu, em casa, por 2 a 1. No mais, perdeu para a Ponte (3 a 2) em Campinas, e foi goleado pelo Grêmio (4 a 0) em Porto Alegre.
  Os jogadores sabem que a pressão por uma vitória hoje é enorme. E justamente por isso, o clima no Parque São Jorge é de muita insegurança, como admite o próprio técnico Oswaldo de Oliveira. ‘‘Estamos numa fase de instabilidade. Todo o grupo está inseguro e isso se reflete em campo. Por falta de confiança estamos perdendo jogos que nornalmente não seriam tão difíceis’’, reconheceu. Mas o treinador faz uma ressalva: a única maneira de reverter a situação é trabalhar.
  Instável emocionalmente, o time vem se mostrando um dos mais indiciplinados do campeonato. Em três rodadas foram dois cartões vermelhos (Fabinho e Piá) e dez amarelos. O zagueiro Anderson já está pendurado. Se for advertido hoje, desfalca o time no jogo contra o Atlético Mineiro, domingo.
  O meia Renato - que mais uma vez será improvisado na lateral-esquerda - a partida ganha contornos de decisão. ‘‘Nós temos de encarar esse jogo como se fosse uma decisão. Essa tem que ser a nossa atitude’’, ensina.
  Não bastasse a pressão inerente ao clássico, Oswaldo de Oliveira ainda tem outros problemas a resolver. Com uma lesão na coxa direita, o lateral-direito Rogério dificilmente vai reunir condições de jogo. Com isso, Coelho será mantido pelo setor direito de defesa.
  Os problemas continuam no meio-de-campo. Fabinho foi expulso no jogo no Olímpico e Fabrício deixou o campo machucado. A solução será a entrada do garoto Wendel - capitão da equipe que foi campeã da Copa São Paulo de Juniores este ano. Ele entra na vaga de Fabinho e vai formar a dupla de volantes com o veterano Rincón. Para o lugar de Fabrício, o treinador deverá escalar Rodrigo
  No Palmeiras, a situação também não é nada confortável. A equipe soma apenas dois pontos em três jogos. Diante de um retrospecto tão pouco animador, a torcida está perdendo a paciência e o técnico Jair Picerni já corre risco de perder o emprego.
  A exemplo do que acontece no Parque São Jorge, a pressão por resultado é grande no Palestra Itália. Logo depois do empate contra o Vitória na quinta-feira vários torcedores hostilizaram o presidente Mustafá Contursi. Outros, se voltaram contra os jogadores, num clima de pressão que deverá apenas aumentar até o momento do jogo. ‘‘A pressão é grande. A gente sabe disso, mas temos de ter a cabeça no lugar e superar isso tudo’’, disse o volante Corrêa.
  ‘‘Sabemos das dificuldades de enfrentar o Corinthians, mas precisamos ter consciência que temos condições de vencer’’, afirma Jair Picerni. ‘‘Se a gente vencer, a crise vai ficar cada vez mais distante’’, acrescenta o treinador, que não quer nem ouvir falar na possibilidade de deixar o clube no caso de uma derrota.
  O treinador, no entanto, tem motivos para comemorar. O goleiro Marcos volta ao time depois de servir a Seleção no amistoso de quarta-feira em Budapeste, contra a Hungria. Marcos reassume o lugar de Sérgio. O volante Magrão, que desfalcou o time contra o Vitória, também deverá voltar, depois de recuperado de uma lesão muscular na coxa esquerda. O jogador foi submetido a exames de ressonância magnética e ficou comprovado que a lesão está cicatrizada.
  O atacante Vágner Love se transformou em mais um fator de alívio para Picerni. Contra o Vitória o artilheiro marcou o seu primeiro gol no Brasileiro e tirou um peso das costas. ‘‘Eu não estava incomodado, mas as pessoas já começavam a perguntar quando eu iria fazer o primeiro gol.


