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Até quando é normal fazer xixi na cama?

Por volta dos três anos, de 40% a 50% das crianças ainda fazem xixi na cama. Aos cinco, somente cerca de 18% mantêm o hábito que gera, além do desconforto, muita angústia e insegurança. Mais comum entre os meninos, a enurese noturna pode estar ligada a distúrbios físicos, emocionais ou mesmo ter origem genética.


Conheça as causas

Hereditariedade. Se o pai ou a mãe sofreu de enurese na infância, a probabilidade de acontecer com os filhos é de 45%. Se foram os dois, sobe para 80%.
Imaturidade no funcionamento dos músculos (esfíncteres) da bexiga.
Alterações hormonais, neurológicas, diabetes.
Infecção urinária. Quando curada, a criança deve voltar a controlar o xixi.
Situações de estresse, como nascimento do irmão, separação dos pais, perda de um familiar querido, mudança de casa ou de escola. Em qualquer dos casos, a regressão costuma ser temporária.
Medo de sair do quarto e ir até o banheiro, sozinho, no escuro. Deixar uma luz suave acesa, à noite, sempre ajuda. Se mesmo assim, seu filho não se sentir seguro, você pode se oferecer para acompanhá-lo.


Quando procurar o médico

Calma, acima de tudo, e muita paciência para enfrentar a situação. Comece identificando a causa, se é recorrente ou acontece pela primeira vez, se está relacionada a algum trauma emocional que, aos poucos, a criança possa vencer por ela mesma.

Observe, ainda, a freqüência com que ocorre. Foi um fato isolado? Não dê atenção. Uma vez por semana? Deve passar naturalmente. Todas as noites, de dia também e o bebê tem mais de três anos? Hora de procurar o pediatra. Dependendo do caso, ele pedirá exames laboratoriais e, a partir dos resultados, uma ultra-sonografia ou outros testes específicos.

Isso ajuda

Não oferecer muito líquido depois das 18:00h.
Criar a rotina da ida ao banheiro antes de deitar, mesmo quando vocês chegam tarde em casa e ele já vem dormindo no carro.
Em clima de brincadeira, sugira um jogo para seu filho aprender a reter o xixi. De dia, quando vier a vontade, peça que prenda um pouquinho, por três minutos. Depois, aumente para quatro, cinco. O treino fará com que ele tenha a sensação da bexiga cheia e exercite a capacidade de dominar melhor a musculatura da região.
Proteger o colchão com um plástico e manter, sempre ao lado da cama, um pijama limpo, para ser trocado, quando necessário.

Isso não ajuda

Acordá-lo no meio da noite, para ir ao banheiro. Você não tem como saber se ele agüentaria dessa vez.
Voltar com as fraldas. Pode até ser mais prático, mas do ponto de vista emocional seria o maior desestímulo.
Brigar, castigar, humilhar, deixar claro que não confia na criança. Com a auto-estima em baixa, fica difícil superar o problema.



Regina Protasio
Consultoria: Dra. Paula Stockler, pediatra. Mestre em Saúde




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