|
O medo faz parte da vida da criança, embora ela não tenha ainda condições emocionais para enfrentá-lo. Por esta razão, todos os medos de seu filho, alguns absurdos, outros nem tanto, merecem o maior respeito. De nada adianta o adulto fingir que não notou. E nem dizer para tranqüilizar que
não tem bicho nenhum atrás da cortina ou que fantasmas não
existem.
Conversar com a criança sobre o assunto, levá-la a revelar - no meio de uma historinha, por exemplo - o que a deixa assustada, isto sim, pode ajudar bastante, O simples fato de poder compartilhar com alguém querido qualquer experiência vivida nos traz alívio. O mesmo ocorre com as crianças: falar, dividir o peso de suas angústias é muito bom. Afinal, ninguém mais duvida de que até os bebês, algumas vezes, se sentem amedrontados, tensos ou angustiados.
Com o que sonhou hoje?
Será que foi com um monstro? Em caso de resposta afirmativa, fale simplesmente:
pois você está salvo, papai e mamãe estão aqui. Estimule a conversa sobre o assunto. E, passo seguinte: para provar a inexistência de qualquer monstro no quarto, procurem juntos, debaixo da cama, dentro do armário, etc. Mas, cuidado. Não passem a idéia de que vocês sempre souberam que era tudo fantasia.
Não há nada aqui, você está com medo à toa. Agindo assim, estamos negando o medo da criança. Ao contrário, enxote os monstros, mande-os embora. Mostre que, nesta casa, quem manda são vocês e que não há fantasma que não enfrentem para defender seu filho.
Algumas brincadeiras também ajudam nesse tipo de situação. Se uma criança tem medo do escuro, sente na cama com ela - deixe as luzes apagadas - e brinque de identificar os objetos e móveis ao redor. Quanto maior o número de coisas reconhecidas, menor deve ser a ameaça que elas representam.
E se o medo persiste por muito tempo, impedindo que a criança leve uma vida
normal ? É sinal de que pode ter se transformado em fobia (medo excessivo, sem razão concreta para tal). O melhor, neste caso, será consultar um psicólogo infantil. A terapia ajuda a criança a elaborar os seus temores, fazendo com que aprenda a conviver melhor com eles.
| A maneira certa de falar com seu filho |
| Não diga |
Diga |
| Não tem nada aqui. Está com medo de quê? |
Até gente grande, às vezes, sente medo |
| Injeção não dói nada. É só uma picadinha boba |
Olha meu filho, injeção dói um pouquinho, mas passa logo e eu estou aqui. |
| Todos seus amigos se divertindo na piscina e você aí fora, feito um bobão |
Hoje você pode ficar na beira da piscina. Quem sabe amanhã a gente tenta nadar um pouquinho? |
|
Conheça os medos de cada idade
|