Europa

Milan joga hoje pelo título antecipado

  O Milan recebe a Roma hoje, no Estádio San Siro, preparado para liquidar a briga pelo título italiano na antepenúltima rodada da temporada de 2003-04. Os milaneses lideram com 76 pontos, seis de vantagem sobre os rivais da Capital, e fazem a festa antecipada, se vencerem o clássico marcado para as 15h locais - 10h (horário de Brasília) - com transmissão pela ESPN Internacional.
  Há euforia no Milan, embora com moderação. O técnico Carlo Ancelotti, campeão italiano em 1983 como jogador da Roma, deixou escapar que o desejo de todos em Milão é o de comemorar o scudetto em casa. ‘‘Será difícil, mas nos encanta a possibilidade de conquistar o título diante de nossa torcida’’, ponderou. ‘‘Jogaremos para vencer, mas nas atuais circunstâncias o empate é bom.’’
  Ancelotti não está enganado. O empate não dá o título ao Milan com antecedência, mas o deixará, na pior das hipóteses, com a possibilidade de fazer tira-teima com a Roma.
(Agência Estado)


Na Vila

Santos tenta espantar a crise contra o Cruzeiro

Dois primeiros colocados do ano passado se enfrentam hoje, às 16h

Agência Estado - Santos (SP)

  A contratação de Deivid apagou os sinais da crise no Santos e o time entra mais aliviado para o jogo das 16h de hoje contra o Cruzeiro, na Vila Belmiro. Mas os jogadores sabem que num campeonato por pontos corridos uma derrota em casa pode ser um desastre e contam com uma vitória para viajarem tranqüilos ao Equador, onde enfrentam a LDU na quarta-feira, em jogo válido pela Libertadores da América.
  Renato, que estava na Seleção, tem escalação garantida, o mesmo ocorrendo com Lopes, que será o centroavante, substituindo Leandro Machado, que se contundiu no treino de sexta-feira. Com a suspensão de Claiton pela expulsão na partida contra o Figueirense, Paulo Almeida continuará na equipe, o mesmo ocorrendo com o lateral-direito Marco Aurélio, que ganhou a posição de Paulo César.
  Na quarta partida pelo Brasileiro, os santistas buscam a reabilitação, pois perderam os dois jogos disputados fora de casa e permitiram que os líderes se distanciassem bastante. ‘‘Todo jogo é uma decisão e só podemos pensar numa vitória porque pontos perdidos em casa podem fazer falta no final da competição’’, disse o volante Renato. Ele lembra que no ano passado o Santos também não teve um bom início de competição e que isso provocou problemas, pois não conseguiu alcançar o Cruzeiro e teve de se conformar com o vice-campeonato.
  Os jogadores evitam comentar os resultados negativos nas duas partidas disputadas contra o Cruzeiro no ano passado e acham que esse jogo será diferente. ‘‘Respeitamos o Cruzeiro pela qualidade de seus jogadores e por tudo o que conquistou, mas temos uma equipe muito competitiva, que vai procurar uma vitória jogando em casa’’, disse o goleiro Júlio Sérgio, que assumiu a condição de titular quando Doni deixou o clube.
  Júlio Sérgio tem mostrado segurança e os torcedores que gritavam seu nome quando Doni falhava estão satisfeitos com o desempenho do atleta. ‘‘Não sou um goleiro que faz jogadas plásticas, procuro ser simples e objetivo; rápido e prático. Essa é minha maneira de jogar e espero ser assim sempre’’.
  Mas ele passa também segurança para os jogadores da defesa, gritando constantemente com os companheiros para corrigir o posicionamento do setor. ‘‘Sem falta, André Luís’’, ‘‘volta, volta’’, grita o tempo todo. ‘‘Eu tenho uma visão ampla do jogo, estou vendo todos os atletas se movimentar e, gritando, posso passar uma coordenada para que nosso jogador diminua o espaço e evite que o adversário fique mais próximo ao gol’’. E acha que é uma obrigação fazer isso. ‘‘Vou continuar orientando sempre que puder’’.
  Se Júlio Sérgio recuperou a condição de titular e Lopes começa jogando hoje contra o Cruzeiro, outro jogador espera uma oportunidade. É Preto Casagrande, que substituiu Elano no treino de anteontem e foi bem. Mas deve ficar mais uma vez com opção para o segundo tempo. ‘‘Faz parte da profissão e o segredo é estar preparado, motivado para, quando surgir a oportunidade, entrar e aproveitar bem’’.


