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On Road
Um carro excitante
Evandro Coev - Americana
 Honda Civic EXS |
A chegada do New Civic, lançado em abril de 2006, revolucionou o mercado nacional de sedãs médios. Na época, quando a Honda apresentou sua inovação, o TodoDia Veículos acompanhou, a convite da montadora japonesa, sua estréia. Desde então já se sabia que o segmento de sedãs médios seria outro com o New Civic. E foi. Os concorrentes tiveram que se apressar para não perder market share da principal fatia no cenário nacional. O carro foi um sucesso.
Passado praticamente um ano do seu lançamento, com o mercado “borbulhando” - nunca se vendeu tanto carro como agora - e com a “moda” dos bi-combustíveis, a montadora instalada em Sumaré se viu obrigada a entrar na “onda” e lançou o New Civic com motorização flex. O que chama a atenção no New Civic flex é que o motor alternativo é opcional. O cliente pode escolher por um modelo exclusivo à gasolina.
As adequações do sistema para rodar no álcool foram muito bem trabalhadas. O modelo EXS, testado pelo TodoDia, roda com motor 1.8 litro de quatro cilindros e 16V, tem bloco e cabeçote em alumínio e sistema i-VTEC. Esse “motorzão” de 140 cavalos de potência atua em harmonia com a transmissão automática S-Matic de cinco velocidades.
A S-Matic tem opção de modo seqüencial e no caso do New Civic as mudanças de marchas se dão por meio de “borboletas” atrás do volante. A sensação é de dirigir um carro de Fórmula 1. O que chama ainda mais a atenção, é que rodando no modo seqüencial, normalmente quando se atinge o limite de giro, a central eletrônica do câmbio faz a vez do motorista e troca a marcha. No caso do New Civic não. Se o motorista não fizer a troca na “borboleta”, o motor corta automaticamente a injeção.
O Civic EXS flex tem o design e o conforto como pontos fortes. O carro sai de fábrica com direção hidráulica, ar-condicionado digital, airbag duplo, freios a disco com ABS e EBD, regulagem de altura do banco do motorista, brake-light, ajuste de altura e profundidade do volante, rádio/CD/MP3 com disqueteira para seis discos e comandos no volante, cruise control, espelhos cortesia para motorista e passageiro, revestimento do banco, volante e painéis em couro, abertura interna das tampas do porta-malas, do tanque de combustível e do reservatório de gasolina.
O tanque de reservatório de gasolina é um detalhe que merece atenção. A tampa foi posicionada na lateral dianteira, perto do pára-lamas, ao invés de estar no compartimento do motor. Isso para que o reservatório de gasolina fique longe do calor gerado pelo motor, eliminando riscos de incêndio.
É um carro recheado, digno de um sedã de luxo, mas peca em dois aspectos. Mesmo o top de linha, a versão EXS, não conta com airbags laterais e sensor de estacionamento, itens que mereciam constar na lista.
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Impetuoso em tudo
(Evandro Coev)
Só de entrar no New Civic já se percebe estar em um carro muito avançado. A visibilidade do painel impressiona. Ao abrir a porta, as luzes dos indicadores se acendem. Próximo ao pára-brisa, velocímetro digital; mais abaixo, na direção do volante, contagiros; ao centro comandos do ar condicionado e pouco acima o rádio CD player, tudo iluminado em tom azul degradê com detalhes em branco. A sensação é de estar numa daquelas cabines de jogos eletrônicos de shoppings. O volante tem design muito esportivo e ao mesmo tempo remete uma certa lembrança aos muscle-cars da década de 70.
Ao sair com o carro, constata-se a eficiência do conjunto motor e câmbio. Ao pisar no acelerador, as arrancadas são excelentes, ainda mais se o câmbio estiver na opção esportiva. Tanto no S-Matic como no drive, as trocas de marchas são suaves e bem escalonadas. O silêncio dentro do carro reforça o conforto do New Civic.
O carro é bom de andar, dirigí-lo é certeza de prazer. Sua estabilidade é boa, frenagem muito eficiente graças os freios a disco com ABS e EBD. As regulagens de altura e profundidade do volante e do banco garantem facilidade ao guiar. Todos os principais comandos no volante garantem uma dirigibilidade segura. Nos bancos traseiros o conforto também é garantido. Revestidos em couro e com diversos porta-trecos, a viagem é tranqüila.
