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1. Águas de março | 2. Ana Luiza | 3. Matita Perê | 4. Tempo do mar | 5. The Mantiqueira Range | 6. Crônica da casa assassinada | 7. Rancho nas nuvens |
8. Nuvens douradas


Gravado em janeiro de 1973 no estúdio da Columbia, em Nova York, com arranjos e regência de Claus Ogerman e diversos músicos que Tom muito estimava, entre outros, João Palma e Airto Moreira na percussão, os baixistas Ron Carter e Richard Davis, o trombonista Urbie Green e os flautistas Jerry Dodgion, Romeo Penque, Phil Bodner, Don Hammond e Ray Bakenstein. Matita Perê tinha apenas oito faixas, uma delas, a sexta, contendo quatro temas do filme A casa assassinada: "Trem para Cordisburgo", "Chora coração" (com letra de Vinicius), "O jardim abandonado" e "Milagre e palhaços". Só seu sinfônico tema principal, com arranjo de Dori Caymmi, durava 7m13s, o que inviabilizaria sua execução em emissoras de rádio - mas Tom não estava nem um pouco preocupado com o potencial comercial do disco, que abria com "Águas de março" e, antes de "Matita Perê", apresentava a primeira de uma série de supostas musas jobinianas, "Ana Luiza" ( "foi uma canção premonitória, pois depois me casei com Ana e tive uma filha chamada Luiza"), prosseguindo com o tema composto para o documentário Tempo do mar, mais "Mantiqueira Range" (de Paulo Jobim), "Rancho nas nuvens" e "Nuvens douradas". Tom conseguiu vender uma parte do projeto para a Polygram e outra para a MCA. Com um multicolorido desenho rupestre na capa interna, feito por Paulo Jobim, que outras ilustrações desenharia para os LPs Urubu e Terra Brasilis, o disco foi lançado em 8 de maio, no clube Caiçaras, na Lagoa Rodrigo de Freitas, precedido da exibição de Tempo do mar e com a presença de Drummond, Palmério e do presidente da Academia Brasileira de Letras, Austregésilo de Athayde.