Raposa joga para levantar o astral

  O Cruzeiro reencontra hoje o seu principal adversário na campanha pelo título do Brasileirão do ano passado. O jogo contra o Santos está sendo encarado na Toca da Raposa como o mais importante deste início de competição. Para o técnico Paulo César Gusmão, uma vitória na Baixada Santista dará ao grupo celeste o moral necessário para a equipe engrenar na disputa e reviver o futebol vitorioso de 2003. Em três partidas, o Cruzeiro soma cinco pontos, com uma vitória e dois empates, o último deles em casa, no meio da semana, arrancado nos minutos finais do jogo contra o Criciúma.
  Para o compromisso de hoje, PC Gusmão terá dois reforços de peso no meio-de-campo: o meia Alex e o volante Maldonado, que voltam ao time. O camisa dez cruzeirense defendeu a Seleção Brasileira no amistoso contra a Hungria, em Budapeste. O jogador chileno ficou de fora da rodada anterior porque também foi convocado para integrar a seleção de seu país.
  O técnico cruzeirense não anunciou o time que inicia a partida após o treinamento de sexta-feira, antes do embarque para Santos. A principal dúvida está no ataque. Um mês depois de torcer o tornozelo esquerdo, Guilherme está recuperado.  Apesar de afirmar que se Guilherme estiver 100% seu lugar na equipe está garantido, PC Gusmão terá dificuldades de desfazer a dupla Jussiê e Dudu Carioca. Este, por exemplo, terminou a última rodada como o artilheiro do campeonato, ao lado de Alex Dias do Goiás, com quatro gols.
Mesmo que a equipe paulista não esteja vivendo o seu melhor momento neste início de competição, a opinião geral na Toca da Raposa é que o time de Emerson Leão continua sendo um fortíssimo candidato ao título.
(AE)


Em Volta Redonda

Sem Marcinho, Azulão pega Flamengo

  O São Caetano continua no esquema de poucos treinos e muitos jogos. Neste ritmo vai tentar segurar o Flamengo, hoje, às 16h, em Volta Redonda, em sua terceira participação do Campeonato Brasileiro da Série A. O campeão paulista também vai ter que se adaptar à ausência do meia Marcinho, que ficará afastado do time por três meses devido uma fratura no tornozelo.
  O técnico Muricy Ramalho continua dando moral ao elenco, mas sabe que Marcinho vai fazer falta ‘‘porque ele é decisivo’’. Seu substituto deve ser Anailson, um meia também talentoso que ficou muito tempo afastado por causa de contusão. Naturalmente que não apresentará o mesmo ritmo do antigo titular, um dos destaques na campanha vitoriosa do Campeonato Paulista.
  Ele também pode escalar Lúcio Flávio na mesma função. Ou então reforçar a marcação com a entrada do volante Lúcio Flávio. ‘‘O ideal seria ter testa do isso em campo. Mas não estamos tendo tempo por causa da seqüência de jogos’’, explicou Muricy, que fará uma opção para o jogo.
  Com esperanças em um bom desempenho do meia Felipe, que retorna à equipe, o Flamengo tenta hoje sua primeira vitória. Felipe voltou a treinar com a equipe na sexta-feira e não escondeu seu entusiasmo. Destacou que este é o momento de o Flamengo se recuperar na competição, porque em três rodadas somou apenas dois pontos. ‘‘Não adianta ficarmos lamentando a nossa situação’’, frisou Felipe, que atuará no lugar de Rafael Gaúcho.
(Agência Estado)


Às 16h

Rivais em crise duelam no Maracanã

  O primeiro clássico carioca do Campeonato Brasileiro terá, além da velha rivalidade entre Fluminense e Vasco, um só lema para os dois times: vencer ou vencer. Quem for derrotado hoje, a partir das 16h, no Maracanã, certamente descerá a ladeira rumo à crise. Em São Januário, o técnico Geninho continua às voltas com os desfalques de seus principais jogadores. Assim, repete o time que perdeu para o Guarani. Victor Boleta rescindiu o contrato e deve se transferir para o Fluminense.
  Já nas Laranjeiras o clima entre Ricardo Gomes e Edmundo continua ruim, com o treinador garantindo que o atacante só volta a jogar se pedir desculpas publicamente pelas reclamações que fez ao ser substituído contra o São Paulo, na quarta-feira. Além desse problema, Gomes provavelmente não poderá contar com o zagueiro Rodolfo e o meia Roger, machucados. Os substitutos deverão ser Antônio Carlos, na zaga, e Diego, no meio-de-campo.
(Agência Folha)


