Quando o bicho pega politicamente, seja por fracassos ou denúncias de escândalos, é corrente que o governante e seu partido - mais seus asseclas oportunistas que usufruem do poder - jogar a manjada estratégia criada por ditadores, incompetentes e falsários: a tal chamada luta de classes, ou seja pobres contras ricos, qualificando a maioria - ou seja os pobres - como o bem e os ricos como o mal, politizando o que chamamos de sectarismo social: a pobreza contra a riqueza.
Aqui no Brasil a coisa parece que não é diferente, quando o presidente e um punhado de partidários fanáticos culpam as elites, ou “azelite” (sic) por algo acontecido ou por algo a acontecer. Interessante é a classificação no Brasil das chamadas “azelite” feita por ele, o excelentíssimo presidente da Republica.
Seriam os fazendeiros dos séculos XVIII ou XIX? Ou seriam os barões do café paulistas do meados do século XX? Seriam aqueles que por esforço próprio e de muito suor e lágrimas conseguiram sucesso graças ao trabalho acumular riquezas? Ou seriam aqueles que lutam diariamente e honestamente para galgar patamares graças ao seu trabalho honesto e pagadores de impostos? Ou seriam os políticos em sua maioria, inclusive ele e parte de seus partidários e a maioria absoluta daqueles que o apóiam politicamente que são possuidores de enormes fortunas? Ou seriam aquelas platéias de engravatados formadas de políticos e correligionários de todas as matizes que o aplaudem quando diz alusões a que chamamos de confronto entre irmãos?
Só queria que um dia ele, o presidente deste País e seus partidários fanáticos, respondessem quem realmente são “azelite” brasileiras. Antes seria bom que ele, seus partidários, ministros, sindicalistas e outros apoiadores de seu governo abrissem suas declarações de bens (as verdadeiras e atualizadas em valores) a todos, para que pudéssemos avaliar a que classe eles realmente pertencem. Para ver se são pobres ou ricos?
Criar situações de confronto de classes é algo espelhado na revolução francesa ou no vergonhosa ideologia comunista, aonde todos são iguais, ou seja pobres e seus comandantes políticos ricos, para não falar milionários. Claro que os familiares deles também. Cuba e Coréia do Norte são hoje testemunhas vivas disto, isso sem dizer na Rússia e outros países cujo comunismo foi varrido do mapa depois de anos de pobreza de 99% da população. Os que aqui proclamam tal situação de confrontos ou polarização entre pobres e ricos, posso afirmar pelo seus históricos políticos que nada tem a haver com a revolução francesa. Isso eu tenho certeza. São aqueles mesmo que exploram a miséria enquanto procuram o poder, mas quando lá estão se servem de todas as benesses e rendimentos na busca de serem ricos, quando já não o são. Alguém duvida disso?
Uns honestamente; outros, bem, esses pelos escândalos que temos no Brasil. Uns conhecidos, mas uma grande maioria não divulgados a todos os brasileiros são provas de suas reais intenções.
Quanto a aqueles que eles chamam de pobres, cabe a eles sim culparem aqueles que governaram ou governam este País, seu Estado ou sua cidade, muitos eleitos por causa de seus próprios votos. Estes governantes lhes impediram e lhes impedem a busca da educação, cultura, formação, dando-lhes em troca alguns favores pessoais, como vemos recentemente as chamadas bolsas família e congêneres, mas não lhes dão a oportunidade de uma escola decente e um emprego.
A real pobreza de nada impede de evoluir social e economicamente. Se observarmos a grande maioria - que os oportunistas classificam como ricos - veio da classe pobre, mas graças a vontade, esforço e dedicação conseguiu fincar o sucesso em suas vidas. Ser pobre ou rico não é sinal de fraqueza ou leviandade, mas uma questão de oportunidade e vontade de melhorar. E nisto o Brasil é prodigo em dar chances a todos.
Portanto, é uma irresponsabilidade jogar nas costas das “azelite” toda responsabilidade das mazelas acometidas aos pobres deste País, a não ser que “azelite” são aqueles que politicamente proclamam uma luta de classes no Brasil.
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