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Tom jobim - "Garota de Ipanema" também tem uma coisa universal. Um americano disse que o sentimento da "Garota" passa. O sujeito está lá trabalhando, furando a rua, quebrando pedreira, e dá uma espiada. Esse é um sentimento universal. O cara pára de tomar o chope e olha para a garota, não é? É claro que quando a gente fez não pensou em nada disso. A gente só via a garota passar. O Vinicius era casado, eu era casado, a garota que passava por ali era muito jovem. Nós, como homens casados, não podíamos nos aproximar muito. Ela também certamente queria fugir desse assédio, de homens notoriamente casados e com filhos. Não tinha idade para ter liberdade. Nem cantávamos para ela quando passava. Primeiro, porque não podia tocar violão no botequim. O português proibiu logo, porque violão dá briga. Nossa atitude era bem discreta. Inclusive a garota era filha de um general do SNI, mas nós não sabíamos disso. Nós estávamos ali por causa do chope, não é? Eu pedi ao Vinicius uma letra e ele fez a letra. A gente não achou muito boa, ele fez outra letra. A que ficou foi a terceira letra.

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