Paraná

Levir Culpi estréia hoje no Atlético

  Motivado pela primeira vitória no Campeonato Brasileiro, o Atlético (PR) enfrenta o Coritiba, hoje, às 18h, na Arena da Baixada, no clássico paranaense pela quarta rodada da competição nacional. Já o principal rival dos atleticanos vêm de um empate com o Internacional em casa e busca a reação.
  O jogo marca a estréia do técnico Levir Culpi no comando atleticano, justamente contra o Coritiba. O treinador assume a equipe em um momento tranqüilo, após a vitória do time por 3 a 0 sobre o Paysandu na rodada passada do campeonato.
  No Coritiba, parte das atenções continuam voltadas para questões fora do campo, já que a equipe aguarda julgamento sobre o caso do volante Ataliba, acusado de ser escalado irregularmente na partida em que o time venceu o Guarani, logo na primeria rodada da competição.
(Agência Folha)


Às 17h

Vitória recebe o Figueirense

  Depois de empatar com o Palmeiras fora de casa, o Vitória recebe o Figueirense no Estádio Manoel Barradas, hoje, às 17h, em Salvador, pelo Campeonato Brasileiro. O time catarinense vai à Bahia embalado por três vitórias consecutivas na competição - é o único time com 100% de aproveitamento.
  O Vitória ainda não terá em campo o volante Vampeta, que se recupera de uma lesão. O técnico Agnaldo Liz deve manter a mesma equipe do último jogo, em São Paulo.
  O Figueirense também entra em campo com praticamente o mesmo time que derrotou o Santos na quarta-feira, em Florianópolis. O atacante Felipe Oliveira sentiu dores no treino de sexta-feira e está fora. O volante Carlos Alberto, expulso contra o Atlético (PR) no domingo passado, viajou para tratar assuntos pessoais e não se apresentou ao time na sexta.
(Agência Folha)


Em casa

Juventude tenta a 1ª vitória

  Ainda sem vencer no Campeonato Brasileiro, o Juventude recebe o Paraná pela quarta rodada, hoje, às 16h, no Estádio Alfredo Jaconi, em Caxias do Sul. Motivado pela virada sobre o Flamengo, o time paranaense luta para permanecer nas primeiras colocações. O Juventude, que teve o seu jogo contra o São Caetano adiado, vem de uma semana de repouso.
  O time gaúcho conta com o fato de jogar em casa para vencer pela primeira vez na competição. A equipe tem um empate e uma derrota. O técnico Ivo Wortmann não deve fazer nenhuma mudança na equipe gaúcha, que deve manter a formação que empatou com o Grêmio em 1 a 1, dia 24.
  Já o Paraná tenta embalar neste campeonato depois da vitória sobre o Flamengo por 2 a 1, na quinta-feira. Para repetir a boa atuação do jogo contra o time carioca, o técnico Paulo Campos vai manter a mesma base da equipe. A única dúvida é no ataque. Chokito e Adriano disputam a posição.
(Agência Folha)


Basquete

Unimed/Americana já é semifinalista

Equipe ganha de Ourinhos por 74 a 59 e termina primeira fase na liderança do campeonato

Luiz Peninha - Americana

  Ao som do coro “1, 2, 3, Ourinhos é freguês”, a Unimed/Americana bateu Ourinhos/Pão de Açucar por 74 a 59, ontem à tarde, no Ginásio do Centro Cívico, em Americana, pela última rodada do Campeonato Paulista de basquete feminino, e assegurou a classificação à semifinal do estadual.
  O time americanense terminou a primeira fase na liderança do campeonato com 23 pontos, ao vencer 11 dos 12 jogos que disputou. A única derrota foi para Ourinhos por 60 a 58, na casa do adversário, pela última rodada do primeiro turno. Na próxima semana, as outras seis equipes que participam da competição irão iniciar a disputa de playoffs, em melhor de três partidas, sendo que as vencedoras passam à semifinal.
  A FPB (Federação Paulista de Basquete) ainda não definiu as datas dos jogos da semifinal. Segundo o técnico do time americanense, Paulo Bassul, a Unimed terá uma folga “de aproximadamente 15 dias”.
  No jogo de ontem, as duas equipes demonstraram nervosismo e os erros de ataque e defesa foram constantes. No primeiro quarto, a Unimed passou quase todo o tempo na frente do placar, mas nos minutos finais permitiu a reação de Ourinhos, que venceu o quarto por 19 a 18. No segundo quarto, o time da casa se recuperou, fez 21 a 13, e venceu o primeiro tempo por 39 a 32.
  No terceiro quarto, Ourinhos voltou a incomodar Americana: ganhou por um ponto de diferença, 17 a 16, e manteve o equilíbrio no jogo. No último quarto, o time da casa se acertou, utilizou a velocidade e venceu por 19 a 10, faturando o jogo em 74 a 59.
  “Foi uma partida de times marcadores e por isso truncada. O jogo valia pelas 12 rodadas, foi uma decisão”, comentou Bassul.
  O treinador do time americanense revelou que serão feitas quatro contratações para a seqüência do campeonato e a divulgação dos reforços será feita a partir de terça-feira. “Não divulgamos ainda os nomes dessas jogadoras porque estão palavradas e não assinaram contrato. Assim que houver o acerto oficial vamos apresentá-las”, explicou Bassul. Em seguida, ele enfatizou que uma dessas jogadoras virá apenas para a disputa da seletiva do Mundial Interclubes, enquanto que as outras três disputarão, além do Mundial, as finais do estadual.