AVERSA
O gerente de vendas da Aversa, concessionária Honda de Americana e Região, José Luiz Barbudo, disse que o New Civic é um carro que marcou época. “A evolução do New Civic em comparação ao Civic antigo é algo impressionante e o consumidor entendeu essa evolução. Tanto que desde que foi lançado, ainda temos um certo prazo para entregar o veículo em função da grande procura”, explicou.
Barbudo disse que a Aversa demora cerca de 30 dias para entregar o carro ao comprador. As versões do New Civic variam de R$ 65 mil a R$ 88 mil. Para se ter idéia do quanto o modelo é bem aceito no mercado dos sedãs médios, o consórcio nacional Honda vendeu nos primeiros 22 dias de agosto, 550 cotas do modelo. Barbudo salientou que a qualidade dos carros da Honda, aliada ao design e custo/benefício, garantem o sucesso da montadora.
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Ficha Técnica
Honda Civic EXS Flex
Motor: gasolina ou álcool, dianteiro, transversal, 1.799 cc, quatro cilindros em linha, 16 válvulas. Bloco e cabeçote em alumínio, duplo comando no cabeçote com sistema i-VTEC de variação do tempo de abertura de válvulas. Injeção eletrônica de combustível multiponto seqüencial
Transmissão: câmbio automático de cinco marchas à frente e uma a ré com modo seqüencial manual com mudança na alavanca ou através de borboletas atrás do volante. Tração dianteira
Potência máxima: 138 cv com gasolina e 140 cv com álcool a 6.200 rpm
Torque máximo: 17,5 kgfm com gasolina a 5 mil rpm e 17,7 kgfm com álcool a 4.300 rpm
Diâmetro e curso: 81 mm X 87,3 mm. Taxa de compressão de 11,5:1
Suspensão: dianteira do tipo McPherson com braços duplos, com molas helicoidais e amortecedores hidráulicos. Traseira independente, com triângulos sobrepostos, barra estabilizadora, molas helicoidais e amortecedores hidráulicos
Freios: discos ventilados na frente e maciços atrás com ABS e EBD
Carroçeria: sedã médio em monobloco com quatro portas e cinco lugares. 4,49 metros de comprimento, 1,75 metro de largura, 1,45 metro de altura e 2,70 metros de distância entre-eixos
Peso: 1.260 kg com 475 kg de carga máxima
Capacidade do porta-malas: 340 litros
Capacidade do tanque de combustível: 50 litros
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Autotal
Bólido a caminho
Importador inicia programa de encomendas do 911 Turbo Cabriolet
Luiz Fernando Lovik/Auto Press - Rio de Janeiro
 Porsche 911 Turbo Cabriolet |
A Stuttgart Sportcar, importador oficial de modelos da Porsche no Brasil, deu início este mês ao programa de encomendas do novo 911 Turbo Cabriolet. A versão conversível do superesportivo começa a ser vendida na Europa, em outubro, e desembarca por aqui em dezembro com preço base de US$ 388 mil - que, convertidos para o real, viram algo como R$ 760 mil.
Assim como o 911 cupê, a versão “descapotável” trará sob o capô o motor boxer 3.6 litros V6 biturbo, com turbina de geometria variável. A unidade de força despeja colossais 480 cv de potência nas rodas traseiras e 63,2 kgfm de torque máximo, disponíveis logo aos 1.950 giros. De acordo com a Porsche, o 911 Turbo Cabriolet vai de zero a 100 km/h em rápidos 4 segundos - ou 3,8 segundos na versão com a caixa automática Tiptronic S. Já a máxima é de 310 km/h.
O maior atrativo na versão, porém, é a capota rígida retrátil. Ela abre e fecha em aproximadamente 20 segundos com o carro em movimento, em velocidades de até 50 km/h. Já o aerofólio traseiro emerge automaticamente quando o modelo atinge 120 km/h. O 911 traz ainda faróis bixênon, rodas de alumínio 18 polegadas, controle de estabilidade, suspensão ativa e seis airbags, entre outros.
