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Ele pode comer chocolate?

Delícia das delícias, um irresistível sabor de quero-sempre-mais. Fonte de energia, vitalidade e muito prazer. Cantado em prosa, verso, tema de filme, enredo de escola de samba, chocolate é mesmo tudo. E tanto que só faz aumentar, a cada dia, o número de pessoas do seleto grupo de chocólatras. Aqueles que, definitivamente, fazem qualquer coisa por uma barrinha desta mistura mágica: cacau+leite+açúcar.


Lá longe, séculos atrás

Tudo começou há muitos e muitos séculos. Segundo a lenda, lá pelos 1500 a.C., foi a civilização olmeca, habitante da região do Golfo do México, a primeira a provar o fruto do cacaueiro. O hábito passou para os maias, os toltecas e os aztecas, que utilizavam o cacau como bebida, geralmente misturado ao milho, gengibre e pimenta. A composição, para lá de energética, era chamada de “o alimento dos deuses” e muitíssimo consumida pelos sacerdotes em rituais religiosos.

Até que Cristóvão Colombo – ele mesmo – trouxe algumas sementes para o rei Fernando II, da Espanha. Mas ainda demorou até surgir a primeira barra de chocolate. Pelo que consta, foi em 1910, por obra e graça dos franceses. Não que por aqui não houvesse o bendito fruto. Na verdade, desde 1746 se planta cacau na Bahia, onde o solo e as condições climáticas são as mais favoráveis, no Brasil, para esta cultura.


Ele tem a força

Altamente calórico – uma barra de 100 g tem 611 caloriasl –, rico em açúcares e gorduras, o néctar marrom é presença obrigatória nas mochilas dos alpinistas, dos atletas, soldados, de todos que precisam de reservas extras de energia em suas atividades. O chocolate tem, ainda, proteínas, cálcio, fosfato e outros minerais. Além dos fenóis e flavonóides, substâncias naturais que reduzem o colesterol e, portanto, o risco de doenças cardiovasculares e arterioesclerose.

Como se não bastasse, estimula a produção de serotonina – um neurotransmissor cerebral que regula nosso humor – evita a oxidação e degeneração das células. Boa notícia: segundo o Departamento de Dermatologia da Escola de Medicina da Universidade da Pensilvânia, a delícia não causa e nem agrava os processos de acne.


Em pó, mais leve

Que engorda, engorda, mas apenas se for consumido em grande quantidade. A forma em pó é menos calórica: cada 100 g corresponde a 509 calorias.  E tem menos gorduras também: 30 g contra os 48,7 g da barra. O que, dependendo da atividade, se queima, mais ou menos, rapidamente. Explicação: comer um bombom sentado diante da TV é bem diferente de comer um bombom antes de um passeio de bicicleta.

Por isso mesmo, o alimento é uma ótima opção para o lanche da escola, quando a criança precisa de um reforço de energia para brincar e correr pelo pátio. Com a certeza de que, ao final do recreio, já terá eliminado estas calorias extras. As mais gordinhas devem moderar o consumo, mas podem, por exemplo, abusar um pouquinho nos fins de semana.


Desde pequenininho

A partir dos seis meses, seu filho pode ser apresentado ao chocolate. Sem exageros, adicionando-se apenas uma colherzinha (chá) ao leite. Mais tarde, já com um ano, prova aquele que será seu grande sonho de consumo por muitos anos: o brigadeiro. Para os bebês, melhor não enrolar o doce no granulado e fazer bolinhas menores. Evita que ele engasgue.

Considerado um alimento quente, no verão, recomenda-se consumi-lo gelado, em forma de musses, sorvetes e milk-shakes. 

Atenção!
Chocolate não substitui refeição. Esta deve conter todos os grupos de alimentos para garantir o crescimento saudável da criança.



Regina Protasio
Consultoria: Dr. Paulo Roberto Lopes, pediatra. Médico da Unidade Materno-Infantil do Hospital dos Servidores/RJ




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