Análise

Estádios deixam tradição e se rendem ao ‘mercado’

  Mário Filho, Cícero Pompeu de Toledo, Santiago Bernabeu, Giuseppe Meazza. Durante as últimas décadas, os maiores e mais famosos estádios do mundo levaram o nome de grandes personalidades que marcaram a história do esporte. Alguns ainda se limitavam a trazer o nome da região onde eram construídos. Mas com a exigência de estádios mais modernos e, portanto, mais caros, ganha força a onda de novos templos de futebol que já não levam mais os nomes de pessoas relacionadas ao futebol, mas os das próprias empresas que financiam a construção dos estádios
  A tendência de vender o nome do estádio à uma empresa começou nos Estados Unidos e, nos últimos anos se tornou uma prática predominante nos ginásios de basquete e hockey. Na NBA, por exemplo, 51% dos ginásios americanos já levam nomes de empresas. No hóquei, são 53,8% dos locais das partidas que carregam o nome de multinacionais. No futebol, a tendência ainda está restrita basicamente à Europa, onde se observa uma onda de novos estádios de futebol, principalmente por causa da Eurocopa em Portugal, neste ano, e da Copa do Mundo na Alemanha em 2006. Equipes como o Arsenal e o Liverpool também estão preparando novas sedes.
  Na maioria dos casos, a necessidade de obter recursos para as obras está fazendo com que as equipes e federações busquem formas alternativas de patrocínio. A mais atrativa delas é vender a própria alma, ou melhor, o nome do estádio para que um patrocinador o explore por um período determinado. Esse é, por exemplo, o caso do Estádio de Munique que está sendo construído para o jogo de abertura da Copa de 2006.
  Uma das mais modernas obras do futebol, porém, não levará o nome de Gerd Muller ou Franz Beckenbauer, mas de um dos principais patrocinadores da Copa do Mundo: a empresa de seguros Allianz.
  Outro caso que ilustra essa tendência é o estádio de Stuttgart, construído em 1933 e que por décadas levou o nome do rio que cruza a região, o Neckar. Com a reforma que foi obrigado a sofrer para o Mundial de 2006, o estádio mudou não apenas de cara, mas também de nome e se chamará Daimler-Stadion.
  Para as empresas, a possibilidade de ter seus nomes associados aos templos do futebol é uma chance de ouro em um mercado publicitário saturado. Segundo estudos, poucos meios de comunicação tem um impacto tão forte quanto dar seu nome a um estádio. Uma pesquisa feita pela empresa Sport and Markt aponta que, na Alemanha e na Inglaterra, empresas que optaram por esse meio de publicidade tiveram ótimos resultados.
  Entre 600 pessoas questionadas no estudo, um número alto se lembrava do nome da empresa que estava associado a estádios da região. 40% dos entrevistados, por exemplo, se lembravam que o estádio do time inglês Bolton se chamava Reebok Arena. Uma proporção muito menor se lembrava que as camisas do Manchester United levam o logotipo da Vodafone, empresa de telefonia. Na Alemanha, a pesquisa mostrou que 65% dos entrevistados sabiam que o nome do estádio do Hamburgo era AOL-Arena.
  Para ter seus nomes vinculados aos estádios, as empresas estão pagando até US$ 70 milhões. Mas segundo um estudo de Larry McCarthy, da Universidade do Sul da Georgia, o preço compensa. Segundo ele, no início dos anos 90, a American West Airlines fechou um contrato com o time de basquete Phoenix Suns e concordou em pagar US$ 550 mil por ano para ter seu nome do ginásio da equipe.
  Em 20 anos, a empresa daria mais de US$ 10 milhões ao clube. Em 1993, o Suns chegou às finais da NBA contra o Chicago Bulls e o patrocinador do Chicago foi obrigado a pagar US$ 300 mil para cada 30 segundos de publicidade na rede de TV americana NBC durante as finais. Para a empresa que financiava o Suns, porém, seu logotipo esteve quase que permanentemente sendo mostrado durante as partidas disputadas em seu estádio, e sem qualquer custo suplementar.
  Segundo as pesquisas, dificilmente o futebol, considerado cada vez mais como um dos melhores negócios do mundo, ficará imune à venda de nomes de estádios para empresas. Para os publicitários, a tendência deverá tomar conta de outras regiões do mundo e não se limitará apenas à Europa. Para os especialistas, serão cada vez mais remotas as chances de o mundo ter novos estádios com nomes de personalidades e muito menos com denominações como a que deu o Racing Club da Argentina a seu estádio em 1950: Presidente Perón.