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Mazda
Homenagem de ocasião
(Luiz Fernando Lovik/AP)
 Mazda RX-8 Rotary Engine 40th Anniversary |
A Mazda iniciou esta semana, no Japão, as vendas de uma edição especial do cupê esportivo RX-8, em comemoração aos 40 anos do lançamento do motor rotativo. O modelo é atualmente o único da marca empurrado pelo propulsor de ciclo Wankel - nome herdado do engenheiro Felix Wankel, criador do sistema. Batizada de Rotary Engine 40th Anniversary, a edição especial do RX-8 será limitada em 200 unidades, todas com pintura branca perolizada e emblemas com o nome da série nos pára-lamas dianteiros.
Sob o capô, a edição terá a mesma motorização que move a versão convencional do RX-8: um trem de força rotativo de 1.308 cilindradas - formado por dois rotores de 654 cc - capazes de despejar 210 cv de potência a 7.200 rpm e um torque máximo de 22,6 kgfm aos 5 mil giros.
No interior, os bancos e forros das portas são revestidos de couro nas cores preto e prata, para lembrar o interior do antigo cupê Cosmo Sport - primeiro modelo Mazda a receber o motor rotativo, em 1967. Entre os itens de série, a edição limitada terá rodas de alumínio 18 polegadas, faróis de neblina e vidros e espelhos laterais com tratamento para repelir água.
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Renault
Losango novo
(Luiz Fernando Lovik/AP)
 Renault Clio Sport Tourer |
A Renault mostrou recentemente as primeiras imagens da versão station wagon do Clio III - vendido na Europa e uma geração à frente do brasileiro. O modelo se chamará Clio Sport Tourer e é a versão final do conceito Clio Grand Tour, apresentado em março deste ano no Salão de Genebra, na Suíça. Sua primeira aparição em público está confirmada para setembro, no Salão do Automóvel de Frankfurt, na Alemanha.
A Renault liberou poucas informações sobre o modelo até agora. Sabe-se apenas que a nova station wagon começa a ser vendida no primeiro semestre de 2008, na Europa, e terá medidas bem mais avantajadas que as do Clio hatch. O comprimento, por exemplo, salta de 3,98 metros para 4,22 m - exatos 24 centímetros a mais. E o bagageiro passa a comportar 439 litros, contra os 288 litros do Clio supermini - como é chamado o modelo na Europa.
Em 17 anos de Clio, o Sport Tourer é a primeira versão perua do compacto. O carro da Renault foi lançado na Europa em março de 1990, no Salão de Genebra. No Brasil, o modelo chegou em 1996, feito na Argentina, ainda na plataforma da geração um.
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Giro Rápido
 Chevrolet Aveo |
Rumo à estação Frankfurt
Um dos principais destaques da General Motors no Salão de Frankfurt, em setembro, será o compacto Aveo, produzido na Coréia do Sul pela Daewoo - marca local que pertence ao grupo americano. Vendido como modelo Chevrolet, o Aveo estréia este ano na versão hatch e, em março de 2008, chega ao mercado europeu sua derivação sedã. Sob o capô, a GM disponibilizará os propulsores 1.2 e 1.4 litro, ambos a gasolina, com 84 e 98 cv de potência máxima, respectivamente.
Foguete com grife
A preparadora inglesa Mansory, especializada na personalização de modelos de luxo britânicos, apresentou esta semana uma versão “apimentada” do já picante cupê Aston Martin Vanquish S. Equipado com motor 6.0 litros V12 de 520 cv de potência e torque máximo de 58,7 kgfm, o modelo ganhou sistema de freios da marca Brembo, rodas de alumínio de 20 polegadas, suspensão rebaixada em 2,5 cm e peças em fibra de carbono, como spoilers, difusores e espelhos. Estão disponíveis ainda bancos esportivos revestidos de couro nas cores amarelo, vermelho e preto.
Sexagenária
A Volkswagen Vans comemorou nos últimos dias o aniversário de 60 anos desde a produção do primeiro modelo, batizado de T1 - ou Transporter 1 -, lançado na Alemanha em 1957. De lá para cá houve uma evolução enorme nas vans da marca alemã, que culminou na chegada do T5, em 2003, modelo semelhante à Renault Master e à Mercedes-Benz Sprinter. Já no Brasil, a Volks Van parou no tempo: mantém até hoje a produção da veteraníssima Kombi - chamada na Europa de T2 -, que saiu de linha lá fora em 1979.
