Mesmo
pesquisando novidades, Tony mantinha sua linha calcada na nostalgia, que agradava
a maioria dos freqüentadores de seus bailes. Assim,
hits da época se misturavam a antigos sucessos
internacionais que embalavam o pessoal, como Brenda
Lee, Jimmy Smith, Peres Prado, Johnny Rivers, Chubby
Checker e Stan Getz. Toda
essa efervecência musical desaguou nos anos 80
com um nome para um estilo que não era unanimidade
nos bailes mas encontrava espaço nas equipes
que preferiam a música negra para fazer a
|
|
galera dançar:
o samba-rock. Essa mistura de black, nostalgia e samba-rock
ficou conhecida como "balanço black". |
Em
1984, já com mais de 10 anos de experiência como
DJ de bailes, Tony Hits resolveu
convidar alguns cantores para se apresentarem durante as festas.
Deu oportunidade para o pessoal que estava começando
o pagode, como Zeca Pagodinho, Fundo de Quintal e Jovelina
Pérola Negra. Misturados ao samba-rock tocado por Tony Hits, esses shows
lotavam os salões.
|
Com
a fama de seus bailes e todo o conhecimento musical
adquirido durante quase duas décadas como DJ, Tony Hits resolveu
montar, no começo dos anos 90, um sebo de vinis
especializado em música black e samba-rock. Desde
a abertura, a loja recebeu grandes nomes da música
brasileira e internacional e celebridades que passaram
por lá para prestigiar essa fonte inesgotável
de histórias, como Afrika Bambaataa, Marky
Marky, Mano Brown, Simoninha, Ramilson Maia, Bebeto,
Charles Gavin, Jair Rodrigues, Dudu Marote, Luis Wagner,
Nereu, Fritz, Joãozinho Carnavalesto, Grupo Art
Popular, Péricles, Elizabeth Viana, Marisa Orth,
Ana Paula |
| Arósio e muitos outros.
|
|
Em
1998 Tony levou ao ar,
pela Rádio Imprensa, o programa "Clássicos
da Nostalgia". Idealizado por Natanael Valêncio e patrocinado por Marcos Green, trazia também
o DJ Adalto Remix e fez enorme sucesso. Durante três
anos, o programa levou para os ouvintes de rádio os
bons e velhos tempos dos bailes de samba-rock e nostalgia.
Artistas consagrados, como Paula Lima, Bebeto, Ciro Aguiar,
Luis Wagner e vários outros, foram entrevistados.
O sucesso foi tanto que montaram a equipe de baile "Clássicos
da Nostalgia", que se destacou entre as melhores
da cidade, fazendo festas em casas como Club Homs, Casa
de Portugal e Círculo Militar.
O
reconhecimento por todo esse envolvimento com a música
aparece em revistas e jornais do Brasil e de outros lugares
do mundo, que publicaram matérias e entrevistas com Tony Hits. Também
figura no livro "Todo DJ já sambou", da jornalista Claudia Assef, que conta a história dos disc-jockeys
brasileiros.
|