Olimpíadas

Livro traz os Jogos da Grécia Antiga

  Quando a tocha olímpica chegar ao Estádio Olímpico de Atenas em agosto e oficializar o início dos 28º Jogos Olímpicos da Era Moderna, a maior competição esportiva do mundo não apenas voltará a seu país de origem como vai preservar o espírito que a mantém. É o que mostra o livro “Os Jogos Olímpicos na Grécia Antiga” (339 páginas, R$ 125), que a Odysseus Editora lançou na Bienal Internacional do Livro de São Paulo.
  Trata-se do melhor trabalho sobre o assunto editado recentemente em português. Traduzido diretamente do original grego (como, aliás, é a marca registrada da editora), o livro baseia-se em documentos e objetos que sobreviveram ao tempo, fornecendo um retrato minucioso de como eram disputados os Jogos na Antigüidade.
  São diversos capítulos que permitem ao leitor traçar um quadro fiel dos Jogos desde o primeiro que se pode atestar com precisão, disputado em 776 a.C. Para os gregos antigos, a história da competição remonta aos tempos míticos, como forma de homenagear os deuses e os heróis mais importantes. Isso comprova que os Jogos tinham um caráter sagrado para os gregos, que punham o homem em comunhão com a própria divindade.
  Uma das grandes curiosidades oferecidas pelo livro está no capítulo que mostra como era a preparação dos atletas. É surpreendente verificar que os gregos detinham um profundo conhecimento técnico, sabendo, por exemplo, o número de exercícios adequados para cada atleta e para cada modalidade esportiva. Isso comprova que os preparadores físicos possuíam um conhecimento detalhado de como aumentar a massa muscular, além de desenvolver a hipertrofia de determinados membros do corpo, julgando que isso era necessário para o atleta atingir as melhores atuações em sua especialidade.
  Os treinadores conheciam tudo sobre ritmo e intensidade do exercício, sobre lentidão e rapidez do movimento, sobre treinamento contínuo ou alternado. Em apontamentos mais detalhados, descobriu-se que os gregos dividiam a bateria de exercícios de acordo com a cor e o teor de gordura de cada atleta. Além de diagnosticar contusões causadas por fadiga muscular, sabiam distinguir aquelas provocadas por causas psicológicas, como mau humor ou depressão.
  Outro capítulo importante é ‘‘A Descrição de uma Olimpíada’’, em que a riqueza de detalhes permite ao leitor acompanhar virtualmente os cinco dias de competições, período que duravam os Jogos.
(Agência Estado)


Brasileirão

Motivado, Luís Fabiano é a esperança do Tricolor

Em três jogos, São Paulo marcou apenas três gols; hoje, pega o Bugre

Agência Estado - São Paulo (SP)