Chamada maciça
A Ford convocou nos Estados Unidos um recall envolvendo nada menos que 3,6 milhões de veículos. Foram convidados a comparecerem às concessionárias autorizadas da marca os proprietários de 12 diferentes modelos - quase todos pick-ups e SUVs, incluindo modelos das marcas Lincoln e Mercury, que pertencem ao grupo Ford. Entre eles estão a Ranger 98 e 99, a Explorer 99 e 2000 e a grandalhona F-250, anos 2003/2004. O motivo é um problema detectado no dispositivo limitador de velocidade dos carros.
Frenagem nacional
A Bosch iniciou este mês a fabricação no Brasil de sistemas antitravamento para freios, ABS. A linha de produção será implantada junto à Unidade de Sistemas de Chassis, na cidade de Campinas, em São Paulo. E a fábrica atenderá a todos os países do Mercosul, substituindo a importação do produto e barateando o componente - que hoje paga imposto de importação, como se fosse equipamento de luxo. O Brasil produzirá ABS de oitava geração, a mesma usada na Europa, nos Estados Unidos e no Japão.
Lá e cá
A Argentina conseguiu, no mês de julho, o melhor resultado mensal de venda de veículos em 40 anos. Foram nada menos que 50,6 mil unidades vendidas. Este número representa um aumento de 40% de vendas, e relação ao mesmo mês do ano passado. A expectativa é conseguir comercializar, em todo ano de 2007, cerca de 550 mil unidades. Os números foram divulgados pela Adefa, associação das montadoras do País.
Marco da Marcopolo
A Marcopolo registrou a marca de 200 mil unidades de ônibus produzidos, um recorde em toda a América Latina. O número foi alcançado através da produção de um microônibus Senior, fabricado na unidade Planalto, em Caxias do Sul, para a empresa Reunidas, de Caçador, Santa Catarina.
Ritmo chinês
A montadora chinesa de motocicletas FYM acaba de inaugurar seu 19º ponto de vendas no Brasil. Trata-se de mais uma concessionária do grupo Germânica, distribuidor oficial dos modelos da marca, em Campinas. A FYM quer fechar o ano com cerca de 35 pontos de vendas e cerca de 15 mil unidades vendidas. Para 2008, a meta é mais ousada: serão 80 concessionárias e um total de 30 mil motos comercializadas no País.
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 Aston Martin Vanquish S da Mansory |
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 60 anos da Volkswagen Vans |
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Vitrine
Questões de imagem
Diogo de Oliveira/ - Auto Press - Rio de Janeiro
 Citroën C3 XTR 1.4 8V Flex |
Alguns carros compactos “vestidos” para aventura já nem tentam fisgar quem gostaria de ter um 4X4 legítimo. Eles só trabalham mesmo com a imagem de robustez. Prova disso é o Citroën C3 XTR. Na época do lançamento, a própria montadora francesa fez questão de definir o modelo como “on-road”. E a vocação urbana do C3 é tão profunda que a Citroën tratou de instalar sob o capô uma opção de motorização nada aventureira: a 1.4 flex. Por um lado, este motor tira qualquer pretensão esportiva do modelo. Mas por outro, a versão é mais barata que a 1.6 16V e ainda cumpre a função de “masculinizar” o C3, um carro com grande apelo de design e, por isso mesmo, muito identificado com o público feminino.
A versão XTR 1.4 foi lançada há quatro meses e as vendas logo acusaram sua chegada. Nos últimos dois meses, o C3 XTR 1.4 emplacou 389 unidades vendidas, contra 169 unidades do XTR 1.6 16V. Na prática, com o propulsor 1.4 flex o preço da versão produzida em Porto Real, no Rio de Janeiro, caiu R$ 3.675. Custa hoje R$ 47.840, enquanto a XTR 1.6 16V flex sai por R$ 51.515. Adiferença de preços provocada pelas motorizações da Citroën não é tão grande. Mesmo assim, as versões 1.4 têm boa aceitação no mercado - inclusive porque funcionam como modelos de entrada, já que a Citroën não dispõe de motores 1.0 no Brasil. Na versão convencional do C3, por exemplo, foram vendidas no último mês 2.082 unidades da versão 1.4, contra apenas 267 unidades do hatch equipadas com o motor 1.6 16V.
