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Férias: o bebê também viaja

De carro, ônibus ou avião, não importa. Ele acompanha vocês e se revela uma ótima companhia. Importante é evitar trilhas exóticas, locais de difícil acesso e que fiquem longe de hospitais ou postos de saúde. Converse com o pediatra, atualize as vacinas, confira nossas dicas e...boa-viagem!


Qual o melhor roteiro?

Certamente lugares calmos, mas que contem com uma infra-estrutura razoável na área de saúde (hospital ou posto de saúde 24 horas, farmácia). Evite regiões turísticas, sempre muito cheias, trilhas de difícil acesso, praias desertas, ou locais próprios para a prática de esportes radicais.

Ao fazer a reserva do hotel, pergunte se dispõe de berço e se permite o acesso à cozinha, caso precise preparar as refeições do neném. Alguns oferecem, ainda, serviços de babás ou recreadores.


É muito importante:

Caso vá para o exterior, fazer um seguro de saúde de cobertura internacional.

 Atualizar o calendário de vacinação do bebê. Lembre que, dependendo do destino escolhido, há países que exigem vacinas específicas, a serem tomadas pelo menos 10 dias antes do embarque. Mesmo no Brasil, para certas cidades das regiões Norte e Centro-Oeste, onde ainda existe a febre amarela, toda a família deve se prevenir.

 Ter, à mão, os telefones do pediatra, do plano de saúde e o livro dos hospitais e médicos conveniados.

 Levar a certidão de nascimento do seu filho em viagens dentro do Brasil. Para o exterior, ele necessita de passaporte e da autorização do pai (se estiver viajando somente com a mãe) ou da mãe (se estiver viajando com o pai). O Código da Infância e da Adolescência determina que o documento tenha data e destino da viagem com firma reconhecida.



Se não estava nos planos levar o carrinho do bebê, pense em como ele será útil para os passeios e mesmo se for transitar em aeroportos, levando bagagens de mão, etc.


Fazendo as malas

Muito calor pela frente? Junto às peças leves, algumas em moleton, para o caso de a temperatura virar. A recíproca é verdadeira: mesmo nos lugares mais frios, pode dar uma esquentadinha. E não esqueça do travesseirinho dele: pode fazer falta.

Já a quantidade de roupa, depende de quantos dias vocês ficarão fora e da possibilidade, ou não, de lavar as peças. A idade da criança também influi: o bebê, em geral faz quatro trocas diárias. Não inclua nesta conta: casacos, sapatos e mantas, que podem ser usados mais de uma vez.


Bolsas extras, para todas as horas

Prefira malas com rodinhas, mais fáceis de transportar. Em um dos cantos da mala principal, ou em uma bolsa extra, organize a farmacinha do neném: termômetro, algodão, soro fisiológico, gaze, esparadrapo, antitérmicos, analgésicos, repelente e pomada contra picadas, remédio para enjôos e outros de que ele faz uso. Inclua, ainda, o pente, a tesoura de unhas, além de sabonete, xampu, óleo de limpeza, protetor solar, cotonetes, etc.

A malinha de mão é indispensável, por mais curto que seja o percurso. Separe três ou quatro fraldas, lenços umedecidos, mamadeira com água, chupeta, duas mudas de roupa, manta ou agasalho, um brinquedinho e o kit de primeiros-socorros, além dos remédios que ele está tomando. Não esqueça, também, de levar a carteira do Plano de Saúde e a sua preciosa agenda de telefones.



Em espaços movimentados como aeroportos, rodoviárias, restaurantes, hotéis e parques, o bebê que já anda sozinho pode escapar e perder-se de vocês. Mantenham, em algum bolso de sua roupinha, um cartão com nome e telefone de contato.


A família pega a estrada

De carro, sem horários muito rígidos para sair ou chegar. No verão, melhor viajar no começo da manhã ou no final da tarde, quando o sol está menos quente. Mas, atenção: bebês somente no banco de trás. E, até seis anos, segundo legislação internacional, acomodados em cadeiras com cinto de segurança próprio.

Em viagens mais longas, vale uma paradinha a cada duas horas para descanso. Ao subir a serra, ofereça o peito ou a mamadeira para o bebê, que alivia a pressão nos ouvidos.

Mesmo com a possibilidade de parar e fazer as refeições na hora que quiser, não custa nada levar um lanchinho no carro, principalmente pensando no bebê. Se ele tem até seis meses, basta a amamentação. A partir daí, começa a provar outros sabores. Compre uma bolsa térmica e encha com frutas, sucos, água, biscoitos, sanduíches, comidas em potinhos.