  O São Paulo iniciou bem o Campeonato Brasileiro e conquistou sete dos nove pontos disputados. Mas um aspecto incomoda e preocupa jogadores, dirigentes e torcedores: a escassez de gols. Em três jogos, o time marcou apenas três vezes e tem média de um por partida. Números muito fracos para uma equipe que ocupa as primeiras posições. Os meias vêm criando relativamente pouco e o ataque, que contou com Luís Fabiano em apenas uma ocasião, sofre com a fraca pontaria. Jean, ex-Ponte Preta, não conseguiu ter nenhuma boa atuação e Grafite também está devendo futebol.
  A esperança é de que com o retorno de Luís Fabiano, que fez dois gols pela Seleção contra a Hungria, na quarta-feira, em Budapeste, a média melhore já a partir de hoje, quando o São Paulo enfrenta o Guarani, às 18h, em Campinas. O atacante, por sinal, está motivadíssimo. Seu nome foi bastante comentado pela imprensa internacional nos últimos dias e uma saída para a Europa parece inevitável num futuro não tão distante. ‘‘O time faz gol quando está acertado desde a defesa até o ataque. Precisamos fugir mais da marcação e melhorar a pontaria’’, opinou Luís Fabiano.
  O técnico Cuca acha que não se deve fazer drama em cima do baixo número de gols marcados pelo São Paulo. Acredita que, aos poucos, a média vai subir. ‘‘E, para mim, se fizermos um e não levarmos nenhum, já estará ótimo.’’ De acordo com o treinador, é importante ressaltar o bom trabalho do setor defensivo.
  Na teoria, a escalação que Cuca usará contra o Guarani não sugere muitos gols. Será defensiva. O volante Adriano entrará no lugar de Danilo, fortalecendo o meio-de-campo. O técnico são-paulino pretende testar essa formação hoje para, provavelmente, colocá-la em prática novamente na quinta-feira, contra o Rosario Central, na Argentina, pela Taça Libertadores da América. ‘‘Não adianta virem cobrar espetáculo de mim. Estou contente com o desempenho do São Paulo’’, afirmou, fazendo alusão aos bons resultados do time na temporada - 16 vitórias, dois empates e duas derrotas.
  Pela primeira vez na temporada, o técnico Joel Santana poderá escalar o Guarani com sua força máxima ou, pelo menos, bem próximo do que ele considera ideal. Mas a principal novidade será a presença do atacante Viola, que faz sua estréia no Campeonato Brasileiro.
  Nesta última semana, o atacante superou vários obstáculos para pode estar em campo hoje. Renovou contrato, cuidou de uma contusão muscular na coxa e recuperou sua forma física. Revigorado, aos 35 anos, ele desfila seu sorriso pelos quatro cantos do estádio e pode fazer a diferença por seu time.
  ‘‘Se depender de mim, nós vamos vencer este jogo. Estou muito animado, porque sinto o grupo de jogadores cada vez mais unido’’, comentou o atacante, que entra no lugar de Evandro Roncatto e atuará ao lado do meia Alexandre. ‘‘Andaram dizendo por aí que estávamos atuando no esquema 3-6-1. Isso não existe. Estamos no 3-5-2, com o Alexandre tendo mais liberdade de ficar lá na frente’’, diz Joel Santana.
  Outro motivo que deixa o técnico confiante é que o time ganhou mais experiência e qualidade no meio-de-campo com a fixação dos volantes Careca e Sidney, além do ala Patrick improvisado como meia e caindo sempre pelo lado esquerdo do campo. É uma fórmula que funcionou bem na vitória de 1 a 0 sobre o Vasco da Gama, por 1 a 0, em São Januário, quinta-feira.


ESPANHOL: O Real Madrid de David Beckham, que disputa jogada com Djalminha (esq.), se complicou ainda mais no Campeonato Espanhol. Ontem, em partida válida pela 35ª rodada, ele foi derrotado pelo Deportivo La Coruña por 2 a 0, no Estádio Riazor, e pode ver o Valencia abrir quatro pontos de vantagem na liderança. O Real Madrid permanece com 70 pontos contra 71 do adversário, que irá enfrentar o Bétis, em casa, hoje. Restam três jornadas para o final da temporada 2003/2004. A equipe de Madri ainda terá pela frente o Mallorca (casa), o Murcia (fora) e o Real Sociedad (casa). Além do Bétis, o Valencia ainda tem o Sevilla (fora), o Villarreal (fora) e o Albacete (casa). O Barcelona, com 66 pontos, corre por fora nesta briga. O Atlético de Madrid venceu ontem o Celta por 3 a 2 em partida disputada no estádio Vicente Calderón, na capital da Espanha.


Vitória em Minas

Ponte Preta assume liderança

  O Atlético-MG continua sem vencer e a Ponte Preta mantém sua invencibilidade no Campeonato Brasileiro. Na noite de ontem, a equipe de Campinas bateu os mineiros por 2 a 1, no Estádio Independência, em Belo Horizonte.
  Com o resultado, a Ponte Preta assumiu a liderança da competição com dez pontos, pelo menos até o final da quarta rodada, que será completada hoje. Com a derrota, o Atlético-MG continuou na 17ª colocação.
  Mostrando bastante entrosamento, a Ponte Preta fez um primeiro tempo muito bom. Com um toque de bola rápido no meio-de-campo, a equipe de Campinas conseguiu envolver os jogadores do Atlético-MG e chegar com perigo ao ataque.
  A Ponte Preta aproveitou sua superioridade e abriu o placar com o atacante Weldon, aos 17min da etapa inicial.
  No segundo tempo, o Atlético voltou com uma vontade enorme de reagir e chegar ao gol. Com isso, acabou se expondo demais e tomando o segundo gol aos 17min. Desta vez foi o meia Vander quem aproveitou toque de Weldon.
  Seis minutos depois, o Galo diminuiu. Aos 23min, o lateral-esquerdo Marquinhos cobrou falta com perfeição e fez o gol para os mineiros.
(Da Redação)