A unidade de força 1.4 flex gera 80 cv com gasolina e 82 cv com álcool e torque máximo de 12,6 kgfm para ambos os combustíveis, disponível aos 3.500 giros. Em relação ao C3 GLX, o XTR traz um pacote visual cheio de adereços, que o deixam com aspecto mais robusto. Estão incluídos rodas de alumínio com desenho exclusivo, barras longitudinais no teto, ponteira do escapamento cromada, soleiras laterais e molduras de plástico revestindo grade, pára-choques e pára-lamas.
Há diferenças também nos pacotes de série. O C3 XTR 1.4 vem de fábrica bem completo, com ar-condicionado, direção elétrica, trio, duplo airbag frontal e rádio/CD com comando no volante. Pintura metálica - vermelha, prata ou pérola - custa mais R$ 675. E o XTR pode ter ainda bancos de couro, disqueteira para 5 CDs no painel, sensor de estacionamento e sistema viva-voz para celular, via Bluetooth - todos opcionais, com custo total extra de R$ 3.351. Já o antibloqueador de freios, ABS, não é oferecido nem como opcional.
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Cheio de estilo
(Diogo de Oliveira/AP)
A Citroën certamente pensou mais em conforto e design quando projetou o C3. O teto alto e a posição mais verticalizada dos passageiros fazem o compacto ganhar em espaço longitudinal útil. A boa qualidade dos materiais, apesar de não oferecer luxo, deixam o ambiente interno bem aconchegante.
Um aspecto positivamente marcante no Citroën C3 é a suspensão muito bem calibrada. E ela não foi modificada em nada para receber a fantasia “aventureiro de cidade” do XTR. Ou seja: absorve bem os desníveis nas ruas e garantem o conforto. No limite nas curvas, deixa a carroceria rolar um pouco, mas sem maiores sustos.
Nesse modelo interessante dinamicamente, só o propulsor 1.4 flex sai do tom. Seus 82 cv de potência com álcool são suficientes para uma condução civilizada, sem arroubos. E nem o bom torque de 12,6 kgfm, que aparece em oportunos 3.250 giros, compensa modéstia do propulsor. O zero a 100 km/h é cumprido em bons 12,4 segundos. Prova que a esportividade não é, definitivamente, uma característica do C3. Mas na essência do carrinho da Citroën há outras qualidades, como conforto e, principalmente, muito estilo.
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AutoMundo
Embarque imediato
Diogo de Oliveira/ - Auto Press - Rio de Janeiro

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Com a crise aérea, viajar de ônibus volta a ser uma alternativa atraente. É nesse contexto que a Volvo lança seu novo chassi de ônibus rodoviário, o B9R, que tem boas chances de “pegar carona” na inusitada circunstância. O B9R oferece como novidade uma série de sistemas eletrônicos de controle mecânico, capazes de trazer maior segurança e que certamente serão seus principais argumentos de vendas. Estão na lista suspensão eletrônica a ar, freio motor que alcança uma frenagem de 350 cv, assistente de frenagem ABS e caixa automatizada I-Shift.
A grande inovação do B9R, no entanto, é batizada de BEA2 (Bus Eletronic Architecture 2), ou arquitetura eletrônica para ônibus de segunda geração. A tecnologia fornece ao motorista informações completas sobre o motor, a caixa de câmbio, freios, suspensão, luzes e parte elétrica em geral. Por meio do display do computador de bordo, o “piloto” fica a par de tudo que está acontecendo com o veículo.
Há sensores, por exemplo, que indicam o tempo de vida útil das pastilhas de freio. Outro exemplo interessante: quando o motorista pisa no pedal do freio, o sistema envia sinais para o módulo de comando, que determina a melhor regulagem de pressão nos freios de cada eixo e rodas, de acordo com o peso de passageiros e bagagens. Ou seja, todo o chassi B9R é monitorado permanentemente para evitar problemas mecânicos e até eventuais erros do motorista.
