Publicidade

 
Pré-Natal
Saúde
Beleza e Bem-estar
Alimentação
Família
Parto
Saúde
Alimentação
Comportamento
Desenvolvimento
Segurança
0 a 3 anos
Tira dúvidas
Livros, CDs e DVDs
Cursos
Enxoval
Chá de Bebê
Astro Baby
Numerologia
Mala da Maternidade
Bolsa do Passeio
Calendário de Vacinas
Farmacinha Caseira
Festa
Faça Fácil
Calcule
Faça o Teste
Papel de Parede
Bebê / Comportamento



Como entender este pequeno egoísta

Ele é incapaz de pensar no outro. Tira o brinquedo da mão do amiguinho, sem a menor cerimônia. Os pais se aborrecem diante desse comportamento, aparentemente contrário aos padrões de solidariedade e desapego material que tanto defendem. Podem ficar despreocupados. Esta etapa, que se inicia na vida uterina, quando o bebê luta pela própria sobrevivência, costuma persistir até os três ou quatro anos. Depois, é outra história.


No início, tudo bem

Sempre há quem pergunte: a quem esta criança puxou? É claro, papai e mamãe querem ajudá-la a ser mais generosa. Fiquem tranqüilos, por enquanto. Como já dissemos, antes dos quatro anos não há motivo para alarme. Trata-se de um egocentrismo natural nesta fase e passageiro.

A entrada na pré-escola representa um grande passo no sentido da socialização. Entre outras coisas, seu filho aprenderá a partilhar direitos, como a atenção da professora e o uso de materiais. Também enfrentará deveres, como os horários das atividades ou o compromisso de não sujar o chão. Sem a exclusividade, antes garantida pela família, percebe que, para ser aceito nesse novo universo, deve fazer trocas e respeitar limites. E começa a entender que dividir não é perder, mas um meio de multiplicar brinquedos e amigos. 

Até lá, haja paciência! E uma dica: vá ensinando que o valor de objetos e pessoas é bem diferente e que, por medo de perder um brinquedo, pode perder um amigo. Aos poucos a criança irá entender o sentido de suas palavras. 


E se acontece o contrário?

O ideal é encaminha-la para um certo equilíbrio entre dar e receber. Por exemplo, desejando atenção ou afeto, a criança se propõe constantemente a ceder a merenda ou o carrinho preferido. Isso pode demonstrar uma falta de valorização do que lhe pertence. 

Vale considerar ainda que alguns objetos costumam ter um grande valor afetivo, como o ursinho preferido ou a boneca feita pela vovó. Por isso, não devem ser repassados ao amiguinho, sem que se avalie o risco de perdê-los. 

A criança ainda precisa de explicações claras e firmes, como: papai teve que trabalhar muito para lhe dar esse brinquedo e não vai comprar outro... Pouco a pouco, ela irá diferenciando, sem culpas, o que é ou não emprestável


Nada como o exemplo

O comportamento da família também conta muito. Quantas vezes, em nome da camaradagem, a mamãe obriga o bebê a entregar um brinquedo ao amiguinho, esquecida de que acabou de dizer não à amiga que lhe pediu um CD emprestado. Também existem papais que, sob qualquer pretexto, negam o uso do computador ao filho mais velho, dizendo apenas: não mexe, que é meu. 

O exemplo talvez seja a maior arma dos pais, no sentido de ajudarem o filho a se tornar a pessoa solidária que todos querem ter em casa.



Zilda Ferreira
Consultoria: Dra. Cristina Milanez Werner. Mestre em Psicologia Clínica e especialista em Terapia Familiar Sistêmica




Fale de Você
Opinião
Fale com o Doutor

Nome:
E-mail:



• cha de bebê • aniversário
• nascimento • outros
• batizado