Nova derrota

Aumenta calvário do Botafogo

  O Botafogo aumentou o calvário do futebol do Rio no Campeonato Brasileiro-2004. Ontem à tarde, no Estádio Heriberto Hulse, em Criciúma, o time perdeu por 1 a 0 para a equipe da casa, em partida válida pela quarta rodada. O desempenho dos clubes cariocas neste Nacional é pífio: apenas seis pontos ganhos em 39 disputados. São 13 jogos sem nenhuma vitória, seis empates e sete derrotas. O rebaixamento, embora a competição esteja muito distante de seu final, já começa a assustar.
  O Criciúma abriu o placar com um gol de Rafael, cobrando pênalti, aos 36min do primeiro tempo. Os jogadores botafoguenses reclamaram bastante da marcação da penalidade. O time do Rio melhorou no segundo tempo e pressionou o adversário, criando boas chances para marcar, uma delas desperdiçada pelo atacante Luizão. O Criciúma também buscou o segundo gol, mas parou nas boas defesas do goleiro Jefferson. O Botafogo segue na lanterna da competição ao lado do Paysandu, que também perdeu ontem (1 a 0 para o Internacional).
  Pelo Brasileiro, o Botafogo volta a jogar no próximo domingo, contra o Paysandu, em Niterói. O Criciúma enfrenta o São Caetano, sábado, no ABC paulista.
(Agência Folha)


No Sul

Paysandu perde e se complica

  Com um gol solitário de Élder Granja aos 27min do segundo tempo, o Internacional derrotou o Paysandu no Beira-Rio, na tarde de ontem, e conquistou sua segunda vitória na competição, chegando ao seu sétimo ponto. O time do Pará segue na última colocação, ao lado de Botafogo, Vasco e Juventude, todos com um ponto. A superioridade gaúcha aconteceu durante toda a partida e só não abriu o placar na primeira etapa devido a boa atuação do goleiro Paulo Musse.
  No segundo tempo, a equipe do técnico Lori Sandri continuou melhor, mas não criava como antes. O treinador resolveu colocar Élder Granja no lugar de Rafael Sobis e obteve os três pontos. A equipe paraense, que foi comandada pelo interino Nildo, já tem um novo treinador. Givanildo Oliveira será apresentado na semana que vem. Na próxima rodada, domingo próximo, o Inter joga mais uma vez em Porto Alegre, contra o Fluminense. E o Paysandu encara o Botafogo, em Niterói (RJ).
(Agência Folha)


Goleada

Goiás derruba o invicto Grêmio

  Após golear por 4 a 0, na quarta-feira, o Grêmio tomou um golpe similar ontem e amargou a primeira derrota no Campeonato Brasileiro deste ano. O Goiás conteve o ânimo gaúcho e goleou o rival por 4 a 0, no Serra Dourada, pela quarta rodada da competição.
  Com o resultado, o Goiás assume provisoriamente a quarta posição, com sete pontos. Já o Grêmio sofre a primeira derrota e cai para o oitavo lugar, com cinco pontos na competição.
  Goiás abriu o placar, aos 32min, com Rodrigo Tabata, após toque de calcanhar de Jorge Mutt. Três minutos depois, Baloy e Tiago Prado bateram cabeça e Paulo Baier encobriu o goleiro do Grêmio, com Leandro apenas tocando para a rede. Na etapa final, em contra-ataque, o Goiás fez o terceiro com gol de Alex Dias, logo aos 13min.
  O Grêmio ainda perdeu uma chance incrível com Luciano Ratinho, aos 16min. No final, aos 47min, Alex Dias aproveitou pênalti e selou a goleada goiana. Na próxima rodada, o Grêmio terá de enfrentar o Vasco, em São Januário, no próximo sábado. Já o Goiás joga novamente em casa contra o Figueirense.
(Da Redação)


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