Entre as tecnologias “gerenciadas” pelo sistema BEA2, o chassi B9R traz de série dispositivos como o EBS-5, de frenagem eletrônica. O sistema incorpora assistente de antitravamento de freios ABS, controle de tração ASR - que impede patinação em arrancadas -, regulagem eletrônica da pressão de frenagem, sensores de desgaste de pastilhas, freios a disco e auxílio para arranque em subidas HSA (Hill Start Aid), ou auxílio para arranque em aclives, em português. Por meio de um sensor, o sistema permite ao motorista ter entre três e quatro segundos para pisar no pedal do acelerador antes que o veículo comece a descer. A tecnologia HSA está presente também nos caminhões da marca sueca.
Outro destaque do chassi produzido em Curitiba, no Paraná, é a caixa de transmissão inteligente I-Shift, toda feita em alumínio - a mesma que equipa os caminhões Volvo da linha F. Com 12 marchas, o câmbio é automatizado e dispensa o pedal da embreagem. Além disso, um visor no painel de instrumentos indica todas as trocas feitas pelo motorista, apontando também quais outras marchas estão disponíveis além da engatada. De acordo com a Volvo, o dispositivo contribui para a redução do consumo de combustível.
A caixa I-Shift tem ainda duas configurações disponíveis: a Pro e a Standard. Na I-Shift Pro, o motorista pode realizar trocas manuais e escolher entre três modos de condução disponíveis: normal, econômico e potência. O modo econômico é para quando estiver em velocidade de cruzeiro. E o modo potência é para trafegar, por exemplo, em trechos muito íngremes. Já na configuração normal, basta acelerar e frear, como acontece com uma caixa automática convencional.
Com a alavanca da marcha integrada ao assento do condutor - para favorecer a ergonomia -, a caixa possui ainda um sistema inibidor de trocas indevidas. O câmbio I-Shift impede a troca de marcha ordenada pelo motorista quando “percebe” que a rotação do motor não convém a uma ou outra relação. E aguarda o melhor momento para fazer a mudança.
Além de todos os dispositivos eletrônicos, o B9R é equipado com motor traseiro de 9 litros na configuração 4X2. O motor D9B - também usado para empurrar alguns modelos de caminhões da marca - está disponível nas potências de 340 cv e 380 cv, com torque máximo de 163,1 kgfm e 173,3 kgfm, respectivamente. Uma das carrocerias adequadas ao novo chassi da Volvo é Paradiso 1200, da Marcopolo, com capacidade para 61 passageiros.
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 Novo chassi de ônibus Volvo B9R |
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AutoPerfil
Ambições emergentes
Bernardo Feital/Auto Press - Rio de Janeiro
 Com Punto, Fiat se arrisca em um mercado mais requintado |
A Fiat quer de vez perder o estigma de montadora de “carros populares” no Brasil. Depois de tentar, sem sucesso, emplacar em segmentos em que o preço não é o principal componente do carro - caso dos médios Stilo, Marea e Brava -, a marca se aventura com o compacto Punto, modelo lançado na Europa já há dois anos. A proposta é tentar encaixá-lo no mercado dos chamados compactos premium. Feito sobre a plataforma do monovolume Idea brasileiro - adaptada do Palio -, o Punto chega neste mês às concessionárias nas versões 1.4, 1.4 ELX, 1.8 HLX, 1.8 Sporting. Os preços não são, de fato, um ponto de atração. A versão básico, sem ar-condicionado, começa em R$ 37.900. Completo, o modelo 1.8 Sporting chega a estratosféricos R$ 67.120.
Com a chegada do Punto, a Fiat vai manter o Palio no duelo com rivais de segmentos mais baratos. Com o novo hatch - que só é feito no Brasil com quatro portas - a montadora instalada em Betim aproveita para apresentar sua nova logomarca. A cor azul dá espaço à cor vermelha, e o design é uma referência à marca criada em 1931, quando a estética fascista, da era Mussolini, dominava o gosto italiano. No desenho do modelo, as linhas esportivas predominam e ajudam o carro a se distanciar da estética do Palio. O grande detalhe do automóvel se dá na grade dianteira, que confere um aspecto robusto ao Punto. Os faróis alongados, que seguem a linha do carro, também são um diferencial do modelo. Conhecido na Europa como Grande Punto, o carro chega ao país querendo enfrentar o Citroen C3, o Volkswagen Polo e o Honda Fit.
