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Ela foi a primeira pessoa que o bebê viu ao nascer. Está sempre por perto, dia e noite, atendendo a cada uma de suas necessidades: alimento, aconchego, proteção. Uma relação tão estreita, que é difícil para o bebê admitir que sua mãe é uma outra pessoa e não uma espécie de extensão dele mesmo. E esta percepção,que se dá em torno dos oito meses de idade, traz muita angústia e insegurança.
A fase é delicada, mais do que nunca, seu porto seguro não pode sair de perto, sob pena do pequenino perder o apetite, chorar muito e ter um sono agitado e curto. Vamos pensar a situação de outro ângulo: apesar da saudade e de estar bem informada sobre o que acontece, a mãe precisa sair de casa, deixá-lo por algumas horas para o trabalho ou mesmo para se divertir, porque ninguém é de ferro.
Indo e vindo
Como fazer, então, para tornar mais tranqüila a hora de dizer: tchau filhinho, mamãe não demora? Primeiro, não enganar jamais. Deixe que ele veja enquanto você se apronta para seus compromissos lá fora. Explique calmamente o porquê de sua saída, diga quanto tempo demora e que vai voltar para brincar e estarem juntos outra vez. Isto vale para todas as idades, inclusive os bebês bem pequenos. Não desapareça apenas, por não saber o que fazer. A repetição destes
sumiços pode acabar gerando uma insegurança enorme.
Quando voltar para casa ou passar pela creche para buscá-lo, é hora de festa. Vale mostrar toda a alegria que sentimos pelo reencontro. Conte algumas novidades do seu dia, tente saber, dentro das possibilidades dele, como foi o de seu filho. Não importa se ele já fala tudo ou não: vai
entender tudo o que está sendo dito apenas pelo tom de sua voz, pela expressão que você tem no rosto.
Se o vínculo entre mãe e bebê é forte, ele conseguirá tolerar bem esta separação que é puramente física.
Laços afetivos
Nos dias estressantes em que vivemos, é comum a mulher chegar cansada depois de levantar cedo, organizar a rotina da família e trabalhar, com uma grande carga de responsabilidade, na maioria das vezes, em horário integral. A criança que esperou tanto pela sua volta, porém, merece atenção.O importante é dedicar a ela o máximo de tempo possível, ainda que para isto seja necessário esquecer outras solicitações como testar uma receita nova ou arrumar o armário.
Quem trabalha fora e tem um bebê para cuidar certamente vai adiar saídas com amigos e muitas idas ao cabeleireiro e ao cinema. A organização da casa também pode não estar vivendo seus melhores momentos. Afinal, a Mulher Maravilha não passa de uma personagem que, aliás, nunca foi mãe. Mas, abrindo mão de alguns prazeres e adiando certas tarefas, estaremos contribuindo para de algo muito mais precioso: a criação de laços afetivos profundos e duradouros com nossos filhos.
Dicas para a hora de sair
Despeça-se carinhosamente com um beijo gostoso e...vá em frente. Evite ficar indo e vindo, sem saber o que fazer porque seu filho está chorando. Essa mostra de culpa e indecisão é péssima para ele. Ter uma profissão e investir nela ajuda no orçamento da família e nos realiza como pessoa, o que é fundamental para nossas crianças. Então, qual a razão da culpa?
Não tente compensar a ausência trazendo presentes todos os dias. Assim, a criança vai associar a sua volta com o direito a receber um bem material e não apenas ao afeto.
Procure entender as emoções de seu filho. Nunca o rejeite porque sente raiva ou medo, sentimentos legítimos diante de certas situações que vivemos.
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