Alguns brinquedinhos, CDs de histórias ou musiquinhas infantis, ajudam a distrair as crianças que, nem sempre, se contentam em admirar a paisagem. Aproveitem, também, para conversar, inventar jogos e brincadeiras, tornando a viagem ainda mais divertida.


De ônibus, sem preocupações

Seu filho pode viajar de ônibus, sim. Para os menores de seis meses, o pediatra recomenda percursos pequenos, até duas horas e meia, no máximo. De preferência, não leve o bebê no colo. Desconfortável para você e para ele. Compre uma passagem a mais e acomode-o no moisés no assento ao seu lado, com toda a segurança.

Em geral, as empresas não oferecem alimentação. A não ser em determinados roteiros, em que os passageiros contam com água, balas, bombons, biscoitos e bebidas lácteas. Se o neném mama no peito, tudo bem. Para a criança maiorzinha, leve o lanche de casa.

Dependendo da duração da viagem, haverá paradas a cada até três horas. Aproveitem estes intervalos para caminhar um pouco. É importante para a circulação, depois de tanto tempo sentados, e também para distrair o bebê.

Na hora do embarque, apresente sua carteira de identidade e a certidão de nascimento da criança. Caso ela viaje com qualquer outro adulto que não os pais, precisa de autorização, por escrito, de vocês, e uma certidão do Juizado de Menores.


A bordo, tudo azul

Querem chegar mais depressa e preferem o avião? Nenhum problema. A partir de uma semana de vida, o bebê está liberado para viagens aéreas. Com alguns pequenos cuidados.

O ideal é escolher vôos diretos, sem escalas ou conexões. Se os adultos já se cansam, imagine as crianças. Caso a viagem seja longa, prefira vôos noturnos, quando é mais fácil dormir.



O ar condicionado do avião, em geral, é forte. Leve um agasalho extra para o bebê.


O bebê tem direitos

Para um check-in mais tranqüilo, esteja no aeroporto antes da hora marcada. E peça as primeiras poltronas, onde, em geral, há um suporte para berço.

Em algumas companhias, a criança de até seis meses recebe uma mochilinha com mamadeira, leite ou vitamina, fraldas, moisés, lençol e um ursinho de pelúcia. A partir de seis meses e até dois anos, o cardápio inclui os tradicionais potinhos e, ainda, hambúrguer e batata frita. Para usufruir estas vantagens, basta declarar, no ato da reserva, a idade do seu filho, e até, se for o caso, sugerir outras opções de acordo com a alimentação habitual.



Você pode usar o carrinho para transportar o bebê até o avião. Depois, entregue-o à a aeromoça, que ela guarda até o desembarque.


Segurança e conforto


Seu filho vai no colo, mas somente você usa o cinto de segurança. Em caso de turbulência mais forte, segure-o com firmeza contra o corpo. Lembre-se que, até um ano e onze meses, o bebê pode ser acomodado no moisés, tendo direito a lençol, travesseiro e manta, cedidos pela empresa de aviação. Ao fazer a reserva, comunique que viajará com uma criança de colo e confirme o uso desses recursos.

Na decolagem coloque-o na posição vertical, como se estivesse em pé no seu colo. Isso evita a dor de ouvido, especialmente se ele acumula algum catarrinho no nariz. Há especialistas que recomendam a amamentação durante a aterrissagem e a decolagem, para evitar a sensação de ouvido fechado. Ouça seu pediatra.

O soro fisiológico (ou rinosoro) pode prevenir a pressão no ouvido. Pingue ½ conta-gotas, se o neném tiver até um ano, e um conta-gotas inteiro, a partir daí, sempre meia-hora antes da partida do vôo.


Documentos à mão

Antes de viajar, informe-se sobre os documentos necessários para o embarque do bebê. Dependendo do local de destino, as exigências são diferentes. E atenção aos preços promocionais, de acordo com a idade da criança e se ela vai ocupar, ou não, um assento sozinha.

Segundo a legislação, menores de dois anos pagam somente 10% da tarifa, mas devem viajar no colo. Entre os dois e 12 anos, pagam 50% da passagem normal e têm direito a assento individual.




Zilda Ferreira
Consultoria: Regina Sarmento, nutricionista materno-infantil e especialista em Cuidados com o Bebê; Dr. Eduardo Figueiredo Salles, pediatra; Assessoria de Imprensa da Viação Itapemerim; Assessoria de Imprensa da Varig




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