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Comer, com todo o prazer

Um lugar arejado, claro e tranqüilo. Cenário perfeito para seu filho fazer as refeições. A cadeira alta, bem confortável, permite que ele tenha visão total do ambiente. Escolha um prato bem bonito, colorido, a colher adequada e siga nossas dicas.

De frente para o bebê, aproxime o alimento de sua boca, mantendo a colher na posição horizontal, e deixe que ele o retire, mastigue e engula. Sem ansiedade, respeitando o seu ritmo. Alguns serão mais vorazes, outros mais lentos. Em qualquer dos casos, espere até que coma tudo, antes de oferecer uma nova colherada.

Observe a quantidade, evitando exageros. A sensação de ter um bolo de comida dentro da boca impede que o neném aprecie seu sabor. Pior, dificulta a deglutição coordenada, provocando engasgos repetidos.

Salgado, doce, ácido, amargo. O paladar começa a ser desenvolvido e, naturalmente, cada criança terá suas preferências. Mas não desista se ela recusar algum alimento. Tente oferecê-lo novamente, em outras composições. Se a rejeição continuar, substitua-o por outro, de igual valor nutritivo.

Evite as brincadeiras do tipo aviãozinho, teatrinho e outras mais, para ajudar a criança a comer. Não contribuem para criar hábitos alimentares saudáveis e transformam a hora das refeições em puro estresse.

Cuidado com o tempero. Sua função é realçar o sabor do prato, não disfarçá-lo. Economize no sal: alguns bebês custam um pouco a se acostumar com seu gosto. Além disso, o excesso não faz nada bem à saúde.

Depois do leite materno, sempre na mesma temperatura, o cardápio agora oferece variações de frio, quente, morno. Tantas nuances diferentes favorecem o amadurecimento da sensibilidade oral.

O visual do prato é importantíssimo. Funciona como verdadeiro atrativo para o nosso pequeno gourmet. Separe as porções dos alimentos, de modo que a criança possa distinguir suas cores, aromas e aprender a associá-los aos diferentes sabores.

Atenção: quando estiver alimentando seu filho, dedique-se, integralmente, a esta tarefa. Não é hora de ligar a TV, ler jornais, revistas ou acumular outra atividade. Converse com ele, mantenha-o interessado na refeição. Faça deste momento mais um espaço de convivência prazerosa para vocês dois.



Regina Protasio
Consultoria: Mariangela Lopes Bitar, fonoaudióloga clínica. Docente do curso de Fonoaudiologia da USP/SP




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