Sob o capô, o motor 1.4 injeta 85 cv de potência, com gasolina, e têm seu torque máximo em 12,4 kgfm, no mesmo combustível. Com álcool, o carro chega a 86 cv e aumenta seu torque para 12,5 kgfm. O motor mais potente, 1.8 - um projeto da General Motors produzido pela Powertrain -, gera 113 cv, com gasolina, e 115 cv, com álcool. O torque máximo varia de 18,0 kgfm, de gasolina, para 18,5 kgfm, para álcool.
As quatro versões do modelo variam muito nos quesitos preço e acessórios - entre os R$ 37.900, apenas com direção hidráulica, vidros e travas elétricos, e os R$ 67.120 da Sporting completa. Pouco acima da básica, a versão 1.4 ELX ganha ar-condicionado, faróis de neblina, volante com regulagem de altura e brake-ligth e começa em R$ 41.600. Na 1.8 HLX, o compacto recebe ainda revestimento de veludo nos bancos, direção com ajuste de profundidades e espelhos retrovisores elétricos e parte dos R$ 44.400. O “top” de linha, o 1.8 Sporting adiciona de série freios com ABS e airbags, rádio/CD player com Bluetooth para celular. No design, o modelo se distingue pelo interior com detalhes em vermelho, rodas de liga leve de 16 polegadas e faróis com máscara negra. O preço inicial é de R$ 51.900 e passa dos R$ 67 mil com teto solar e ar-condicionado automático, entre outros equipamentos.
Apesar do preço, a intenção da Fiat é conseguir comercializar entre 2.500 e 3 mil unidades do Punto por mês no Brasil e exportar outras mil unidades mensais para países da América Latina. O mix de produção planejado é de 70% para a versão 1.4 e 30% para a 1.8. Por enquanto, pelo menos, não há nenhuma previsão da chegada do motor 1.0. Mas o motor 1.8 não deve ficar muito tempo sob o capô do Punto. A idéia da marca é parar de usar o motor da GM o mais breve possível e passar a utilizar um propulsor próprio.
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 Fiat Punto |
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Fiat Tempo já disponibiliza o modelo
A concessionária Fiat Tempo Americana já recebeu o novo Fiat Punto. Segundo o gerente de vendas da concessionária, Ariovaldo Basso, o fluxo de clientes e as vendas efetivadas do Punto no final de semana superaram as expectativas da equipe Tempo.
O Punto está disponível em quatro versões de acabamento: 1.4, ELX 1.4, HLX 1.8 e Sporting 1.8. E duas opções de motorização Flex, a 1.4 Flex e a 1.8 Flex. A velocidade máxima do Punto é de 181km/h (com gasolina) e 183km/h (com álcool), segundo a Fiat.
Na Fiat Tempo Americana, os clientes podem conhecer no novo Punto um sistema de comando de voz inédito no mercado sul-americano, o Blue&Me. O sistema faz o reconhecimento da voz e permite que comandos sejam dados pelo motorista, realizando chamadas para celular, Bluetooth, agenda pessoal de telefone, mensagens SMS, controle do MP3 Player e pendrive.
(Da Redação)
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Grato conforto
(Hernando Calaza/ - Mega Autos)
O Punto 1.8 demonstra um generoso torque de 18,0 kgfm a 2700 rpm, necessário para empurrar os quase 110 kg extras, em comparação ao Palio. O carro só se sente mais confortável por volta dos 4 mil giros. Contando com regulagem de altura nos assentos e de altura e profundidade no volante, a condição de condução do veículo é correta, com boa visibilidade, apoiada por amplos retrovisores.
A suspensão confere ao carro um aspecto confortável, fazendo-o deslizar pela pista. Os pneus mantém um bom nível de aderência, até ceder diante de uma seqüência de curvas. Mas é possível corrigi-las desacelerando um pouco. O câmbio, de curso longo e encaixes moles, se parece muito com o do Palio. A direção também não é muito precisa, mas os freios são eficientes. No entanto, pode-se afirmar que, na vida cotidiana, não será o mais esportivo dos carros. Mas é confortável, rápido e previsível.
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