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Quando o bebê olha para você, ele está vendo sim. Embora tenha um campo visual restrito e ainda não consiga perceber suas feições, já pode enxergar de 20 cm a 30 cm à sua frente. E consegue fixar o olhar desde os primeiros minutos de vida.
Primeiro ano, grandes conquistas
Verdade que somente aos quatro anos a criança tem a mesma capacidade visual do adulto. Mas, isso não impede que o recém-nascido distingua os contornos do rosto materno. E que mesmo sem poder observar o ambiente de maneira uniforme possa perceber a diferença entre a forma de um objeto (ou figura) e o fundo, ou entre duas superfícies de luminosidade diversa.
Nessa fase, suas limitações se devem, em parte, à imaturidade cerebral: o tamanho de seu cérebro corresponde a apenas 25% do que será depois, pelo resto da vida. Em poucos meses, no entanto, o sistema visual retina, pupilas, músculos responderá muito bem às necessidades.
Para isso, o primeiro ano de vida é rico em descobertas, facilitando e promovendo interesse por tudo que rodeia uma criança. Sem perder de vista o ritmo próprio de cada bebê, esse período é marcado pelas seguintes etapas:
| Progressos à vista |
| 1 mês e meio |
Ele já demonstra interesse em observar pessoas e animais. Pode contemplar o móbile acima do berço, acompanhando seu movimento horizontal com os olhos ou a cabeça. |
| 3 meses |
Além da percepção de relevo e profundidade, o neném passa a reconhecer as cores mais vivas. Outra grande conquista: a capacidade de usar, simultaneamente, os dois olhos. As imagens que eles recebem se fundem para formar apenas uma. Com isso, é possível enxergar um determinado ponto no espaço, sentir a profundidade e fixar objetos ao longe.
A visão exata de tudo o que está ao seu redor e das cores (até agora percebidas parcialmente), só virá em alguns meses. Mas você deve estimulá-lo, colocando objetos coloridos e variados ao alcance de seu campo visual. Sem exageros, é claro, para que ele não se canse. |
| 4 meses |
A parte mais trabalhada da retina, conhecida como fovea, está madura. O bebê já é capaz de focar a visão para ver, com mais nitidez, independente da distância. A essa altura, controla, cada vez melhor, os músculos oculares. Vira a cabeça para o lado e não perde nada do que acontece ao seu redor. Bastante ativo, acompanha a mamãe com o olhar e adora passear pela casa para ver as novidades. Este é um estímulo que não deve faltar. |
| Entre 6 e 8 meses |
Virar no berço, ficar sozinha de costas, sentar e até começar a engatinhar, enriquecem os ângulos de visão e estimulam novas aquisições da criança. Ela começa a explorar o relevo dos objetos, passando-os de uma mão para outra. Começa, também, a se dar conta de que o tamanho, a forma e a cor deles são constantes.
Outra importante descoberta: a existência das pessoas fora do seu campo visual: se a mãe, por exemplo, sai do quarto, a criança sabe que ela continua viva. Cada vez mais independente e autônoma passará os próximos meses em busca de novidades: ficará muito tempo olhando os diversos objetos, direcionando, rapidamente, os olhos para tudo que se movimenta. |
| Entre 11 e 12 meses |
A retina completa o seu ciclo de desenvolvimento e abre caminho para a entrada da criança em um universo mais alegre: ela já pode ver o vermelho, o azul, o amarelo e todas as outras cores. Também não perde de vista os detalhes de um desenho ou um buraquinho na mesa.
De agora em diante, pequenos jogos de reconhecimento podem aumentar seu aprendizado e suas experiências visuais. |
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