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Ao nascer, o bebê tem os pulmões expandidos pelo oxigênio e... chora pela primeira vez. Isto significa que está pronto para respirar por conta própria, sendo o marco de uma vida independente do corpo materno. Dali para a frente, até que aprenda a falar, o choro será a sua forma de se exprimir. Assim, irá denunciar a fralda molhada, a fome, o frio. Pedir carinho, cuidados. Direitos que, afinal, todo cidadão deve reclamar.
O que eles querem
Nem sempre é um choro manhoso, fraquinho. Alguns bebês são capazes de instalar o caos dentro de casa, com berros que chegam a atingir 84 decibéis. Os pais nem sempre sabem lidar com estes
protestos. E para traduzi-los, precisam de um certo tempo de convivência com a criança. Até lá, nada como afeto e carinho. Só isto transforma gritos estridentes em choramingos, antes que a paz volte a reinar.
Engolir o fôlego
Há os que gritam, ficam vermelhos, tremem, enrugam a testa e de repente param, como se perdessem o fôlego. Não se preocupe, experimente apenas dar uns tapinhas bem leves nas costas, o que costuma resolver o problema. É claro, se ainda não tiver sido resolvido naturalmente.
Atenção!
A repetição desse quadro deve ser logo comunicada ao pediatra.
Deixar chorar?
Chorar sem parar pode ser sinal de fome, frio, calor, estresse ou até de um problema sério com a criança. Também há quem fale em manha, mas alguns especialistas afirmam que, até três meses, o bebê não tem consciência de que possa
chantagear os pais. Outros pesquisadores estendem este limite a seis meses e até a um ano de idade.
Manha ou não, muitas famílias preferem atender sempre ao chamado do pequeno chorão, opondo-se a quem diz que
deixar a criança chorar ensina quem é que manda. Esta variedade de opiniões reflete uma certa insegurança dos adultos, diante da impossibilidade de comunicação verbal do bebê até os seis meses. Eles se perguntam:
como criar confiança em um filho que chora e não é assistido? E têm razão.
Como gente grande
Começando a balbuciar e depois a falar, tudo fica mais simples. O bebê adquire cada vez mais condições de se comunicar. Vai dispensando choros e gritos, tão úteis até aqui. E outra coisa: consegue enfrentar limites e aprende a negociar suas vontades, percebendo que papai e mamãe também têm as suas. É só uma questão de tempo. Vale esperar!
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